Vanessa com Santiago: bom senso no barco de insensatos

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ARTIGO DA SEMANA

Bom senso no barco dos insensatos

Vitor Hugo Soares

“Temos inteligência/pra acabar com a violência, dizem
cultivamos a beleza, arte e filosofia/A modernidade agora/vai durar pra sempre, dizem/ Toda a tecnologia/ só pra criar fantasia

Viveremos em harmonia/não será só utopia…
Quem me dera/não sentir mais medo/quem me dera/não me preocupar
quem me dera/ não sentir mais medo algum”

(Arnaldo Antunes, na letra da canção “Dizem” (Quem me dera)

Navego na trilha poética e sonora do artista, enquanto peço licença e paciência para a tentativa de recompor alguns estilhaços de fatos, suspeitas e opiniões espalhados, esta semana, na rota Rio de Janeiro – Feira de Santana (BA), com Brasília na baldeação.

São pedaços significativos e exemplares – para o bem e para o mal – recolhidos no País à beira de um ataque de nervos (ou seria de medo e insegurança, entre doses cavalares de insanidade?) nestes dias de verão efervescente do ano eleitoral de 2014:

1- 1- Rojões lançados a esmo – ou teleguiados por grana e interesses políticos e de poder, segundo dizem ou suspeitam alguns – nas manifestações de protesto. E a pergunta que não quer calar, à espera de investigação séria e respostas convincentes: onde se originam os petardos? A quem interessam?

2- 2-Jocosas entrevistas de porta de cadeia transmitidas nacionalmente pela TV. Em especial a de uma moça chamada “Sininho”. Carregado sotaque carioca, língua solta e riso malandro de galhofa dos irresponsáveis que apostam na impunidade, a ilustrar frases repletas de ameaças submersas e de duplo sentido. O cidadão comum escuta e se espanta ou se confunde. Não consegue identificar direito o que ela pensa, propõe, nem o real significado do que ela diz ou quem de fato a inspira. Ou a causa que ela defende. Um personagem estranho e constrangedor, a merecer verificações e desvendamentos.

3- 3-Notas oficiais, como a da FENAJ, carregadas de corporativismo, jogo de cena partidário. Além de mal disfarçadas tinturas ideológicas. Infeliz tentativa de transformar “em claro atentado à liberdade de expressão” e à imprensa, um ato criminoso que resultou na trágica e emblemática morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV BAND. Ato insano, sim, mas a ser apurado nos limites da legalidade vigente. E punidos os responsáveis nos termos do Código Penal em vigor. A morte de Santiago fere gravemente a sociedade democrática como um todo e atenta contra a consciência civilizada em geral, não só a dos profissionais de comunicação e de suas empresas

4- 4-Exacerbação “antiterrorista” (quanto oportunismo que cheira a tentativa política rasteira e condenável de “caça às bruxas”), do notório senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso.

5- 5-Movimentação feérica do advogado de defesa dos acusados presos. Ele levanta suspeitas, a torto e a direito (ou seria à direita, como sugerem alguns?), planta “denúcias” e atua em cena como uma espécie de Chacrinha do tempo do Twitter e do Facebook, aparentemente mais disposto a confundir que a esclarecer.

6- 5-Tíbias declarações sobre o caso da presidente da República, Dilma Rousseff, via redes sociais, para uma sociedade perplexa à espera das palavras e atitudes de estadista que o momento exige.

N No meio desta Babel de declarações desencontradas, momentos, também, de razoabilidade e bom senso. Demonstrações pungentes e saudáveis de que nem tudo está perdido.

Três exemplos, para contextualizar:

1- A mensagem postada no Facebook pela filha, ao se despedir do pai-herói cinegrafista, estupidamente morto quando executava o seu trabalho. Merece reprodução e leitura integrais, mas aqui vai apenas um trecho marcante: Meu nome é Vanessa Andrade, tenho 29 anos e acabo de perder meu pai. Quando decidi ser jornalista, aos 16, ele quase caiu duro. Disse que era profissão ingrata, salário baixo e muita ralação. Mas eu expliquei: vou usar seu sobrenome. Ele riu e disse: então pode!

2- O comportamento discreto, mas crucial, da namorada de Caio, um dos elos mais nebulosos deste caso sombrio. Preso na baiana cidade de Feira de Santana, acuado em um quarto de pensão de beira de estrada, quando em fuga tentava chegar à casa do avô, para se esconder no Ceará. A namorada, cujo nome desconheço, mas admiro, convenceu, por telefone, o cara do rojão do Rio a ficar no quarto e parar com a aventura de desfecho imprevisível. Depois viajou do Rio para a Bahia, subiu ao quarto de pensão com o advogado, e desceu a escada com o namorado que se entregou à polícia e, agora, recolhido à prisão de Bangu, vai esperar o desdobramento do caso que decidirá o seu destino. Admirável exemplo da moça discreta e anônima, no país de celebridades instantâneas e fugazes.

