http://youtu.be/1G9wGqiK8Q8

A magnífica presença E ATUALIDADE de Belchior na tarde do final de domingo no BP.

Dá-lhe grande cearense de Orós.

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares)


Eduardo Campos é amigo de Mário Soares e Manuel Alegre
dirigentes socialistas em Portugal/Foto Nélson Garrido/Público

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DEU NO “PÚBLICO”, DE PORTUGAL

Neto de Miguel Arraes, uma figura histórica da resistência à ditadura militar (1964-1985), Eduardo Campos pegou num partido de segundo plano, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), e, através de uma estratégia de alianças com o PT de Lula, foi consolidando a sua presença no terreno político do Brasil.

Hoje, o PSB controla uma bancada no Congresso de quatro senadores e 26 deputados federais e o governo de seis estados. Eduardo Campos rompeu a aliança com o PT, que perdurava desde 1989, e parte para a disputa das presidenciais de Outubro em aliança com Marina Silva, que, em 2010, obteve 20 milhões de votos. Para ele, o PT de Lula já não existe. O Governo de Dilma tornou-se epicentro de um bloco “conservador”. A sua entrevista exclusiva abre o Ano Grande do Brasil no PÚBLICO.

A desaceleração da economia do Brasil que se verifica depois de 2010 é um problema passageiro ou o sintoma de uma crise profunda que vai exigir respostas difíceis no futuro?

Nas últimas três décadas, até 2010, o Brasil viveu três ciclos muito importantes. Um ciclo da redemocratização, que teve como símbolo a campanha que faz agora 30 anos, a campanha das Directas Já; em sequência, tivemos um momento de grande mobilização social que foi o impeachment [destituição] do primeiro Presidente eleito do Brasil [Collor de Mello], que abriu a possibilidade da transição para uma economia estabilizada, nos governos dos presidentes Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso [FHC]. Depois, o Brasil foi presidido pelo Presidente Lula, que fez uma transição social, que colocou o tema da desigualdade social na agenda brasileira. Daí em diante, vivemos nesses três últimos anos um tempo bem diferente. Um tempo em que há uma situação que limita o crescimento. Internamente, não se fez a agenda mais complexa, que permitisse o Brasil viver esse tempo de crise. Pelo contrário.

Era preciso uma alteração na política do Governo?

Era preciso ter uma visão de longo prazo, operar com a sociedade um diálogo para permitir uma narrativa segura sobre o aprimoramento desse modelo económico, com regras claras, com tranquilidade para os investidores, com animação para alavancar investimentos. Nós tivemos um crescimento que vem muito do crédito, que fez do consumo o grande motor do crescimento, da melhoria da renda dos mais pobres. Nos oito anos de FHC, o crescimento do PIB ficou em torno dos 2%, nos oito anos do Lula, em torno de 4% e, agora, está a ficar abaixo dos 2%. Depois de um crescimento com inclusão, com a melhoria da qualidade de vida, agora há um travão do crescimento, porque não conseguimos alavancar os investimentos privados porque, por um momento, passou a sensação de que as regras se poderiam alterar e os investidores começaram a ter uma posição de maior precaução.

Quer isso dizer que uma das explicações para a actual situação da economia tem por base o privilégio concedido ao aumento do consumo em detrimento do aumento do investimento produtivo?

Quer o consumo quer o investimento são importantes na equação brasileira. O acesso ao crédito ainda precisa de ser melhorado para se combater a desigualdade social no Brasil. Mas também temos de apostar no investimento. Uma coisa não é excludente da outra. Eu acho que a gente descuidou de fazer no investimento o mesmo processo que conseguimos fazer com o consumo. E isso teve impacto nos resultados, ao que se somou a percepção de que a qualidade de vida não continuou a melhorar, como era impressão nacional ao longo desse processo de construção da democracia, estabilidade económica e inclusão.

Quais serão, no seu entender, as medidas prioritárias para que se regresse a um rumo de crescimento e de satisfação?

É preciso ter segurança na narrativa de longo prazo, que passe a ideia de um modelo de desenvolvimento econômico, segurança jurídica para quem investe aqui, a disposição para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Uma narrativa que aposte na qualidade dos serviços públicos brasileiros, com investimento muito forte em educação. Se há algo que sintetiza, entre os serviços públicos, a possibilidade de se melhorar sistemicamente a sociedade, tanto do ponto de vista económico como social, é o investimento muito forte na educação, focado em uma década.

A Presidente Dilma diz também que a educação vai ser uma das suas prioridades para um próximo mandato. O que é que o separa dos outros candidatos às presidenciais?

