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DEU NO BLOG POR ESCRITO, EDITADO PELO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Se o assunto rende como se imaginava, ainda deve estar transcorrendo, na residência do ex-senador Antonio Carlos Júnior, reunião de cúpula do DEM, com a presença do prefeito ACM Neto, do ex-governador Paulo Souto e do secretário José Carlos Aleluia, para uma posição sobre a chapa da oposição, a ser levada ainda hoje ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).

Como é sabido que Geddel não fará parte da chapa se não for o cabeça, vê-se que a articulação entre ele e o governador Eduardo Campos (PSB), que não vem de agora, e até foi fator de pressão sobre a senadora Lídice da Mata para assumir a candidatura ao governo, pode conduzir a um novo quadro na sucessão baiana.

“A gente se encontra no segundo turno”, como em 2012, diria Geddel a Neto se for definido o nome de Paulo Souto, que, por sua vez, não estaria inclinado a entrar na briga com a oposição dividida. É verdade que Geddel jurara apoio a Souto, mas poderia esquivar-se da palavra. Nesse caso, a candidatura sobraria para Aleluia e Souto puxaria a legenda de deputado federal.

http://youtu.be/Ee6YvHbW81s

Dá-lhe Waltinho! Capricha no acompanhamento maestro Tom Tavares! Ajuda no coro Olivia Soares, Claudio Leal,Patrícia França,Joacy Góes, dom Isidro Otávio del Amaral Duarte, ministro Ayres Brito e a turma toda que foi para o abraço anual em João Ubaldo na sua Itaparica.

Sem ponte, a não ser a da amizade inteligente e verdadeira.

BOA TARDE E SOM NA CAIXA, MAESTRO

(Vitor Hugo Soares)
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João Ubaldo, cercado de amigos em Itaparica.

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“Waltinho Queiroz cantando marchinhas de antigos carnavais, show de bola! Tom Tavares na roda”,

(postado no Twitter por Olívia Soares)

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DEU NO BLOG DE MAURÍCIO STYCER, NA FOLHA

Por tudo que significa para a luta dos homossexuais por direitos iguais, o primeiro beijo entre dois homens no programa mais assistido na TV brasileira tem, de fato, valor histórico. “Amor à Vida” será lembrada por ter dado este passo, mas isso não desobriga o crítico de lembrar dos muitos problemas que a novela apresentou.

Em sua primeira incursão no horário das 21h, Walcyr Carrasco fez uma aposta maior no impacto que causaria sobre a audiência do que na história em si. Notei este problema depois de ver os cinco primeiros capítulos.

Na ocasião, observei que, entre as ousadias e bizarrices exibidas, além das nítidas influências externas, “Amor à Vida” corria o risco de gerar uma espécie de X-Tudo, um sanduíche com tantos ingredientes que mal se percebe o seu gosto.

Vendo a forma como estes temas entraram, passaram e foram esquecidos pela novela, é difícil acreditar que Carrasco estivesse seriamente interessado em discutir qualquer um deles. Por este motivo, entendo que o X-Tudo de “Amor à Vida” se destinava mais a fazer barulho e causar polêmica do que à história propriamente.

Também me pareceu típico desta opção o tom exagerado, próximo do grotesco, que o autor usou na descrição dos mais variados conflitos. Cenas de brigas à mesa e de tapas na cara entre personagens foram mais comuns do que de beijo na boca. Entendi essa linha da novela como uma adesão ao dramalhão mais rasgado, em estilo que lembra o exagero das novelas mexicanas.

Igualmente, achei incômodo o fato de o texto de “Amor à Vida” ter apresentado os níveis mais altos de didatismo que vi na televisão nos últimos tempos. Os bons índices de audiência, superiores aos da trama anterior, “Salve Jorge”, sugerem que a opção não foi um problema –talvez tenha sido uma solução.

Como escrevi antes, todas as situações dramáticas, os conflitos e dificuldades enfrentados pelos personagens foram sempre explicados tim-tim por tim-tim pelo autor. Muitas cenas pareciam ditas em ritmo de jogral de escola, uma maneira de garantir que o espectador não tivesse nenhuma dúvida. A rigor, não precisava nem pensar.

amoravidaninhosequestroConcordo com Carrasco que, na vida, todas as pessoas enfrentam reviravoltas, mas em “Amor à Vida” o ritmo de algumas mudanças foi vertiginoso demais, além de incompreensível. O personagem Ninho (Juliano Cazarré), que apelidei “7 Faces”, foi o exemplo maior, mas não único, de figuras incoerentes e bizarras na novela. Não à toa, tantos atores criticaram ou reclamaram publicamente do rumo que seus personagens tiveram.

