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Postado em 26-01-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-01-2014 12:18

DEU NA FOLHA

André Uzeda, de Fortaleza

Insatisfeita com as condições de trabalho e a baixa remuneração, a assistente social Sarah Carvalho, 27, decidiu deixar o emprego para tentar a aprovação em um concurso público.

Desde março do ano passado, ela abriu mão de carreira em sua área para se matricular em um curso preparatório em Fortaleza. Sem procurar emprego, passou a ser uma pessoa a menos na força de trabalho no país.

A opção da jovem, que hoje vive da renda dos pais, reflete-se na queda da força de trabalho no Nordeste.

Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) em dez anos, entre 2002 e 2012, o número de empregados na região encolheu de 55,7% para 51,8%.

Sarah disse que a ausência de estabilidade no emprego foi uma das razões para a saída da iniciativa privada. “Nem sempre as condições materiais que o trabalho oferece são as melhores”, diz.

A assistente social considera que o crescimento da classe média no Nordeste permite que mais pessoas possam fazer opções como a dela.

Sarah diz que a maior parte dos colegas no curso preparatório vive situação semelhante: ingressou tardiamente no mercado de trabalho ou renunciou ao emprego.

“Para ganhar R$ 2.000 por mês e sem perspectiva de crescimento, é melhor buscar algo mais consistente. Hoje o serviço público oferece muito mais vantagens”, afirma.

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