DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O bloqueio da rede social Twitter na Turquia, em vigor desde as 00:00, parece ter tido apenas um efeito: fez disparar o uso deste serviço de micromensagens e cimentar a imagem autoritária do primeiro-ministro turco, o islamita Recep Tayyip Erdogan.

O bloqueio do Twitter pelas autoridades de Ancara desencadeou uma grande onda de mobilização na internet, permitindo aos internautas turcos contornarem a censura e expondo o autoritarismo crescente do Governo, segundo alguns especialistas.

Pouco após o anúncio de Erdogan, o próprio grupo Twitter foi um dos primeiros a contra-atacar, publicando uma mensagem recordando que os seus serviços estavam acessíveis na Turquia através de SMS.

Grupos de ativistas revelaram técnicas que permitiam aos cidadãos turcos alterar as definições internas de uma ligação de internet para poderem continuar a exprimir-se em 140 carateres, apesar da proibição governamental.

Muitos utilizadores publicaram conselhos para evitar o bloqueio, alterando os parâmetros DNS do computador, usando o serviço de mensagens do telemóvel, ou recorrendo a serviços de “proxys”, enquanto outros declararam que melhor do que mudar os DNS era «mudar o Governo».

As empresas também ofereceram acesso gratuito às respetivas VPN, uma rede privada virtual que permite apagar as pistas, escondendo a real localização geográfica dos internautas.

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