Vai em memória de Antonia Macedo Soares, uma grande mulher do sertão do Raso da Catarina à Cidade da Bahia, sepultada esta manhã de 15 de abril, no Jardim da Saudade, em Salvador.

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO IG

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reconheceu nesta terça-feira (15) que a compra pela estatal brasileira da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um bom projeto no início, mas que se transformou em um projeto de baixa possibilidade de retorno. “Hoje, olhando aqueles dados, não foi um bom negócio, não pode ser um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil.” Segundo ela, o prejuízo para a Petrobras com aquisição da refinaria foi US$ 530 milhões.

A avaliação foi feita em audiência pública que acontece nas comissões de Assuntos Econômicos e na de Fiscalização e Controle do Senado. Graça foi convidada para falar sobre as denúncias de irregularidades na estatal, como a compra da refinaria. Para uma comissão lotada de jornalistas, parlamentares da base aliada ao governo e de oposição, Graça Foster esclareceu ainda que o custo total da transação US$ 1,25 bilhões.

A executiva admitiu que em fevereiro de 2006 houve falhas por parte da direção da área internacional da empresa, ao apresentar o projeto ao Conselho de Administração da estatal, que autorizou a compra de 50% da refinaria.

“Em nenhum momento no resumo executivo, na apresentação de PowerPoint feita pela direção da área internacional à época foram citadas duas condições muito importantes: não se falou da Cláusula de Put Option no resumo executivo, nem na apresentação de PowerPoint e também não se falou da Cláusula de Marlim”, admitiu.

Para Graça Foster, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a compra de 50% de uma refinaria e não houve, nesses dois documentos, nenhuma citação à intenção e à obrigatoriedade de compra dos 50% remanescentes. “Esse foi o trabalho feito. Um resumo executivo, sem citação dessas duas cláusulas contratuais completamente importantes. O valor autorizado pelo Conselho de Administração foi US$359.285.714,30. Essa foi tão somente a aprovação feita”, ressaltou.

Responsabilizando a área internacional da empresa pela falha, Graça afirmou que quando uma apresentação é feita para o Conselho de Administração, quando se trata de resumo executivo, ele deve conter todas as informações necessárias e suficientes para a devida avaliação do que se pretende fazer. “Além disso, é obrigação de quem leva para a Diretoria apontar os pontos fracos e frágeis da operação. Não há operação 100% segura. Não existe isso, imagino, em nenhuma atividade comercial e, certamente, não existe na indústria de petróleo e gás”, destacou.

O negócio da Petrobras nos Estados Unidos foi questionado porque, em 2006, a companhia pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria de Pasadena, um valor bem superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões. Dois anos depois, uma decisão judicial obrigou a estatal brasileira a adquirir os outros 50% por mais de US$ 800 milhões.

Desde que vieram à tona as denúncias de que houve superfaturamento na compra da refinaria pela estatal brasileira, esta é a primeira vez que uma autoridade do governo foi oficialmente ao Congresso falar sobre o assunto.

Graça disse que a estatal não vive nem uma crise econômica nem ética. Em audiência conjunta no Senado para prestar esclarecimentos sobre denúncias de corrupção envolvendo a empresa, ela frisou que a companhia não pode ser medida pelas ações de uma pessoa. “Uma empresa que tem R$ 50 bilhões no caixa, hoje, uma empresa que tem uma reposição de reservas no ritmo que a Petrobras tem, não vive no abismo. Em relação ao abismo ético, não concordo, porque a Petrobras não é fruto de um grande homem nem de uma grande mulher”, afirmou.

Operação da PF

Graça Foster admitiu que a prisão do ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa, em meio à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, causou “grande constrangimento”. Ela acrescentou que a Petrobras tem investido em ações de governança para diminuir os riscos eventuais casos de corrupção. “Foi um grande constrangimento para a empresa a prisão do Paulo. Mas todos os contratos com potencial participação dele estão sendo apurados e é o trabalho que podemos fazer. É um processo de governança”, explicou a presidente da estatal.

Sobre Nestor Cerveró, Garça Foster informou que ele foi rebaixado na empresa depois de constatada falha no relatório que ele apresentou, em 2006, que embasou a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. “Nosso colega Cerveró saiu da diretoria de uma subsidiária para a direção muito mais modesta da BR Distribuidora. É muito mais restrito”.

