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Posted on 26-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-03-2014

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DEU NO SITE CONGRESSO EM FOCO

Catarine Piccioni

O deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) renunciou ao mandato nesta quarta-feira (26) . Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a três anos, um mês e dez dias de prisão, em regime aberto, por esterilização cirúrgica irregular. Segundo os ministros, ele fez laqueaduras em troca de votos na disputa pela prefeitura de Marabá (PA), em 2004.

A carta de renúncia foi lida no final da tarde de hoje pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A mesa diretora da casa deverá cancelar a reunião que havia marcado para as 18 horas para decidir se abriria processo de perda de mandato contra Asdrúbal.

A pena de prisão em regime aberto deve ser cumprida em casa de albergado. Não há esse tipo de estabelecimento em Brasília (DF); por isso, ele provavelmente ficará em prisão domiciliar.

O deputado declarou que está renunciando para evitar “constrangimentos à Câmara e aos colegas parlamentares”. Primeiro suplente, Luiz Otávio (PMDB) deve assumir a vaga deixada por Asdrúbal, que se entregou ontem à vara de execuções penais e medidas alternativas do Distrito Federal para começar a cumprir pena.

Julgamento

Em setembro de 2011, por oito votos a um, Asdrúbal foi condenado por usar cirurgias de laqueadura tubária em troca de votos na eleição para a prefeitura de Marabá em 2004. A defesa sustenta que o deputado não cometeu crime e nem abordou eleitoras. Apesar de condenado, ele vinha exercendo normalmente o mandato. O seu último recurso foi julgado na semana passada. O ministro Dias Toffoli expediu o mandado de prisão nesta semana.

Asdrubal Bentes afirmou que pretende disputar eleições novamente. “Quem vai decidir no futuro se volto é o povo do meu estado. Agora não serei candidato, mas quando terminar a pena, sim”. Ele é o sexto deputado federal em exercício que o STF manda prender desde a Constituição de 1988.

O primeiro foi Natan Donadon (sem partido-RO), preso em agosto de 2013. Ele foi condenado por peculato e formação de quadrilha. De novembro a fevereiro, o STF determinou a prisão de quatro parlamentares condenados no processo do mensalão: José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PP-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP).

Todos os condenados na ação penal do mensalão renunciaram aos mandatos. Apenas Donadon não renunciou. Mesmo preso, ele chegou a escapar da cassação em plenário no ano passado, em votação secreta. E só perdeu o mandato apenas neste ano, em votação aberta. Na ocasião, Asdrúbal foi o único a se abster da votação entre os deputados presentes à sessão.

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Al Green,How Can You Mend A Broken Heart, apague a luz e durma ou flutue. Ou não.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO BLOG DO NOBLAT

Minha mãe e Sarney, por Ricardo Noblat

Nos anos 80, como colunista do Jornal do Brasil, bati duro no governo Sarney.

Meu tio, dom José de Medeiros Delgado, fora arcebispo do Maranhão por mais de 20 anos. Casara Sarney com dona Marly, batizara os três filhos deles e casara Roseana.

Estava morrendo em uma clínica do Recife e minha mãe velava por ele quando tocou o telefone do apartamento. Era Sarney, então presidente, querendo notícias.

Quando minha mãe se identificou como Eunice Noblat, Sarney perguntou:

– O que a senhora é de Noblat?

– Sou mãe dele.

E, rapidamente, minha mãe acrescentou:

– Mas gosto muito do senhor e ouço sempre seu programa semanal no rádio.

Sarney espalhou a história em Brasília por meio do colunista Carlos Castelo Branco, o Castelinho do Jornal do Brasil.

– Você não gosta de Sarney, mas sua mãe gosta – disse-me Castelinho brincando.

Alguns meses depois, no Recife, perguntei à minha mãe:

– A senhora costuma ouvir o programa do presidente no rádio?

– Raramente – ela respondeu.

