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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

por Elisabete Silva

Morreu Glenn Edward McDuffie. Ele era um dos homens que diziam ser o marinheiro da fotografia de Alfred Eisenstaedt, tirada na Times Square,em New York, no dia em que foi anunciado o fim da II Guerra Mundial.

A notícia da morte de McDuffie (tinha 86 anos) foi dada pela ABC News, que recorda que em 2007 ele foi identificado como sendo o marinheiro que beijou a enfermeira na Times Square, em Nova Iorque. Uma perita forense do departamento da polícia de Houston com 25 anos de experiência analisou a fotografia de 14 de agosto de 1945 com algumas atuais de McDuffie, centrando-se no rosto, e concluiu que era ele o marinheiro a icônica imagem de Eisenstaedt.

McDuffie,que fez mais do que um teste de polígrafo, disse que estava saindo do metro para visitar a namorada quando soube da notícia. Começou a saltar de satisfação e viu a enfermeira que abriu os braços na sua direção. No entanto, a sua versão não coincidia com a que foi contada pelo autor da fotografia.

No entanto, McDuffie acabou por ser mais um da mais de uma dezenas de homens que diziam ser o marinheiro da fotografia. Em 2012, um novo livro sobre a história da fotografia, defendia que George Mendonsa era o marinheiro que beijava a enfermeira Greta Zimmer Friedman (também mais do que uma mulher alegou ser a enfermeira), tendo ido mais longe, pois o rosto da mulher que aparece por detrás do marinheiro é o da atual esposa de Mendonsa (na época não se conheciam).

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CRÔNICA

Poesia e Poetas

Maria Aparecida Torneros

Ávida palavra
Dádiva a palavra

A palavra leva
A palavra presa
A palavra livre
A palavra lava

(Trecho do poema de Lena Jesus Ponte)

Já fiz manha pra ir à Espanha
Banquei a fatal para ir a Portugal
Nada consegui…

(Trecho do poema Viagem de Regina Lucia Mendonça Dias)

Por honra e gloria do poeta da praça do povo, o baiano Castro Alves, o dia 14 de março está consagrado no Brasil à comemoração da poesia, com seus poetas criadores, sonhadores, observadores, sensitivos, protestantes, que, através de palavras, versos, rimas e não rimas, interferem e nos ferem de prazer com suas inteligentes emoções ao interpretar a vida.

Neste dia, comemoro a amizade com duas poetas que me acompanham, em geração, desde os bancos escolares, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Lena, companheira de meninice, com ela aprendi muito. Fiz o primeiro prefácio da minha vida, aos 15 anos, em 1965, no seu livro Meu Mundo, momento inesquecivel, com lançamento na livraria São José, e a garotada festiva da nossa turma ginasial.

Regina, cúmplice da mocidade que se descobriu, juntas, estudamos na Escola Normal, o tradicional Instituto de Educação, e também, no curso noturno, do Pedro II, segundo grau clássico, nos anos 67 e 68, anos que nunca terminaram.

Em 2008, fiz o prefácio, emocionada, do seu livro Translúcida, e em 2009, viajamos juntas para Espanha, Portugal e França.

Poetas amigas, celebrai! Somos assim, criaturas estranhamente ligadas pelo tempo e pelas palavrinhas mágicas.

Não me canso de reler seus livros, em instantes em que preciso reencontrar minhas raízes poemadas.

Agora, hoje, peguei os livros Ávida Palavra, da Lena, e Translúcida, da Regina, para me deliciar e homenagear o mundo delas, meu, nosso e de quem tem sentimentos, o tal mundo que norteou Castro Alves ao criar o seu celebre canto de dor diante da escravidão dos negros africanos, Navio Negreiro!

Poetas são assim, criaturas que se revelam no limbo de espaços entrecortados de dúvidas, lamentos, amores, alegrias, alternâncias de vivências, mas ollhares intensos para as dimensões interrogativas do modelo racional capitalista que tenta enquadrar o ser humano. Os poetas são revolucionarios sempre, fogem do tal modelito, questionam cada nuance da existência, voam através das palavrinhas como aves libertadoras.

Citações de poetas são refúgios para nossas almas. A cada poesia que alguém criou, uma asa se elevou no espaço, alguém alçou o vôo dos iluminados, elevou-se a um estado além do dia a dia e glorificou-se.

Tenho sorte de estar ligada a estas poetas amigas e dividir com elas as páginas poemadas da vida.

Ambas já são avós. Seguem poetando. Eu as sigo admirando. E aproveito para poema-las também!

Regina, rainha, Lena, menina,
Poesia princesa, palavra beleza,
Voando na alma, criação, avidez,
Na vida translúcida, altivez
Coisa de poeta aprendiz
Ou de artista experiente,
Nem se mente, nem se desdiz,
Só se gaba, além da prosa,
Quando verseja e me diz,
Cada uma delas, ao seu jeito,
O que lhes vai no peito
E o quanto me encantam…

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. Editora do Blog da Mulher necessária, onde o texto foi publicado originalmente.

mar
14
Posted on 14-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-03-2014


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Mario, hoje, na Tribuna de Minas (MG)

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DEU NO BLOG POR ESCRITO, DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

É possível que o deputado Marcelo Nilo tenha razão: o governador Jaques Wagner não deixaria vazar a decisão de escolher o PP para vice de Rui Costa sem antes ter com ele uma conversa aberta sobre o tema.

No entanto, nos bastidores, mesmo entre deputados e outros participantes do cenário político que lhe são próximos, com reflexo há dias em toda a imprensa, a notícia que se dá como certa é de que o candidato é João Leão.

Caso se confirme, a expectativa passa a ser em torno do posicionamento de Nilo. A aposta principal é de que ele “não vai para Paulo Souto nem Geddel de jeito nenhum”, como disse um deputado, “nem sai do grupo, só se o PDT decidir”.

O que vai mudar com certeza é seu olhar como presidente da Assembleia Legislativa, mandato que exercerá até fevereiro de 2015, quando um novo governo estará na praça.

Se o acordo para a indicação de Leão envolveu a escolha de Mário Negromonte para o Tribunal de Contas, Nilo, usando suas prerrogativas, não colocará a matéria na pauta de votação.


Juca Kfouri

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DEU NO UOL/FOLHA FOLHA E PORTAL A TARDE

Juca Kfouri

Eu tenho como regra não só da minha vida pessoal, mas também nos 16 anos que dirigi a revista Placar, que, quando tenho o interesse em cobrir alguma coisa, eu pago para fazê-lo. Ou quem me paga para isso é o veículo pelo qual eu trabalho.

Não aceito convites, e nunca permiti que um jornalista da Placar aceitasse o convite de clubes. Também não gosto dessa prática de dizer que o repórter fulano de tal viajou a convite do clube ou da empresa. Uma coisa é viajar a convite de um evento. Fazer uma palestra, por exemplo. Outra coisa é ser convidado para fazer a cobertura. Na minha opinião, essa cobertura será imediatamente viciada.

Eu diria que o ‘jabá’ (como se chama popularmente essa prática de ajudar jornalistas nas suas coberturas) não é, infelizmente, uma novidade. E também não é uma coisa exclusiva da imprensa esportiva baiana.

Sabemos que isso se dá de Norte a Sul do país. Sabemos quem é quem no meio do Rio de Janeiro ou de São Paulo, quem viaja a convite da CBF ou do Flamengo. O que não se dá, e é profundamente louvável, é a direção de um clube vir a público denunciar e dar o nome aos bois. E os bois que se expliquem!

É uma atitude corajosa. Vai certamente criar inimigos para a eternidade, mas mesmo assim, botou o dedo na ferida. O Bahia está prestando um serviço não apenas para o esporte brasileiro, mas também ao jornalismo independente do país.

Vai para a jornalista e escritora Cida Torneros,colaboradora e amiga do peito do Bahia em Pauta, moradora antiga ( como Martinho e Mart`nália) da vila famosa do imenso Noel Rosa.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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