Campos com Miguel no hospital pernambucano

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DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Pelo Facebook, o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) acaba de informar que o seu quinto filho, nascido nesta quarta e batizado com o nome de Miguel, é portador da Síndrome de Down. Confira:

“Obrigado a todos que nos mandaram tantas lindas mensagens pela chegada do nosso Miguel.

Hoje, os médicos confirmaram o que já estava pré-diagnosticado há algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem muito especial, chegou com a Síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel.

Como disse seu irmão, você chegou na família certa! Agora, todos nós vamos crescer com muito amor, sempre ao seu lado”.


Estevam e Edmilson: igreja se renova
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DEU NO SITE DA CNBB

O papa Francisco nomeou hoje, 29, o padre Estevam dos Santos Silva Filho como bispo auxiliar da arquidiocese de São Salvador (BA) (foto, à direita). Atualmente, padre Estevam exerce as funções de pároco da paróquia Nossa Senhora da Candeias, em Vitória da Conquista (BA), e ecônomo na mesma arquidiocese.

O papa também realizou nesta data a transferência de dom Edmilson Amador Caetano (foto, à esquerda), até agora bispo de Barretos (SP), como novo bispo de Guarulhos (SP). Dom Edmilson é paulista, 53 anos, monge da Ordem Cisterciense (O.Cist). Seu lema episcopal recorda a graça divina que sustenta a missão: “Deus providenciará”.

Novo bispo

Padre Estevam tem 45 anos, natural de Vitória da Conquista. Nasceu no dia 10 de abril de 1968. Aos 20 anos, ingressou no Seminário Maior Nossa Senhora das Vitórias, onde cursou Filosofia. Em Belo Horizonte, estudou Teologia no Instituto Coração Eucarístico. Recebeu a ordenação presbiteral no dia 9 de julho de 1995. É bacharel em Teologia, com especialização em Comunicação para a Pastoral pela Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá (Colômbia).

Desde 1995, exerce atividade como diretor espiritual no Seminário Maior da Arquidiocese de Vitória da Conquista. Foi pároco nas paróquias Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Iguaí, Senhor Bom Jesus e Santa Rita, em Planalto e Divino Espírito Santo, em Poções. Atuou como administrador da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Nova Canaã.

Trajetória na comunicação

O jovem padre Estevam tem uma caminhada nas atividades de comunicação na Igreja do Brasil. No período de 2000 a 2010 exerceu por três mandatos a função de vigário regional do Vicariato São Marcos na arquidiocese de Vitória da Conquista. Por dez anos, foi professor de comunicação no Instituto de Filosofia Nossa Senhora das Vitórias (1998-2008) e assessor eclesiástico da Pascom arquidiocesana.

Foi membro e secretário do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Dedicou-se aos trabalhos com os jovens na função de assessor eclesiástico do Setor Juventude do Vicariato São Lucas. Também foi diretor arquidiocesano do Encontro de Casais com Cristo (ECC).

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Pete Seeger, o decano da folk americana, o ativista pelos direitos civis e pela ecologia, morreu de causas naturais, disse a família ao New York Times, na manhã de segunda-feira no Hospital Presbitariano em Nova Iorque, onde estava internado há seis dias. Tinha 94 anos.

Um dos grandes responsáveis pela transmissão do conhecimento sobre a música de raiz americana aos seus compatriotas, autor de Turn turn turn, If I had a hammer e responsável pela popularização enquanto hino de We shall overcome, Pete Seeger atravessou todas as convulsões do século XX e as do início deste em que vivemos atualmente. Sempre presente. Como nota em obituário o Washington Post, cantou contra o terror de Hitler, nas décadas de 1930 e 40, opôs-se à utilização da energia nuclear, foi incluído na lista negra do McCarthismo na década de 1950, juntou-se, na década seguinte, aos movimentos pelos direitos cívicos liderados por Martin Luther King e aos protestos dos estudantes americanos na década de 1960, e, já nonagenário, fez questão de marcar presença nas mais recentes manifestações Occupy Wall Street: “Desconfiem dos grandes líderes”, declarou nesse contexto à Associated Press, em 2011. “Desejem que existam muitos, muitos pequenos líderes.”

