http://youtu.be/wq4iKrX9y_Q


BOA TARDE!

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Perla Ribeiro

Se alguém ainda tinha dúvida de que 13 é um número cabalístico, esqueça. Treze de junho é o dia que cerca de 50 mil torcedores vão à Fonte Nova assistir ao primeiro jogo da Copa 2014 em Salvador, entre Holanda e Espanha. É nesse mesmo 13 que, repetindo uma tradição secular, milhares de católicos vão celebrar o casamenteiro Santo Antonio. E depois de 13 anos de espera, numa sexta-feira 13, com a bênção de Santo Antônio, o metrô deve entrar de vez nos trilhos e realizar a sua primeira operação assistida.

A informação foi confirmada nesta sexta (17) pelo diretor presidente da CCR Metrô Bahia, Harald Peter Zwetkoff, durante almoço com jornalistas. “Isso é um pedido do poder concedente. Ele quer no dia do primeiro jogo da Copa do Mundo. Aqui na Bahia dizem que o importante não é isso, é que é Dia de Santo Antônio, mas, por coincidência, é também dia de jogo da Copa do Mundo”, brinca o executivo.

Metrô de Salvador tem data anunciada para entrar nos trilhos: sexta-feira (13), de Junho (Foto: Britto Jr)

No período de operação assistida, que prossegue até 15 de setembro, data em que o metrô entra em operação comercial, os trens vão circular com um volume menor de passageiros (250) do que sua capacidade (1.000), sem regularidade de horários e não será cobrada passagem.

No início, os trens vão funcionar durante quatro horas por dia — nas estações serão fixadas tabelas com os horários. Aos poucos serão ampliados o horário e a oferta de trem. Já a partir de maio, já será possível ver os trens circulando nos trilhos, na fase de teste para a operação assistida. Nessa etapa, sem passageiros.

Como a obra ficou muito tempo parada, há muito o que fazer. Para dar conta disso, além dos 800 funcionários que já estão trabalhando, serão contratados mais 2.600 até junho. “A maior parte dessas vagas é para funções ligadas à construção, como pedreiro, armador, carpinteiro, ajudante, encarregador de obras, montador, soldador”, listou. O consórcio CCR investe em duas vertentes de trabalho: a construção da linha do Acesso Norte até o Retiro e depois até a BR 324; e também na revitalização do que já estava pronto.

Essa semana, por exemplo, eles já começaram a testar o sistema elétrico. A próxima etapa, que já está em andamento, é desmontar os trens e checar cada item, revitalizar as estações, avaliar as condições dos trilhos. Também foi realizada uma ultrassom nos seis quilômetros de trilhos que ligam a Lapa ao Retiro para diagnóstico das suas condições. “Foram detectados vários pontos que a gente vai ter que fazer solda”, destacou.

Além disso, como o trem é elétrico e os trilhos estão enferrujados, é necessário então polir para garantir o contato elétrico.

Só depois de todos os ajustes realizados é que será possível andar com o trem. O modelo de trem adotado tem quatro carros, cada um com seis portas, e vai trafegar a uma velocidade média de 36 quilômetros por hora.

“Para poder andar com segurança e alguém dentro, tem que rodar muitos dias antes para garantir a operação”, disse Harald. Um cronograma realizado pelo grupo de trabalho aponta 1.400 atividades que precisam ser realizadas. O número pode até assustar, mas com Santo Antonio na causa, a graça há de ser alcançada.

Depois, os baianos vão precisar direcionar as preces a outro santo. É que a segunda etapa, que liga o metrô até Pirajá, está prevista para começar a operar comercialmente no dia 15 de janeiro. Dessa vez, sob as bênçãos do Senhor do Bonfim ou de Oxalá.
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Mesmo com fissura em um dedo do pé, consequência de topada durante caminhada de exercícios físicos em Salvador , o governador Jaques Wagner viaja nesse sábado (18/1) à noite para o Japão e a China, com retorno previsto para o dia 28 de janeiro.

No Japão, Wagner visitará as instalações da Kawasaki, empresa sócia no estaleiro de Seabra do Paraguaçu, em Maragojipe, e com unidades nas cidades japonesas de Minato, Tóquio e Kobe (onde fica a sede).

Na Kawasaki, 20 jovens do Recôncavo baiano estão sendo treinados para trabalharem no estaleiro baiano, em programa de transferência de tecnologia.

Na China, Wagner terá encontros com dirigentes de 2 empresas do setor automotivo, interessadas em se instalar na Bahia — uma planeja fabricar veículos de passeio, e a outra utilitários de pequeno porte — e outra na área de máquinas pesadas.