– E por que a senhora disse ao presidente que ouvia?

– É para que ele se lembre do que eu disse se pensar um dia em lhe fazer algum mal – respondeu.

Uma vez, escrevi que o governo dele estava ameaçado por um mar de lama capaz de dar inveja ao mar de lama que tragou o governo de Getúlio Vargas.

Sarney chamou Sepúlveda Pertence, então Procurador Geral da República, e disse que eu deveria ser processado.

Pertence deixou o assunto esfriar. Depois de alguns dias consultou Sarney:

– É para processar mesmo o Noblat?

– Deixa prá lá – respondeu Sarney.

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Posted on 26-03-2014
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

O Vaticano anunciou que o Papa Francisco aceitou a demissão do bispo alemão Franz-Peter Tebartz-van Elst, que ficou conhecido como “o bispo do luxo” por ter gasto 31 milhões de euros na nova residência oficial.

O bispo de Limburgo, de 54 anos, tinha sido chamado pelo Papa ao Vaticano em outubro, depois de terem sido conhecidos os gastos na construção do centro diocesano St. Nikolaus. As obras incluiam uma casa de banho que custou 15 mil euros, uma mesa de conferências de 25 mil euros e uma capela privada que custou 2,9 milhões de euros.

Desde então que se encontravam suspenso de funções, enquanto decorria o inquérito. Em comunicado agora divulgado, o Vaticano indicou que obispo não tinha condições para continuar a exercer o cargo e que o Papa aceitou a carta de demissão, que datava de 20 de outubro de 2014.

O texto indica que o bispo cessante “receberá em tempo oportuno uma nova tarefa”. Franz-Peter Tebartz-van Elst, que era bispo de Limburgo desde janeiro de 2008, tinha-se refugiado num mosteiro na Baviera.

O Papa nomeou o monsenhor Manfred Grothe como administrador apostólico, durante o período de ‘sede vacante’ (sem bispo residente). “O Santo Padre pede que o clero e os fiéis da diocese de Limburgo aceitem a decisão da Santa Sé com docilidade e com o desejo de se comprometerem a encontrar um clima de amor e reconciliação”, diz o comunicado.

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Posted on 26-03-2014
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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

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CRÔNICA

SE O AMOR SE VAI

Maria Aparecida Torneros

Há muitos anos, quando desfizera um longo casamento, li um livro de um psiquiatra italiano, ” A separação dos amantes ” , no qual ele analisava a sensação de viuvez que cada rompimento amoroso provoca. O tal vazio de sonhos, a morte de expectativas e os vários graus de dificuldades que algumas pessoas atravessam para superar etapas até se acostumarem a viver sem o convívio dos seres amados.

Há, segundo o autor, momentos de retrocesso, do gênero de se tentar voltar atrás apesar de inúmeras impossibilidades, que vão desde a real separação pela morte de um dos parceiros até o desligamento resultante pelo desgaste de relações ou ao impedimento de ordem psico moralista que bloqueia por exemplo relacionamentos extra conjugais ou triangulares.

Entretanto, em tempos modernos, de certo modo, passaram a figurar como possibilidades incluidas como normais, por exemplo, os ditos casamentos abertos, e ainda, a aceitação civil e jurídica que a homo afetividade conquista nas sociedades que avançam na direção de famílias cuja formação foge aos padrões tradicionais e envelhecidos.

Pareceria uma solução humanamente reconfortante se cada homem ou mulher se desvencilhasse do vício da posse e dos arroubos ciumentos ao exercer o doce êxtase amoroso, sem a preocupação de amarras ou apropriação dos sentimentos alheios que exigem a tal dedicação exclusiva e em tempo integral, numa vida curta, passageira, ondulante e imprevisível.

