=================================================

Na hora do refresco no Farol, Nat King Cole!

(Gilson Nogueira)


Geo Lopes:assassinado no meio da rua
=========================================

DEU NO PORTAL A TARDE

Da Redação
Tags: polícia violência Geo Lopes Teixeira de Freitas A+

O jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, conhecido como Gel Lopes, 44 anos, foi morto a tiros, por volta das 21 horas de nesta quinta-feira, 27, no centro de Teixeira de Freitas, cidade a 900 km de Salvador, por homens não identificados que estavam a bordo de um veículo Corolla, prata, de placas não anotadas. A vítima era um dos diretores do portal N3 e foi morta no interior de seu veículo, o Voyage, verde, placa NCL-4454, plotado com a marca do canal de informações.

O crime aconteceu na Rua da Saudade, pouco depois da vítima deixar um popular ponto de venda de churrasquinho na companhia do colega Djalma Ferreira. Este foi deixado em casa e momento depois de descer do veículo ouviu os disparos e retornou a ponto de ver o veículo dos assassinos se deslocar em alta velocidade.

Radialista desde 1989, apresentador de TV, ex-vereador do município de Teixeira de Freitas, entre 2004 a 2008 e Gel Lopes era recém formado em Jornalismo pela Fasp. Segundo o jornalista Athylla Borborema, o jornalista era pré-candidato a deputado federal pelo PL. O jornalista era casado e pai de um filho, o também jornalista Joris Xavier Bento com o qual concluiu os estudos em Jornalismo.

Policiais civis da Delegacia Regional de Teixeira de Freitas estiveram no local e iniciaram as investigações, mas o motivo do crime não foi esclarecido até o momento.

=========================================

NOTA DE PESAR

Teixeira de Freitas: É com um profundo sentimento de pesar e, ao mesmo tempo, de revolta e indignação que a AIESBA – Associação de Imprensa do Extremo Sul da Bahia, comunica que o jornalista Jeolino Lopes Xavier foi brutalmente assassinado nesta quinta- feira, dia 27/02/2014.

Gel Lopes, como era conhecido, era um dos jornalistas mais combativos do Extremo Sul da Bahia. Depois de uma carreira vitoriosa no rádio, Gel passou a escrever no site Portal N3 de sua propriedade. Gel denunciava políticos locais envolvidos com corrupção e cobria o noticiário de polícia. Era formado em jornalismo pela FASB. Gel produziu reportagens investigativas para o Portal N3.

O brutal assassinato de Gel Lopes deixa consternados todos nós, seus companheiros de trabalho, e todos os jornalistas do Extremo Sul da Bahia e cidadãos de bem do Estado. Neste momento, nossos pensamentos vão especialmente para a família de Gel Lopes que tem toda a nossa irrestrita solidariedade e apoio.

Nós temos certeza de que mesmo diante deste atentado, a imprensa do Extremo Sul da Bahia não abrirá mão do seu papel. Nós, associados da AIESBA, continuaremos firmes neste propósito. Gel Lopes era um apaixonado pelo jornalismo investigativo e se orgulhava dos resultados positivos de cada denúncia que fazia. Não permitamos que sua morte tenha sido em vão. Que sirva, ao menos, de alerta para que as autoridades deem um basta definitivo à violência e à criminalidade. Nós, vamos cobrar.

Associados da AIESBA- Associação de Imprensa do Extremo Sul da Bahia

http://youtu.be/T53isAjV7_Q

==========================================================
Dá-lhe, Galo.

A letra do frevo é sábia.

“Vem, vem meninada, vem conhecer o Galo da Madrugada…

Vem conhecer a belea e a alegria, de um carnaval que basta brincar um dia!”

EVOÉ!!!

(Vitor Hugo Soares)

http://youtu.be/3kRIybECiA0

=================================================

————————————————————————-

CRÔNICA

A Grande Beleza em pleno Carnaval

Janio Ferreira Soares

Ainda sob o impacto dos cortantes diálogos desferidos pelo escritor Jep Gambardella na esplêndida Roma em A Grande Beleza (que amanhã deverá ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro), me pus a refletir às várias formas de encantos que cada um, ao seu modo, cultua, que vão muito além das concepções idealizadas pelo traço humano ou pelas intervenções da natureza.

