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Posted on 12-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-04-2014


DEU NA VEJA ONLINE

Na semana passada, a Polícia Federal realizou uma das mais bem-sucedidas operações de combate ao tráfico de drogas no país, com a prisão de setenta pessoas que integravam umSofisticado esquema de exportação de cocaína pelo Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Batizada de “Oversea”, a ação apreendeu 3,7 toneladas de cocaína, o equivalente a 10% de todo o montante da droga capturado no ano passado no Brasil. Quatro quadrilhas que despachavam cocaína em contêineres foram desmontadas, ao menos duas delas ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O uso das fronteiras brasileiras como rota de escoamento da droga produzida majoritariamente na Bolívia não é novidade para os órgãos de repressão ao narcotráfico. Nos último anos, o Brasil tem sido o principal corredor de cocaína dos Andes para a Europa, segundo relatório da International Narcotics Control Board (INCB), da Organização das Nações Unidas (ONU). “O Brasil, com suas extensas fronteiras terrestres com todos os três principais países produtores de cocaína e um litoral extenso, além de ser um país de destino para grandes quantidades de cocaína, também oferece fácil acesso ao oceano Atlântico para exportar drogas para a África Ocidental e Central e de lá seguir para a Europa e outros países”, diz o relatório da entidade.

No último sábado, o site de VEJA mostrou detalhes de como toneladas de cocaína saem do Brasil escondidas em navios. Os desdobramentos da investigação revelam que os traficantes tentaram reproduzir o modelo de embarque usado no litoral paulista em outros Estados: o Porto de Salvador, na Bahia, foi usado para despachar 200 quilos de cocaína para a Europa em novembro do ano passado, e os policiais investigam a montagem de um esquema similar, em Itajaí e Navegantes (SC). Foragido após a força-tarefa da PF, o traficante Gilmar Flores, o Peres, foi preso em solo catarinense na semana passada.

A quadrilha responsável por embarcar cocaína na Bahia era liderada por João dos Santos Rosa, o “Gold”, Rodrigo Gomes da Silva, o “Rita”, e Angelo Marcos Canuto da Silva, o “Fusca”. Ex-policial militar, Canuto passou a agenciar jogadores de futebol. O grupo de análise de interceptações telefônicas da PF mostrou como os criminosos prepararam a logística: funcionários da zona portuária de Santos foram levados para a capital baiana e hospedados em um hotel para receber a droga, transportada em carros. “Maravilha em Salva [Salvador]. Já está tudo guardado e seguro”, afirmou Rosa para o comparsa Silva, por meio do aplicativo BBM, até o fim de 2012 considerado à prova de rastreamento. Três dias depois, Canuto viajou para Salvador para atestar a qualidade da droga.

As investigações apontam que o fornecedor é o boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, conhecido como “Federi”. Os agentes da PF só conseguiram identificar Federi porque trocaram informações com policiais do DEA (Drug Enforcement Administration), dos Estados Unidos. Procurado pela Polícia Federal desde a Operação Kolibra, em 2005, ele cruzava a fronteira brasileira com documento em nome de Ivan Fabero Menacho. Diversas mensagens interceptadas foram enviadas em espanhol. “Se Deus quiser, vai dar certo porque eles estão entregando para o PCC duas toneladas por mês de pasta-base. Ele me falou que combinou com o sócio de entregar pelo menos 400 quilos daquela que você precisa”. Após os contatos por telefone, o traficante Rosa viajou a Corumbá (MS) para fechar o negócio na fronteira com a Bolívia.

Em Santos, os traficantes brasileiros tinham o apoio de funcionários e prestadores de serviço de empresas que operam os 47 Redex (recinto especial para despacho aduaneiro de exportação), armazéns portuários privados fiscalizados pela Receita Federal. A cocaína saía do Brasil escondida em contêineres que transportam diariamente celulose, café, couro, carne e até suco de laranja – 2 milhões de contêineres passam pelo Porto de Santos anualmente. Uma das peças-chaves no embarque era Adelson Silva dos Santos, funcionário do setor comercial da empresa MSC. Preso na semana passada, ele indicava navios que seguiriam para o destino de interesse dos criminosos. Procurada pelo site de VEJA, a MSC limitou-se a dizer que está “à disposição das autoridades para auxílio total nas investigações”.

