===================================================

Aline Leal

A médica cubana Ramona Rodriguez, que se desligou do Programa Mais Médicos, deixou no último domingo (30) o seu trabalho na Associação Médica Brasileira (AMB), onde trabalhava desde fevereiro, depois de receber asilo político dos Estados Unidos.

Quinta etapa do Mais Médicos abre prazo para municípios pré-selecionados

Ramona trabalhava pelo Mais Médicos no município paraense de Pacajá, mas deixou o programa por não concordar que os profissionais cubanos recebessem, na época, US$ 400 (aproximadamente R$ 960) enquanto os demais participantes têm salário de R$ 10 mil.

Ela comunicou sua demissão no domingo e desembarcou na manhã da segunda-feira (31) em Miami, no estado americano da Flórida. Segundo a AMB, a partida para os Estados Unidos foi motivada pelo apoio do governo americano a profissionais da saúde cubanos em situação de instabilidade com o regime político da ilha. A médica chegou a pedir, por meio da AMB, asilo político ao Brasil, mas não recebeu resposta.

O Ministério Público do Trabalho entrou na Justiça na última quinta-feira pedindo, entre outras coisas, a isonomia salarial entre médicos brasileiros e estrangeiros do Mais Médicos.

( Com informações da Agencia Brasil)


============================================================

===================================================

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

O produtor e músico americano Frankie Knuckles, pioneiro da música house nas décadas de 70 e 80, morreu ontem, segunda-feira, aos 59 anos, em Chicago, onde o seu nome há-de ser sempre recordado. Apesar de se saber que o DJ sofria de diabetes, a causa da sua morte ainda não foi apurada.

Knuckles tinha atuado no sábado à noite em Londres, no clube Ministry Of Sound.

Nascido no Bronx, Knuckles aprendeu a sua arte em Nova Iorque, onde foi orientado e influenciado por Larry Levan, outra lenda da música. Em 1970 começou a atuar como DJ na sauna Continental. Mas foi a partir de 1977, em Chicago, que se tornou DJ residente do “The Warehouse” e que popularizou um estilo que viria a ser um novo género musical, a música house. No clube, maioritariamente frequentado pela comunidade gay latino-americana, nasceu um novo estilo de música de dança moderna, inspirada no disco, na soul e no R&B misturados com batidas eletrónicas.

Mudou-se para a sua própria discoteca em Chicago, em 1983, mas voltou a Nova Iorque quando o seu novo estilo musical se tornou conhecido mundialmente, em 1987. Foi nessa altura que, em parceria com David Morales, começou a produzir remisturas para grandes nomes da pop da altura como Michael Jackson, Diana Ross e Whitney Houston.

=============================================================

A composição “Coração em Desalinho” é de autoria de Mauro Diniz e Ratinho.

SOM NA CAIXA, MAESTRO! QUEM SABE A OPOSIÇÃO BAIANA AINDA ESCUTA!

(Vitor Hugo Soares)


Jogo empombado: Oposição baiana em desalinho

===============================================================

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA, EDIÇÃO DESTA TERÇA-FEIRA, 1 DE ABRIL. NAS BANCAS.

Política
Veja 6 opiniões sobre a escolha do candidato das oposições na Bahia
por
Osvaldo Lyra

Todas as atenções no meio político estão voltadas para o anúncio que o prefeito ACM Neto fará sobre o nome do candidato que encabeçará a chapa das oposições da Bahia. Ontem, ávidos pela confirmação do ex-governador Paulo Souto, democratas sentaram-se à mesa para avaliar o cenário e pressionar por uma definição sobre o pleito. Em outra rodada de discussão, aliados do ex-ministro Geddel Vieira Lima, apostando suas fichas na vontade do peemedebista em destronar o PT no Estado, também sentaram para avaliar os riscos de lançar a candidatura com ou sem o apoio do DEM e PSDB. Abaixo, a análise dos principais articulistas e comentaristas que fazem ferver a política da Bahia. Confira:

(Em tempo: Bahia em Pauta elegeu o depoimento de Mario Kertész para reproduzir na íntegra. Leia os demais na edição impressa da TB. Vale a pena).

Mário Kertész – Radialista, apresentador e proprietário do Grupo Metrópole

Tribuna – Qual sua aposta? Quem será o candidato das oposições, a ser anunciado pelo prefeito ACM Neto?

Mário Kertész – A essa altura eu acho que não haverá um candidato único das oposições. A essa altura do campeonato, graças ao desgaste que está acontecendo, a oposição mais uma vez sairá dividida, com duas candidaturas isoladas. Como dizia ACM, o original, as oposições só se unem no cemitério.

Tribuna – Qual o motivo de tanta demora do prefeito em anunciar o nome que representará a oposição?

Mário – Acho que a dificuldade está sendo causada pela intransigência do Democratas e de Paulo Souto, que desistiu o tempo todo e de última hora achou que poderia ser o nome e está empombando o jogo todo.

Tribuna – Esse estremecimento pode resultar em um racha? Pode resultar em duas candidaturas na base oposicionista?

Mário – A essa altura eu acho que já vai resultar em dois nomes da oposição. Não vejo como ter uma candidatura única, já que Paulo Souto não abre mão e Geddel, por sua vez, não aceita ser candidato para o Senado.

