“Aeroporto ou rodoviária”, ironiza professora no Face

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Fotografado por uma professora universitária no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o advogado Marcelo Pereira dos Santos, 33 anos, afirmou que se sentiu “bastante humilhado e magoado” com a postagem no Facebook.

A professora Rosa Marina de Brito Meyer, de Letras da PUC-Rio, usou a rede social para zombar do advogado, que esperava para embarcar em um avião. Na imagem, Marcelo aparece usando bermuda e uma camisa regata. “Aeroporto ou rodoviária?”, escreveu a professora na legenda da imagem publicada no último dia 4.

Marcelo é sócio de um escritório de advocacia especializado em direito empresarial e marcas e patentes em Nova Serrana, no interior de Minas Gerais. Segundo o site Terra, o advogado voltava de um cruzeiro marítimo pela Argentina, Uruguai e costa brasileira junto com dois amigos. Marcelo contou ao site que não percebeu o momento em que a foto foi tirada. “Usava aquela roupa porque estava à vontade, estava muito quente”, disse.

A página da professora é fechada, com acesso somente para amigos, mas o perfil Dilma Bolada publicou uma mensagem reproduzindo o post, criticando a postura da professora. A partir daí, milhares de pessoas compartilharem a postagem da personagem e a professora começou a receber críticas, assim como outros professores que comentaram a foto no mesmo tom.

O reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, comentou a foto, dizendo que o “glamour foi para o espaço”. A professora respondeu: “Puxa, mas para o glamour falta muuuito! Isso está mais para estiva.” Após a repercussão do caso, a professora se desculpou e apagou a postagem.

“O ato dela foi preconceituoso. Os comentários de muitas pessoas que a acompanharam também. Um preconceito de quem acha que uma pessoa pobre não pode andar de avião, não pode frequentar um local como aquele”, afirmou o advogado.

Marcelo explicou ainda que uma amiga viu a foto na página Dilma Bolada e o avisou. “Na hora fiquei chocado, assustado, e sem graça porque percebi que a postagem era uma crítica ao modo como eu estava vestido naquele lugar. Depois fui vendo que a maioria dos comentários da matéria era de indignação, que as pessoas estavam do meu lado, o que me deixou um pouco mais calmo”.

O advogado ainda não decidiu qual decisão irá tomar diante do caso. Porém, ele “cogita” em entrar com um processo judicial contra a professora e os seguidores dela que fizeram comentários preconceituosos no Facebook.

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Comentários

Cida Torneros on 12 Fevereiro, 2014 at 6:40 #

Puro preconceito, lastimável. Ele deve sim, processar. Sentiu-se humilhado, e teve sua imagem, violada.


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