* Com Agência Senado, Agência Brasil e Reuters

abr
15
Posted on 15-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-04-2014

DEU NO CORREIO

Da Redação

O médico cubano Pedro Juan Tamayo Martin morreu na tarde de ontem (14), em Salvador. O profissional, integrante do Programa Mais Médicos, estava lotado na Unidade de Saúde da Família São José de Baixo, no Subúrbio Ferroviário. Ele havia chegado à capital baiana em dezembro do ano passado.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, a suspeita é de que o médico tenha sofrido um infarto. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que intermediou junto ao governo brasileiro a vinda de médicos cubanos pelo Programa Mais Médicos, já foi acionada para dar encaminhamento a repatriação do corpo.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde lamentou a morte do médico

abr
15
Posted on 15-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-04-2014

DEU NA REVISTA EXAME (ONLINE)

Os jornais Guardian e Washington Post são os grandes vencedores do prêmio Pulitzer de jornalismo deste ano. Os dois foram escolhidos por terem revelado ao mundo o massivo esquema de espionagem da NSA descrito em documentos vazados por Edward Snowden.
Os dois jornais levam o Pulitzer na categoria serviço ao público, a mais importante. O anúncio foi feito hoje, em Nova York. A premiação acontece dez meses depois que o britânico Guardian publicou a primeira reportagem sobre a espionagem realizada pela NSA via big data.

O prêmio é, de certa forma, um desafio ao governo americano e à espionagem da NSA. Ele é oferecido pela Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, país onde Edward Snowden provavelmente seria preso se viajasse para lá.

No Guardian, o principal responsável pelas reportagens reveladoras do caso Snowden é o repórter Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro. Greenwald trabalhou em conjunto com a cineasta Laura Poitras.

Ambos já haviam recebido o prêmio George Polk de jornalismo, na semana passada, junto com o Ewen McAskill, também do Guardian, e Barton Gellman, do Washington Post – todos eles pelas reportagens sobre o caso Snowden.

Além disso, Greenwald foi o primeiro estrangeiro a receber, no Brasil, o prêmio Esso de jornalismo. Ele foi premiado junto com Roberto Kaz e José Casado pelos artigos que escreveu para o jornal O Globo sobre a espionagem da NSA no país.

O Prêmio Pulitzer na categoria Serviço ao Público, porém, é entregue às publicações, não aos jornalistas. O Guardian e o Washington Post devem receber uma medalha de ouro cada um.

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Modelo brasileira Gisele Bundchen votou a ser eleita a mais bem paga do mundo pela ‘Forbes’, o que fez com que o departamento de finanças dos EUA avançasse com uma auditoria às suas contas

“Eu ganho muito, mas não ganho tanto quanto a Forbes diz. Já fui auditada pelos serviços de finanças por causa dessa lista e, sinceramente, se estou na lista, ou não, não me interessa”, disse a manequim à revista Vogue.

Gisele Bündchen foi eleita este ano, pela sétima vez consecutiva, a modelo mais bem paga do mundo pela Forbes e lamentou que esta eleição lhe tenha causado dissabores. “É triste, as pessoas que escrevem estas coisas não têm os detalhes da minha conta bancária”, frisou.

O ranking da Forbes tem em consideração as campanhas publicitárias, parcerias e participações das modelos em eventos.

abr
15
Posted on 15-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-04-2014


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Frank, hoje, no jornal A Notícia (SC)

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Aécio Neves na festa da oposição na Bahia

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Lideranças nacionais e regionais do PSDB, DEM e PMDB selaram, nesta segunda-feira (14/4), em Salvador, uma aliança para a disputa ao governo estadual e ao Senado. É a primeira aliança estadual da oposição com o PMDB, principal aliado nacional da presidente Dilma Rousseff.

Os três partidos lançaram como pré-candidatos Paulo Souto (DEM) ao governo estadual, Joaci Góes (PSDB) como vice-governador, e Geddel Vieira Lima (PMDB) como postulante ao Senado. O evento reuniu cerca de 1.500 pessoas no Hotel Sheraton e contou com a presença do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e do prefeito de Salvador, ACM Neto.

“Venho celebrar aqui uma belíssima construção política, sobre o comando do prefeito ACM Neto, uma aliança a favor da Bahia e a favor do Brasil. É até agora a mais bem sucedida construção política feita para essas eleições, porque incorporam não apenas os partidos de oposição, como agrega também setores que hoje assistem a falência de um governo”, ressaltou Aécio Neves na chegada ao evento.

Em seu discurso, o prefeito ACM Neto agradeceu publicamente ao PSDB pela confiança e destacou que os adversários duvidaram da união da oposição com o PMDB na Bahia. “Estamos fazendo uma aliança que ninguém imaginou que fosse possível. Essa é mais forte aliança já montada pela oposição na história da Bahia”, destacou o prefeito de Salvador.

