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“Os Argonautas”. Letra de Caetano Veloso, inspirada no poema “Navegar é preciso” do poeta português Fernando Pessoa.

Neste vídeo a canção é interpretada forte e lindamente por Maria Bethânia.

Os Argonatas

O barco
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não.

Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso

O barco
Noite no teu tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco, da madrugada
O porto, nada.

Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso

O barco
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio.

Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Viver não é preciso

Navegar é preciso
Viver não é preciso
Navegar é preciso…

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Vai para a jornalísta e biógrafa, Lilia de Souza, na Italia ou onde ela estiver hoje, desbravando terras e sentimentos do mundo. Leiam o texto que ela assina aí abaixo, no BP.

BOA TARDE E BOAS VIAGENS

(Vitor Hugo Soares, com agradecimentos do BP)

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CRÔNICA/DESAFIOS

A arte de correr riscos

Lilia de Souza

A maioria das pessoas pensa que é preciso muito dinheiro para viajar. Tenho sido perguntada sobre, afinal, como viajei nos últimos tempos. O que tenho a dizer: não é preciso muita grana para viajar por um período longo. O mais importante é não ter medo de correr riscos. Conheci muitas pessoas na Austrália e na Ásia que viajam muito, mundo afora, e não são ricas e nem juntaram tanto dinheiro para tal. Elas se viram, trabalham, muitas delas fazem couchsurfing etc. Elas abrem mão, por um período de tempo, da estabilidade de um emprego, de estar perto dos seus, da zona de conforto.

Não tenho dúvida: depois de um período assim, qualquer um tem uma alta probabilidade de sair mais fortalecido para a vida.

Quando eu pedi demissão de um emprego para fazer mestrado, viver de bolsa CAPES e de freelas, e, logo depois de concluir o mestrado, juntei e vendi tudo o que tinha (um carro seminovo) para viajar, foi uma decisão bastante racional. Meu objetivo era ter a experiência que desejava havia um tempão, mas a falta de oportunidades e de coragem em abandonar o ordinário impedia. Pois bem, o extraordinário falou mais alto em prol da minha felicidade.

Para os que não têm grana, nunca fizeram intercâmbios pagos pelos pais, nem tiveram a oportunidade de fazer os melhores cursos de línguas da cidade, não têm filhos e desejam viajar, eu mega recomendo, mais ainda, arriscar o novo. Finalmente você terá a chance de aprender línguas como nunca (esqueça a balela de que é muito difícil pegar fluência em outros idiomas depois de uma certa idade). Além disso, deixe de lado o medo de não ter como se sustentar. É possível encontrar meios de trabalhar nos lugares por onde você passa, claro que, também, o contrário pode ocorrer. Mas só o gosto do risco já vale muito a pena. Eu trabalhei como barista em Sydney e foi uma experiência, simplesmente, maravilhosa.

Sei que muita gente com a mentalidade pequeno-burguesa e preconceituosa pensa da seguinte maneira: “Nossa, eu com a minha ‘formação acadêmica’… vou trabalhar de…sei lá o quê…sei não…” Infelizmente, essa mentalidade tacanha, que desvaloriza o trabalho manual e cuja origem está na nossa colonização ibérica, ainda marca absurdamente a cultura política brasileira (tá lá escrito em Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda).

E tem mais. A despeito de todas as dificuldades, conte com o inesperado em um sentido positivo, por que não? Nunca esquecerei de que, antes de viajar para a Ásia, surgiu um trabalho que tanto precisava para juntar uma grana extra. Um cliente do café, um super fotógrafo que trabalhava com publicidade, me chamou para participar de uma mega campanha em Sydney. Fui modelo por uma manhã e consegui um dinheiro mais do que útil naquele momento (depois, até pensei que poderia ter feito isso antes, desde quando cheguei no país rsrsrs… It’s ok, meu tempo de deixar Sidnei era chegado). Para resumir: durante o período em que morei na Austrália, juntei uma grana que, além de ajudar no pagamento dos meus estudos em Sydney, me deu a oportunidade de viajar na Ásia e na Europa.

