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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, revelou hoje que vai convidar o Papa Francisco, um apaixonado do futebol, para o Mundial2014, na audiência que terá na sexta-feira,21, no Vaticano.

«Vou convidá-lo para o Mundial», declarou a Chefe do Estado do Brasil, ao anunciar que vai assistir no consistório que designará os novos cardeiais, entre os quais figura o brasileiro Orani Tempesta, atual arcebispo do Rio de Janeiro.

Dilma Rousseff recordou que o Papa Francisco é adepto do clube de futebol argentino San Lorenzo, prevendo que no Mundial do Brasil cada um apoiará a sua seleção.

«Ele deve apoiar a sua equipe (Argentina) e eu a minha (Brasil)», declarou, revelando depois o convite que tenciona fazer ao líder supremo da Igreja Católica.

O Papa Francisco, antigo arcebispo de Buenos Aires, é desde a infância sócio do San Lorenzo de Almagro – campeão do torneio de abertura de 2013 -, tendo recordado por várias vezes que ia com o seu pai ao estádio Gasometro para assistir às partidas de futebol.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 19 Fevereiro, 2014 at 11:40 #

Caro VHS

O pior já está anunciado, veja a manchete da Folha de São Paulo:

“Dilma diz que Exército pode agir contra manifestações anti-Copa”

Aqui revelada a verdadeira face da dita presidente.

Declara guerra aos que não querem a copa na forma e jeito do seu governo, ou seja com gastos enormes e duvidosos.

Mais que isso, coloca o exército contra cidadãos, claro que escudada na tal violência, quando sabemos que esta, a violência, é orquestrada e certamente passível de ser coibida pelos mecanismos normais de investigação.

Mas, Dona Dilma, aliada da FIFA, declara guerra no país.

Qualquer semelhança com raivosos generais dos tempos do AI-5 não será, por certo mera coincidência.


luiz alfredo motta fontana on 19 Fevereiro, 2014 at 11:57 #

Ficam as perguntas:

Qual será o general brasileiro que aceitará ser o Newton Cruz de Dona Dilma?

Haverá transmissão direta desta ação tresloucada?

Caso morra algum cidadão brasileiro, pisoteado ou alvejado, o exército será anistiado?

A “Copa das Copas” vale este preço?

E a democracia suporta este desvario?

Responda quem souber como diz o nosso VHS.


luiz alfredo motta fontana on 19 Fevereiro, 2014 at 16:18 #

Caro VHS

Desculpe a insistência, mas confesso, estou perplexo!

A Bahia também não tem nada a dizer?

Calaremos, assistiremos vestidos de verde e amarelo o nosso exército na rua tendo como inimigo e alvo as manifestações contra o evento?

Seremos bolivarianos e talvez sacrifiquemos uma miss, como na terra deste tal Maduro?

Não é papel das forças armadas reprimir manifestações, não vivemos mais sob o tacão de 64.

Teremos um novo Newton Cruz e seu chicote?

Confesso, não esperava viver tal tragédia.

Que Xangô nos proteja!


luís augusto on 20 Fevereiro, 2014 at 1:00 #

Dilma não aprendeu com a reação do Vaticano à proposta do Fome Zero Internacional (que foi nenhuma) naquele discurso ridículo na visita de Francisco.
Só na cabeça inconsistente dos que, na política, se movem a metáforas futebolísticas chinfrins é que cabe um convite desses.
Vê lá se o papa se prestaria a ser usado, pois só há uma explicação: o interesse em interpor a antigamente chamada Sua Santidade entre a Copa os manifestantes.


luiz alfredo motta fontana on 20 Fevereiro, 2014 at 17:37 #

Caro VHS

Ante o silêncio que grassa e espanta a consciência, ante a resignação dos que irão tentar aplaudir um futebol decadente e reverenciar uma repressão crescente, valho-me de Torquato Neto e Gilberto Gil:

Marginália II

“Eu brasileiro confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição

Eu brasileiro confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Aqui o terceiro mundo
Pede a benção e vai dormir
Entre cascas das palmeiras,
araçás e bananeiras
Ao canto da juriti
Aqui meu pânico e glória
Aqui meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Minha terra tem palmeiras onde
canta o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Oiê, lê
Lá, lá
A bomba explode lá fora
Agora o que vou temer
Oh,sim, nós temos banana
Até pra dar e vender
Oiê, lê
Lá, lá

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo”

http://www.youtube.com/watch?v=aDF7iMX3rZI


regina on 20 Fevereiro, 2014 at 18:33 #

“Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.”
Jiddu Krishnamurti
Siga na contramão, querido poeta!!!


luiz alfredo motta fontana on 20 Fevereiro, 2014 at 19:53 #

Grato Regina!

Confesso que é triste carregar essa tristeza de ver, aos 60 anos, uma declaração de intenção tão absurda quanto autoritária, da tal Dona Dilma, escalando o exército contra manifestantes. Coisas de pequenos ditadores, usam a tragédia do dia, como sustentáculo de suas investidas contra a democracia. Maduro deve estar aplaudindo. Já o suiço Blatter sorri embevecido.

Repito, dói ouvir o silêncio da mídia, dos articulistas tupiniquins, face a este atentado à democracia.

Resitir é preciso, mesmo que a poesia se esconda, por vergonha, e, acredite, por medo, afinal o roteiro é velho conhecido.


regina on 20 Fevereiro, 2014 at 19:57 #

Dona História e seus chistes…


regina on 20 Fevereiro, 2014 at 23:25 #

O Papa e/ou o Exército, são medidas de extremo desespero!!!


Carlos Volney on 21 Fevereiro, 2014 at 22:13 #

O poeta é brilhante, mas a alma é sempre de poeta.
Pois não é que ainda imaginava que seria diferente? Esperar algo diferente desses caras que estão aí, me perdôe poeta, mas é romantismo puro.
Mas é bom que sonhemos, perder a perspectiva do sonho é perigoso.
Lembremos que na mitologia grega Ícaro sonhou voar e voou; e hoje as naves varrem o universo.
Assim, quem sabe um dia nossa Pindorama terá políticos sérios e verdadeiramente comprometidos com a causa pública!
Não custa sonhar. E não estou sendo irônico, é só desabafo.
Perdôem a chatice…


Graça Azevedo on 22 Fevereiro, 2014 at 9:49 #

Um dia Olívia escreveu no twitter: jogando a toalha. A minha já está no chão.


regina on 22 Fevereiro, 2014 at 14:08 #

No olho do furacão
Ruy Fabiano

O maior adversário do governo Dilma não é a oposição – inerte, sem discurso ou proposta -, mas a própria base aliada, à esquerda, em que despontam, sobretudo, partidos oriundos do PT, como PSOL e PSTU, sem esquecer o próprio, a nave mãe.

As franjas radicais do partido – MST, ONGs indígenas, Black Blocs, CUT e que tais – agem, por meio de seus ativistas, de dentro do próprio governo, com destaque para a figura cada vez mais óbvia do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o braço direito de Lula.

O objetivo é acelerar o movimento revolucionário, o que implica o desgaste da presidente e de seu governo, de modo que sua candidatura perca competitividade e justifique o retorno de Lula. Dilma seria uma espécie de Kerensky, primeiro-ministro russo, que governou após a queda da monarquia e não conseguiu evitar a Revolução de outubro de 1917.

Kerensky, como Dilma, era acusado pelos revolucionários, dos quais se julgava companheiro, de manter alianças espúrias à direita e acabou deposto por eles próprios. Teve que se exilar na Europa e, posteriormente, nos EUA.

O que Lênin e Trotsky disseram a respeito de Kerensky é o mesmo que há dias Pedro Stédile disse de Dilma:

“A Dilma pessoalmente é uma coisa, mas outra coisa é o governo Dilma. É um governo de composição e lá dentro tem os banqueiros, os empresários, a classe média; tem até a Kátia Abreu no governo Dilma.”