Durante os discursos, as lideranças críticaram o governo da presidente Dilma Rousseff pela crise na economia e pelo que consideram “omissão federal na saúde, educação e na segurança pública dos estados”.

Para o ex-governador Paulo Souto, há um esgotamento do PT na Bahia e no Brasil. “Estamos atendendo a um sentimento de grande parte da população da Bahia”, destacou o pré-candidato ao governo da Bahia.

Pré-candidato a vice-governador na chapa da oposição, o empresário e advogado Joaci Góes elogiou a união dos três partidos em torno de um projeto de alternância de poder. “A Bahia está de joelhos. Precisamos colocá-la novamente de pé”, afirmou Goés.

O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, pré-candidato ao Senado pelo PMDB da Bahia, fez questão de deixar claro sua oposição ao petismo. “É hora de virar a página e olhar para frente. É hora de ousar. Essa gente que está aí já deu!”, disse.

O líder do Democratas na Assembleia Legislativa, Carlos Gaban, disse que “esta é a aliança mais completa de oposição do país”.

Para Gaban, “o encanto com o PT acabou”. Segundo ele, “nenhum compromisso assumido pelo PT com o povo baiano foi cumprido, a exemplo da ferrovia Oeste-Leste, do porto Sul e da Jac Motors que continuam no papel”.

Veja o que declarou Aécio Neves, em Salvador

Sobre o lançamento de pré-candidaturas na Bahia
Temos uma aliança consolidada e na Bahia o que assistimos, hoje, foi a mais bem sucedida construção política que aconteceu, até agora, no Brasil, para as eleições de 2014. Sob a liderança do prefeito ACM Neto, o prefeito mais bem avaliado do Brasil hoje, constrói-se uma aliança que traz o PSDB, o PMDB e outras forças políticas o que torna a chapa não apenas competitiva do ponto de vista do Estado, e ela é muito competitiva, como também permitirá que no plano nacional tenhamos aqui um apoio que nós não tivemos nas últimas eleições. É uma aliança extremamente sólida, e eu vim aqui para cumprimentar aqueles que com desprendimento e com capacidade política colocaram à frente o interesse da Bahia. Que assim, como no plano nacional, o sentimento é de mudança. Os baianos querem mudança, os brasileiros querem mudança. Querem um governo que concilie ética com eficiência. E essa é a proposta de Paulo Souto, de Geddel. E é a nossa proposta no plano nacional.

Sobre os desafios da oposição
Enfrentamos uma máquina utilizada sem qualquer limite. Hoje há quase um monólogo no plano nacional onde só fala a propaganda bilionária do governo federal, onde só fala a presidente da República. Esperamos o início do contraditório, do tempo do debate, da discussão. Porque o governo da presidente Dilma falhou na economia, ao nos deixar como legado inflação alta, crescimento baixo e uma perda crescente da nossa credibilidade, o que afeta os nossos investimentos. Fracassou na infraestrutura, o Brasil é um dos países mais caros do mundo, porque demonizaram as parcerias com o setor privado durante dez anos, e agora a fazem de forma envergonhada e amadoristicamente. E falhou também nos indicadores sociais. A saúde é uma tragédia no Brasil. O governo do PT, quando assumiu, investia 56% de tudo o que se gastava em saúde. Hoje, apenas 45%. Na educação, deixamos de avançar, estamos indo para o fim da fila na região. E na segurança é essa omissão quase que criminosa do governo federal que gera o aumento da criminalidade em todas as regiões. O sentimento que existe hoje no Brasil é o sentimento de que já deu! Precisamos iniciar um novo ciclo e tenho certeza que isso se inicia aqui na Bahia com essa aliança extremamente forte.

Sobre a possibilidade de a aliança com o PMDB ser ampliada
Do ponto de vista dos estados, ela já vem acontecendo. Em alguns estados, as conversas avançam. Ninguém muda a realidade e a natureza das relações locais. Hoje há setores não apenas do PMDB, mas de outros partidos da base governista, insatisfeitos com isso que está aí. As pessoas já estão percebendo que essa aliança só serve aos interesses do PT, não serve aos interesses do Brasil. Espero sim, a partir do se construiu na Bahia, que possamos ter parceiros do PMDB em outros estados da Federação, ao nosso lado.