Por quilo da droga embarcada, os funcionários do porto recebiam de 1.500 a 2.000 dólares. O pagamento era feito mediante o sucesso do embarque. A polícia ainda investiga a participação de operadores dos scanners que teriam sido subornados. “Do dia 20 em diante, o scan lá está na minha mão”, afirmou o traficante do PCC André Oliveira Macedo, o André do Rap, foragido da polícia. As investigações flagraram o criminoso numa tentativa frustrada de mandar 136 quilos de cocaína para Las Palmas, nas Ilhas Canárias. Nesta tentativa, ele e outros dois comparsas do PCC se associaram a uma quadrilha cujo líder se refugiava em Mogi das Cruzes. Eles pagaram 80.000 reais para o funcionário de um terminal subornar agentes de fiscalização. Não há indícios de que proprietários das empresas de logística portuária ou donos das cargas tinham conhecimento do esquema criminoso.

Segundo a polícia, os navios lotados de droga ancoraram na Holanda, Bélgica, Alemanha, Espanha e Itália, além de uma remessa que partiu rumo ao México, mas foi retida em Cuba. Na África, os destinos eram Angola e Egito. Os receptores recebiam fotos pelo celular com a identificação dos contêineres, da guia de despacho do navio e dos lacres da carga.

A Operação “Oversea” foi deflagrada paralelamente à Operação “Hulk”, que prendeu traficantes e armamento pesado na capital paulista. As investigações demoraram um ano, período em que agentes e escrivães organizaram movimentos sindicais na PF. Elas não foram interrompidas porque eram consideradas prioritárias.

Antes focada no crime de tráfico internacional, a “Oversea” encontrou também indícios dos caminhos usados pelos traficantes para lavar o dinheiro obtido na venda de drogas: são dezenas de empresas de fachada e a participação de doleiros que compensavam pagamentos destinados ao boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, que há quase uma década usa o Brasil como rota para despachar cocaína ao exterior.


DEU NO UOL/FOLHA

Um rapaz de 18 anos morreu na manhã deste sábado (12) após tiroteio com fuzileiros navais que integram a Força de Pacificação que ocupa as favelas do Complexo da Maré, no Rio.

Jefferson Rodrigues da Silva, 18, foi atingido por tiros de fuzil e morreu ainda no local. O Comando da Força de Pacificação -grupo coordenado pelo Exército e responsável pela ocupação da comunidade- disse que o jovem resistiu à prisão e trocou tiros com os militares.

Os moradores, em protesto pela morte do rapaz, fecharam a Linha Amarela e a avenida Brasil, com pedras e barricadas de fogo. Na Linha Vermelha, chegaram a atirar óleo na pista. Duas pessoas foram detidas por desacato. A identidade delas não foi revelada, mas uma é ex-paraquedista do Exército.

Essa é a primeira morte desde que o Exército entrou na Maré, há uma semana. A ação mobiliza mais de 1.500 militares e tem o objetivo de preparar a região para a instalação de UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora). O complexo de favelas fica situada entre as principais vias de acesso ao Rio como a Linha Vermelha, que liga o aeroporto internacional ao centro da cidade.

Uma moradora do local, que não quis se identificar, disse que a vítima não era bandido e trabalhava num lava-rápido. “Ele lavava meu carro todas as semanas”, afirmou.

Já funcionários de uma oficina mecânica ao lado do lava-rápido não conheciam o rapaz, que aparentava ter 20 anos e era conhecido apenas pelo apelido e o primeiro nome, Jefferson.

Duas perícias foram realizadas no local do tiroteio, sendo uma pelo Exército e outra pela Polícia Civil. O laudo do exame feito na vítima ainda não foi divulgado.

Por volta das 16h, os fuzileiros navais envolvidos no tiroteio chegaram ao 21ª DP (Bonsucesso) para depor. Eles estavam acompanhada por uma escolta da polícia do Exército.

Segundo um dos comandantes da ocupação, os militares circulavam pela Vila do Pinheiro, uma das favelas da Maré, quando identificaram dois homens suspeitos. Ainda de acordo com o Exército, esses homens tentaram fugir e disparam contra os militares.