Companheiro de estrada de Woody Guthrie no início de carreira, com influência marcante na ascensão de uma figura chamada Bob Dylan (foi ele que o recomendou a John Hammond, que o contrataria para a editora Columbia), Pete Seeger era, como titula o obituário do Los Angeles Times, “a consciência da América”. Várias das suas canções foram alvo de diversas versões, muitas vezes com maior popularidade. Cantaram-no, por exemplo, Marlene Dietrich (em inglês, francês e alemão), Peter, Paul & Mary ou os Byrds. Em 2006 Bruce Springsteen dedicou-lhe um álbum inteiro, We Shall Overcome: The Pete Seeger Sessions.

Nascido a 3 de Maio de 1919 em Manhattan, Nova Iorque, viveu uma vida longa e preenchida, ativa até ao fim. “Ainda há dez dias estava a cortar lenha”, contou a sua neta, Kitama Cahill-Jackson, ao Washington Post. Deixa na memória coletiva a sua imagem imponente, o rosto adornado pela barba icônica e, a tiracolo, o banjo, instrumento pelo qual se apaixonou ainda muito jovem e que divulgou incansavelmente. Isso e, claro, a sua voz, arma poderosa contra a opressão, qualquer que fosse a forma que esta assumisse.

A sua voz, incapaz já de atingir tom de tenor, pouco rico timbricamente, mas muito expressivo, que lhe ouvimos na juventude, continuava hoje a ser instigadora daquilo que Seeger via de mais precioso na música, a capacidade de reunir comunitariamente e de contribuir para a transformação do mundo. Nos concertos dos últimos tempos, limitava-se a lançar o início dos versos ao público e a deixar que este os completassem num coro de milhares – desejo de partilha que o público português pôde testemunhar, voz ainda intocada, em Dezembro de 1983, data do único concerto em Portugal de Pete Seeger, no Pavilhão dos Desportos.

Não por acaso, afirmava que as suas canções não eram verdadeiramente suas (fazia até questão de desvalorizar os seus talentos de compositor, afirmando que se limitava a adaptar velhas canções do cancioneiro do folclore e dos espirituais negros americanos). O seu forte sentimento comunitário, aliado a uma humildade desarmante, conduzia a afirmações como as dadas ao Guardian numa entrevista de 2007. Comentando o álbum que Bruce Springsteen lhe dedicara, disse que preferia que o cantor de New Jersey não tivesse utilizado o seu nome na capa. “Sobrevivi todos estes anos mantendo um perfil discreto. Agora o meu disfarce foi desmascarado. Se tivesse sabido antecipadamente, ter-lhe-ia pedido que só mencionasse o meu nome algures no interior.” Depois, enfatizou novamente o seu papel reduzido enquanto compositor: “Aquelas não são as minhas canções, são velhas canções, eu limitei-me a cantá-las.” Exemplo máximo, We shall overcome, o hino da luta pelos direitos cívicos nos Estados Unidos, hino intemporal para qualquer luta de oprimidos perante a opressão, tem a sua génese na canção gospel I’ll overcome someday, de Charles Albert Tindley. Em 1948 surge publicada no People’s Song Bulletin, dirigido por Seeger, com o título We will overcome. A sua única contribuição, diria depois o cantor, seria uma pequena alteração prática: “shall” adequava-se melhor ao canto que “will”. Ainda assim, apesar de Seeger procurar a discrição, essa não foi uma marca permanente na sua carreira.

Filho de um musicólogo, Charles Louis Seeger, e de uma violinista, Constance de Clyver Edson, ambos professores na prestigiada Juilliard School, e enteado de uma compositora modernista, Ruth Crawford Seeger, segunda mulher do pai, Pete Seeger foi colega de John Kennedy enquanto estudante de Sociologia em Harvard, período em que se juntou à Juventude Comunista Americana. Desiludido com o percurso académico, teria os momentos definidores da sua vida quando, juntamente com o pai, viu uma velha cantora tocar o banjo de cinco cordas, que se tornaria o seu instrumento de eleição – usava um de braço longo, criado por si. “Gostei do tom vocal estridente dos cantores, da dança vigorosa”, recorda na biografia de David Dunaway, How Can I Keep From Singing, citado no obituário do New York Times. “As palavras das canções tinham todo o sangue da vida nelas. O seu humor era mordaz e não trivial. A sua tragédia era real, não sentimentalista.”

