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Posted on 08-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-03-2014

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

As autoridades da Malásia encontraram uma grande mancha de óleo, entre o Vietnam e o norte da Malásia.

A mancha tem 20 quilómetros de extensão e pode ser um indício do avião que está desaparecido desde o final do dia de ontem.

O boeing 777, das linhas aéreas da Malásia, desapareceu dos radares quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim.

A bordo, seguiam 239 pessoas, a maioria chinesa, malaia e indonésia.

Num hotel em Pequim, as famílias dos passageiros queixam-se de falta de informações por parte da companhia aérea.


No aeroportp de Pequim familiar de um passageiro
mostra o seu desespero.
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

Mais de 12 horas depois do desaparecimento do avião da Malásia Airlines, com 239 pessoas a bordo, vários países efetuam buscas no mar e no ar para tentar localizar o aparelho que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim.

Até ao momento, ainda ninguém foi capaz de localizar o Boeing 777, com 227 passageiros de 14 nacionalidades, incluindo três franceses, e 12 membros da tripulação, adianta a agência France Presse.

O avião da Malásia Airlines perdeu o contacto perto do espaço aéreo da província de Ca Mau, no sul do país, diz o Governo vietnamita.

Este desaparecimento levou ao lançamento de ações de resgate no mar da China meridional, lideradas por vários países que disputam a soberania de algumas zonas desta região.

O Ministério da Defesa vietnamita anunciou uma operação de busca na Malásia, que envolve um avião, dois helicópteros e quatro navios que vão patrulhar ao largo da costa leste do mar da China meridional.

A China enviou para o local navios de patrulha marítima e as Filipinas três navios e uma aeronave.

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Posted on 08-03-2014
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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)


Gil com Marina: sucessão além das aparências

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ARTIGO DA SEMANA

Sucessão e o equilibrista Gilberto Gil

Vitor Hugo Soares

No carnaval que passou, o artista Gilberto Gil transitou entre a Bahia e Pernambuco com a naturalidade de quem se sente em casa, nas duas pontas emblemáticas da geografia nordestina. Em ambas ele soltou o seu canto universal e fez o seu discurso políticoazeitado na técnicados melhores equilibristas em cima do arame.

Ou do muro, para quem preferir. À moda dos emblemáticos versos de “Tá Combinado”, a composição do conterrâneo, parceiro e amigo do peito, Caetano Veloso, o santamarense do Recôncavo baiano, com um pedaço do coração também pernambucano.

O fato é que música e política andaram sempre juntas e entrelaçadas durante a passagem recente do autor de “Aquele Abraço” pelas duas capitais essenciais do Nordeste – cultural e politicamente falando. Nas ruas, nos aviões da “ponte aérea”, nas rodas públicas e nas conversas de bastidores no Camarote 2222, que o cantor armou com Flora, a mulher e empresária, no coração da festa em Salvador e Recife.

Lá e cá o artista deitou e rolou: Articulador arguto desde o tempo dos bancos estudantis no Colégio Maristas de Salvador e da Faculdade de Administração da UFBA, além da marcante presença e liderança que sempre exerceu na construção do pensamento e da ação do movimento da Tropicália (o pensador e poeta pernambucano e amigo, Jomard Muniz de Brito, que o diga), Gil demonstrou nestes dias “de pique”, como dizem os soteropolitanos, estar em plena forma, apesar dos mais de 70 no couro.

Nas margens do Rio Capibaribe, ou na beira da praia do Farol da Barra, juntinho das ondas da Baia de Todos os Santos, o artista e agitador político-cultural, ex-vereador verde da capital baiana e ex-ministro da Cultura do governo petista de Lula, frevou, sambou e falou, bem ao seu estilo e maneira. Fez a festa de alguns, desagradou a outros, mas isso é do jogo democrático.

Do jogo e do Carnaval, tempo, em geral, das melhores polêmicas brasileiras, desde a época do Entrudo e das marchinhas e frevos de rua.

Gil aproveitou:

Dirigiu louvação em pencas para a amiga e companheira de ideais ambientalistas, Marina Silva, da Rede; prometeu apoio na campanha presidencial de Eduardo Campos (PSB); fez festa para a capacidade política e de gestão do prefeito ACM Neto (DEM); lançou acenos de simpatia democrática para o governador petista Jaques Wagner, mas revelou que se seu título de eleitor ainda estivesse em Salvador, votaria na senadora Lídice da Mata, a candidata socialista ao governo da Bahia nas eleições sucessórias deste ano.

A salada tropical servida na festa seria, talvez, o suficiente para consagrar um astro qualquer do equilibrismo. Mas isso ainda é pouco em se tratando do autor de “Super Homem”, um mestre na arte de caminhar sobre arames, cordas ou muros.

Na quinta-feira pós-carnaval, o repertório de Gil ainda não estava esgotado. Pelo contrário. Em entrevista ao editor de Política da Tribuna da Bahia, Osvaldo Lyra, publicada na edição impressa do diário baiano, o artista palanqueiro exercitou, ainda com mais incrível poder e habilidade para dar nó em pingo d’ àgua, o seu aparentemente inesgotável arsenal de rematado equilibrista.

No entanto, provocador e polemista também, e dos bons, quando quer:

No plano local, por exemplo, previu que apesar do estado de graça em que vive atualmente o prefeito ACM Neto com a população da capital, a oposição ao PT e seus candidatos (Paulo Souto ou Geddel Vieira Lima, no palanque comandado por Neto, e a senadora e ex-prefeita Lídice da Mata, no palanque de Eduardo Campos) terão dificuldades de chegar fortalecidos ao interior.

“Jaques Wagner é um governo muito bem avaliado no Estado da Bahia, no interior. Ele fez muita coisa na área de estradas, transportes e ajuda ao agricultor. O governador foi muito prejudicado na capital, principalmente por causa das greves (da PM e dos professores)…, registra Gil, na resposta a uma pergunta na entrevista da TB.

Perguntado se Wagner terá dificuldades para eleger Rui Costa, o petista que o governador escolheu para ser o seu sucessor, Gil negaceia: “Não sei”, disse, entre risos. Mas sem fugir da raia e aproveitando a deixa para jogar um pouco de álcool e aumentar a fogueira do debate político nacional da sucessão:

“Isso é uma discussão que sempre volta: se Lula ia ter dificuldades de eleger o sucessor por causa disso e daquilo, por conta do Mensalão… Se a Dilma vai ter facilidade para se eleger ou não, enfim, isso é uma discussão que volta sempre. Isso alimentamuito a própria relação da imprensa e do papel que ela tem, junto ao público. Essas interrogações alimentam esse trabalho, mas não se sustentam em nada”, dispara Gilberto Gil, sempre antenado com as melhores parabólicas e sempre surpreendente, mesmo quando se imagina que o artista baiano esteja prestes a perder o equilíbrio.

Resumo da ópera, como diz o jornalista, publicitário e blogueiro Chico Brunoo: Terreiros em chamas, de Salvador a Recife, passando por Brasília.Aprovando ou discordando do que ele pensa e diz,no entanto, seria recomendável a governistas e oposicionistas, ouvir e analisar o que o equilibrista Gilberto Gil anda falando.

Ou não? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

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