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Postado em 24-03-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 24-03-2014 17:17

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Os brasileiros estão reticentes em relação à forma como o seu país vai organizar o Mundial de futebol. A 80 dias do início da competição, uma sondagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 24, revela que menos de metade tem expectativas positivas.

Apenas 46% dos inquiridos responderam que o Mundial será “ótimo” ou “bom”. Para 30%, a competição será “mediana” e 24% esperam que seja “má” ou “muito má”.

A sondagem da Datafolha é publicada no dia em que o secretário-geral da FIFA, Jerôme Valcke, inicia uma série de reuniões preparatórias no Rio de Janeiro e em que estão previstas mais manifestações contra o Mundial.

Apesar de ser o primeiro Mundial no Brasil em mais de meio século, esta edição não desperta maior curiosidade entre os brasileiros. Entre os inquiridos, 82% disseram que pretendem assistir aos jogos, um valor semelhante ao registado nas sondagens sobre as duas últimas competições.

Foram questionadas 2091 pessoas de 132 municípios do país entre 18 e 19 de Fevereiro.

Em Fevereiro, uma outra sondagem revelava o valor mais baixo no apoio à organização da competição (52%). Quando o Brasil foi escolhido pela FIFA para receber o Mundial, em Novembro de 2008, o apoio popular estava nos 79%, de acordo com a Bloomberg.

Segundo a Folha, existem cinco cidades que ainda não dispõem e estruturas temporárias. Recife já anunciou que vai prescindir da FIFA Fan Fest, um local onde é prevista a visualização dos jogos em telas gigantes.

Os receios de atrasos na organização do Mundial voltam à ordem do dia, depois de o Estádio de Curitiba ter estado em risco de falhar a competição. Foi apenas a 18 de Fevereiro que a FIFA anunciou a manutenção da cidade como sede do Mundial, depois das promessas do Governo brasileiro.

Para além de Curitiba, há mais dois estádios cuja construção ainda não terminou.

Prefeito de Porto Alegre admite risco de perder o Mundial

Depois de Curitiba, foi a vez de Porto Alegre ser alvo de polémicas. Nesta segunda-feira, o prefeito da cidade, José Fortunati, reconheceu que a cidade do sul do Brasil poderá não receber os jogos previstos devido à falta de acordo sobre o pagamento das estruturas temporárias. Trata-se de instalações ao redor do estádio destinadas à imprensa, à segurança e aos patrocinadores.

Segundo Fortunati, existe um projecto de Lei, cujo propósito é conceder incentivos fiscais às empresas que suportarem as estruturas do estádio Beira-Rio durante a competição, que se encontra parado na Assembléia há quase um mês. “Se o projecto não for votado, não teremos Mundial em Porto Alegre [por falta de verbas]. Não existe plano B nem C nem Z”, explicou

Tal possibilidade não é cogitada pela a FIFA, visto que quatro dos cinco jogos na cidade já estão esgotados.

A expectativa da Federação é que, até quinta-feira, dia em que Valcke vai conceder uma entrevista coletiva no Maracanã, todas as pendências relativas às estruturas temporárias do Mundial estejam resolvidas ou, pelo menos, com a solução encaminhada.

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