Pouco antes de assistir na Carolina do Norte àquele festival, começara a trabalhar na Biblioteca do Congresso Americano, fazendo catalogação e transcrição da música tradicional recolhida em todo o país. Fora convidado por John Lomax, histórico folclorista e amigo próximo de Charles Seeger. Essa música passou a ser a sua música e foi perante ela que ele se definiu enquanto músico, autor e intérprete.

Encontramo-lo então, no final dos anos 1940, enquanto membro dos Weavers, uma das bandas que se revelariam fundamentais no revivalismo folk com centro na Greenwich Village nova-iorquina (essa que os irmãos Cohen revisitam no recente A Propósito de Llewyn Davis). Durante o seu curto primeiro período de vida, os Weavers estiveram no topo das tabelas de vendas com uma versão de Goodnight Irene, original do mítico bluesman Leadbelly (que Seeger conhecera através de Lomax), e venderam em quatro anos cerca de quatro milhões de discos, números impressionantes para a época. Foi o momento de maior exposição mediática e sucesso comercial de Seeger, contrapondo com o breve período durante o início da Segunda Guerra Mundial em que percorrera os Estados Unidos à boleia ou saltando ilegalmente para os vagões de comboio, como o faziam os milhões de deserdados da Grande Depressão. Ganhava dinheiro tocando o seu banjo em cafés a troco de gorjetas. Aprendera as melhores técnicas para o fazer com Woody Guthrie, que se tornaria seu mentor e companheiro.

Tocaram juntos nos Almanac Singers, cantando canções antiguerra e anti-racismo e promovendo o poder sindical na luta por melhores condições de vida dos trabalhadores. A entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial acabaria com a banda. O fim da guerra traria o nascimento dos Weavers e a imagem inusitada de Pete Seeger no topo das tabelas de venda – “não consigo lembrar-me de um momento que ele sinta como menos importante na sua vida”, declarou Arlo Guthrie, filho de Woody, no concerto de celebração dos 90 anos de Seeger. A América em histeria anticomunista dos anos McCarthy não tardaria, porém, a voltar-se para ele.

Abandonara o Partido Comunista em 1950, em conflito com o estalinismo, mas não o invocou em sua defesa perante a Comissão de Actividades Antiamericanas. Recusando-se a qualquer denúncia declarou perante ela, em 1955: “Sinto que não fiz nada de natureza conspirativa em toda a minha vida. Não vou responder a quaisquer questões relacionadas com as minhas filiações, as minhas crenças filosóficas, religiosas ou políticas, ou em quem votei nas últimas eleições, ou qualquer um desses temas da minha privacidade. Julgo ser muito imprópria colocar essas perguntas a um americano, especialmente neste contexto de coacção” – na supracitada reportagem do Guardian, o jornalista Edward Helmore conta que, ao subir ao palco de um pequeno clube em Beacon, a terra nas margens do rio Hudson em que viveu desde os anos 1940, se apresentou dizendo: “Ainda me considero um comunista falhado.”

Condenado em 1961 a um ano na prisão, que não chegou a cumprir, foi colocado na lista negra, impedido de actuar na rádio e televisão e proscrito dos grandes palcos. Os Weavers terminaram (três dos quatro membros tinham enfrentado a comissão) e, no que é um aparente paradoxo, Pete Seeger entrou naqueles que considerou serem os melhores anos da sua vida. Passou a tocar apenas em universidades ou em pequenas associações locais. Adepto da máxima “pensa globalmente, age localmente”, revelou aos jovens estudantes a música americana que eles nem imaginavam existir e mostrou a todos os que o ouviam, dizia, que não era necessário entrar no jogo do comércio para viver em sociedade. Foi neste período que ouviu com atenção um jovem Bob Dylan, de quem se tornou conselheiro. E seria com Bob Dylan que viveria um episódio que entrou nos anais da história da música popular.

Em 1965, Dylan apresentava-se novamente no Newport Folk Festival, de que Seeger fora em 1959 um dos fundadores. Momento histórico: pela primeira vez, a jovem esperança da folk, a “voz de uma geração”, surgia acompanhado de uma banda eléctrica. Conta a lenda que, irado com o seu protegido, que trocava a pureza acústica do folclore pela selvajaria gratuita e burguesa do rock’n’roll, terá pegado num machado e tentado cortar a fonte de alimentação do palco. Seeger e outras testemunhas viriam a negá-lo. Estava irritado, sim. Não com Dylan, mas com o técnico de som que afogara as palavras do cantor sob o volume da guitarra – e Seeger achava que era importante que o público ouvisse os versos de Maggie’s farm.

