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Postado em 25-03-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 25-03-2014 01:31

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DEU EM O GLOBO

Danielle Nogueira

RIO – O ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), informou nesta segunda-feira que o órgão deve abrir novo processo para investigar a polêmica da refinaria de Pasadena (EUA) da Petrobras. O objetivo do órgão é apurar a responsabilidade sobre a omissão de cláusulas do contrato no momento em que ele foi submetido ao Conselho de Administração da estatal. A abertura do processo depende apenas do envio de documentos pela Petrobras à CGU.

Segundo o ministro, Nestor Cerveró, diretor da área Internacional da Petrobras na época em que o acordo foi fechado, pode perder o emprego como resultado do processo, se for compravado que o relatório apresentado por ele ao Conselho de Administração tiver sido falho, como afirmou a presidente Dilma Rousseff.

Na última semana, Cerveró, que ocupava uma cadeira na diretoria na BR Distribuidora, foi exonerado pelo Conselho da estatal. Mas, por ser um servidor público, ele continua nos quadros da empresa.

Esse processo será instaurado pela corregedoria da CGU, braço do órgão que tem a atribuição de impor sanções. Até agora, a CGU acompanhava o caso de Pasadena pelo outro braço do órgão, responsável por auditorias internas, que não impõe qualquer tipo de punição.

– Vamos apurar as responsabilidades da falta (de informação) e em que circustâncias isso ocorreu – afirmou Jorge Hage.

Na última semana, o ministro entrou em contato pessoalmente com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, logo após a divulgação, pelo Palácio do Planalto, de que a presidente Dilma Rousseff desconhecia as cláusulas de ‘Put Option’ e ‘Marlim’ do contrato de Pasadena. A primeira permite que um sócio exija a compra de sua parte em caso de divergência com o outro sócio. A segunda assegurava lucro anual de 6,9% ao ano à Astra Oil, controlada por um grupo belga e ex-sócia da Petrobras na refinaria.

Hage participou do Primeiro Ciclo Brasileiro de Conferências em Compras Públicas e Desenhos de Concessões, no Rio. O evento é encabeçado por nomes de peso como Cesar Cunha Campos (FGV Projetos), Yoshiaki Nakano (EESP/FGV) e Marcelo Neri (Ipea).

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 25 Março, 2014 at 10:42 #

Socorro!!!!

Eu li o que pensei ter lido?

Jorge Hage asseverou: “O objetivo do órgão é apurar a responsabilidade sobre a omissão de cláusulas do contrato no momento em que ele foi submetido ao Conselho de Administração da estatal.”

É isto mesmo?

E sem pedido de desculpas por não aberto o procedimento antes?

Hage é pautado pelo Estadão ou por Dona Dilma, sua chefe, salvo engano?

Afinal Dona Dilma, convive com esta “falta grave”, travestida de omissão, há muito tempo.

Teriam concluído, sabe-se lá por quais razões, que era melhor guardar em alguma gaveta?

Como levar a sério o dedicado ministro Hage?

Ou Dona Dilma, escondeu, ela sozinha, este gravoso incidente?

Cabe a mesma CGU explicar, ou não?


jader on 25 Março, 2014 at 14:08 #

Deu no Terra:

25 de Março de 2014•13h09 • atualizado às 13h35
MP denuncia 30 executivos por fraude no Metrô e CPTM

São pelo menos 12 empresas envolvidas em formação de cartel e fraude a licitações, nos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB
O promotor Marcelo Mendroni falou sobre as acusações e citou até o filme “O Poderoso Chefão” em sua apresentaçãoFoto: Vagner Magalhães / Terra

Vagner MagalhãesDireto de São Paulo


O promotor de Justiça do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), Marcelo Mendroni, apresentou denúncia contra 30 executivos de 12 empresas por formação de cartel e fraude a licitações envolvendo o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB, no período compreendido entre 1998 e 2008, pelo menos.
Segundo o promotor, nas cinco denúncias, são 43 acusados, alguns em duplicidade, o que totaliza 30 nomes. “Há casos de pessoas que estão em mais de uma denúncia”, disse. Mendroni afirma que a sua investigação se restringiu apenas às empresas. Os funcionários públicos – envolvidos em eventuais casos de corrupção – estão sendo investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o promotor, foram investigadas 11 licitações de cinco projetos envolvendo o Metrô e a CPTM. Somados, sem correção, os contratos envolvem R$ 2,67 bilhões, mais aditivos de R$ 112 milhões. A promotoria estima que o sobrepreço chegue a aproximadamente 30% do total, o que equivaleria R$ 834 milhões.
Segundo a denúncia, os executivos pertencem às empresas Siemens, Alstom, DaimerCrysler Rail Sistems Brasil, Bombardier, Temoinsa, Mitsui, T’Trans, Tejofran, CAF, Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil, MGE e Hyundai.
“Minha conclusão é que houve crime de formação de cartel e na opinião do Gedec houve a participação de agentes públicos que frustraram o caráter competitivo”, disse o promotor.
Suspeita de cartel
O escândalo em torno das obras do Metrô começou quando a multinacional Siemens denunciou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a existência de um cartel para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Após fazer a denúncia, a Siemens assinou um acordo de leniência que pode lhe dar imunidade caso haja punição aos envolvidos. De acordo com o Cade, o cartel foi formado para a construção da linha 5 do metrô no ano de 2000, quando o governador do Estado era Mário Covas, morto em 2001. A prática continuou no governo de Geraldo Alckmin, de 2001 a 2006, e pelo menos no primeiro ano da administração de José Serra, de acordo com a denúncia.


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