Sobre a possibilidade de alianças com outros partidos da base do governo federal
Temos alianças naturais há muito tempo, por exemplo, com o PP. O PP hoje governa meu Estado, sucedeu o governador Antonio Anastasia. Temos alianças muito avançadas, com eles no Rio Grande do Sul. Temos parcerias com o PDT, por exemplo, em Mato Grosso. O que quero dizer é que, independente de uma aliança nacional, em muitos estados vai haver alianças do PSDB e da nossa candidatura com partidos que hoje estão na base. Aliás, essas alianças já existem e vêm se consolidando ao longo dos últimos anos.

Mas a grande aliança que buscamos é com a sociedade. Aliança com as pessoas que não aceitam mais o mau uso corriqueiro do dinheiro público. Esse desrespeito aos cidadãos brasileiros, como vem acontecendo com a Petrobras. Amanhã, inclusive, vamos cedo ao Supremo Tribunal Federal, esperando que possa haver uma liminar, que permita a investigação em relação a esse desatino que tomou conta do comando da Petrobras, com prejuízos gravíssimos aos brasileiros. Nós – antes que me perguntem, já antecipo aqui – não somos contra qualquer outro tipo de investigação. Que se faça. A base governista tem maioria suficiente para investigar o que quer que seja.

Sobre a situação dos municípios
Tenho dito há muito tempo que a raiz principal dos problemas por que passa o Brasil é o fortalecimento da União em detrimento de estados e municípios. Nós precisamos refundar a Federação no Brasil. Fazer uma agenda que permita a estados e municípios readquirirem as condições de enfrentar as suas demandas. Cada vez mais o Brasil caminha para viver em um Estado unitário. E nenhum dos temas da agenda da Federação, muitas apresentadas até pelo próprio governo, avançaram. No limite, no momento das votações, o governo do PT impediu que qualquer benefício a estados e municípios, como agora na renegociação das dívidas, fosse aprovado. Vamos criar uma agenda propositiva que resgate a força e o papel dos municípios e dos estados brasileiros.

Sobre a ida da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao Senado
É mais uma oportunidade. Esperamos que ela possa prestar esclarecimentos. A CPI, ao contrário do que acha o PT, na verdade, o que eu vejo hoje é um governo federal à beira de um ataque de nervos, quando se fala em CPI da Petrobras. Mas a CPI não tem o poder de, a priori, antecipadamente, julgar e condenar quem quer que seja. Ela é um instrumento, e ela dispõe de instrumentos importantes, para fazer as investigações. E se houver delito, se houver alguém que cometeu ilicitudes à frente da empresa, que seja responsabilizado por isso. Mas não estamos pré-julgando. O que queremos, e veja bem, essa CPI teria grande maioria governista, é que as pessoas possam ir lá e explicar o que efetivamente aconteceu para que a Petrobras, que habitava as páginas econômicas, durante os últimos 40 anos do noticiário brasileiro, agora não saia das páginas policiais.

abr
15

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Dolores Duran foi a maior compositora do gênero samba-canção. Em “Ternura antiga” ela teve como parceiro o grande pianista e maestro José Ribamar. Para um primor de obra musical, só a interpretação magistral de Nana Caymmi.(Do Youtube)

BOM DIA!!!

DEU

NO UOL/FOLHA

ANDRÉ UZÊDA
ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE)

A presidente Dilma Rousseff fez nesta segunda-feira (14) a defesa mais incisiva da Petrobras desde o início da onda de denúncias envolvendo a empresa, há cerca de um mês.

Aproveitando discurso durante cerimônia de inauguração de navios petroleiros no porto de Suape (PE), Dilma afirmou que “não ouvirá calada” a “campanha negativa por proveito político” que disse existir contra a Petrobras.

Afirmando ser um “momento apropriado para dirigir algumas palavras à Petrobras”, disse que “nada nem ninguém” destruirá a empresa e que irá apurar “com o máximo de rigor” eventuais crimes envolvendo a estatal.

“Não transigirei em combater todo tipo de malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito de qualquer espécie […]. Mas, igualmente, não ouvirei calada a campanha negativa dos que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem desta empresa que o nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas”, disse Dilma.

Dando o tom do que deverá ser seu discurso sobre a Petrobras na campanha eleitoral, Dilma procurou associar a empresa à identidade nacional e retomou críticas sobre a gestão da empresa nos governos do PSDB (1995-2002).

“Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir [a Petrobras]”, afirmou. “Com o apoio de todas as pessoas, a Petrobras resistiu bravamente às tentativas de desvirtuá-la, reduzi-la e privatizá-la.”

Sem citar diretamente as denúncias envolvendo a empresa, Dilma sugeriu, ao citar as expressões “ações individuais e pontuais”, que as atuais suspeitas de irregularidades que recaem sobre a Petrobras são fatos isolados.

