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Posted on 09-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-03-2014

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DEU NA REVISTA ÉPOCA

DIEGO ESCOSTEGUY

Trecho de reportagem da edição de ÉPOCA desta semana:

Trezentos metros separam o Palácio do Planalto da presidência do Supremo Tribunal Federal, ocupado hoje por Joaquim Benedito Barbosa Gomes, o herói do mensalão – o homem que muitos brasileiros gostariam de ver no outro lado da Praça dos Três Poderes. Seria uma travessia inédita na democracia brasileira. Do amplo gabinete espelhado da presidência do Supremo, no alto do Tribunal, os 300 metros se encolhem. É a ilusão que o poder em Brasília confere. Parece bastar um pulinho. Mas requer um salto suicida. Joaquim sabe disso. Por isso, resolveu: não será candidato a presidente da República em 2014. Numa tarde recente e chuvosa em Brasília, Joaquim recebeu, naquele mesmo gabinete, mais um curioso em saber, afinal, quais são seus planos para 2014. Joaquim não olhava a vista. Não tinha interesse. Olhava para os livros – como sempre fez. O interlocutor observou que Joaquim não teria aptidão para entrar na política, ainda mais depois de conhecer, no processo do mensalão, as sujas entranhas dos partidos brasileiros. Mesmo que entrasse depois. Mesmo que num cargo menor – se a Presidência está a 300 metros, o Congresso está a apenas 100.

“Acho difícil”, afirmou Joaquim. “Não me vejo fazendo isso (entrando na política algum dia). O jogo da política é muito pesado, muito sujo. Estou só assistindo a essa movimentação.” E deu um sorriso malicioso, como quem quer fazer os adversários sofrer – leia-se, a turma do PT que o esculhamba diuturnamente – com a perspectiva de ter de enfrentá-lo nas eleições. “Deixem falar… Deixa falar… Não serei candidato a presidente. Realmente eu não quero”, disse. “É lançar-se, expor-se, a um apedrejamento.”

O apedrejamento a que ele se refere é diferente das pauladas que tomou à frente do mensalão. Joaquim sabe disso. “Em 11 anos aqui, você aprende. Adquire uma casca dura. Eu não tinha essa casca dura até há uns seis anos. Isso vem com o tempo.” Embora Joaquim discorde que suas dores crônicas nas costas e nos quadris tenham relação com os rigores do mensalão, é unanimidade entre seus amigos que o processo lhe custou muito. As dores incomodam. E devem ser o principal fator que definirá a provável aposentadoria precoce do Supremo, em novembro deste ano. Joaquim pretende se aposentar quando deixar a presidência da Corte.

Joaquim se incomoda também com o assédio de partidos como PV e PSB. Nunca recebeu ninguém para conversar – nem autorizou que alguém falasse em nome dele. “Ninguém veio diretamente falar comigo. Fui ao Congresso, ouvi um zum-zum-zum. Está cheio de emissários que querem chegar”, disse ele a um amigo. “Não recebo ninguém aqui. Em primeiro lugar, acho que não seria apropriado eu, como presidente do Supremo, sair por aí fazendo negociações políticas. No dia em que sair daqui, estarei livre para fazer isso. Enquanto eu estiver aqui, não. Em segundo lugar, não dou nem nunca dei espaço para esses donos de partido ficarem… não, nunca. São abordagens indiretas. A maior parte do que sei é pela imprensa.”

Num momento em que o Supremo está dividido pelos traumas do mensalão, existe apenas uma unanimidade entre todos os ministros da Corte – uma unanimidade que se estende à Procuradoria-Geral da República e aos amigos de Joaquim. Caso, por alguma razão insondável, Joaquim mude de ideia e resolva entrar na política, será um desastre para ele, para o Supremo e para a legitimidade do julgamento do mensalão. Mas os ministros mais próximos dele, assim como todos os seus poucos amigos de confiança, têm certeza de que ele diz a verdade quando garante que não dará o salto de 300 metros. Nem o de 100.