3- A pungente e verdadeira declaração de Arlita Andrade, viúva de Santiago, à repórter da TV Globo, depois da última visita ao marido, na UTI do hospital do Rio: “Ele não pode estar indo em vão”.

Que estas palavras e exemplos de dignidade e sensatez sejam entendidos e frutifiquem, no meio da navegação do barco de insensatos que singra os mares agitados do Brasil nestes temerários dias de ano eleitoral. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 15 Fevereiro, 2014 at 7:26 #

Caro VHS

Em meio ao caos e à ausência de vestígios éticos, tua lanterna reconhece três momentos. Todos eles de cunho pessoal, íntimo, expostos ao noticiário como resultado canhestro de manchetes.

Somo a isto a perplexidade de Wolney no post sobre Gilmar Mendes e o cito aqui: “Eta Brasil! É duro ver um Gilmar Mendes posar de vestal. Amigo, protetor e quem sabe o que mais de Demóstenes Torres e Daniel Dantas, pode criticar quem?
E longe de mim qualquer defesa dos corruptos do PT, mas se entusiasmar com Gilmar Mendes é, sob minha ótica, maniqueísmo absoluto, demonstração de que quando há indignação com os “malfeitos”, ela é absolutamente seletiva.
Eta Pindorama! Vida que segue…”

Em terra de Dona Dilma tudo é possível, até mesmo a barba de Lula ressurgir. Afinal seu codinome segundo Tuma Júnior era “O Barba”.

Resta a “Copa das Copas”, o número de operários mortos nas obras em desatino já é notável, e o fracasso das obras “padrão Fifa” também, e pensar o que só em nome da tal “mobilidade” rios de recursos públicos evaporaram.

Seriam então as eleições uma esperança? Difícil, especialmente agora com o condimento lúdico de que é possível votar em nome de mortos, vide Pizzolato e seu título de eleitor em nome do falecido irmão.

VHS, o que sobrevive mesmo é o verso de Caymmi:
“Se fizer bom tempo amanhã
Se fizer bom tempo amanhã
Eu vou!…
Mas se por exemplo chover
Mas se por exemplo chover
Não vou!”

E voltou a chover!!!

Abraços!


Mariana Soares on 15 Fevereiro, 2014 at 11:17 #

Muito bom seu artigo, meu irmão! Sem palavras. Só uma grande desesperança.
Aproveito para desejar bom retorno ao Poeta Fontana! Bem-vindo!
Concordo com o Poeta e Wolney com relação ao Gilmar, mas engolir “vaquinha” para pagar multar resultado de crime é de amargar. Não desce!


luiz alfredo motta fontana on 15 Fevereiro, 2014 at 12:19 #

Cara Mariana

Não desce mesmo.

O que espanta contudo não é a ousadia do PT em apresentar esse “sucesso” arrecadatório”, essa “vaquinha” inusitada, mas sim, o silêncio dos que deveriam fiscalizar os atos partidários, especialmente quando se trata do partido da atual presidente e potencial candidata. Onde anda o Procurador-Geral Eleitoral, e seus diletos comandados, a quem cabe fiscalizar os partidos, afinal a tal “notitia criminis”, que obriga a consequente quebra da inércia dos procederes persecutórios, está estampada em todos os jornais que se prezam, todos lançam ao menos condão da dúvida sobre esta arrecadação generosa e rápida.

Por certo, neste caso o silêncio eloquente, beira à prevaricação.

Ainda mais agora, quando um membro do STF, verbaliza em alto e bom som, a eventualidade de delito, travestido em ausência de transparência, de resto obrigatória em se tratando de partido político regular.


Graça Azevedo on 15 Fevereiro, 2014 at 13:16 #

Sabe aquele dito popular: uma atitude não justifica a outra? É o que estamos vivendo. Pessoas de um lado e do outro, sem moral nenhuma, cobrando entre si uma conduta ilibada.
Seria cômico se não fosse trágico.
Concordo com Volney, pessoa equilibrada que se sobrepõe a paixões pessoais ou partidárias.
E esperemos, poeta Fontana, que, contrariando a marchinha popular, a água lave tudo, inclusive a língua desta gente.