A principal novidade de “Amor à Vida” talvez tenha sido colocar como protagonista um personagem abertamente gay e malévolo. Apesar da interpretação muitas vezes caricata, Felix (Mateus Solano) foi das poucas figuras que fugiram do lugar comum. Os diversos problemas que enfrentou ou causou fizeram pensar e mobilizaram o público.

Mas o pulo do gato da novela foi acidental. Carrasco atirou em todas as direções e acertou só no que não previu, ao notar que o público simpatizava com a “bicha má”. Habilmente, ele fez dois movimentos. Primeiro, providenciou a redenção improvável (e inverossímil) de Felix. Depois, o aproximou de um dos poucos personagens bons da história, Niko (Tiago Fragoso, ótimo no papel).

Ao unir o novo Felix, vilão arrependido com pose de super-herói, com o bondoso Niko, pai de duas crianças, o autor teve a oportunidade de criar um casal gay diferente, em tudo simpático. O beijo final apenas coroou este acerto.

amoravidacesaralineAlguns breves comentários sobre o elenco. O Cesar de Antonio Fagundes foi um dos poucos personagens de fato complexos, com qualidades e defeitos, contradições e dilemas. Experiente, o ator saiu-se muito bem, até a reviravolta, que o transformou num idiota, cegamente apaixonado pela vilã Aline (Vanessa Giácomo).

Grandes atores, como Natalia Thimberg e Ary Fontoura, e mesmo Susana Viera, foram mal aproveitados. José Wilker e Francisco Cuoco, coitados, ganharam personagens ridículos.

Entendo o sucesso de Mateus Solano, mas acho que, na caracterização de Felix como vilão, o ator reproduziu inúmeros clichês. Ainda assim, Solano merece crédito por ter tornado o personagem crível, apesar dos absurdos que disse e fez nos primeiros dois terços da novela.

Uma palavra sobre duas atrizes que fizeram muito sucesso ao longo da história, Elizabeth Savalla e Tatá Werneck. A primeira foi, na minha opinião, o maior destaque de “Amor à Vida”. A atriz conseguiu transformar uma personagem má, que passou quase duas centenas de capítulos forçando a filha a encontrar um marido rico, em uma figura calorosa e bem-humorada. Já a segunda, em sua estreia em novelas, apostou fundo na caricatura, o que não me agrada, mas funcionou por conta do seu grande talento.

Por fim, uma observação a título de transparência. Em dezembro, Walcyr Carrasco me acusou ter algum tipo de problema pessoal com ele por conta de textos que escrevi sobre a novela. Quem acompanha este blog, desde janeiro de 2010 no UOL, pode atestar que o rigor dedicado a “Amor à Vida” não foi novidade nenhuma.
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Pontal do Peba, Alagoas: rio e mar
na foz do São Francisco
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CRÔNICA/ANDANÇAS

Tatus-bola e Rivotril

Vitor Hugo Soares

Depois de mais de 10 anos sem ir ao Pontal do Peba, estive lá por esses dias. Para quem nunca ouviu falar desse lugar de nome estranho, trata-se de uma praia do litoral alagoano, na divisa com Sergipe, que além de belíssima tem o privilégio de ser a última estação na longa e sofrida peregrinação do Rio São Francisco antes de ele se jogar no mar.

A propósito desse espetacular encontro entre águas de diferentes sabores e procedências, gosto de imaginar que ali na foz existe algo além da simples mistura de líquidos. É que eu sempre achei que a principal função de todo rio é abastecer o seu respectivo mar com as informações e episódios dos lugares por onde ele passa. Usando uma linguagem atual, rios seriam espécies de sites que alimentam os mares e oceanos de tudo que pegam pelo caminho, já que os mesmos, apesar de gigantes, não passam, como diz um amigo, de enormes barreiros salobros que pouco sabem do que rola fora dos limites de suas penínsulas, estreitos e falésias.

