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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

O Presidente russo reiterou hoje ao seu colega norte-americano, Barack Obama, que o referendo através do qual a Crimeia decidiu reunificar-se com a Rússia é totalmente legítimo.

Numa conversa telefónica, Putin sublinhou a Obama que o referendo está em conformidade com o direito internacional e com os estatutos da ONU e recordou o precedente do Kosovo, cujo parlamento proclamou unilateralmente a independência da Sérvia em fevereiro de 2008, indicou o Kremlin em comunicado.

«Foram discutidos diversos aspectos da situação de crise na Ucrânia. Putin chamou a atenção para a incapacidade das atuais autoridades de Kiev para acabar com os excessos dos grupos ultranacionalistas e radicais que estão a desestabilizar a situação e a aterrorizar cidadãos pacíficos, entre os quais a população russófona e os nossos compatriotas», lê-se no texto, citado pela agência de notícias espanhola, EFE.

Ambos os responsáveis falaram sobre a possibilidade de enviar à Ucrânia uma missão de observação da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e, «na opinião do Presidente russo, a atividade dessa missão deve estender-se a todas as regiões da Ucrânia», e não apenas à Crimeia, segundo o documento.

Putin e Obama acordaram que «apesar das diferenças de perspetiva, é necessário procurar em conjunto meios de estabilizar a situação na Ucrânia», referiu o Kremlin, frisando que a conversa telefónica foi iniciativa do Presidente norte-americano.

Mais de 95 por cento dos votantes aprovaram hoje, num referendo considerado ilegal pela comunidade internacional, a reunificação da península ucraniana da Crimeia com a Rússia, segundo os primeiros resultados oficiais preliminares, quando estão contados 50 por cento dos votos.

Responda quem souber.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Tripulantes de um avião da Força Aérea malaia nas buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines MOHD RASFAN/afp
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

No momento em que já são 25 os países envolvidos nas buscas pelo voo 370 da Malaysia Airlines, as autoridades de Kuala Lumpur revelaram que um dos sistemas de comunicações (aquele que identifica o avião ao radar) foi desligado antes da última comunicação do piloto para os controladores de tráfego aéreo, cujo conteúdo foi “Muito bem, boa noite”. A Malásia está sob fortes críticas pelos erros cometidos nesta investigação, principalmente por parte da China, de onde eram originários 153 das 239 pessoas a bordo do avião desaparecido dia 8.

Neste domingo, a conferência de imprensa conjunta do ministro da Defesa e dos Transportes, Hishammuddin Hussein, e dos responsáveis pela polícia e pela aviação civil malaia fez um ponto de situação sobre o desaparecimento do aparelho, que sábado foi considerado como “desviado” pelo primeiro-ministro malaio. A investigação, que passou por buscas à casa dos pilotos realizadas sábado, estende-se ainda aos passageiros, mas o chefe da polícia malaia disse que ainda não recebeu informações sobre alguns deles, apelando assim aos seus países de origem por mais dados. Hishammuddin Hussein reconheceu que esta passagem de 14 para 25 países envolvidos coloca “novos desafios” de “coordenação e diplomacia”.

Entre os 25 países que agora participam na investigação estão o Cazaquistão, o Uzbequistão, o Quirguistão, o Turquemenistão, o Paquistão, o Bangladesh, a Índia, China, Birmânia, Laos, Vietname, Tailândia, Indonésia, Austrália e França. Estes surgem depois de, sábado, o primeiro-ministro malaio ter anunciado que, dadas as novas informações sobre o percurso do aparelho depois de terem sido desligados os seus sistemas de comunicação e localização, dois novos corredores de buscas se tinham tornado prioritários: a região da Ásia Central até ao Cazaquistão e do sul do Índico à Indonésia. Esta manhã, o ministro dos Transportes malaio sublinhou que ambos os corredores possíveis de voo estão a ser analisados com igual prioridade. Dada a extensão da região agora a ser escrutinada, o ministro pediu aos 25 países envolvidos que “avancem” com outras informações para ajudar a “estreitar a zona de buscas”.

O responsável pela aviação civil malaia admitiu este domingo que é possível que o Boeing 777 estivesse no solo quando alguns dos sinais do voo foram captados pelos satélites, uma menção ao último sinal captado por um satélite que, segundo o New York Times, orbita sobre o meio do Oceano Índico e que permitiu concluir que viria de um dos dois corredores agora sob análise. Trata-se de uma ampla região que tanto percorre zonas quase “às escuras”, no sentido em que não são vigiadas ou captadas por imagens de satélite ou sinais de radar, como certas áreas do Índico, mas também países que são tanto marcados pela presença de tropas internacionais quanto por instabilidade e insurgência.