Segundo nota divulgada pela Força de Pacificação, ao lado da vítima foram encontrados um rádio comunicador e três cartuchos de uma arma calibre 9mm.

http://youtu.be/ayJ7fk5x6b0

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Onde Eu Nasci Passa Um Rio

Caetano Veloso

Onde eu nasci passa um rio
Que passa no igual sem fim
Igual, sem fim, minha terra
Passava dentro de mim

Passava como se o tempo
Nada pudesse mudar
Passava como se o rio
Não desaguasse no mar

O rio deságua no mar
Já tanta coisa aprendi
Mas o que é mais meu cantar
É isso que eu canto aqui

Hoje eu sei que o mundo é grande
E o mar de ondas se faz
Mas nasceu junto com o rio
O canto que eu canto mais

O rio só chega no mar
Depois de andar pelo chão
O rio da minha terra
Deságua em meu coração

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Música e sentimentos de um grande artista.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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CAMELO

Janio Ferreira Soares

Entre o final de 1960 e o comecinho dos 70, enquanto lá nos EUA Tim Rice e Andrew Lloyd Webber davam os últimos retoques na ópera-rock Jesus Cristo Superstar, por aqui, só de farra, eu balançava matracas no pátio da igreja de Santo Antônio da Glória e me fartava de hóstias arranjadas por queridas tias discípulas de Maria e fiéis guardiãs de cálices, ostensórios e foguetes, que nas noites de novenas riscavam o céu como se fossem exclamações de fagulhas deslumbradas com o cenário.

Não sei ao certo quanto de hóstia eu comi, mas imagino que se isso realmente contar pontos na hora em que Noé voltar para construir sua nova arca – provavelmente feita de tubos de PVC, pois duvido que a turma de Marina permita que o velho profeta use toras de madeira -, pode até pintar uma vaguinha para este velho pecador na ala reservada aos bichos do sertão, quem sabe ao lado de um casal de preás, de cutias, ou mesmo na companhia de algum macaco vigarista, que certamente vai entrar clandestino na embarcação, somente para instalar a esbórnia no ambiente. Seja como for, decerto estarei distante dos meus primos Chico e Paulo, à época excomungados pelo temível padre Geraldo, fato testemunhado por minha mãe e que contarei mais abaixo, para não fazer como aquele guitarrista, que tanto improvisou num solo que se esqueceu qual a canção estava tocando.

Pois bem, ao estrear na Broadway, em 1971 e no Brasil em 1972, Jesus Cristo Superstar provocou alguns protestos de grupos religiosos, mas nada que atrapalhasse suas apresentações. Logo em seguida veio o filme, que também foi exibido sem nenhum problema, inclusive no velho Cine Poty de Paulo Afonso. Quando é agora, quase meio século depois, o musical, que está sendo apresentado em São Paulo, voltou a ser alvo de manifestações lideradas pelas associações Devotos de Fátima e Sagrado Coração de Jesus, que reclamam até do fato de o ator que interpreta Cristo estar sem camisa e de calça jeans no cartaz da peça. Cá do meu canto, fico imaginando o que eles não fariam com meus primos se os vissem atanazando a vida do padre naquela distante manhã de um Domingo de Ramos.

Minha mãe contava (com floreios de quem seguiu à risca os toques do escritor e seu contemporâneo, Raimundo Reis, que sempre a aconselhava a ler os poetas depois das brincadeiras pelas ruas da velha Glória) que na metade da missa notou o padre Geraldo muito inquieto, ora colocando a mão no rosto, ora mudando de lugar. Apurando a vista, ela viu uma luz em formato de bola zanzando entre as imagens de Santo Antônio e de Nossa Senhora das Dores, mas sempre à procura do rosto do padre. Católica fervorosa, mas sábia o suficiente para não acreditar em milagres públicos, ela olhou pra fora da igreja e viu Chico e Paulo, com toalhas amarradas nos ombros como se fossem batinas, celebrando sua missa particular e captando a luz do Sol com pedaços de espelhos, jogando-a diretamente nos olhos do vigário, que, irritadíssimo, atirou a Bíblia no chão e encerrou a homilia aos gritos de: “Esses meninos de Rui são uns capetas!”, no que uma senhora meio surda, comentou: “e aqui em Glória já tem meninos de rua? Eu nunca vi um!”.