Carlos Volney on 15 Fevereiro, 2014 at 23:05 #

Minha reverência ao poeta Fontana pela generosa citação de meu texto. Não só eu, qualquer um se sentiria honrado por uma referência sua.
Graça Azevedo é amiga de fé e temos identidade de pensamento que até prescinde da amizade. De qualquer sorte, a ela também minha reverência.
Tomei conhecimento de que recebi, neste espaço, agressão desferida pela ilustre e ilustrada doutora Rosane Santana em análise sobre comentário que fiz sobre o não menos ilustrado Gilmar Mendes.
Sobre isso, faço só uma colocação.
A psicologia consagra, e o faz universalmente, que a mensagem é sempre do receptor, nunca do emissor. Assim, vale o que o outro entende, nunca o que achamos que transmitimos.
Dessa forma, pode ela sempre achar que o maniqueísta sou eu. Só a alerto para o seguinte: exerço aqui o senso crítico a todos e qualquer um, sem distinção de credo ou raça, muito menos filiação política, quando se trata de figuras públicas, é claro. Mas quando o faço, deixo claro que respeito toda e qualquer opinião divergente da minha.
Muito diferente, aliás, de quem pretendeu, como ela, e em manifestação quase apoplética, dar lições ao mestre Vitor Hugo, inclusive exigindo dele censurar qualquer manifestação que defendesse o PT.
Não tive acesso ao comentário da doutora, nem me preocupei em buscá-lo, porque estive ausente desde ontem, apenas soube dele. Se faço aqui sua referência não é pretendendo me defender de nada, é apenas para não desqualificá-lo.
Por fim, vida que segue…


Paulo Sampaio on 16 Fevereiro, 2014 at 9:23 #

Excelente o artigo de Vitor Hugo. Volney, como sempre, um craque com a caneta na mão. Pena que não pude ler o comentário de doutora Rosane.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 16:16 #

Abaixo, transcrevo o texto que escrevi em resposta a sua observação, Volney. Não contém nenhuma agressão, como você e qualquer um poderá ler, e muito me surpreende que, sem lê-lo, V.Sa, sim, tenha partido para o ataque e queira ainda acusar a mim de apoplexia.
Pois e’, falando em maniqueismo e sendo maniqueista. Descolando a personagem e sua fala do contexto em que esta se deu, isto e’, uma resposta a um documento que lhe foi enviado, para, então, julga-lo por ações passadas, como se a alguém fosse dado errar sempre ou acertar sempre, ou um ou outro ato sem opção. Aliás, e’ esse o mesmo raciocínio, em sentido contrário, que tem embasado a defesa dos que consideram, pela história passada, Genoino e Zé Dirceu inocentes. Santos ou demônios e os maniqueistas são os outros.”
Por outro lado, não condiz com a verdade atribuir a mim censura aos textos de Jader por ser ele do PT. Os textos de Jader e o próprio Jader sao produto de militância paga e jornalismo chapa branca, o que contraria toda a linha editorial deste espaço. O Bahia em Pauta, que eu ajudei a construir com ideias, sugestões e conteúdo é totalmente independente. Continuo contribuindo, com informações, sempre discutindo com Vitor Hugo e ele comigo, sem querer impor nada um ao outro, porque tanto eu como ele nos conhecemos o suficiente e também nos entendemos o suficiente, a despeito de discordâncias eventuais que qualquer ser humano possa ter com outro, sem nunca, entretanto, faltar-nos a admiração e o respeito recíproco, além da amizade que vai muito além do Bahia em Pauta.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 16:22 #

“”Muito diferente, aliás, de quem pretendeu, como ela, e em manifestação quase apoplética, dar lições ao mestre Vitor Hugo, inclusive exigindo dele censurar qualquer manifestação que defendesse o PT.’
OPSSSSS!!! E a apolética sou eu.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 17:21 #

Abaixo, comentário por mim postado, dia 11/02/2014, neste espaço, a respeito das intervenções de Jader no Bahia em Pauta:
“Vitor, vou lhe fazer uma sugestão, mesmo sabendo que vc vai recusa-la. Creio que o espaço de comentários do Bahia em Pauta não deve servir a militância paga, pra propagar textos feitos sob encomenda e financiados por empresas públicas, o que ja e por demais sabido em todo o Brasil. Portanto, sugiro que a moderadora deste site blog, a queridíssima e elegante figura humana Márcia Dourado, passe o pente fino nesses comentários. Afinal, este espaço e totalmente independente e sem financiamento e não pode ficar tolerando esse tipo de coisa.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 17:34 #

Comentário de Volvey, que foi objeto de minha resposta e de sua tréplica, sem leitura do texto (Ops!!!), como o próprio declaraou acima:

“Eta Brasil! É duro ver um Gilmar Mendes posar de Vestal. Amigo, protetor e quem sabe o que mais de Demóstenes Torres e Daniel Dantas, pode criticar quem?
E longe de mim qualquer defesa dos corruptos do PT, mas se entusiasmar com Gilmar Mendes é, sob minha ótica, maniqueísmo absoluto, demonstração de que quando há indignação com os “malfeitos”, ela é absolutamente seletiva.
Eta Pindorama! Vida que segue…”