Era difícil, de resto, imaginá-lo a tomar tal atitude. Se a guitarra de Woody Guthrie tinha inscrita no seu corpo “This machine kills fascists” (“Esta máquina mata fascistas”), no banjo de Seeger lia-se “This machine surrounds hate and forces it to surrender” (“Esta máquina cerca o ódio e força-o a render-se”). Firme nas suas convicções, corajoso na sua afronta ao poder, dono de uma coerência a toda a prova, Pete Seeger era um revolucionário humanista, crente no futuro – autor de música para crianças, afirmava que era impossível não acreditar no futuro quando cantava para elas.

O homem que fora sentenciado pelo Estado americano, que erguera a sua voz com Martin Luther King e 200 mil pessoas na Marcha de Washington contra a ignomínia desse crime legalizado que era a segregação racial; ele que amante e estudioso da tradição americana se mantivera sempre aberto ao mundo (cantou Guantanamera, cantou canções republicanas da Guerra Civil de Espanha, transformou uma canção russa sobre cossacos partindo para a guerra em hino anti-Guerra do Vietname, Where have all the flowers gone), seria, já septuagenário, distinguido por Bill Clinton com a Medalha Nacional das Artes, a mais alta distinção que o Estado americano atribui aos seus artistas. Cinco anos depois, em 1999, Cuba concedeu-lhe homenagem semelhante, a medalha da Ordem Félix Varela, pelo seu “humanismo e trabalho artístico em defesa do ambiente e contra o racismo”. A 18 de Janeiro de 2009, estava nas escadas do Memorial Lincoln cantando This land is your land, a canção do velho amigo Woody Guthrie, para o novo presidente americano, Barack Obama.

Nada disso o alterou. Continuou a tocar regularmente nos pequenos clubes nas redondezas de sua casa, que construíra na década de 1940 com a mulher, Toshi-Aline Öta (morreu em 2013, a dias de festejar os 70 anos de casamento), e a participar em acções de intervenção social e de activismo ecológico, principalmente em defesa da despoluição do seu amado rio Hudson. O humor mantinha-se intacto. Os locais lembrar-se-ão dos autocolantes que distribuía com o slogan “Gravity – it’s just a theory” (“Gravidade – é apenas uma teoria”), encorajando a que os enviassem para alguém no Kansas, o estado criacionista por excelência.

“A chave para o futuro do mundo”, afirmava em 1994, “é encontrar as histórias optimistas e torná-las conhecidas.” Pete Seeger encontrou as histórias e cantou-as. No processo, pelo seu exemplo e atitude, tornou-se também ele parte da história. Essa. Com agá maiúsculo.

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Grant e Anne: filho reconhecido
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DEU NO DIARIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

A criança, que tem pouco mais que um ano, é fruto do seu relacionamento secreto com Anna Elisabeth Eberstein. Sendo assim o segundo e o terceiro filho, nascidos de mães diferentes, têm três meses de diferença.

Segundo o jornal The Sun, o ator de 53 anos, que já é pai de dois meninos, assumiu a paternidade de uma criança fruto do seu envolvimento com a produtora de televisão sueca, Anna Elisabeth Eberstein.

Este terceiro filho, cujo nome ainda não foi revelado, foi mantido em segredo até agora. O bebé nasceu em setembro de 2012, três meses antes do seu irmão, Felix, filho do ator e Tinglan Hong, com quem Grant mantinha um relacionamento. Desta forma, ambas as mulheres estiveram grávidas em simultâneo.

A paternidade só foi revelada quando a certidão de nascimento necessitou de ser registada novamente para incluir o nome de Grant, em dezembro do ano passado. De acordo com a mesma publicação, o espaço para o nome do pai terá sido deixado em branco no primeiro certificado.

Uma fonte do jornal The Sun afirma que a mãe da criança, Anna, “tem tido apoio durante todo o processo. Ela vive numa cómoda propriedade em West London e tem tido Hugh ao seu lado no que precisa”.

jan
29
Posted on 29-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-01-2014


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste

jan
29
Posted on 29-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-01-2014

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Papa Francisco na capa da revista Rolling Stone, a publicação de referência da cultura pop mundial.