Tribuna – Quem o governo torce para ser o candidato? Paulo Souto ou Geddel?

Mário – Aí só você perguntando ao PT e ao governo.

Tribuna – Qual vai dar mais trabalho para o candidato do PT?

Mário – Quem daria mais trabalho seria Geddel. Essa é a minha opinião. Aí, só na prática para vermos como as coisas vão se comportar. Inclusive, se não houver uma definição imediata, esta semana, o resultado só sairá após a próxima eleição (risos).

abr
01
Posted on 01-04-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-04-2014


================================================================
Pelicano, hoje, no jornal Tribuna de Santos (SP)

abr
01


Jango
=============================================================

==========================================================

OPINIÃO

1964, O Ano Estranho

Maria Aparecida Torneros

Naquele 31 de março de 1964 eu tinha 14 anos. Vivi as agruras do golpe militar em família e nas conversas amedrontadas no colegio Pedro II, no Centro do Rio de Janeiro, onde cursava a terceira série ginasial.

Meu tio, casado com a irmã do meu pai, operário na Fábrica Nacional de Motores, em Xerem, foi preso no local de trabalho e levado para lugar ignorado. Sua mulher e o cassl de filnos vierem para a casa da minha avó, e meu pai começou a via crucis para localizar o desaparecido. As notícias surgiam camufladas, era preciso queimar seus livros, ele era dirigente do sindicato dos metalurgicos e declaradamente comunista.

Minha avó, uma simpatizante do presidente Getulio Vargas e minha mãe ferrenha eleitora do Presidente João Goulart, repentinamente, no subúrbio onde vivíamos, fomos recomendados a evitar comentar nossas opiniões e encobrir a prisão do meu tio. Mamãe era ouvinte da rádio Mayrink Veiga na madrugada, ela adorava Leonel Brizola.

Papai levou meses peregrinando até encontrar meu tio na carceragem do presídio Frei Caneca, dividindo a cela, entre outros, com o militante famoso Mario Lago.

Os meses foram passando, o 64 corria como um ano da minha adolescência inquieta, os colegas traziam histórias de irmãos mais velhos também presos, o governo militar parecia endurecer cada dia mais e mais, instalou-se o medo e, naturalmente, iniciaram-se as reações.

Os professores evitavam responder nossas perguntas sobre o que acontecia, eu ia completar 15 anos em setembro e meu pai escondeu da família que sofria um processo de afastamento para averiguações no setor estadual onde trabalhava.

Ficou meses sem trabalhar e com salários suspensos, mesmo assim, humildemente, ganhei um bolo caseiro, um vestido simples cor de rosa e o meu primeiro par de sapatos brancos de saltinhos altos que minha avó me deu.

Ano estranho. Brasil amedrontado. Começava então um período negro. Lembro que até 1968, aprendi a participar de passeatas, a trocar informações codificadas com os colegas, fui acrescentando noções básicas de história e sociologia aos meus estudos, acompanhei a ida de amigos que debandavam para a luta armada.

Em 69, iniciei minha faculdade, na UFF, onde presenciei mais de perto o movimento dos companheiros que aderiram à resistência e se sacrificaram dando suas vidas em prol do sonho de restabelecer a democracia em nosso país.

Os anos 70 apontaram que havia repressão e tortura em doses altas, tive muito medo sempre, sabia que a tal abertura viria, aos trancos e barrancos, mas as dores e arbitrios deixariam marcas em nossa geração para sempre.

Hoje tenho 64, passaram-se 50 anos, convivi e convivo com muitos amigos e amigas que foram perseguidos e torturados, alguns foram exilados e voltaram. Outros sumiram.

Perdi alguns de uns anos para cá, estes, enquanto viveram nunca deixaram de resgatar episódios tristes dessa história para que os brasileiros das novas gerações tomem conhecimento do que se passou e nada disso se repita.

Hoje sabemos que o Presidente João Goulart caiu com ajuda da CIA americana e de uma parcela de empresariado nacional, além das forcas militares, foi um golpe pela tomada do poder desrespeitando a democracia.

Reconquistamos o direito de escolher governantes, estive no comício das Diretas Já, tentamos consolidar a ordem de uma sociedade ainda infestada de práticas duvidosas, necessitada de combater violência e injustiças, desigualdades sociais e grande manipulação viciosa por parte de expressivo percentual de sua classe política.

1964 ressoa em mim, na adolescente que fui, perplexa, que assistiu o Brasil refém de regime militar, assim como 2014 reflete em mim, agora, um tempo representado por meio século de esperanças no avanço de consciência e no respeito aos que se tornaram mártires no enfrentamento à ditadura em nossa terra.

Aos 64, trago ainda, muitas perguntas sem respostas, que fiz aos 14. E, tenho ainda, a esperança de que os ideais de liberdade de pensamento e convivência democrática sadia, dentro da lei, sejam alcançados com desnvolvimento e paz, em nosso Brasil.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro . Edita o Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originalmente

http://youtu.be/CyFuLT5AMyk

E por falar em 50 anos do Golpe: Foi em 31 de Março de 64, ou em primeiro de Abril?

Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos

  • Abril 2014
    S T Q Q S S D
    « mar   maio »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930