Genoino em prisão domiciliar:novos exames

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DEU NA VEJA ONLINE

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, atendeu pedido do Ministério Público Federal e autorizou que o ex-deputado José Genoino (PT-SP) seja submetido a novos exames médicos para que seja avaliado se o petista precisa ou não cumprir pena em prisão domiciliar. Condenado a seis anos e onze meses de reclusão no julgamento do mensalão, Genoino alega que tem saúde debilitada.

Genoino submeteu-se a uma cirurgia cardíaca no ano passado e afirma que o sistema prisional não oferece condições adequadas para que ele possa ser tratado. Em novembro, após informações de que o mensaleiro teve de se submeter a uma bateria de exames, o ministro Joaquim Barbosa autorizou que o condenado ficasse por noventa dias em prisão domiciliar. O prazo venceu na última quarta-feira e apenas agora uma nova junta médica foi autorizada.

Na última semana, o procurador-geral da República Rodrigo Janot encaminhou ao Supremo parecer em que defendia que o ex-deputado passasse por novos exames médicos antes de a Justiça definir se ele deve ou não cumprir pena, definitivamente, em regime domiciliar. Para Janot, os exames precisam verificar “se o sentenciado tem condições de cumprir pena no regime semiaberto sem prejuízo do tratamento médico a m sua decisão sobre o futuro de José Genoino, o ministro Joaquim Barbosa afirma que o pedido de nova junta médica não foi formulado pela defesa do mensaleiro, e sim pelo Ministério Público. Ainda assim, autoriza que os exames sejam feitos para embasar a decisão sobre a necessidade ou não de prisão domiciliar. Barbosa determinou também que a Câmara dos Deputados, cuja junta médica já analisou o estado de saúde de Genoino, encaminhe suas conclusões à Corte. O presidente do STF informou que um grupo de profissionais que já analisou Genoino no ano passado verificará as conclusões dos médicos da Câmara e as últimas alegações da defesa do ex-deputado sobre o estado de saúde dele.

Há duas semanas, a junta médica da Câmara avaliou o ex-deputado para decidir se ele tem ou não direito a aposentadoria por invalidez – dessa forma, ele passaria a ter salário vitalício de deputado. O laudo preliminar assinalou que a saúde de Genoino não é frágil o suficiente para justificar uma aposentadoria por invalidez. A defesa recorreu da decisão e solicitou que fosse anexado mais um exame para a avaliação, ainda em análise. Os médicos devem dar uma resposta definitiva ainda nesta semana.

Prisão – A prisão do petista foi determinada no dia 15 de novembro e, no dia seguinte, ele foi encaminhado, ao lado dos companheiros de partido José Dirceu e Delúbio Soares, para o presídio da Papuda, em Brasília. O estado de saúde do mensaleiro, porém, o levou a sucessivos exames médicos – foram sete idas ao médico apenas neste ano – e ao pedido de prisão domiciliar definitiva.


Jefferson deixa Instituto do Câncer, no Rio,
depois de passar por examee

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DEU NO IG

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) se entregou à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (24). A prisão aconteceu após a PF receber na manhã de hoje o mandato de prisão expedido na sexta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o delator do mensalão. Segundo informações divulgadas pelo Twitter da PF, Jefferson se entregou aos policiais que faziam guarda em frente à sua casa, no Rio de Janeiro.

Jefferson foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O mandado de prisão foi encaminhado à Vara de Execução Penal (VEP) do Rio de Janeiro. Ainda não se sabe onde ele cumprirá pena.

Na sexta, Barbosa negou o pedido de prisão domiciliar de Jefferson, que pediu para cumprir pena em casa alegando a necessidade de cuidados médicos por estar em tratamento de um câncer no pâncreas. Jefferson passou por uma cirurgia em 2012 para a retirada de um tumor e alega que ainda faz tratamento com injeções e passa por exames periódicos. Ele também diz que precisa de uma dieta rigosa como parte do tratamento.

Há duas semanas, Roberto Jefferson imaginava que poderia ser preso a qualquer momento. Nesta sexta-feira, por exemplo, ele pediu publicamente em seu twitter doações para o pagamento da multa do julgamento do mensalão, no valor de R$ 720 mil. “Estou pedindo a amigos e todos que contribuírem, pessoa física, serão com depósitos identificados enviados ao STF”, disse o ex-presidente do PTB.

Nesta semana, além de pedir doações, Jefferson teceu críticas ácidas ao PSDB após a renúnciao do ex-deputado federal Eduardo Azeredo, réu do chamado mensalão mineiro, suposto esquema de desvios públicos semelhate ao mensalão do PT. “O PSDB, diferente do PT, se preocupou, com Azeredo, em perder capital político. Como diz o ditado, mineiro não é solidário nem no câncer”, irozinou Jefferson nessa semana.

No final do ano passado, a pedido de Barbosa, uma junta médica certificou que “do ponto de vista oncológico” não seria “imprescindível” a permanênica de Jefferson em casa ou mesmo em um hospital para a contiuação do tratamento. Além disso, a Procuradoria-Geral da República também se manifestou contra a prisão domicliar do ex-parlamentar.

DE ARTHUR LIRA, NO YOUTUBE:

Antonio Carlos Nóbrega é um artista e músico brasileiro, nascido no Recife, em 2 de maio de 1952. No seu álbum em homenagem ao aniversário do Frevo – 9 de Fevereiro (2007) – ele canta a música Sonhei Que Estava Em Pernambuco. Uma linda versão, de uma bela canção!
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CONFIRA E COMPROVE.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Juninho Pernambucano: quem o substituirá nos estádios?

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Criatividade em baixa

Marinaldo Mira

Neste início de temporada, os clubes brasileiros buscam reforços e sentem o mercado carente de jogadores de meio campo, principalmente avançados que usam a perna esquerda para criar jogadas ofensivas. O problema afeta também Bahia e Vitória que remontam as equipes no andamento do Campeonato Baiano.

Jogadores de meio campo mais jovens desapareceram do mercado. A pergunta que se faz é a seguinte: onde estão? Simples, quase todos foram exportados para Europa e Ásia por seus empresários. Os clubes só conseguem repatriar esses jogadores, quando eles passam dos 30 anos e já não acompanham o ritmo, a velocidade do futebol na Europa e Ásia ou outros mercados que pagam melhor.

Por causa disso, craques do meio campo como Zé Roberto (Grêmio, Seleção), Paulo Baier, Juninho Pernambucano, Alex (Coritiba), entre outros – são disputados até pelos grandes clubes, mesmo já considerados veteranos. Mais um exemplo atual é o meia Conca – que foi para China – e volta ao Fluminense, sem, no entanto, apresentar mais o fôlego que tinha.

A exportação prematura desses jogadores deixam os clubes brasileiros limitados a buscar veteranos ou então ficar sem boas opções para a posição estratégica nos esquemas de jogos. Agora mesmo, o Vitória perde o meia avançado Escudero por mais de sete meses, e não encontra outro atleta para a posição.

Clubes que investem na divisão de base sofrem baixas, porque empresários de jogadores querem colocá-los, o mais rápido possível, mesmo antes de 18 anos, em vitrines melhores, clubes do exterior, ganhar dinheiro e valorizar o seu produto. E o clube que revela o atleta, normalmente fica no prejuízo.

Vale somar a isso a manobra dos treinadores, que não têm paciência de ‘preparar’ atletas da base para essa posição. O cara tem vocação para ser meia, tem a perna esquerda e o treinador joga logo para ala, ou seja, deixa-o limitado a um pedaço do campo, a chamada beirada. Isso ocorreu com Gabriel (ex-Bahia, agora no Flamengo), escalado na ala por Joel Santana, para prejuízo do atleta e do clube. Hoje, Gabriel se destaca como meia avançado que é sua posição de origem.

O Vitória liberou Renato Cajá que vai completar 30 anos, e se enquadra nessa situação. Natural de Cajazeiras/PB, ele jogou em vários clubes, como no Guangzhou Evergrande (China) e foi repatriado em 2012 quando atuava no Kashima Antlers, do Japão e recentemente, retornou à Ponte Preta.

Só pra lembrar, o bom meia Paulo Baeir (ex-Atlético PR) joga do Criciúma e vai fazer 40 anos; Alex (Coritiba) tem 37 anos; Danilo (Corinthians), que chegou a ser pretendido pelo Vitória, tem 34 anos; Hugo (ex-Goiás) tem 34; Elano (Fla) , 32 anos, são alguns exemplos da entressafra de novos talentos.

Ano passado, quando Wellington Nem deixou o Fluminense e foi negociado por R$ 25 milhões para o Shakhtar Donetsk (da Ucrânia) tinha 21 anos.

O último bom jogador de criação que passou pelo Brasil foi Seedorf (que liderou o Botafogo) pendurou as chuteiras e agora é treinador do Milan.

Clarence Clyde Seedorf é vencedor da UEFA Champions League quatro vezes, foi o único a ter ganho o torneio por três clubes diferentes: pelo Ajax em 1994-95, com o Real Madrid em 1997-98 e pelo Milan em 2002-03 e 2006-07. Pelo Botafogo conquistou Campeonato Carioca de 2013, Taça Guanabara 2013, Taça Rio 2013 e Taça Rio 2012.

Só que poucos clubes têm cacife para importar um craque desse naipe.

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)

fev
24
Posted on 24-02-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2014

DEU EM O GLOBO

Gravações de depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, apresentadas ontem pelo “Fantástico”, da Rede Globo, e parte de uma investigação revelada com exclusividade semana passada pelo GLOBO, revelam que mais duas bombas deveriam ter explodido no Riocentro na noite de 30 de abril de 1981, simultaneamente à que foi detonada num carro no estacionamento, matando um militar e ferindo outro. Uma das bombas explodiria no palco, onde se apresentavam artistas durante um show em comemoração ao Dia do Trabalho. A morte de artistas provocaria comoção.

A outra bomba deveria ter explodido na casa de força do Riocentro, para que a energia elétrica fosse cortada e a falta de luz provocasse pânico nas cerca de 20 mil pessoas que assistiam ao show. As afirmações foram feitas pelo ex-delegado de polícia Cláudio Guerra, que foi até o local no dia do atentado para prender pessoas falsamente ligadas ao atentado.

“Seria colocado no palco, justamente pra atingir… A comoção seria a morte de artistas mesmo, né?” disse Guerra.

O GLOBO teve acesso à investigação dos procuradores da República do grupo Justiça de Transição, que apuram o caso há dois anos, e os repórteres Chico Otavio e Juliana Castro publicaram o conteúdo desse trabalho no dia 16 deste mês.

Os procuradores denunciaram seis envolvidos no atentado: cinco militares, três deles generais, além de Guerra. Para denunciar o então capitão Wilson Luiz Chaves Machado — parceiro do sargento Guilherme Pereira do Rosário, morto na ação, e dono do carro onde a bomba explodiu — e outros cinco acusados de envolvimento, os procuradores produziram 38 volumes de documentos e 36 horas de gravações de depoimentos em áudio e vídeo.

Pelo menos dois novos depoimentos reescrevem a história da ação, aos quais o GLOBO teve acesso e o “Fantástico” mostrou ontem imagens. O do major reformado Divany Carvalho Barros, de codinome Doutor Áureo, que admite, pela primeira vez em mais de três décadas, que foi ao Riocentro com a missão delegada pelo comando de apagar provas que pudessem incriminar os militares e de desfazer a cena.

“A caderneta com telefones, nomes, anotações. Peguei a caderneta, peguei uma granada defensiva que ele (sargento) usava na bolsa que não explodiu. Peguei a pistola dele”, conta.

E o depoimento da viúva do sargento, Suely José do Rosário. Ela disse que, logo após a explosão, agentes do DOI a ameaçaram. Um deles foi identificado por ela pelo codinome “Doutor Luís”. Eles teriam queimado documentos de Guilherme no tanque de roupas de sua casa. Também teriam recolhido as folhas de alterações do sargento (um currículo dos militares), devolvendo-as depois fatando páginas.

“Um tal de Luiz. Chamavam ele de Doutor Luiz. Ele falou: ‘a senhora vai ser chamada para depor, a senhora veja bem o que a senhora vai falar. A senhora vai ser acompanhada. A senhora tem que lembrar que a senhora tem dois filhos para criar’”.

Ao depor no Ministério Público Federal, Machado negou participação no atentado.

fev
24
Posted on 24-02-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2014


Frank, hoje, no Diário do Povo (SC)

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“No Se Porque te Quiero”, dueto de Pablo Alborán com María Dolores Pradera.O bolero está incluido no disco “Gracias a Vosotros”, de María Dolores Pradera.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

http://youtu.be/1dZiI0ur3_4

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DEU NA EDIÇÃO DOMINICAL (23) DE O GLOBO

O cu do mundo

Caetano Veloso

“A mais triste nação/ Na época mais podre/ Compõe-se de possíveis/ Grupos de linchadores” — escrevi numa canção dos anos 1990, creio que do álbum “Circuladô”. Eu estava assustado com uma notícia de linchamento vinda da Bahia. A canção me veio à mente agora por causa da imagem do garoto atado ao poste no Flamengo. Essa imagem nos diz muito sobre nossa condição atual — e sobre nossa história toda. Muitas outras ocorrências de justiçamento foram noticiadas recentemente. Suponho que pela primeira vez vêm à tona reações de aplauso público a atos dessa natureza em áreas da sociedade onde outrora o decoro exigia ao menos fingimento de desaprovação.

Ao ouvir, nos anos 1970, em Lagos, na Nigéria, Abdias do Nascimento dizer que a situação racial brasileira era pior do que o então vigente apartheid da África do Sul — com a explicação de que lá as coisas eram abertas, enquanto no Brasil o racismo era dissimulado — eu disse a amigos: o mínimo que eu exijo é que um racista se sinta obrigado a fingir que não o é. Mas a verdade é que eu me interessava (desde bem antes disso) numa racialização ostensiva da discussão política brasileira. Os erros que aparecessem no caminho podiam ser tomados como dores do crescimento. Só era e é preciso que não se joguem fora tesouros nossos, desfazendo irremediavelmente o que nos servirá de musculatura social para cumprir um destino digno. Num momento de tanta complexidade instável, de esboços de mudanças de monta — e de tantas situações dramáticas —, não temos muito como ver nas exibições de crueldade em redes sociais e em noticiários de televisão sinais de crescimento. Assim como uma declaração racista deve ser, em primeira instância, rejeitada veementemente, sem muito espaço para reconhecimento de seu potencial dialético, assim também as expressões de apoio aos “justiceiros” do Flamengo e outros, seja na internet, seja na fala de uma apresentadora de telejornal, devem encontrar firme rechaço.

A canção a que me referi no começo deste artigo se chama “O cu do mundo”. Ela diz:

“O furto, o estupro, o rapto pútrido/ O fétido sequestro/ O adjetivo esdrúxulo em U/ Onde o cujo faz a curva/ (O cu do mundo, esse nosso sítio) / O crime estúpido, o criminoso só/ Substantivo, comum/ O fruto espúrio reluz/ À subsombra desumana dos linchadores.” O criminoso só, substantivo, comum, o fruto espúrio — reluz à subsombra desumana dos linchadores. Que a voz destes — e dos que os apoiam — seja agora tão audível é sinal de que certos aspectos de nossas entranhas estão à mostra. O que pode significar oportunidade de superação de mazelas. Mas a imagem do menino preso ao poste por uma corrente — e a fala fascista de quem apoia seus torturadores — só tem conseguido me inspirar desesperança.

Meu amigo Fernando Barros, que foi meu colega no segundo ciclo do secundário, me contou — agora mesmo, na Bahia — que, tendo encontrado com o professor Agostinho da Silva em Portugal, no período do governo Collor, descreveu a sensação de descrença no nosso país que a situação política produzia (ele tinha votado em Lula e deplorava que, finda a ditadura, estivéssemos onde estávamos). O professor, numa tirada desaforada bem ao seu estilo, respondeu: “O futuro do Brasil é tão grandioso que não há abismo em que caiba”. Fernando reproduzia o adorável sotaque lusitano de Agostinho. Ele se lembrou da frase exatamente por estarmos falando dos horrores a que temos assistido. Ele não é um sebastianista nem creio que tenha a inocência de tomar as palavras do professor ao pé da letra (embora não haja propriamente outro modo de tomá-las). O que pensei, mesmo, foi que nada responde ao descalabro social que essas histórias sugerem senão algo tão afrontosamente sonhado e formulado. E senti que as palavras de Agostinho da Silva devem tornar-se uma espécie de oração para cada um de nós. Temos de repetir “O futuro do Brasil é tão grandioso que não há abismo em que caiba” — e ir aprendendo a agir baseados nisso.

Os dois rapazes que soltaram o rojão na Central estavam, um de calças jeans desbotadas e camisa cinza, o outro de bermuda preta e camisa também cinza — e não se dizem black blocs: por que tantos na imprensa quiseram fazer esse resumo sem fundamento? Por que facilitar julgamentos simplistas? A mais triste nação, na época mais podre, compõe-se de possíveis grupos de linchadores. Vamos repetir mais uma vez: o futuro do Brasil é tão grandioso que não há abismo em que caiba. É um exorcismo? Um mantra? Um ritual obsessivo-compulsivo? Seja como for, é a única palavra poética que se contrapõe à aparentemente incontornável caracterização de “cu do mundo” (que inclui “abismo” e “cabimento”).

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