Estranhos traços luminosos no céu na altura do
aeroporto de Charrlotte. Foto:Gilson Nogueira

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CRÔNICA

O X da questão

Gilson Nogueira

O Aeroporto Charlotte/Douglas, em Charlotte, na Carolina do Norte, é um dos mais movimentados do mundo. O principal motivo dessa posição que envaidece o charlotense, o que acha que foi o primeiro a voar, deve-se ao fato de ter a US Airways, alí, o seu “hub”, ou seja, a base de conexão de voos da companhia para várias partes dos EUA e, imagino, do planeta. Por isso, principalmente, o espaço aéreo da cidade onde o ponto de apoio da aérea está localizado vive povoado de aviões descendo e subindo e, outros, cruzando o céu de Charlotte, minuto a minuto.

Os aviões que passam mais alto, observo-os como flechas de vapor escrevendo frases, em linha reta, que provocam minha imaginação, na rota dos mistérios acima de nossas cabeças. Viajam sob o azul do infinito, em dias de sol, fazendo, também, ao meu ver, desenhos vaporosos que não se desfazem na imaginação do colaborador do BP.

Ontem, domingo, com a temperatura em 11 graus, bem melhor do que os sete negativos que encarei, no sábado, ao ir comprar, no supermercado, porretíssimo, uma pizza de cinco queijos, deu-se isso. Fiquei tonto, ao contá-los e a tentar decifrar, entre outros sinais,aquele X gigantesco diante de meus olhos e da janela da casa de minha netinha americana, que já ensaia um obalálá joãogilbertiano, quando chora.

O X era ligado à questão da violência na Bahia, principalmente, em Salvador.Ou seja, quem vai ser responsável por medidas duras, visando à imediata redução nos níveis de violência na minha terra amada?Os comandos federal, estadual e municipal?Ou o povo, em guerra aberta, contra o crime? O que, na cabeça de quem decide, além da questão partidária, impede a execução de medidas urgentes com o objetivo de prender e condenar os marginais que promovem o terror e fazem a sociedade refém de sua sanha assassina?

Voltando ao tráfego de aeronaves de Charlotte. O estado que a abriga é um dos mais importantes da América do Norte, por ter,entre outras coisas, em Charlotte, o segundo centro em concentração de ativos financeiros dos Estados Unidos, ficando atrás,no particular, apenas, de New York. Viva Charlotte, que faz a gente olhar para cima em busca de inspiração e de respostas para os males terrenos! Viva Pelé, que acaba de receber a Bola de Ouro, da Fifa, por ser o maior do mundo em todos os tempos, um embaixador do Brasil, que não precisa mentir para dizer que é o melhor. Até para vender sanduiche, como faz agora em um filmete de uma empresa de fast food que vejo na televisão. O Atleta do Século, com as mãos e um sorriso do tamanho do Maracanã, mostra o foot long do produto da marca . Tem quem ache outra coisa.

Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador do BP. Está na Carolina do Norte, USA.

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