O saldo final foi poder viver culturas diferentes bem de perto. Um dos maiores choques culturais que constatei nos últimos períodos, aqui falo principalmente de minha experiência na Austrália, foi ver o respeito a todo tipo de trabalho. Adorei conhecer pedreiros, estrangeiros e nativos, super orgulhosos com a forma como ganham o sustento deles, universitários ou até profissionais formados que fazem trabalhos extras como garçons etc. Saltou aos olhos a maneira como são tratados os clientes, a proximidade que há entre os dois lados do balcão em qualquer lugar onde você vá. Não importa a atividade. Do juiz da Corte de Justiça ao garçom e pedreiro, todos têm a oportunidade de frequentar os mesmos locais na cidade, de viajar, de pagar suas contas e viver com dignidade. Problemas há, claro, e nem tudo são flores, mas ter convivido com essa forma de lidar com o trabalho foi bastante singular. Quando é que, no Brasil, um juiz, um mauricinho ou um professor universitário descolado irão para uma super badalada casa de show e lá encontrarão pedreiros, garçons (em momento de lazer), faxineiros ou babás? Quando eles sentam à mesma mesa juntos e socializam? É raro.

Na terra brasilis, para se chegar a um patamar desse, mais do que uma mudança sócio-econômica, a gente precisará de uma super mudança de cultura política. Para concluir com um pensamento do sempre atual Gramsci, como viajante e apaixonada que sou, eu sigo com o otimismo da vontade .

Lilia de Souza é jornalista (dipolomada pela UFBA), escritora, mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA e cidadã do mundo. Ex-redatora da editoria de Opinião do jornal A Tarde, autora do livro “Euclides Neto:um pioneiro da Reforma Agrária. Texto publcado originalmente na página da autora no Facebook.

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

A jornalista Pilar Cernuda escreveu no jornal espanhol ABC que o avião da Malaysia Airlines pode ter sido derrubado para evitar um possível ataque terrorista. Na Malásia, a polícia descartou responsabilidades dos passageiros, mas investiga tripulação do voo.

Cernuda diz mesmo que o objetivo da ação seria evitar uma nova catástrofe, semelhante à que derrubou as torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Pilar Cernuda revela ter falado com especialistas que lhe garantiram que o Boeing 777 teria sido sequestrado por terroristas que queriam lançá-lo contra um alvo muito sensível.

No texto, ainda é citada outra fonte que diz que, a ser verdade, dificilmente algum governo o confirmará.

Na Malásia, a polícia local diz não considerar os 227 passageiros do avião responsáveis por quaisquer atos de sequestro e sabotagem. Da mesma forma, um responsável citado na imprensa malaia diz não acreditar em problemas pessoais ou psicológicos que possam ter provocado um acidente.

O mesmo não acontece com a tripulação: o inspetor Khalid Abu Bakar afirmou que a investigação sobre a tripulação, formada por 12 malaios, continua.


Barcelona;uma temporada sem novas contratações

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O Barcelona está proibido pela FIFA de comprar jogadores durante a próxima temporada por ter violado as normas internacionais relativas às transferências e inscrições de jogadores menores de idade, anunciou nesta quarta-feira o organismo que tutela o futebol mundial.

O clube espanhol deverá apresentar recurso da decisão nos próximos dias, de acordo com o jornal espanhol Mundo Deportivo.

A decisão da Comissão Disciplinar da FIFA surge na sequência de investigações efetuadas pelo FIFA Transfer Matching System GmbH (sistema que supervisiona as transferências de jogadores) durante o último ano e que concluíram que vários jogadores não espanhóis com menos de 18 anos foram inscritos e participaram em competições pelo clube. A Real Federação Espanhola de Futebol também será castigada pela FIFA.

“Concluiu-se que o FC Barcelona infringiu o artigo 19.º dos Regulamentos [sobre os Estatutos e Transferências de Jogadores] no caso de dez jogadores menores e cometeu várias infrações em relação a outros jogadores, incluindo ao abrigo do Anexo 2 dos Regulamentos”, lê-se na nota publicada pela FIFA.

O artigo 19.º referido pela FIFA diz respeito à protecção dos atletas menores de idade e sustenta que “as transferências internacionais de jogadores são apenas permitidas se o jogador tiver uma idade superior a 18 anos”.