É preciso dizer mais alguma coisa?

Dá-lhe, Francisco!!!

(Vitor Hugo Soares)


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ARTIGO/OPINIÃO
Negligência primária

Marinaldo Mira

Os acidentes de trânsito no Brasil passaram a assustar mais do que assaltos e assassinatos. A morte por acidente ficou tão banal que não sensibiliza mais ninguém. “Existe uma máxima segunda a qual, ‘acidentes não acontecem, são provocados” e, isso é a pura verdade. Dois exemplos práticos ocorreram recentemente, de forma assustadora, para quem trafega por rodovias ou em áreas urbanas.

Na segunda-feira última (27.01), na BR-110, perto de Inhambupe, interior baiano, uma carreta transportava um trator de 30 toneladas, ferro puro, sem amarras, quase solto. O que era bem provável de ocorrer acabou acontecendo. A máquina deslocou-se da carreta numa curva e caiu na pista, atingindo, em cheio, um ônibus lotado de passageiros, que trafegava em sentido contrário. Resultado: 14 mortos e inúmeros feridos.

Nesta terça-feira (28.01.), outro acidente, que poderia ser evitado. Uma caçamba, com o basculante suspenso (como se fosse despejar uma carga), trafegando pela Via Amarela, no Rio, derruba o vão principal de uma passarela e mata quatro pessoas. A tragédia poderia ter sido bem mais grave, dada à proporção do acidente.

Negligência primária nos dois casos. É inadmissível que uma carreta transporte um trator solto em sua carroceria, em uma rodovia federal, enquanto que no acidente da Via Amarela, o condutor da caçamba entrou na pista, em horário proibido, e para esconder a placa traseira, levantou o basculante, para evitar a multa por equipamento eletrônico. A pergunta que se faz é a seguinte, para os dois casos: onde estava a fiscalização para deter os condutores e apreender os dois veículos?

Estudos apontam que cerca de 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana e, portanto, poderiam ser evitados com mudanças comportamentais.

Entre as principais causas estão negligência (desatenção ou falta de cuidado ao realizar uma manobra), imprudência (má fé: velocidade excessiva, dirigir sob efeito de álcool, falar ao celular, desrespeitar sinalização, etc.), imperícia (falta de técnica ou de conhecimento para realizar uma ação de forma segura e adequada).

A revista Veja publica, na edição 2.333: O Brasil é o país com o maior número de mortos em acidentes de trânsito por 100.000 habitantes, foram 58.000 mortos só em 2011. É a segunda maior causa de morte no país, na frente dos homicídios que estão em terceiro lugar (52 mil em 2011).

Os motivos são muitos: má sinalização, má fiscalização, péssima qualidade das estradas etc. Contudo, a responsabilidade não é só do governo: os próprios motoristas estão cada vez mais descuidados; até mesmo a Lei Seca não parou isso. E não é só o álcool que contribui com esses números, a nova febre de smartphones é tão grande que eles causam boa parte desses acidentes de trânsito, entre outros abusos ao volante.

De acordo com especialistas, condutores podem colaborar para a prevenção de acidentes, com atitudes simples e mudança de comportamento, evitar álcool na direção; uso do celular enquanto dirige; velocidade acima do permitido; sonolência; veículos sem manutenção; desrespeitar a sinalização; o não uso do cinto de segurança, inclusive no banco traseiro; discussões no carro, isso tira a atenção do motorista entre outras.

Com atos simples o condutor estará contribuindo para conter o crescimento das estatísticas e preservando a vida, um bem que não há como repor.

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)

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“É preciso perdoar”, dos saudosos baianos Alcyvando Luz e Carlos Coqueijo Costa, no sopro talentoso do sax de Grover Washington Jr! Confira o sopro de João, também!.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Farias:no comando na Fieba

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DEU NA COLUNA DE FELIPE PATURY/REVISTA ÉPOCA

Irmão de PC Farias, o empresário alagoano Gilberto Farias presidirá a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). Apoiado pelo governador Jaques Wagner, Gilberto Farias teve como um dos principais cabos eleitorais de sua campanha o secretário de Indústria e Comércio da Bahia, James Correia. Farias venceu a chapa de José Mascarenhas e Cláudio Melo, ligados ao grupo Odebrecht.

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