Quantos sofrimentos seriam poupados e até crimes passionais evitados na medida que nossas posturas afetivo-sociais fossem formadas para aceitar pessoas e suas diferenciadas visões de mundo, sem que nos atrevéssemos a interferir ou tentar controlar passos, decisões, gostos, escolhas, etc, respeitando a liberdade de ser que nossos cônjuges, parceiros, namorados, eventuais seres amados tem direito de exercer, usufruir e decidir de acordo com seus desejos, sentimentos e traços pessoais que os tornam únicas matrizes e jamsis nossas filiais.

Como diz essa canção do Roberto Carlos, se o amor se vai, nossos sentimentos são de tristeza, instala-se o vazio, sonhamos com a volta, que nem sempre é possível, mas, se o amor está, o que se pode e deve fazer é valorizar cada instante de troca feliz, tornar cada momento um prêmio e cada encontro um bem eterno que permanecerá em nossas almas e corações, como uma tatuagem, marcas de doação, sorrisos de conquistas, abraços de aconchego, beijos de amor, paixão, carinho, e, se houver o adeus, este será pleno de saudades e agradecimentos pelo que tiver sido possível desfrutar de bom, juntos.

Quando um amor se vai, como abandonar totalmente a alegria de te-lo vivido? Se um dia ele, o amor veio, fez morada em nossos sonhos, cresceu dentro de nós, semeou alegrias e prazeres. Também, pequenos detalhes que inundaram nossos dias e noites de esperanças e tantas vezes nos fizeram lutar junto das criaturas amadas para superar dificuldades, vencer obstáculos, ultrapassar apreensoes ou até derrotas.

Por que não aceitar então que o amor voe em direção ao infinito, deixando-nos um rastro luminoso de crescimento, o aprendizado saudável de amar sem necessidade de limitar sentidos a parâmetros que sufocam ou tiram o brilho mágico desse dom maravilhoso.

Se o amor se vai, com certeza, leva com ele um pedacinho da gente, mas, em contrapartida, nos lega segredos de felicidades vividas, os tais detalhes tão pequenos de nós dois, aliás, de nós todos! Aqueles, que nos acompanharão para sempre!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, edita O Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi puplicado originalmente.

Toninho Horta: violão e guitarra, baixo e voz.

Se existe paraíso deve ser habitado por canções como esta e músicos como estes mineiros extraorrdinários.

Vai para a mana Mariana, habitante e amante fiel e inabalável de Brasília.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NA FOLHA

MÁRCIO FALCÃO
JULIA BORBA
DE BRASÍLIA

Depois de dois anos e sete meses de embates, negociações e intensos lobbys, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (25) o texto principal do Marco Civil da Internet. O texto agora segue para aprovação do Senado.

A proposta é uma espécie de Constituição, estabelecendo princípios, garantias, direitos e deveres na rede.

Ao longo do dia, o governo e os líderes partidários intensificaram os debates e o projeto acabou sendo aprovado sem grandes embates no Plenário. A votação foi simbólica, o que significa que os votos dos deputados não são contabilizados. O PPS foi o único partido a orientar seus congressistas contra o texto durante a votação.

Todas as sugestões de mudanças foram retiradas pelos deputados.

O Marco Civil da Internet se tornou polêmico porque eram contrários os interesses do Planalto, das empresas de telecomunicações, sites de internet, Polícia Federal e Ministério Público, além das entidades de defesa do consumidor.

Com tantas frentes envolvidas e longe de um consenso, a matéria chegou bloquear por cinco meses a votação de outras propostas na Câmara dos Deputados.

Nas últimas semanas, o governo cedeu em pontos prioritários e negociou cargos, liberação de recursos para obras apadrinhadas por congressistas no orçamento numa tentativa de esvaziar a rebelião de aliados na Câmara e avançar com a discussão da matéria, considerada vital para reforçar o discurso de Dilma Rousseff contra a espionagem.

Em abril, o Brasil sediará conferência internacional sobre governança na internet, e o governo quer apresentar a nova lei durante o evento.

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