P.S. Uma tia me lembra que as hóstias que eu comia não eram bentas, talvez pra limpar sua barra na hora dos primeiros pingos. De qualquer maneira já vou me preparando para um futuro num lugar deveras quente, na dileta companhia de Chico, de Paulo e de Renan, que ao tentar entrar na arca disfarçado de camelo, ficará enganchado no portal – oh ironia! -, pelos fios de cabelo do seu novo topete.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco , antes da CHESF, distrito de Santo Antonio da Glória.

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Posted on 12-04-2014
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Duke, hoje, no jornal O Tempo


André Vargas na Câmara:encrenca para ele, o PT e Dilma

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ARTIGO DA SEMANA

O samba de Morengueira e o deputado do PT

Vitor Hugo Soares

No antológico samba de breque “Olha o Padilha!”, sucesso implacável e bem humorado – do tempo em que se combatia com música a malandragem no Rio de Janeiro e no País -, o cantor Moreira da Silva faz uma advertência que atravessou décadas e agora se encaixa, com perfeição, neste abril de 2014, no Brasil: “Pra se topar uma encrenca/ basta andar distraído/ que ela um dia aparece. Não adianta fazer prece”.
Na mosca, saudoso e profético Morengueira. Mais atual, impossível!

Vejam o caso do deputado licenciado André Vargas, do PT do Paraná. Um exemplo acabado de desastrado personagem da política e do poder neste “tempo temerário”, para ficar com a expressão consagrada que dá título ao romance histórico do mestre da Faculdade de Direito da UFBA e constitucionalista baiano, Nestor Duarte.

O livro (esta é uma dica à parte) reeditado pela Assembleia Legislativa da Bahia, depois de décadas de seu lançamento, merece uma leitura atenta. Ou releitura, no mínimo a título de ajuda recolhida no passado, para entender fatos, figuras e comportamentos do presente na política, nos postos legislativos e de mando e em outros ambientes da sociedade e das ruas do país.

À semelhança do malandro carioca da composição de Morengueira, alcançado pelo braço pesado do delegado Padilha, na saída de uma gafieira carioca, Vargas, bem ou mal comparando, em suas atribulações com a Polícia Federal e a opinião pública nacional, é protótipo singular de uma casta gestada no governo Collor, mas cevada nos desvãos da política e da administração pública e empresarial, a partir de mais ou menos uma década para cá de aparelhamentos.

Vazio de pensamento ou projeto cuja perspectiva alcance um centímetro além do próprio umbigo, falastrão metido a “esperto” e valentão, o deputado petista acabou enredado na enorme encrenca que provocou, mas, provavelmente, não esperava nem queria.

No caso do samba, o malando do Rio caiu nas mãos do delegado Padilha, da Polícia Civil. Acabou com a cabeça raspada “por um barbeiro sorridente à sua espera”, e a calça transformada em calção, nas mãos, antes de ser mandado para o xilindró.

No caso do deputado, em Brasília, ainda não dá para saber o desfecho, mas já é possível imaginar (pelas pressões e o abandono dos próprios companheiros de partidos e de linhas auxiliares importantes), que não será nada agradável. Tanto para o parlamentar, quanto para sua agremiação.

Distraído ou, talvez, seguro da impunidade em seus vôos e amizades de alto risco, o fato é que o deputado procurou a encrenca em que anda enrolado até o pescoço.

O punho cerrado levantado, em ato de grosseria e provocação explícita, foi o começo de tudo. Ao lado do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na solenidade de abertura dos trabalhos do poder Legislativo, no plenário do Congresso Nacional, a imagem do vice-presidente da Casa, de pretensa solidariedade aos companheiros de partido condenados e presos por corrupção, espantou àqueles que ainda se espantam neste País e correu o mundo.

Em comentário esta semana, o jornalista e blogueiro baiano Luís Augusto Gomes chama a atenção para um aspecto meio submerso do caso: a atitude de André Vargas revela um traço da personalidade do parlamentar paranaense, do PT, que o aproxima do ex-senador do DEM, Demóstenes Torres, levado à renúncia do seu mandato por suas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. De repente, malfeitos escaparam das sombras e saltaram das investigações policiais para a luz dos noticiários e debates políticos nacionais.