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 17:35 #

Correção: Volney e não Volvey, na primeira linha do texto logo acima.


jader on 16 Fevereiro, 2014 at 17:35 #

Fui citado . Gostei do apoplética. É isto mesmo . Ela já agrediu a Graça outras vezes. A doutora ilustrada de Harvard faz afirmações incorretas sobre pessoas que ela desconhece de modo gratuito e irresponsável. Não vou chamá-la de chapa preta ( não sei a cor da chapa dela ) e tenho certeza que o sensato VHC continuará sempre seguindo o tema do Arnaldo Antunes:
https://www.youtube.com/watch?v=82aj1Bg8FpA&feature=kp
Aos amigos do BP as palavras do sábio Rumi:
Vem, nossa irmandade não é um lugar de desespero,
Vem, mesmo tendo violado seu juramento cem vezes,
Vem assim mesmo.”


jader on 16 Fevereiro, 2014 at 17:39 #

Desculpe-me mas as palavras de Rumi são:
“Vem, vem, seja você quem for,
Não importa se você é um infiel, um idólatra,
Ou um adorador do fogo,
Vem, nossa irmandade não é um lugar de desespero,
Vem, mesmo tendo violado seu juramento cem vezes,
Vem assim mesmo.”:


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 17:45 #

OBS: não comento nenhuma fala de Graça neste espaço.Portanto, pediria que Jader as trouxesse e colocasse aqui, como fiz com os meus comentários e o de Voney.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 17:47 #

Complementando: reproduzisse as falas em que me reportei a Graça, agredindo-a.


Rosane Santana on 16 Fevereiro, 2014 at 21:50 #

Repito aqui a transcrição de minha fala, objeto da tréplica de Volney, que acusou-me de agressão, sem sequer ler o conteúdo, como o próprio declarou acima ( como se isso fosse a coisa mais natural do mundo), porque anteriormente, por erro técnico no copiar colar, foi suprimida a ultima linha do texto.

” Pois e’, falando em maniqueismo e sendo maniqueista. Descolando a personagem e sua fala do contexto em que esta se deu, isto e’, uma resposta a um documento que lhe foi enviado, para, então, julga-lo por ações passadas, como se a alguém fosse dado errar sempre ou acertar sempre, ou um ou outro ato sem opção. Aliás, e’ esse o mesmo raciocínio, em sentido contrário, que tem embasado a defesa dos que consideram, pela história de lutas na ditadura, Genoino e Zé Dirceu inocentes. Santos ou demônios e os maniqueistas são os outros. Gilmar Mendes foi impecável na resposta a Suplicy. Repito: na veia.”


Graça Azevedo on 18 Fevereiro, 2014 at 11:11 #

Eu poderia fazer piada com a musiquinha que fala de “beijo no ombro”, sinal de desprezo.
Não o faço porque o editor dessa página e sua companheira de vida, amigos que conheço desde o final dos anos 60, merecem o meu respeito. Disto não abro mão.
Há um artigo que escrevi para este blog, Ideologia, onde deixo muito clara a minha posição sobre alianças espúrias e como me sinto nesse contexto. Embora não possua, nem quero ter, a tal neutralidade axiológica, famosa entre algumas correntes da sociologia, consigo ser suficientemente lúcida para não me tornar maniqueísta.
Critico tudo que me parece incoerente, desonesto, ou calhorda mesmo. Venha de onde vier. A mistura hoje é tão cínica, com as raras exceções, que já não distingo o “who’s who” (citações em inglês contam ponto!) no quadro político. Será que faz alguma diferença? Outro dia vi o PSOL, que se diz a última vestal, escondendo que a sua deputada (a mesma que esteve aqui apoiando e incentivando a violência na greve da PM) estava roubando, o nome é este mesmo, seus funcionários em nome de uma “contribuição” para a caixa do partido.
E nisso encontro eco no meu querido amigo Volney. Os calhordas estão em toda parte. E os vemos como são, mesmo que mudem o escudo na camiseta!
Jader, não se preocupe. A vida me agrediu de forma duríssima. Não tomo conhecimento das indiretas e pretensões bobas. Mas, aprendi com o grande jornalista Bob Fernandes, de quem tenho a honra de ser amiga, se alguém citar meu nome em episódio que me atinja, vai ter que provar. Porque mesmo achando que a nossa justiça (minúsculas propositais) não atua como deveria e tem posições, digamos, contraditórias, para um mesmo fato, ainda é o último refúgio dos que são atacados.
Paremos por aqui. E que venham as águas de março!


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