É por isso que eu acho que no momento mágico em que Minas desemboca em Alagoas, de alguma forma lá está Graciliano Ramos, na proa de um barco à vela, dando boas-vindas a Drummond; ou Djavan e Hermeto Paschoal na sombra de um cajueiro, aguardando Wagner Tiso para um sururu de capote regado a sanfonas e polifonias; ou Teotônio Vilela assoviando Coração de Estudante, calmamente esperando Tancredo para uma rolezinho de jangada; ou Cacá Diegues, dirigindo Zaira Zambelli naquela inesquecível cena em que ela toma um banho de rio em Bye, Bye, Brasil.

E já que o lugar permite, divago mais um pouco e penso se algo de mim, por acaso, também não chegou naquele pedaço de mar levado pelo saofrancisco.com.br/velhagloria, nos tempos em que ele ainda zunia solto por entre serras e caatingas sem barragens pra lhe segurar. Mas já resolvi. Da próxima vez que eu for ao Peba, vou catar umas conchas enterradas nas dunas da foz, só pra ver se eu escuto dentro de alguma o som distorcido das risadas da meninada, do modo que eu as ouvia quando ficava mergulhado nas águas do rio que, além de santo, agora é Papa.

Falando em peba, lembrei de outro assunto que tem a ver com um parente seu. É que ao contrário do baiano Nizan Guanaes, que num rasgo de otimismo feladamãe colocou o dele na reta ao publicar nos jornais um texto cheio de onda relatando sua total confiança no sucesso dessa Copa, Fuleiro, um respeitado tatu-bola morador do Raso da Catarina (e sugestão fonética perfeita para uma dupla sertaneja com Fuleco) anda à base de Rivotril.

Como se não bastasse a invasão de maridos corneados em perseguição a Cauã Raymond bem no seu quintal, ele teme que, com essa verdadeira esculhambação que anda rolando nas sedes dos jogos, a imagem de Fuleco – legítimo representante da classe tatubolística e único souvenir que restou depois do monumental episódio das caxirolas voadoras -, fique totalmente queimada diante do mundo e, por tabela, todos os seus companheiros sofram algum tipo de bulling, principalmente por parte dos fanáticos colecionadores de mascotes de copas, que existem aos montes e costumam exibi-los às visitas geralmente na companhia de fotos e slides – até a Copa de 82 –, de fitas VHS – até a de 2002 -, e de imagens digitais, nas mais recentes. Deus me livre e guarde!

Numa de suas últimas conversas, muito nervoso, Fuleiro falou do seu medo de, futuramente, quando um argentino for contar suas aventuras dessa Copa aos hermanos durante uma parrilada regada a quilmes lá no bairro da Recoleta, pegue Fuleco pelo rabo, balance-o como se ele fora um velho rói-rói sem som e diga: “este es el maricon do tatu-bolita, el mascote de una copa de mierda!”, jogando-o em seguida num cantinho atrás de uma vuvuzela com a cara de Mandela impressa no bocal, e de um sombreiro com uma foto de Pelé, sob a frase: “Viva el Rei e Viva Zapata”. Já Fuleco, coitado, ficará para sempre jogado às traças, completamente órfão de padrinhos e madrinhas superpoderosas, apesar de uma mão com quatro digitais impressas no seu casco.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

fev
01
Posted on 01-02-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-02-2014


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Duke, hoje, no jornal O Tempo (MG)


Joaquim Barbosa e João Paulo Cunha: chapa quente
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Dilma afasta Maria Helena e entrega Comunicação a Trautmann

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ARTIGO DA SEMANA

Martelo de Joaquim Barbosa, cutelo de Dilma Rousseff

Vitor Hugo Soares

Basta olhar o andar da carruagem para ver: perde tempo e anda redondamente enganado quem pensa ou diz que nada mais se faz ou se resolve no País antes de março. Mais exatamente, depois de assentada a poeira do carnaval .

Puro engano ou ilusão de ótica, segundo revelam os fatos.

A presidente Dilma Rousseff fez o diabo e aconteceu nos últimos dias de janeiro, durante o movimentado périplo entre Davos, na Suíça e Havana, na costa do Caribe. Com direito a misteriosa e custosa parada lusitana (em termos financeiros e de credibilidade para a viajante e o País) de descanso e prazer gastronômico de fim de semana na européia Lisboa. Sempre repleta de encanto e beleza para as vistas e o paladar, à beira do Tejo.