E deu o mapa da mina, mostrando de onde vem a sabotagem:

“Mas tem também companheiros de esquerda e companheiros que defendem a reforma agrária, que temos que valorizar; não podemos botar tudo no mesmo balaio. Mas é um governo de composição de forças antagônicas – e num governo assim é difícil avançar.”

A palavra-chave é esta: “avançar”, que Gilberto Carvalho, no final de 2012, traduziu por “o bicho vai pegar”. Pegou – e continua pegando. Stédile faz sua parte. Incentiva a retomada da invasão de terras e avisa aos companheiros:

”Não pense que a burguesia vai se assustar com nosso congresso (aquele, em Brasília, que feriu 30 PMs, oito em estado grave); ninguém bota na imprensa. A burguesia vai se assustar com nós (sic) quando voltarmos a fazer ocupação com mil famílias, com 2 mil famílias. A burguesia vai se assustar quando nós ocuparmos a Monsanto, quando ocuparmos usinas. Aí, vão nos respeitar.”

O quadro que se delineia é o de sublevação geral. Nas ruas dos centros urbanos – em especial, no eixo Rio-São Paulo e agora já se fala em Brasília -, a ação predadora dos black blocs.

Na área rural, MST e milícias indígenas (fenômeno inédito desde Pedro Alvares Cabral) matam pequenos agricultores, considerados “intrusos” pelas demarcações truculentas da Funai.

O mais grave, no curto prazo, é o propósito de inviabilizar a Copa do Mundo – ou, ao menos, de criar um ambiente hostil à sua realização. Quem paga o pato da impopularidade pelo desgaste que tudo isso ocasiona é o governo Dilma – e, portanto, sua candidatura à reeleição. São esses grupos “aliados” que comandam, desde dentro do governo, esse processo.

Esta semana, Gilberto Carvalho, com a maior cara de pau, tentou ressuscitar o 2º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), rejeitado em 2009 pela opinião pública, por sua índole totalitária, provocando o compromisso da candidata Dilma de jamais acolhê-lo.

O 2º PNDH, entre outras aberrações, previa censura à imprensa e, em casos de invasão de terras, impunha a mediação com o invasor, arbitrada por uma comissão da sociedade civil, antes de a vítima ter o direito postular a reintegração de posse.

Pois Carvalho, na quinta-feira, veio à cena expor as conclusões de um estudo da Secretaria da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, segundo o qual “a cultura da judicialização de conflitos fundiários não é eficaz e deve ser superada”.

O invasor, segundo esse estudo, adquire direitos de coproprietário, passando a “negociar” a posse da terra em condições de igualdade com a vítima, antes que esta tenha o direito de recorrer ao Judiciário, que também aí é enxovalhado.

E não só: acusa o Judiciário – vejam só! – de estar “tomado por uma postura legalista”, como se outra pudesse ter, já que lhe cumpre exatamente zelar pela ordem jurídica e pela aplicação da Justiça. O contrário disso é a conivência com o crime.

Carvalho lamenta que o próprio governo de que faz parte “se posicione claramente contra tudo que é insurgência e reivindicação de direitos”. Que outra posição pode ter um governo, fruto da democracia e da Constituição?

Os conflitos fundiários no Brasil têm sido artificialmente alimentados por grupos ativistas radicais, estimulados por declarações levianas como estas. Quem paga o desgaste (na verdade, já está pagando)?

Acertou quem disse Dilma Rousseff.

O que resultará objetivamente se a presidente perder competitividade eleitoral? Acertou outra vez quem disse: a volta de Lula. A oposição, até aqui espectadora silente, certamente investirá contra Dilma; é, afinal, seu papel. E se somará ao discurso de alucinados como Stédile, que, em tempos normais, fala sozinho, mas em tempos conturbados encontra audiência – e seguidores.

Ruy Fabiano é jornalista.


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