Juca Kfouri

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DEU NO UOL/FOLHA FOLHA E PORTAL A TARDE

Juca Kfouri

Eu tenho como regra não só da minha vida pessoal, mas também nos 16 anos que dirigi a revista Placar, que, quando tenho o interesse em cobrir alguma coisa, eu pago para fazê-lo. Ou quem me paga para isso é o veículo pelo qual eu trabalho.

Não aceito convites, e nunca permiti que um jornalista da Placar aceitasse o convite de clubes. Também não gosto dessa prática de dizer que o repórter fulano de tal viajou a convite do clube ou da empresa. Uma coisa é viajar a convite de um evento. Fazer uma palestra, por exemplo. Outra coisa é ser convidado para fazer a cobertura. Na minha opinião, essa cobertura será imediatamente viciada.

Eu diria que o ‘jabá’ (como se chama popularmente essa prática de ajudar jornalistas nas suas coberturas) não é, infelizmente, uma novidade. E também não é uma coisa exclusiva da imprensa esportiva baiana.

Sabemos que isso se dá de Norte a Sul do país. Sabemos quem é quem no meio do Rio de Janeiro ou de São Paulo, quem viaja a convite da CBF ou do Flamengo. O que não se dá, e é profundamente louvável, é a direção de um clube vir a público denunciar e dar o nome aos bois. E os bois que se expliquem!

É uma atitude corajosa. Vai certamente criar inimigos para a eternidade, mas mesmo assim, botou o dedo na ferida. O Bahia está prestando um serviço não apenas para o esporte brasileiro, mas também ao jornalismo independente do país.

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