DEU NO IG

Para tentar aliviar a tensão entre PT e PMDB e decidir as alianças nos estados, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamaram o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO) e o vice-presidente Michel Temer, para uma reunião, no domingo, no Palácio da Alvorada.

No encontro, as quatro querem acertar uma solução para o impasse, antes da reunião da bancada peemedebista da Câmara, que está sendo chamada para a próxima terça-feira. O encontro também antecede a volta do líder do PMDB da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Brasil.

Cunha que está na Itália deve retornar a Brasília somente na próxima semana. Ele chega de viagem no domingo. Os petistas querem evitar que a influência do líder atrapalhe as chances de acordo para que prospere a aliança prioritária entre os dois partidos com o objetivo de reeleger a presidente.

O encontro foi combinado nesta sexta-feira (7), pela manhã, entre Raupp e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio do Planalto. Na reunião de 40 minutos, os dois também falaram sobre os cargos que o PMDB terá na reforma ministerial.

Na quinta-feira, Lula também conversou com Raupp, pelo telefone, e pediu para o presidente do PMDB já tenha em mãos uma estimativa de onde será possível negociar para que a aliança entre os dois partidos se reproduza nos estados.

O vice-presidente Michel Temer está em viagem a Orlando, nos Estados Unidos, com previsão de chegada neste sábado (8). A presidente Dilma Rousseff, que está descansando na Base Naval de Aratu, na Bahia, retornará a Brasília no domingo. Mercadante também deverá participar do encontro.

Revolta

A bancada do PMDB na Câmara está à espera de Eduardo Cunha para decidir sobre uma possível ruptura. Para isso, os rebeldes querem convocar uma convenção extraordinária do partido, antecipando para março o encontro que ocorreria em abril. A bancada está cética em relação a um possível acordo.

“A solução que eles podem achar não será, com certeza, a nossa. Ele podem achar uma solução fisiológica e nós queremos respeito, valorização e sobrevivência”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima, aliado de primeira hora de Cunha.

Os pontos mais caros ao PMDB são as alianças no Rio de Janeiro e no Ceará. Raupp tentará convencer Lula e Dilma a levar o PT para a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão ao governo. O PT, no entanto, já decidiu bancar a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo. No Ceará, o PMDB quer o apoio do PT para a candidatura do senador Eunício de Oliveira. Dilma, no entanto, está próxima dos irmãos Cid e Ciro Gomes (PROS) que também lançarão candidato ao governo.

Nos outros estados, a aliança só deverá se reproduzir no Distrito Federal, Amazonas, Sergipe, Amapá, Pará e Mato Grosso.

Be Sociable, Share!

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 8 Março, 2014 at 12:38 #

Em São Paulo, o PT devorou o PMDB.

O maior partido, o detentor da tal governabilidade, teve desempenho pífio nas eleições de 2010, em São Paulo.

Apenas 1 deputado federal, “Edinho Araújo”, liderança regional do Oeste Paulista, foi prefeito em duas cidades, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto. Já o PT 16 eleitos.

Na Bahia, também definha a representação do PMDB, salvo engano, apenas 2 solitários deputados federais.

Amasiar-se ao PT parece mesmo ser atividade de risco. Mirar-se no exemplo do DEM e sua subserviência aos tucanos pode ser didático para os peemedebistas.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos