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DEU NO BLOG OS INIMIGOS DO REI

JORNAL COMENTADO

Tony Pacheco

“outro lado da ADIN do IPTU”
(“Correio”)

Falando direto de Uganda para todo o planeta (sim, porque, pela enésima vez, ligo o computador e a banda larga GVT está fora do ar, embora me custe 182 reais por mês, uma das mais caras do mundo), vejo no jornal que assino um verdadeiro libelo contra a Ação de Inconstitucionalidade (ADIN) que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia moveu contra a Prefeitura de Salvador por causa do aumento astronômico do IPTU, mas, principalmente, pela majoração descontrolada do valor venal dos imóveis, sob a desculpa de que havia 19 anos que este valor não era atualizado.

Se isso fosse verdade, quem deveria estar sendo penalizado pela Prefeitura, com ações de improbidade, prevaricação etc. e tal, seriam os ex-prefeitos que governaram a capital nos últimos 19 anos e não a população. É O ÓBVIO!

Pois é, mas o jornal “Correio” tem assumido a defesa da Prefeitura contra a opinião e os interesses dos seus próprios leitores que não encontram em suas páginas o CONTRADITÓRIO. Quer dizer, lê-se tudo, menos a opinião daqueles que são contrários ao IPTU alto. Em São Paulo, a FIESP conseguiu derrubar o aumento do IPTU e teve consigo os maiores jornais locais, pois que antenados com os anseios dos seus leitores. Aqui, pelo visto, o “Correio” parece disposto a jogar no ralo a LIDERANÇA que com COMPETÊNCIA DOS SEUS JORNALISTAS conseguiu nos últimos anos.

Há uns seis anos, suplantou o jornal “A Tarde”, que por décadas foi o campeão de audiência da população, pois “A Tarde” chegava a níveis estratosféricos de preferência, como aos domingos, quando vendia mais de 90% da mídia impressa da capital baiana. O “Correio”, abandonando a “oficialidade” que vinha desde a sua fundação, quando era “A VOZ DO DONO” e amargava índices de leitura baixíssimos, praticamente sem assinaturas pagas, resolveu PROFISSIONALIZAR a sua Redação e quando passou a ser A VOZ DA BAHIA e não mais do dono, bateu as décadas de liderança do jornal “A Tarde” com um projeto moderno e PLURALISTA ao extremo. Mas, desde o ano passado que isso vem mudando. Parece que os donos querem, de novo, que o jornal seja apenas a sua voz. Com certeza, leitores (principalmente assinantes) vão procurar outras fontes de leitura, tal como aconteceu com o jornal líder anterior.

PONTO DE INFLEXÃO

Seria a hora de nos perguntarmos por que “A Tarde” e “Tribuna” não aproveitam a maré OFICIALISTA do “Correio” e não voltam a lutar pela liderança do mercado??? As pautas que o “Correio” não pode mais fazer estão aí, gritando, o que daria a chance de um dos dois jornais tomar a liderança.

Vamos a algumas pautas: 1) a volta do “CHUPA CABRAS”, a “INDÚSTRIA DE MULTAS” da Transalvador de que nos falava o jornalista CRUZ RIOS, diretor de “A Tarde”, derrotando esta verdadeira “SEGUNDA DERRAMA DE DONA MARIA, A LOUCA”. Curiosamente, nem “A Tarde” nem “Tribuna” se interessam pelo assunto, mesmo ele tendo se tornado um verdadeiro imposto oficioso sobre a propriedade de veículos em Salvador, com várias áreas tornadas “INESTACIONÁVEIS” para gerar multas e reboques, com agentes que têm visão de raio ”X” e multam falta de cinto de segurança pra quem usa película nos carros e nem Superman saberia se o motorista está ou não com o cinto e, o mais tragicômico, a colocação de velocidade máxima de 40 km onde antes eram 70 ou 60 o limite, criando ARAPUCAS para que a caixa registradora do órgão de trânsito da Prefeitura não pare de tilintar; 2) o estado calamitoso das escolas municipais, como a de Paripe, tomada por esgotos a céu aberto e ratos, como mostrou o programa “Que Venha o Povo”, da TV Aratu/SBT, na última quarta-feira; 3) as ruas que estão esburacadíssimas, pois o asfalto só está sendo renovado nos grandes corredores e no “Circuito Helena Rubinstein”, que vai da Vitória até a Pituba, passando pela Barra, a menina-dos-olhos da Prefeitura: é como se os outros 90% da cidade NÃO EXISTISSEM; 4) a política dos “PASSEIÕES” da orla soteropolitana, que afasta os pobres (negros e quase-negros?) da beira do mar e a pergunta para um jornalismo realmente investigativo: o quê está por trás da política milionária dos “passeiões”, que na Barra foi orçado em incríveis 57 milhões de reais…

Quer dizer, “A Tarde” e “Tribuna” têm 2 anos e 8 meses para recuperar o mercado de jornais baiano. Vamos ver se agirão empresarialmente como os proprietários do “Correio” já o fizeram há alguns anos, quando passaram de último lugar para líderes ou se vão perder esta JANELA DE OPORTUNIDADE, quando as pautas do “Correio” se tornaram oficiais ou oficiosas.

* Tony Pacheco é jornalista-radialista profissional formado pela UFBA, estudou Economia nas universidades federais de Juiz de Fora e da Bahia e Psicanálise na Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil.

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