(Com informações da Tribuna da Bahia)

jan
18

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Se Deus cantasse um blues

Janio Ferreira Soares

Começo de 2014, algum lugar do Brasil. Refastelados na atmosfera de uma alucinante Aurora Boreal importada da Finlândia unicamente para o momento, Jesus e Pedro conversam ouvindo Milton Nascimento e Nana Caymmi cantando Sentinela (se você tiver o disco e quiser ouvir essa canção enquanto continua a leitura deste parágrafo, fique à vontade). Visivelmente emocionado com a melodia perfeita para ocasião tão surreal, Ele diz: “que lugar maravilhoso, hein, seu Pedro? Tinha tudo para dar certo. Veja só como essas partículas de vento solar e poeira espacial se harmonizam com as matas, as montanhas e essas vozes que, deixa eu respirar um pouco, se equiparam aos sons mais celestiais que já entraram nesses ouvidos cansados de reverberar as dores do mundo. E que coral é esse, meu pai eterno!”.

“Por falar em seu pai, você deve se lembrar do que Elis Regina vivia dizendo por aí. Ela sempre falava que, se Deus cantasse, teria a voz de Milton”, diz Pedro, alisando a vasta e prateada barba. “Ou de Ana Carolina”, brinca Jesus, arrancando uma gostosa gargalhada do bom e velho porteiro do Céu, numa clara demonstração de que o humor, embora muitos discordem, também faz parte do divino.

“Agora falando sério, ela estava coberta de razão. Imagine a maravilha que seria se o meu Pai se permitisse uns solfejos à capela enquanto, por exemplo, escolhia os tons que compõem o indescritível degradê das penas do beija-flor, ou então se fizesse um vocalize num estilo meio gospel, meio rhythm and blues, bem no momento em que decidia que o sabor da manga rosa chupada no instante em que é tirada do pé (de preferência de manhãzinha, com a casca levemente orvalhada), seria sutilmente diferente daquela que jaz numa fruteira sobre uma mesa de fórmica com pernas de metalon no centro de uma cozinha qualquer. Poderia também ter dado sequência ao belo assovio na hora em que chamou os ventos e ordenou-lhes que criassem vários caminhos invisíveis lá perto das nuvens, para que as aves de grande porte, como urubus, águias e afins, pudessem usá-los sem a necessidade do açoite de suas lentas asas. Mas infelizmente o meu criador sempre foi muito na dele, não relaxava nunca e realmente foi uma pena não ter aproveitado essa imensa arena sem plateia e sem celulares piscando (ó, glória!), para soltar sua voz num mundo ainda feito de brisa”.

“Por falar em seriedade, como o Brasil anda chato, hein, meu Mestre? As pessoas estão cada vez mais carrancudas e caretas, se irritando com qualquer coisa que fuja desse padrão coxinha que está se estabelecendo por aqui como se fora um primoroso modelo de convívio social quando, na verdade, trata-se de um enorme retrocesso e um péssimo exemplo, principalmente pra essa meninada que está crescendo achando que Justin Bieber e rolezinhos são sinônimos de rebeldia e que músculos e barrigas trincadas à custa de bombas e suplementos são mais importantes que flácidos neurônios viciados em leituras e liberdade de expressão. Outra coisa que me chama a atenção é constatar que a maioria daqueles que se dizem seus fiéis seguidores não herdaram nem um pouquinho do seu bom humor.”

“Você disse tudo, meu querido Pedro. E o pior é que essa turma continua usando meu nome em vão. Agora mesmo os meninos que fazem o Porta dos Fundos inventaram uma brincadeira comigo que eu até achei engraçada, mas que está provocando uma confusão danada justamente no meio daquelas pessoas que só porque vão a missa e me recebem em comunhão com aquelas caras de Madalena arrependida, pensam que meu corpo se desmanchando em suas bocas é o suficiente para livrá-los dos pecados cometidos assim que descem o adro sagrado. Ah, se elas soubessem o Maranhão que lhes espera!”.

Rapaz, já tinha até me esquecido desse problemão. Dessa vez não amoleça o coração diante da turma do ancião de bigode com aquele risinho de Mona Lisa do Calhau. Mas antes ainda dá pra relaxar um pouco. Quer ouvir o quê?”.

“Meu Pai Grande”.

“Tudo a ver. Mudo as cores da Aurora?”.

“Deixe quieto, aumente o grave e vamos imaginá-lo em silêncio.”

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco

jan
18
Posted on 18-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-01-2014


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Mario, hoje, no jornal A Tribuna de Minas (MG)


Ruas do cortejo da Lavagem sorriram parra ACM Neto

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ARTIGO DA SEMANA

No Bonfim: Topada de Wagner, avanço de ACM Neto

Vitor Hugo Soares

Dia desses, o governador da Bahia, Jaques Wagner, deu uma topada, em Salvador, e fissurou um dedo do pé. O doloroso acidente se deu durante uma caminhada de preparação física do dirigente político principal do PT, no estado, para cumprir a regra local, segundo a qual, “quem tem fé vai a pé”, no trajeto de oito quilômetros entre o largo da Igreja da Conceição da Praia e a Colina Sagrada da maior devoção dos baianos. Está ali, a Basílica do Senhor do Bonfim dos católicos, poderoso Oxalá dos cultos de candomblé.

Nas escadarias do templo, na quinta-feira, 16, aconteceu a edição 2014 da famosa Lavagem do Bonfim. Bela e grandiosa manifestação de fé e sincretismo religioso. Espelho de diversidade cultural. Festa popular de rua. Com o correr do tempo, termômetro imbatível utilizado há décadas, pelos soteropolitanos, para medir o prestígio de políticos, candidatos e governantes antes de cada eleição.

Convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser o coordenador principal, na região nordestina, da campanha governista que tentará garantir mais um mandato para a atual ocupante do Palácio do Planalto, Wagner não é candidato a nenhum cargo eletivo nas eleições quase gerais deste ano.

O “galego” (assim Wagner é chamado pelo amigo ex-presidente Lula) pretende, apenas, como tem proclamado – e isso não é pouca coisa no atual contexto local e nacional – contribuir para a reeleição de Dilma.

Faria isso, principalmente, funcionando como uma espécie de dique de contenção contra o avanço cada vez mais evidente (e preocupante para os atuais donos do poder no Planalto e seus aliados em conflito) do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, postulante socialista à Presidência, nos votos do Nordeste. Sufrágios decisivos nas vitórias de Lula (duas vezes) e Dilma, nos três últimos pleitos presidenciais no Brasil.

O governador da Bahia, é claro, parece decidido a “empenhar o canavial da sogra”, também, no esforço de eleger, para chefiar o governo baiano, aquele que, proclama-se nas hostes oficiais seguidoras de Wagner, seria o mais leal e fiel continuador do seu “legado político” e “projeto de gestão”, o secretário da Casa Civil, Rui Costa, amigo do peito e braço direito na administração. Nome que ele fez boa parte do PT e aliados engolir como candidato ideal à sua sucessão, mesmo sem vontade ou apetite.

Uma topada, nesta altura do campeonato, mesmo às vésperas do cortejo da Lavagem, poderia não representar um mal assim tão completo. Salvo, talvez, pelo incômodo do contundido precisar usar uma desengonçada bota ortopédica nos deslocamentos e ter de enfrentar sorrisos maliciosos de praxe, gozações dos noticiários e da língua ferina de alguns adversários políticos.

O pior desta história – para os petistas e aliados -, ou o melhor – para as oposições na Bahia e no País – é que Jaques Wagner tem na ponta oposta, da corda de comando político, o prefeito da capital, ACM Neto (DEM).

Este, ao contrário do governador, surfa atualmente nas ondas mais elevadas de prestigio e aprovação popular, embora também não seja candidato a nada nas eleições deste ano. O prestígio, registrado nas pesquisas de opinião que mostram Neto como o nome disparado na preferência dos baianos à sucessão do “galego”, ficou cabalmente demonstrado nas ruas da Cidade Baixa, esta semana. Ao longo de todo o cortejo multitudinário da Lavagem do Bonfim.

Ovacionado durante todo do percurso, do cortejo, abraçado, beijado, puxado e solicitado para fotos quase a cada passo, o neto de Antonio Carlos Magalhães recebeu uma consagração popular raramente vista na festa. Carlistas históricos, hoje espalhados nos blocos de apoio a Neto e a Wagner (a maioria no do governador) comentavam: o fato provavelmente teria surpreendido ao próprio avô, um dos mais notórios personagens da festa baiana, se vivo estivesse.

Ao lado do prefeito, no desfile, dois nomes da oposição estadual, nos quais Neto joga suas melhores fichas de apostas para bater o candidato petista à sucessão de Wagner: o ex-governador Paulo Souto (DEM), o segundo preferido nas pesquisas, depois de Neto, e Geddel Vieira Lima, do PMDB, o terceiro. Ambos bafejados pela brisa dos aplausos e aclamação ao prefeito de Salvador, além, evidentemente, do peso político específico de cada um deles.

Bem situada nas pesquisas, também, está a senadora do PSB, Lídice da Mata, ex-prefeita da capital (bem aplaudida no desfile), candidata socialista ao governo. Ao lado da firme e vigorosa ex-ministra do CNJ ( que não participou do cortejo de quinta-feira em Salvador) , Eliana Calmon, ela esquentará o palanque presidencial de Eduardo Campos na Bahia.