Leia reportagem completa na Època desta semana


Hora do espanto:Homem dado como morto chega
ao velório em Conquista. Foto: Blog do Anderson

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DEU NO G1

Um homem surpreendeu os familiares ao aparecer vivo no próprio velório neste sábado (8), em Vitória da Conquista, cidade no sudoeste da Bahia. Segundo o filho, eles receberam a notícia da morte do pai na sexta-feira (7), por volta das 16h30, informando que João Marcos Ribeiro, de 60 anos, teria sido vítima de um acidente de trânsito.

O corpo chegou a ser reconhecido por um dos filhos como sendo do idoso, informou o IML, e a documentação foi emitida para a realização do enterro.

“Nós ficamos tão tristes, tão abalados. A gente não dormiu à noite. Ficamos o tempo todo ao lado da fogueira para velar um caixão. Ele estava desaparecido, mas, na verdade, estava trabalhando na casa de um andarilho. Ele é trabalhador, parou de beber. Só ficou sabendo da situação quando chegou aqui”, conta um dos cinco filhos, Gilberto Ribeiro, de 35 anos.

O idoso chegou ao local e ficou supreso com a situação. “Eu estava trabalhando”, comentou rapidamente João Marcos Ribeiro. O velório estava sendo realizado na casa da família, no bairro Campinhos. Devido à presença de curiosos, a equipe da 78ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foi acionada e acompanhou a movimentação.

De acordo com o IML da cidade, no momento do reconhecimento, a vítima estava com barba e bigode, que foram raspados para o velório. Quando o corpo foi liberado para o enterro, um outro filho chegou a sentir falta de um sinal que era marca do rosto do pai.

O corpo que estava no caixão voltou ao IML e ainda não foi indentificado.

BOA TARDE!!!

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Deu no Blog do Josias/FOLHA

JOSIAS DE SOUZA

O vice-presidente Michel Temer vive dias crivados de ironia. Numa justaposição de extremos, ele mal chegou de uma viagem familiar ao mundo de sonhos da Disneylândia e já tem de encarar os pesadelos de uma Brasília mais convulsionada do que aquela que deixara para trás ao voar para os EUA, antes do Carnaval.

Neste domingo (9), ainda com a imagem do castelo de Branca de Neve fresca na memória, Temer vai se encontrar com Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada. Antes, receberá no vizinho Palácio do Jaburu, sua residência oficial, três correligionários do PMDB: Henrique Eduardo Alves, Renan Calheiros e Valdir Raupp, presidentes da Câmara, do Senado e do partido.

O nó a ser desatado é o mesmo: ocupante de cinco ministérios, o PMDB quer porque quer obter de Dilma uma sexta pasta. Trabalha com três hipóteses: Ciência e Tecnologia, Portos ou Desenvolvimento. O diabo é que Dilma não quer entregar nenhuma das três. Já não queria. No Carnaval, ficou querendo menos ainda.

A presidente se irritou com o comportamento do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha. Em meio a uma troca de insultos com petistas, o deputado ensaiou a defesa do rompimento da aliança reeleitoral. É chantagem, disse Dilma em reunião com o alto comando de sua campanha, na Quarta-Feira de Cinzas.

Presente ao encontro, Lula avalizou a decisão da pupila de negar o sexto ministério ao PMDB. Decidiu-se isolar Eduardo Cunha. Fácil de falar. Complicado de fazer. O líder peemedebista não fala sozinho. Ele ecoa a insatisfação de boa parte dos seus liderados. E a qualificação de chantagista ateou na bancada de deputados do PMDB um sentimento de solidariedade.

Eduardo Cunha sustenta que não fez senão reagir a ataques que lhe foram dirigidos, no Sambódromo do Rio, pelo presidente do PT, Rui Falcão. Repisou o discurso do suposto desinteresse do PMDB por cargos. O que estimulou Dilma a tocar adiante seu plano de entregar o Ministério do Turismo, da cota do PMDB da Câmara, a um senador do partido: o paraibano Vital do Rêgo.