O “recorrido” de Dilma – a palavra é dos vizinhos argentinos, ao falar sobre o caso brasileiro e a viagem também da sua própria presidente, Cristina Kirchner, na rota Buenos Aires-Cuba. Lá e cá, o assunto segue dando o que falar a causando conseqüências, além dos protestos retóricos e ações jurídicas dos tucanos, com pedidos de explicações convincentes do governo sobre os gastos e seus motivos. O arrobo da explicação pessoal de Dilma, se assemelha a vaia de bêbado: não vale.

No planalto central do Brasil ou nas margens do Rio da Prata.

Ao aportar de volta, no Palácio do Planalto, a presidente brasileira não perdeu tempo: começou a reformar o primeiro escalão de seu governo. Nas primeiras jogadas no tabuleiro do poder, evidências de que Dilma se movimenta com um olho técnico de gestora, e um olho político de candidata petista que tenta reforçar o palanque da campanha na qual buscará renovar seu mandato nas eleições deste ano. E se manter por mais quatro sentada na principal cadeira de mando do Brasil.

Trocou Gleisi Hoffman por Aloísio Mercadante, na chefia da estratégica Casa Civil. Chamou o amigo de Lula no ABC, médico Arthur Chioro, para a Saúde e deixou Alexandre Padilha livre e solto para o palanque petista na disputa pelo crucial governo de São Paulo. Para o lugar de Mercadante, na Educação, escalou o petista José Henrique Paim. Tudo em casa, já se vê, o que faz tudo mais fácil.

De quebra, Dilma aproveitou para executar plano há muito traçado, mas sempre protelado: cortou com um golpe certeiro de cutelo afiado, o pescoço da ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, que assim paga o pato pelos ruídos incômodos e desgastantes da recente viagem presidencial. Helena será substituída pelo atual porta-voz do Palácio do Planalto, Thomas Trautmann. Vida que segue, até a próxima etapa da reforma ministerial.

Quem acaba também de retornar de viagem fora do País – não menos movimentada, polêmica e geradora de fatos merecedores de títulos de alto de página -, é o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.O ministro relator do processo do Mensalão, que tem tocado praticamente sozinho a hercúlea e corajosa tarefa essencial de aplicação das penas dos réus condenados.

Os substitutos eventuais, Carmen Lucia e Ricardo Lewandowski, quase não se moveram na ausência do chefe do Poder Judiciário brasileiro. Barbosa chegou de volta na quinta-feira. Segunda que vem, reassume o posto e vai, mais que provavelmente, retomar em suas mãos e atitudes decididas, boa parte das atenções e das expectativas mais legítimas do País .

Enquanto esteve na Europa, no entanto, de férias ou fazendo conferências, o presidente do STF, “foi sempre presença”, como gostava de dizer Raimundo Reis, o notável cronista do cotidiano da Bahia. Esteve sempre atento, ligado e atuante em relações as coisas do seu tribunal, e ao debate nacional: jurídico, político e ético.

Produziu pelo menos uma frase lapidar em Londres, ao ser perguntado se não tinha nada a dizer sobre os ataques que vem sofrendo no Brasil por parte do deputado João Paulo Cunha (PT), um dos réus condenados do Mensalão, ainda solto. E pelo advogado do político condenado em um dos maiores processos de corrupção de sempre no país.

“Eu tenho algo a dizer: eu acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção. Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena”, respondeu o ministro.

Martelada forte de princípios, aplicada pelo chefe do Poder Judiciário do Brasil. Merece reflexões sérias, atentas e cuidadosas por parte de todos: juízes, jornalistas, políticos e governantes. Rapidamente e antes dos novos levantes das ruas que já se ensaiam em São Paulo, Rio de Janeiro, São Luis do Maranhão, Recife, Salvador e Brasil afora.

Antes também que seja tarde, pois está a caminho, e cada dia mais próximo, o veredicto popular das urnas nas eleições quase gerais deste ano.

A conferir .

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/Ata-b2QSU4o

Um filme e uma música para antologia. Uma novela também.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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