Para nós sertanejos, por exemplo, é comum o belo extrapolar as fronteiras do concreto e surgir em forma de aromas, sons e gradações, que podem até soar alheios a olhares urbanos, mas não aos sentimentos dos que vivem em torno de suas fontanas di trevis de solos rachados e de seus farpados coliseus, repletos de animais dizimados por gladiadores vestidos de seca. Abaixo, floreio alguns exemplos de alumbramentos imateriais vistos e pinçados em papos ao redor de uma fogueirinha clareando uns três vira-latas de viés, desses que não se cansam de abanar os rabos a cada palavra parecida com seus nomes.

Recordo do velho João Vaqueiro tragando seu cigarro de palha com o charme de um Gambardella aboiador, falando do fascínio em ver suas galinhas ciscando ao som de uma porteira rangendo ao vento, enquanto um tum-tum de uma mão de pilão pisava uma paçoca de carne, que logo mais faria companhia a um bule de café para os de casa e quem mais chegasse. Lembro também de Iran, na solidão absoluta de sua roça no Raso da Catarina, admirando a vastidão dos baixios amarronzados, sentado sob uma algaroba quase despida de folhas, que triscava suas bajes num cajueiro em flor, vizinho de um coqueiro brandindo em sua palha um delicado ninho de pêga, cujo requinte arquitetônico merecia um tema tocado pelo Kronos Quartet em tributo ao pássaro que o criou.

Voltando ao filme, Gambardella, autor de um único romance, ao ser perguntado quando escreveria o segundo, diz: “não consigo. Roma me desconcentra”. Taí uma boa desculpa para os que cobram meu livro. Como escrevê-lo diante das luas de março, das cores de abril, dos cheiros de maio, das trezenas de junho, desse sertão, enfim?

mar
01
Posted on 01-03-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-03-2014


J. Bosco, hoje, no jornal O Liberal


——————————————————————

Brizola:história exemplar para dias
de desesperança

=========================================================

ARTIGO DA SEMANA

FHC e Barbosa: a quinta-feira triste

Vitor Hugo Soares

Quinta–feira, 27 de fevereiro. Brasília, seus signos e emblemas de poder desfilam na sede do Supremo Tribunal Federal. Em Salvador, a muitos quilômetros de distância, o carnaval de 2014 começa a tomar conta das ruas, avenidas e becos. O contraste é evidente mas, de um lado e do outro, o jogo político em ano eleitoral é o pano de fundo, de tudo.

Desde o tempo do falecido ex-governador Antonio Carlos Magalhães é assim: a folia tem oficialmente seis dias na Bahia, por decreto publicado no Diário Oficial. E atrás dos trios elétricos e nos camarotes, onde desfilam eleitores e candidatos – artistas e propagandistas fazendo a ponte – é a política, a grana e as mais estranhas transações que comandam.

Agora ACM Neto (DEM) é o prefeito da capital e tem a faca e o queijo do jogo da sucessão nas mãos, nas hostes das oposições no estado. Navega na crista da onda da aprovação popular em todas as pesquisas de opinião (política e administrativamente) e a festa se inicia prometendo uma animação como há muito não se vê na terra do avô dele. O governador Jaques Wagner (PT), em maré vazante de fim de governo, corre atrás, e faz esforço dobrado para empurrar o secretário Rui Costa, pesado candidato por ele escolhido à sua sucessão.

De volta ao cenário de Brasília, na quinta-feira, 27. Vejo pela TV Justiça, em transmissão ao vivo para o País, que o pleno do STF acaba de apreciar os embargos infringentes, recusando a imputação, por 6 a 5, do crime de formação de quadrilha a mais de meia dúzia de condenados do Mensalão, que já estão presos por corrupção e outros crimes. Entre eles, três maiorais do PT: José Dirceu, José Genoino e Delúbio.

Contribuíram decisivamente para a reviravolta no STF, desde a véspera, dois ministros que não participaram da primeira fase do julgamento histórico: Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki. Com jeitos peculiares de “pongar” no bonde andando, eles viraram o jogo quase na hora do apito final.

O presidente do Supremo, relator do Mensalão, Joaquim Barbosa, acusa o golpe visivelmente. Lastima e reage bem ao seu feitio: sem firulas, com palavras contundentes e tom de “alerta à Nação e à sociedade brasileira”. Aponta para a nova maioria que acaba de se formar na Corte brasileira.

“Esta é uma tarde triste para o Supremo Tribunal Federal”, diz Barbosa. E expõe suas razões: “Porque, com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico, uma decisão plenária sólida, extremamente bem fundamentada, que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012”, acrescenta, de pé, apoiado na sua poltrona de magistrado, como se estivesse sendo apunhalado, também, pelas dores da coluna que há anos o atormentam.