O problema é que na sexta-feira (7), ainda nos EUA, Temer consultou Vital. Que refugou o ministério. Ele já havia informado a Henrique Alves que não faria o papel de “traidor” dos correligionários da Câmara. Só admitiria sentar-se na Esplanada se o PMDB recebesse a fatídica sexta poltrona, exatamente como ficara combinado há cinco meses.

Em setembro, quando o PSB de Eduardo Campos devolveu a Dilma o cobiçado Ministério da Integração Nacional, o PMDB reivindicou o “espaço”, que já fora seu no governo Lula. Senadores e deputados da legenda uniram-se no apoio ao nome de Vital. Em conversa com Temer, Dilma pediu calma. Trataria da Integração junto com a reforma ministerial. Coisa para dezembro de 2013.

Quando dezembro chegou, Dilma informou a Temer que não seria possível entregar a Integração Nacional ao PMDB. Comprometera-se com o governador cearense Cid Gomes. Seria uma forma de premiá-lo por ter trocado o PSB pelo Pros, para manter o apoio à sua reeleição. Temer e seu grupo entenderam. Sobretudo porque Dilma deixou no ar a hipótese de compensá-los com outra pasta.

Falava-se, então, de Portos e Ciência e Tecnologia. Vital do Rêgo, que estava na geladeira desde setembro, foi ao microondas. Sobreveio fevereiro. Dilma chamou Temer, Renan e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga. Informou-lhes que decidira entregar ao PMDB a tão cobiçada Integração Nacional, aquela pasta que ela dizia ser impossível negociar.

Dilma impôs duas condições: o ministro teria de ser o líder do PMDB no Senado, o cearense Eunício Oliveira, não Vital do Rêgo. E o Ministério do Turismo passaria do PMDB para o PTB. Tudo isso sem a cortesia de uma consulta ao PMDB da Câmara, até então “dono” do Turismo. Quando Henrique Alves, o presidente da Câmara, chegou para a reunião, Renan e Eduardo Braga saíam da sala. O jogo estava jogado. Era pegar ou largar.

Consultado por Eduardo Braga, Eunício Oliveira largou. Farejou no convite uma manobra de Cid Gomes para retirá-lo da disputa pelo governo do Ceará. Dilma insistiria mais quatro vezes. E Eunício nem tchum. É contra esse pano de fundo que Vital do Rêgo, agora já bem passado, recusa o convite para assumir o Turismo.

Pelo menos dois dos conselheiros de Temer –Henrique Alves e Valdir Raupp— recomendam a ele que reitere na conversa que terá logo mais com Dilma o pedido do sexto ministério. Do contrário, segundo compromisso que já assumiu com os deputados, Vital não dirá “sim” a Dilma. E um pedaço do PMDB continuará de cara virada para o Planalto.

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Possíveis destroços do avião da Malasia Airlines descobertos ao largo do Vietname
Publicado hoje às 15:29
Possíveis destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu no sábado foram descobertos este domingo, 9, hoje ao largo do Vietname, segundo adiantou um alto responsável do país.

«Recebemos informação de um avião vietnamita que diz ter descoberto dois destroços, que parecem pertencer a um avião, localizados a cerca de 50 milhas do sudeste da ilha de Tho Chu», disse uma fonte oficial da Comissão Nacional de Busca e Salvamento, que não quis se identificar.

O voo MH370, que transportava 227 passageiros de 14 nacionalidades e 12 membros de tripulação, perdeu o contato com o controle de tráfego aéreo entre a zona leste da Malásia e o sul do Vietnam.

Segundo a companhia aérea Malaysia Airlines, o aparelho não enviou qualquer sinal de socorro.

Já hoje de manhã, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) confirmou que pelo menos dois passaportes utilizados no voo figuram na lista internacional de documentos roubados e desaparecidos.

A organização informou ainda que está verificando os passaportes de outros passageiros do voo, que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim e que desapareceu, sem deixar vestígios, no sábado.

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Posted on 09-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-03-2014


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Mario, hoje, no Diário de Minas (MG)

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