Não sou eu que me digo diferente, são as pessoas que me vêem de forma diferente. Porque nós temos uma tradição progressista, de esquerda, democrática, de quem ajudou a construir a democracia nesse país, de quem resistiu à ditadura, de gente que ajudou a transição democrática e a transição econômica que o Brasil viveu e que sempre esteve na base de sustentação do projecto que levou Lula à presidência da república. Desde 1989 que o meu partido fez parte da frente Brasil Popular. Ajudámos a construir esse projecto. Eu tive a honra de ser ministro do Presidente Lula no seu primeiro mandato, como também a Marina Silva, a minha companheira da Rede de Sustentabilidade. E nós, diferentemente de outros que negam os avanços que ocorreram na sociedade brasileira, fizemos parte e ajudámos a construir esses avanços. Há muita luta acumulada, muitos acertos que permitiram que nesses últimos anos o Brasil pudesse viver um ciclo que o melhorou. Mas agora é preciso construir um novo ciclo que permita consolidar as conquistas feitas e que abra portas a novas conquistas. O que a gente percebe é que hoje a base que sustenta o Governo tem uma hegemonia claramente conservadora, de partidos que nunca estiveram nem diretamente envolvidos na construção democrática, nem na construção da estabilidade económica nem tiveram nenhum link de preocupação com o social.

Refere-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro [PMDB, que é o principal aliado do PT no Governo]?

A base virou um centro conservador. Até o PMDB progressista está fora desse processo. Aqueles ícones do velho PMDB, da luta contra a ditadura, estão a contestar a direção partidária. O que eu percebo é que é necessário que surja no país um novo pacto social, que é desejado, que não nega as coisas que foram construídas, que dialoga e que constrói um novo pacto político e que possa levar o Brasil ao crescimento com redistribuição de renda. O objectivo central é melhorar o país porque ele começou a piorar, e se nós não rompermos essa lógica, vamos assistir às conquistas de ontem serem destruídas no quotidiano desse ano e do próximo.

fev
09

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Jovem que roubava livros é solto depois de família conseguir dinheiro da fiança
Ele disse que roubava porque queria aprender e não tinha dinheiro para comprá-los
Mariacelia Vieira | 08/02/2014 – 08:49

A família de jovem preso por roubar três livros em uma livraria conseguiu angariar dinheiro e pagar a fiança no final da tarde dessa sexta-feira (7/2). O jovem de 19 anos foi liberado do Núcleo de Prisão em Flagrante (NPF), do Complexo Penitenciário da Mata Escura, pouco depois das 16h, como informou a assessoria de Comunicação da Secretaria de Assuntos Prisionais (Seap).

No final da manhã, o jovem tinha sido encaminhado ao NPF porque o tio não tinha conseguido o dinheiro.

De acordo com informação passada por funcionários do cartório da 1ª Delegacia Territorial, o rapaz passou a noite de quinta para sexta-feira na 1ª Delegacia Territorial (Barris) e a transferência ocorreu às 11h de ontem.

O rapaz foi preso em flagrante quando roubava três livros de ficção, na Livraria Cultura do Salvador Shopping. A informação de que a fiança foi fixada em dois salários mínimos não foi confirmada pelo cartório nem pela delegada plantonista Cintia.

Na tentativa de finalizar a conversa, a funcionária do cartório ressaltava que “se ele foi encaminhado é porque não teve dinheiro para pagar, mas não sei qual foi o valor fixado”.

Alex tentou roubar os livros porque não tinha dinheiro para comprá-los. O jovem confessou ter levado outras obras, com conteúdo pedagógico.

fev
09
Posted on 09-02-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2014


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

fev
09

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BOM DIA!!!

DEU NO GLOBO.COM

Llvia Amorim

RIBEIRÃO PRETO (SP) – Sem citar nomes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem (8) duras críticas à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Ele disse que, se um ministro de suprema corte quer falar o que pensa na imprensa, que entre para um partido e “mostre a cara”.

– O grande papel de um ministro de uma suprema corte é falar nos autos do processo. Se quer fazer política, entre para um partido. Mostre a cara – _ afirmou o ex-presidente em discurso no interior de São Paulo durante a abertura das caravanas que o PT fará para apresentar seu pré-candidato ao governo estadual, ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Não ficou claro se Lula estava se referindo ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, ou o ministro Gilmar Mendes, que nesta semana colocou em dúvida a procedência de doações feitas para condenados do mensalão pagarem as multas aplicadas pela corte.

Lula também saiu em defesa do PT.

– Se companheiros nosso errarem e tiverem prova, tem que pagar. Mas a verdade é que foi o nosso partido que não deixou suheira debaixo do tapete.

No início do seu pronunciamento, o ex-presidente usou o símbolo do PSDB, o tucano, para pedir atenção da população à sigla adversária.

– Aquele bico bonito, não se enganem, é de predator, de comedor de filhotinho.

No evento, o pedido de condenação do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pela acusação de participação no mensalão mineiro esteve presente em diversos discursos. Um deles foi o presidente estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza, que atribuiu à decisão da Procuradoria Geral da República um certo “nervosismo” do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves.

– Aécio está tão nervoso porque um ex-presidente do partido dele foi indiciado (sic) pelo mensalão mineiro.

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