A semelhança, claro, analisa o editor de “Por Escrito”, “não é a prática criminosa em si, mas o gosto pelo protagonismo da cena política, quando a prudência recomendava, a ambos, absoluta discrição, por puxarem um rabo de palha que não tem mais tamanho”. E conclui a comparação:

“Torres empreendeu uma cruzada contra a corrupção em que não deixou de constranger colegas com suas palavras cortantes de paladino da moralidade. Vargas quis ridicularizar o relator do mensalão imitando o gesto dos companheiros petistas recolhidos à Papuda”.

Resultado: encrenca das grossas. Tudo indica que ainda maior e mais devastadora do que a arranjada pelo malandro carioca do samba de Moreira da Silva, ou do ex-senador de Goiás. Do posto de vice-presidente da Câmara, Vargas já renunciou esta semana em Brasília, sob o pretexto de ter tempo para se dedicar mais à sua defesa em relação aos malfeitos de que é acusado.

Agora, ele sofre a pressão social (“que faz sofrer a minha família”, como ele declarou) e a dos próprios companheiros que há pouco tempo o aplaudiam e lhe davam tapinhas nas costas por seus atos de galhofa e provocação gratuita e irresponsável. Na bancada petista sugerem que ele renuncie antes de se completar o processo de cassação, para evitar “desgastes do partido e do governo Dilma”.
O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Olha o Padilha
Moreira da Silva

Pra se topar uma encrenca basta andar distraído
que ela um dia aparece
Não adianta fazer prece
Eu vinha anteontem lá da gafieira
com a minha nega Cecília
quando gritaram: “Olha o Padilha!”

Antes que eu me desguiasse
um tira forte aborrecido me abotoou
e disse: “Tu és o Nonô, hein?”.
“Mas eu me chamo Francisco,
Trabalho como mouro sou estivador.
Posso provar ao senhor”

Nisso um moço de óculos ray-ban
me deu um pescoção
Bati com a cara no chão
E foi dizendo “eu só queria saber quem disse que és trabalhador,
tu és salafra e acharcador.
Essa macaca a teu lado é uma mina mais forte que o Banco do Brasil,
eu manjo ao longe esse tiziu.”
E jogou uma melancia, pela minha calça adentro, que engasgou no funil”
Eu bambeei, ele sorriu

Apanhou uma tesoura e o resultado dessa operação é que a calça virou calção
Na chefatura um barbeiro sorridente estava a minha espera
ele ordenou: “Raspe o cabelo desta fera!”
Não está direito, seu Padilha
Me deixar com o coco raspado
Eu já apanhei um resfriado, isso não é brincadeira
Pois o meu apelido era Chico cabeleira
Não volto mais a gafieira ele quer ver minha caveira
Eu, hein? Se eu não me desguio a tempo ele me raspa até as axilas. O homi é de morte.

BOM DIA!!!

abr
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Posted on 12-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-04-2014

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DEU NO PORTAL A TARDE

O filme Irmã Dulce começa a ser rodado em Salvador na próxima terça-feira, 15, no Pelourinho. As atrizes Bianca Comparato e Regina Braga interpretarão a beata em duas das três fases que o roteiro assinado por Anna Muylaerte e L. G. Baião irá cobrir. A baiana de 8 anos Sophia Brachmans dará vida à personagem na fase criança.

O longa-metragem será dirigido pelo cineasta Vicente Amorim, o mesmo de O Caminho das Nuvens (Wagner Moura e Cláudia Abreu). No estilo superprodução, a obra deverá ser lançada no final deste ano, para antecipar as comemorações do centenário da religiosa.

Bianca Comparato foi escalada depois de uma série de testes para substituir a atriz Débora Secco, inicialmente escalada para a personagem, na fase que vai de mocinha até os 40 e poucos anos.

A atriz está tão entusiasmada com a história do Anjo Bom da Bahia que, desde o mês passado, tem circulado pela cidade vestida de hábito para testar a reação das pessoas com a personagem.

A veterana Regina Braga tem ido pelo mesmo caminho. Na semana passada, as atrizes chegaram a socorrer mendigos na rua para vivenciar o que fazia a personagem que interpretarão.

Elenco

A produtora Iafa Britz calcula que as filmagens devem durar cerca de seis semanas. O elenco conta, ainda, com nomes como Glória Pires, Zezé Polessa e Irene Ravache.

Da Bahia, estão confirmados, entre outros nomes, os atores Fábio Lago, Harildo Dêda, Celso Júnior, Marcelo Flores e Aícha Marques.

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