Moreira Franco não gostou do que viu no aeroporto baiano

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DEU NO PORTAL A TARDE

Eduardo Martins | Ag. A TARDE

Em nova visita ao aeroporto de Salvador, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou que o terminal aéreo não seguirá o padrão Fifa, mas sim o “padrão Brasil”.

Ele manteve a suspensão das obras da área interna do aeroporto, medida que já havia sido anunciada na visita anterior, há um mês. A decisão desagradou ao governo do estado e à Associação Brasileira de Agências de Viagem da Bahia (Abav).

Ao ser indagado se o terminal seguirá o padrão designado pela Fifa, Moreira Franco comparou: “Será padrão Brasil, padrão do governo federal, que quer garantir ao baiano, para o Carnaval, o atendimento adequado”.

“O que nós vimos aqui foram obras desorganizadas, que prejudicavam. Hoje, não. A circulação do aeroporto está muito mais tranquila”, afirmou Moreira Franco.

Conforme a determinação do ministro, a área de check-in do aeroporto permanecerá com 64 pontos de atendimento. A expectativa era que essa quantidade fosse ampliada para 72 antes da Copa. O restante só será construído depois do evento.

Reação

O secretário estadual de Turismo, Pedro Galvão, lamentou a decisão pela paralisação das obras e afirmou que “o ministro está equivocado”.

“Dentro da nossa avaliação, junto com o trade do aeroporto, seria possível começar as obras logo após o Carnaval e finalizá-las até o final de maio. É com muita tristeza que recebemos a notícia de que as obras seguem suspensas”, disse Galvão.

O presidente da Abav, José Alves, endossou as palavras do secretário estadual de Turismo. Para ele, “a questão é de falta de vontade política”.

“É um absurdo. O dinheiro já está disponível, as máquinas já estão no aeroporto. O que a empresa vai fazer com os 510 funcionários durante essa paralisação? Vão ser demitidos, e quando as obras recomeçarem vai haver mais atraso”, prevê.

A promessa do secretário de Turismo é que o governador Jaques Wagner seja acionado para tentar reverter a paralisação da reforma.

“Vamos ao governador para que ele tome a frente e converse com o ministro. É um prejuízo menor, mas é um prejuízo”, disse. “Teria condições de terminar no final de maio”, completou.

O presidente da Abav informou ainda que buscará apoio do PR, partido que atualmente comanda o Ministério dos Transportes, sob a tutela do baiano César Borges. “Vamos pedir ajuda ao presidente (do PR) José Rocha e ao ministro César Borges. É uma questão de consciência. Foi uma notícia péssima saber que a paralisação foi mantida”, reclamou José Alves.

Mesmo mantendo a suspensão, o ministro sinalizou que houve avanços. Ele reconheceu que foram feitas melhorias nos sistemas de ar-condicionado e iluminação.
“Houve uma resposta muito positiva por parte da Infraero em Salvador, mostrando que ela também tem compromisso com o baiano de garantir um Carnaval maravilhoso, que começa no aeroporto”, indicou Moreira Franco.

Na previsão do ministro, as intervenções da primeira etapa serão concluídas antes do Carnaval.

“Temos agora que organizar o aeroporto, fazendo as obras de tal maneira que não prejudiquem o conforto, a segurança e o bem-estar do passageiro”, afirmou.

Quiosques

A passagem do ministro pelo aeroporto foi marcada ainda por críticas à manutenção de quiosques de produtos e serviços nos corredores. Segundo Moreira Franco, estes pontos de venda serão retirados, mas não há definição de prazo.

“Corredor não é lugar para se colocar quiosque. Corredor é para os passageiros circularem, para os passageiros terem conforto, mobilidade. Existem áreas suficientes no aeroporto. A venda de produtos está a serviço do passageiro. E não se aproveitar as áreas de trânsito para áreas de venda”, declarou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil.

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