A presidente afirmou que órgãos de controle, Judiciário, Polícia Federal e Ministério Público estão atentos “para realizar a fiscalização e os controles externos”. “Não podemos permitir […] que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa, a nossa empresa-mãe”, disse.

Em vários momentos do discurso, Dilma fez comparações entre a atual gestão da estatal e a do governo Fernando Henrique Cardoso. Citou investimentos e lembrou a tentativa, em 2000, de alterar o nome da empresa para Petrobrax, ação comumente citada pelo PT para criticar o PSDB.

“Lá no início, chegaram dizer que não, nós não tínhamos petróleo […]. Ironicamente, anos depois, diziam que havia petróleo demais, riqueza demais e que, por isso, toda essa riqueza não podia ficar nas mãos de uma empresa pública […]. De forma muito sorrateira, prepararam todo um processo que, se não interrompido, acabaria por conduzi-la fatalmente a mãos privadas. De tão requintado esse processo, chegou a fazer parte desse processo até a troca do nome, que seria Petrobrax, sonegando à Petrobras a sílaba que é a nossa identidade e a nossa nacionalidade. Bras, de Brasil”, disse Dilma.

Na época, a alteração foi cogitada como forma de ampliar a inserção internacional da Petrobras. Diante da repercussão negativa, FHC acabou vetando a mudança.

Em seu discurso, Dilma também rebateu afirmações de que a Petrobras teria perdido valor de mercado durante as gestões do PT. Segundo a presidente, a estatal teria passado de R$ 15,5 bilhões em 2003, no início do governo Lula, para R$ 98 bilhões atualmente.
)


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DEU NO UOL

ANDRÉ UZÊDA
ENVIADO ESPECIAL A IPOJUCA (PE)

A presidente da Petrobras, Graça Foster, pediu nesta segunda-feira (14) apoio a funcionários da estatal e disse acreditar “mil vezes” na empresa.

“Nós acreditamos na Petrobras, acreditamos na Petrobras, acreditamos mil vezes na Petrobras. Isso é prova que amamos muito o Brasil. Nesse momento quero apenas pedir muita energia de vocês”, afirmou.

Foi o primeiro discurso público da presidente da Petrobras desde o início da onda de denúncias e da crise política envolvendo a empresa.

Foster participou, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), de cerimônia de viagem inaugural e batismo de navios petroleiros no porto de Suape (PE).

Sem fazer menções diretas às denúncias envolvendo a empresa, Foster disse ainda que tem lido na imprensa “muitas notícias positivas sobre a Petrobras”. Afirmou que essa suposta visibilidade positiva é “fruto do investimento e opção do governo federal em investir no país”.

Graça Foster elogiou os funcionários presentes à cerimônia e disse ter “certeza” de que continuarão “crescendo e fortalecendo” a empresa.

“Vocês são responsáveis por tudo que conseguimos até aqui. E tenho certeza que vamos continuar juntos crescendo e fortalecendo esta empresa. Pois esta é uma opção do governo federal feita desde 2003 pelo presidente Lula e continuada pela presidente Dilma.”

O valor de mercado da Petrobras deu um salto entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010): era de R$ 8,96 bilhões em 1994, chegando a R$ 54,45 bilhões em 2002 e atingindo seu maior valor, R$ 380,28 bilhões, em 2010, quando o preço do petróleo explodiu e a empresa ainda festejava a descoberta do pré-sal. Atualmente, o valor de mercado da estatal está em R$ 179 bilhões, menos da metade do que valia em 2010.

A presidente da Petrobras deverá ir nesta terça-feira (15) ao Senado para depor na Comissão de Assuntos Econômicos, dentro de estratégia do governo para “baixar a temperatura” da crise envolvendo a estatal e ganhar tempo para “inviabilizar” o funcionamento de uma CPI para investigar a empresa.

CRISE POlÍTICA

A Petrobras está no centro de uma crise política por questionamentos sobre a aquisição, pela estatal, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), e também por desdobramentos da operação Lava Jato, da Polícia Federal, focada em contratos da petroleira.

Na sexta-feira, a Folha revelou a existência de um documento apreendido pela Polícia Federal que sugere que empresas ligadas à Petrobras faziam repasses a partidos políticos.

No centro das investigações das operações estão o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, ambos presos na Operação Lava Jato, da PF. Costa é suspeito de coordenar a distribuição de propina em contratos da Petrobras e foi preso por tentar destruir documentos que supostamente o incriminavam.

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