No entanto, o regulamento prevê algumas exceções à regra geral: caso os pais do jogador se mudem para o país do novo clube “por razões não relacionadas com o futebol” ou se entre a localização do novo e do antigo clube não distarem mais de 100 quilómetros e o jogador continuar a morar em casa da família.

Da mesma forma, os jogadores com idade entre os 16 e os 18 anos da União Europeia ou da Área Económica e Europeia (países da UE a 27 e a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega) também podem ser transferidos para outros países caso o clube cumpra uma série de requisitos relacionados com a educação do jogador.

A infração do Barcelona foi considerada “grave” pela Comissão Disciplinar da FIFA, que decidiu sancionar o clube “com uma proibição de transferências, tanto a nível nacional como internacional, durante dois períodos de transferências completos e consecutivos e ainda uma multa de 450 mil francos suíços (370 mil euros)”.

A decisão da FIFA significa que o Barcelona vai estar impedido de se reforçar durante os próximos períodos de transferências de Verão e de Inverno, ou seja, só poderá voltar a comprar jogadores no final da época 2014-2015.

A FIFA concedeu ainda 90 dias para o Barcelona regularizar a situação dos dez jogadores menores de idade.

“No que respeita à RFEF, a Comissão Disciplinar concluiu que a federação também violou o artigo 19.º dos Regulamentos e outras regras no contexto das transferências e primeiras inscrições de alguns jogadores menores.” A federação espanhola terá de pagar uma multa de 500 mil francos suíços (400 mil euros) e terá de regularizar o seu sistema de transferências durante o próximo ano.

abr
02
Posted on 02-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-04-2014


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Pelicano, hoje, no portal de humor A Charge Online

abr
02
Posted on 02-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-04-2014

VIVA MARLEY! ETERNAMENTE!

BOM DIA!

Alerta de Tsunami esa noite no Chile
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Chile, Peru e Equador estão sob um alerta de tsunami depois de um forte sismo com 8,2 de magnitude na escala de Richter se ter registado a 89 quilómetros da costa chilena.

Governo chileno já confirmou oficialmente 5 mortos em Iquique e Nuevo Hospício.

A costa latino-americana do Pacífico está sob alerta, na sequência de um sismo que se deu às 20h46 locais a apenas 39 quilómetros de profundidade e a 89 quilómetros de Cuya, no norte do Chile, de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos.

O mesmo organismo adiantou que o terremoto havia tido uma intensidade de 8,0 na escala de Richter, mas essa magnitude já foi revista para os 8,2, segundo o Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile.

Os serviços de emergência do Chile ordenaram a evacuação imediata da zona costeira do norte do país.

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DEU EM O GLOBO

BRASÍLIA – A inauguração de um busto do ex-deputado Rubens Paiva, em um dos corredores da Câmara, na tarde desta terça-feira, foi marcada por discursos a favor da revisão da Lei de Anistia e da punição dos militares que atuaram na ditadura. Autor dessa proposta de homenagem a Paiva, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) foi o primeiro a tocar no assunto.

— Os crimes da ditadura são continuados, não prescrevem. Por isso, se faz necessária a revisão da Lei de Anistia — disse Teixeira.

O líder do PT, Vicentinho (SP), também fez a defesa da revisão.

— Quem torturou e matou não tem direito a anistia. E torturar, às vezes, é muito pior do que matar — afirmou o petista.

Ivan Valente (SP), líder do PSOL na Câmara, foi o mais enfático na defesa da punição para esses militares.

— É preciso revisar a Lei de Anistia e punir os torturadores para que viremos de vez essa página do Brasil. Que as Forças Armadas abandonem esse silêncio ensurdecedor. Vamos seguir os exemplos de Argentina, Chile e Uruguai. No Brasil, os torturadores, como Paulo Malhães e Brilhante Ustra estão não apenas soltos como promovidos e recebendo seus soldos — disse Valente.

As filhas de Rubens Paiva discursaram no ato. Vera Paiva comparou o caso de seu pai ao do pedreiro Amarildo de Souza, que sumiu no ano passado, no Rio, após uma ação policial.

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