Desligo a TV e corro para o computador à procura de detalhes e das repercussões da “virada”. Mas o que vejo primeiro e mais me chama a atenção é a Frase do Dia no alto deste Blog do Noblat.

“O Brasil precisa de ar novo, sangue novo. Minha geração já passou. Nós já morremos”. São palavrasdo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, recolhidas do discurso do principal líder do PSDB. Feito um dia antes, no Senado, na sessão especial comemorativa dos 20 anos do Plano Real.

FHC, reconhecidamente, é um tucano otimista e figura bem humorada e mordaz. Além de político inteligente e hábil, que não costuma bater prego sem estopa. Vale o esforço de tentar decifrar o sentido da “frase do dia” e é aconselhável, aos seus aliados e adversários, que isso seja feito no contexto geral do discurso dirigido aos parlamentares reunidos no Senado para ouví-lo.

A deduzir pela frase em sí, no entanto, fica a impressão de FHC ter sido contaminado, também, pelo clima de pessimismo que rondou o Planalto Central do Brasil nesta semana de pré-carnaval. Ou então ele não quis perder a piada, coisa provável e bem ao seu estilo. O futuro dirá, pois o tempo apesar dos trompaços e reviravoltas, continua a ser o senhor da razão. E o artífice principal da composição das nuvens. Na política ou na justiça.

Enquanto reflito sobre estas coisas, a memória me reconduz aos anos 70, quando a Operação Condor, de triste lembrança, sobrevoava as ditaduras que grassavam em praticamente toda a América Latina.Trabalhava então no Jornal do Brasil. Andava de férias no Uruguai, pouco antes da ditadura local decretar a expulsão do ex-governador Leonel Brizola, que iria parar nos Estados Unidos do governo Jimmy Carter, na penúltima etapa de seu longo exílio.

Levado com Margarida (minha mulher e também jornalista) pelo querido amigo e exilado brasileiro Paulo Cavalcante Valente, fomos à estância onde o líder gaúcho vivia com dona Neusa e família no povoado de Carmem, província de Durazno. Um jantar à luz de lampião de gás, seguido de conversa rica, informativa e instigante, que entrou pela madrugada.

Sob pressão das ditaduras do Brasil e do Uruguai, com os agentes da Condor rondando sua casa, sua vida, sua família, Brizola durante a conversa parecia desanimar, às vezes, mas nunca perdia o fôlego. Horas antes, havia pedido para fotografá-lo. Queria guardar uma imagem da visita. Ele recusou com um sorriso amistoso. E falou com Margarida, com a câmera já engatilhada:

“Eu sou o passado. Fotografe minha neta Laila (filha de Neusinha, que mal começava a andar). Ela é o futuro”.

O visionário político brasileiro estava enganado, picado talvez pelo mosquito do pessimismo daquela época de trevas no continente. Dias depois ele foi expulso pela ditadura uruguaia e recebido pelo governo democrata de Carter. Passou em seguida por Portugal e retornou ao Brasil nas asas da abertura. Nos braços do povo foi eleito governador do Rio de Janeiro. Fez escolas e continuou fazendo história e brigando até morrer muitos anos depois. Até o Sambódromo, coração e pulmão do carnaval carioca, que comemora aniversário este ano, ele construiu com Darcy Ribeiro.

Uma boa história, talvez, para o ministro Joaquim Barbosa e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quem sabe, depois do carnaval passar, as nuvens serão outras no País? . Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

===============================================

Do Álbum, Gal Tropical, 1979.
Gal Costa no Fantástico, Balancê.
Composição:
Alberto Ribeiro e João de Barro

Ô balancê, balancê
Quero dançar com você
Entra na roda, morena pra ver
Ô balancê, balancê

Ô balancê, balancê
Quero dançar com você
Entra na roda, morena pra ver
Ô balancê, balancê

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê

REFRÃO

Você foi minha cartilha
Você foi meu abc
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê, balancê

REFRÃO

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você

E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê, balancê.
=========================================
EVOÉ!!!

mar
01


Moraes:fora da folia baiana 2014
========================================================

DEU NO SITE EL CABONG

Quem se programou para ver o trio de Moraes Moreira no Carnaval de Salvador pode mudar de planos. O primeiro cantor de trios elétricos não vai mais se apresentar na festa. A decisão foi tomada ontem, depois do descumprimento de um acordo entre o músico e a Bahiatursa. “Acho que eu merecia mais atenção. A turma da pipoca estava me esperando. Deixo aqui meu protesto”, disse Moraes em entrevista por telefone direto do Rio de Janeiro, onde mora, ao el Cabong.