Entretanto, os familiares e amigos das 239 pessoas desaparecidas continuam a viver a sua angústia em público ou privado. Desde páginas de tributo nas redes sociais a vigílias, o drama daqueles que não sabem o que esperar do desfecho deste caso é descrito por uns como “suplício”, enquanto que outros mantêm a esperança e exigem informações à companhia aérea e às autoridades.

Os pilotos

Hishammuddin Hussein, tinha já revelado de madrugada no Twitter que a polícia falou com os amigos e familiares do capitão, Zaharie Ahmad Shah, nomeadamente sobre o seu simulador de voo e que todos os passageiros, tripulação e engenheiros que tenham tido contacto com o Boeing que realizaria o voo 370 estão também sob escrutínio.

O Ministério dos Transportes explicou em comunicado, citado pela AFP, que “a polícia efectuou buscas ao domicílio do piloto no sábado” e que há “especialistas prestes a examinar o seu simulador de voo”, além de terem sido também feitas buscas à casa do co-piloto de 27 anos. A tutela malaia descreveu estas buscas como procedimentos “normais”. Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, e Fariq Abdul Hamid, de 27 anos, ambos de nacionalidade malaia, não pediram para trabalhar juntos naquele voo, informou ainda este domingo na conferência de imprensa o ministro Hishammuddin Hussein.

O primeiro é um piloto experiente, que tinha um simulador de voo construído por ele em casa (o que peritos do sector dizem não ser invulgar para profissionais dedicados), e o segundo um profissional que tinha acabado de terminar a formação necessária para pilotar o Boeing 777, considerado um dos aparelhos comerciais mais seguros do mundo. Na imprensa, os colegas e outras pessoas próximas dos dois pilotos têm descrito os dois homens como equilibrados e profissionais, com a excepção de uma sul-africana que diz ter feito, enquanto passageira e com uma amiga, um voo no cockpit com Fariq Abdul Hamid, algo que é proibido desde os atentados de 11 de Setembro de 2001.

No comunicado do Ministério dos Transportes malaio, citado pelo New York Times, as autoridades apelam “ao público para não tirar conclusões precipitadas quanto à investigação policial”, numa altura em que as responsabilidades das pessoas a bordo com experiência de pilotagem estão sob escrutínio e sabendo-se que várias fontes ligadas à investigação e à aviação disseram já que as manobras operadas pelo avião só podem ter sido efectuadas por pilotos experientes, por vontade própria ou sob coacção.

Esta madrugada (horas de Lisboa), soube-se também que as autoridades malaias se dedicaram a reconstituir os movimentos do voo 370. Segundo a agência de notícias AFP, foi utilizado um Boeing 777 idêntico ao da Malaysia Airlines para tentar perceber se os dados que os radares e os satélites tinham identificado como sendo do avião desaparecido eram fidedignos.

Os erros da Malásia

As críticas ao papel da Malásia neste caso têm-se agigantado na imprensa chinesa, com a agência estatal chinesa a escrever num texto de comentário que o anúncio de sábado do primeiro-ministro malaio em que se admitiu oficialmente pela primeira-vez que o desaparecimento do avião teria sido “deliberado” foi “terrivelmente” tardio. “É evidente que o anúncio de informações essenciais chega demasiado tarde”, lê-se no texto, que prossegue com queixas sobre “reticências [das autoridades malaias] em partilhar informações a tempo e horas”, algo categorizado como “inaceitável”. A Malásia “não pode esquivar-se à sua responsabilidade”, rematava a agência noticiosa, para o jornal Beijing Times a passar à carga contra o país por ter “desperdiçado” esforços em buscas “totalmente em vão” na região errada e se ter esforçado por desmentir hipóteses que se viriam a confirmar – a de desvio deliberado do aparelho.

O caso, que tanta atenção e discussão está a gerar mundo fora, é uma raridade na história da aviação comercial e um desafio aos investigadores e aos países agora envolvidos nas buscas, dada a vastidão da área de buscas – que envolve o Índico, cuja extensão e localização faz com que tenha inúmeras zonas onde não há cobertura por radar, satélites ou sequer outros veículos, aéreos ou marítimos, a passar, ou os picos dos Himalaias. E o New York Times publica este domingo um relato dos vários erros cometidos ao longo não só da investigação, mas durante o tempo de voo do avião à medida que estava já a afastar-se da sua rota e depois de ter desligado os seus sistemas de localização e comunicações.

