Santiago, da Band, morto no Rio de Janeiro
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Geo Lopes:assassinado em Teixeira de Freitas(BA)
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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal de notícias de bastidores da imprensa)

Com sede na Suíça, a Press Emblem Campaing (PEC) realizou levantamento em que o Brasil aparece como o segundo país em número de jornalistas assassinados no primeiro trimestre deste ano – com a perda de quatro profissionais. Com o mesmo registro que o Paquistão, o país só está atrás do Iraque, que contabilizou cinco mortes. No ranking mundial, 27 faleceram enquanto trabalhavam.
O periódico mostra que, no Brasil, todas as mortes aconteceram em fevereiro, quando Santiago Andrade (Band), Pedro Palma (Panorama Regional), José Lacerda da Silva (TV Cabo Mossoró) e Jeolino Lopes Xavier(Geo Lopes) (TV N3), em Teixeira de Freitas, extremo sul da Bahia, perderam suas vidas nos dias 10, 13, 16 e 27, respectivamente.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, o número não é muito diferente – foram seis mortes no primeiro trimestre de 2013. No Brasil, o país chegou a figurar no ranking dos mais perigosos para o trabalho da imprensa.

No estudo da PEC, além de Iraque, Brasil e Paquistão no topo da lista, outros 10 países registraram assassinatos: Afeganistão (3), Síria (2), México (2), Arábia Saudita (1), Camboja (1), Colômbia (1), Egito (1), Líbano (1), República Democrática do Congo (1) e Ucrânia (1).

O que precisa ser feito para combater a violência contra jornalistas?
No início deste ano, diante de um quadro tão grave, o Comunique-se entrou em contato com entidades jornalísticas e fez a pergunta que não quer calar: O que precisa ser feito? Como as organizações se movimentam para combater a violência e como cobram ações das autoridades?

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), combater a impunidade é um excelente começo. De acordo com o secretário-executivo da instituição, Guilherme Alpendre, o trabalho da entidade é “manter aceso o debate sobre questões de segurança tanto na imprensa quanto em instâncias governamentais que têm mandato para obrigar ao cumprimento de medidas de proteção”.

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A vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, defende a criação de uma política pública específica para garantir a integridade física dos jornalistas e demais trabalhadores da comunicação. Como exemplo, ela cita o “estabelecimento de normas para a atuação das polícias em manifestações públicas”. No mesmo âmbito, tem trabalhado a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), segundo seu diretor, Ricardo Pedreira, que estuda a possibilidade da criação, junto ao Congresso, de um protocolo padrão de atuação para os agentes em atos públicos.

Com o objetivo de promover práticas para colaborar com a segurança de seus associados, a Abraji já apoiou treinamentos de jornalistas, assim como a ANJ cogita a recomendação de cursos para os veículos que representa, que somam mais de 90 por cento da circulação brasileira de jornais.

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