Segundo Moraes, havia um acordo dele com a Saltur, Empresa de Turismo de Salvador, e a Bahiatursa, órgão de turismo do governo da Bahia. Cada uma das empresas públicas entraria com uma parte dos recursos que viabilizaria sua única apresentação hoje (27/02) no circuito Dodô, Barra/ Ondina. O artista teria conseguido um trio elétrico e parte dos recursos, que inclui passagem, hospedagem, alimentação e cachê para ele e seus músicos, com a Saltur. A Bahiatursa entraria com a outra parte. A história teria virado, no entanto, uma disputa política.

Em cima da hora, ainda segundo ele, Moraes teria recebido um telefonema da Bahiatursa afirmando que a empresa não disponibilizaria mais os recursos caso o trio da apresentação fosse o da Saltur. O órgão teria oferecido um outro trio, mas Moraes não aceitou. “A partir do momento que a Bahiatura soube que eu ia sair no trio da Saltur retirou o apoio, alegando que era ano eleitoral. Mas eu já estava certo em sair no trio da Saltur que é o que saio há muitos anos. Eles politizaram o carnaval”, disse o cantor.

Muito triste por não poder se apresentar mais na festa, Moraes lamentou. “Todo mundo sabe que faço o Carnaval de Salvador muito mais por amor. São essas coisas da política que não concordo, são atitudes primitivas. Não acredito que isso vai influenciar em nada no resultado da eleição. Normalmente os artistas ficam pedindo aqui e ali. Eu, a essa altura de minha vida, depois de 40 carnavais e de um serviço prestado ao Carnaval, não tenho condições e saco pra ficar pedindo. Por isso decidimos cancelar. Só pedimos desculpas ao povo da Bahia. Não tem volta, já era. Já desmobilizamos a banda, inclusive. Lamento muito, mas a gente precisa começar a não aceitar certas coisas”, desabafou.

A Bahiatursa soltou uma nota oficial (que você lê abaixo) e em matéria do portal Terra, o presidente da empresa, Fernando Ferrero, deu sua versão. “Eu tenho comigo o ofício que o empresário de Moraes nos enviou na semana passada, solicitando um apoio de R$ 50 mil para tocar no Carnaval da Bahia, mesma quantia com que apoiamos Moraes no ano passado para tocar no nosso trio elétrico”, começa Ferrero. “Acolhemos de bom grado o pedido, reservamos um dos trios elétricos que licitamos, nos comprometemos a dar o cachê pedido e disponibilizamos para ele a possibilidade de escolha de dia. Quando, neste último final de semana, fomos informados de que ele não podia tocar naquele trio, nem naquela data, porque já havia se comprometido com a Saltur de tocar na quinta de Carnaval no trio deles, na Barra, com o cachê de 70 mil”.

Na matéria, Ferrero explica também que foi procurado pelo empresário de Moraes Moreira com a proposta de que a Bahiatursa complementasse o cachê com os R$ 50 mil já propostos, para que perfizesse a quantia de R$ 120 mil, o que seria ilegal se feito assim. “Eu não posso dar dinheiro do Estado para ele tocar no trio da Saltur, e ainda recebendo dois cachês, não é assim que se faz as coisas. O trâmite correto seria a Saltur procurar a Bahiatursa para firmar um convênio de cooperação técnico-financeiro, para, assim, complementar o cachê dele. O documento que eu tenho emitido por seu empresário só me pedia trio e cachê, não contemplava mais nada além disso”.

O dirigente completou refutando as acusações ditas pelo cantor aqui no el Cabong: ”Declarar que estamos politizando o Carnaval é balela. Estamos nos dando muito bem com a Saltur, ajudando o máximo que podemos a realização do Carnaval de Salvador, que é a cidade que mais recebe recursos. Ele quer jogar nas costas do Estado um compromisso que ele não teve. Se ele tivesse pedido, desde o início, um cachê de R$ 120 mil, teríamos dito que não poderíamos arcar com isso, já que nossa dotação para investir no Carnaval 2014 em todo Estado é de R$ 32 milhões. O empresário dele não deve entender como funciona o uso do dinheiro público. O dinheiro é para o Carnaval, mas tem que ser empregado dentro da legalidade.”

Moraes segue agora sua agenda de shows no Carnaval, se apresentando em Recife, Natal e Curitiba.

  • Arquivos