As críticas vindas da China vão ao encontro de um dos factos relatados pelo jornal, que escreve que Rodzali Daud, comandante da Força Aérea malaia, sabia dos dados que o primeiro-ministro malaio partilhou sábado com o mundo: que um voo não identificado, que se viria a revelar ser o Boeing da Malaysia Airlines, foi detectado por um radar militar ainda em voo e numa rota distinta, dirigindo-se para o lado oposto ao do seu destino previsto. Souberam-no no dia em que o avião não chegou a Pequim, mas só tornaram pública a informação, com reticências, quatro dias depois, e as buscas focaram-se durante uma semana no Golfo da Tailândia – como se o aparelho se tivesse despenhado na sua rota inicial rumo a oriente. Durante este período, os motores continuaram a funcionar seis horas depois do seu último sinal para os radares, dados confirmados por satélite e oficializados no sábado pelo primeiro-ministro malaio mas que a imprensa relatava há muito, citando nomeadamente o fabricante dos motores do Boeing.

E logo à partida, quando se sabia que o avião tinha desaparecido mas que não estava a ser identificado pelos sistemas normais de localização de bordo, houve um erro. O diário norte-americano cita fontes da investigação que relatam falhas como aquela que não identificou a mudança de rota do voo e o ponto no radar que mostrava um avião não autorizado a sobrevoar zonas densamente povoadas até rumar ao Estreito de Malaca – uma equipa de quatro pessoas da Força Aérea malaia, que tinha o apoio de caças norte-americanos em caso de emergência na base de Butterworth, não deu ou não reportou o pontinho no radar que surgiu sem permissão. Duas outras bases aéreas com radares militares em Kota Bharu não viram ou não relataram o ponto que se movia na tela de leste para oeste.

“O fato de que [o aparelho] voou sobre a Malásia sem o Exército malaio reparar é simplesmente estranho – não só estranho, mas também muito incriminador e trágico”, disse ao jornal David Learmount, editor do site de informações de aviação Flightglobal. Assim, nem os jatos que poderiam ter sido destacados para ver de perto o que se passava com o Boeing 777 foram usados quando o avião ainda estava no ar, nem as buscas foram eficazes. Tudo foi dificultado pelo fato de o ACARS (usado para mandar mensagens curtas por satélite ou rádio) e o transmissor (envia um sinal que identifica o avião ao radar) a bordo terem sido desligados, em momentos diferentes, um dos primeiros indícios de que o avião teria sido desviado intencionalmente.

mar
16
Posted on 16-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-03-2014


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Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online

http://youtu.be/SSQ2AmMdEfY

Paris; De Santos Dumont Aos Travestis

De Moacir Luz e Aldir Blanc
Paris,
uma loura envolta em negligée,
ton-sur-ton e degradé
O meu francês é meio assim
jabaculê
E esse impasse:
me mudar da Vila pra Montparnasse
eu sei que o tempo urge
de verde-amarelo pro bleu-blanc-rouge
da Conde Bonfan pro Moulin Rouge
Trés bien, que beleza:
ver o pandeiro tocar a Marselhesa
Pra cada merci beaucoup
eu mando um n’a pas de quoi
e le samba, voilá!
Com mon amour eu vou derreter (Dieu!)
E qu’est que c’est que vous voulez
si la question é remexer
Paris, je t’aime
eu vou voar pra ver

BOM DOMINGO!!!

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DEU NO BLOG POR ESCRITO, EDITADO PELO JORNALISTA LUÍS AUGUSTO GOMES

O deputado Marcelo Nilo sempre foi um político de resistência e muito cioso de sua altivez, tanto que cita com orgulho os 16 anos que passou na oposição ao carlismo na Bahia, sem conhecer o gosto da derrota.

O processo atual, que o afasta do núcleo de poder que ajudou a construir, é um teste forte para sua personalidade, mas sua presença no gabinete do prefeito ACM Neto não significa uma tendência de rumo, apenas um gesto simbólico.

Nilo sabe que não pode simplesmente mudar de lado, embora hoje seja mais fácil o entendimento entre forças antagônicas. Seu objetivo é manter-se no terreno onde é forte – a Assembleia Legislativa – e criar um espaço próprio para a atuação em nova conjuntura.

A depender da configuração que sairá das urnas, poderá chegar pela quinta vez à presidência e comandar, desta vez, uma Assembleia realmente independente, que não vá servir cegamente ao governo, mas exerça papel, que seria inédito no Estado, de um verdadeiro polo de poder.

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