Wagner – em maré vazante de fim de governo – foi obrigado a interromper sua caminhada logo depois dos primeiros passos da largada.Teve de embarcar em um carro para “furar a marcha a pé” e ser conduzido ao adro da basílica para a tradicional cerimônia do banho de cheiro das “baianas”.

O governador (um judeu acostumado a frequentar, com naturalidade, terreiros de candomblé em Salvador), visivelmente, sofria com duplo incomodo: as dores da fissura no pé a cada passo da caminhada que ele sabia longa e desgastante, e o constrangimento pela baixa aceitação (e pouco (re)conhecimento) nas ruas na festa da Lavagem, ao candidato petista Rui Costa, que ele tenta empurrar para o seu lugar no Palácio de Ondina.

Em volta do grupo do governador, no cortejo, chegavam os gritos: “Otto para Governador!” (referência ao secretário Otto Alencar, atual vice de Wagner e um dos nomes mais poderosos e atuantes do governo petista. Ele deverá disputar vaga no senado. “Rui Costa para governador”, respondia até a exaustão a claque petista em torno do candidato do partido.

“A Bahia está viva, inda lá”, diz a música famosa de Caymmi. No jogo político e cultural da Lavagem do Bonfim, isto ficou mais que provado nas ruas da festa na Cidade Baixa. É cedo ainda para conclusões, mas é animador!

Salve Oxalá!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares 1@terra.com.br

Viva Dorival!!! Bom dia!!!

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OPINIÃO POLÍTICA

Prisões, segurança e emoção
Ivan de Carvalho

Enquanto o complexo prisional da Papuda, administrado pelo governo do Distrito Federal, vai, com todas as suas mazelas, surfando na onda da fama proporcionada pelo recolhimento de alguns dos condenados no processo do Mensalão, em dois Estados da Federação ocorrem crises agudas especialmente agudas no sistema penitenciário.

Um desses Estados é o Maranhão, administrado pela governadora Roseana Sarney, do PMDB e filha do senador José Sarney, que domina a política estadual há décadas. A crise no Maranhão se concentra, agora, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde esta semana já ocorreram duas tentativas de fuga coletiva, apesar do pesado reforço policial posto para supostamente bloquear qualquer ideia de rebelião.

Mas as fugas e tentativas de fuga, tão comuns no sistema prisional nacional, bem como as costumeiras rebeliões geralmente causadas pela superlotação, mas não só por isto – também por outras condições desumanas que prevalecem na quase totalidade das prisões brasileiras – não representam a essência da crise atual no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

A verdadeira crise é composta pela existência de facções de presidiários que, de dentro, têm o controle de fato do complexo penitenciário e, além dos meios, a autoridade para comandar a criminalidade do lado de fora. Assim, enquanto dentro do complexo penitenciário presos sofrem torturas medievais ou chinesas e outros são decapitados, do lado de fora os bandidos obedientes aos “comandos internos” incendeiam ônibus para mostrar a inconformidade dos “comandos internos” com uma ou outra medida que lhes desagrade.

O outro Estado é o Rio Grande do Sul, administrado pelo governador Tarso Genro, do PT e ex-ministro da Justiça. Lá, parece que o silêncio e a solidão das madrugadas são cúmplices da criminalidade interna, dos assassinatos dentro do Presídio Central de Porto Alegre. O juiz da Vara de Execuções Criminais, Sidinei Brziska, que tem uma responsabilidade que não lhe permite dar informações irresponsáveis, afirmou haverem ocorrido 12 assassinatos dentro do presídio no período de 2011 a 2013. O secretário-adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro, alegando que ele está se colocando no lugar dos peritos criminais.

Isto porque o juiz da VEC disse que a morte dos detentos ocorre de madrugada, com indicação de parada cardíaca ou edema pulmonar e presença de cocaína no sangue, em grande quantidade. Ele disse entender que os presos seriam mortos de forma discreta e com uso de artifícios que dissimulam os homicídios, fazendo-os parecer mortes naturais. Isso foi o que indignou o secretário adjunto da Segurança Pública, aparentemente defensor da tese de que as mortes teriam mesmo sido naturais. Em outras palavras: ao invés de atacar o problema, prefere (talvez para “limpar a barra” da sua Secretaria e do próprio governo estadual) atacar quem o denuncia.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA) – a partir do exame de denúncia feita pela seção gaúcha da OAB, Conselho Regional de Medicina e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, após vistoriarem o presídio em abril de 2012 – pede providências para garantir “a vida e a integridade pessoal dos detentos”, assegurar as condições de higiene e tratamentos médicos adequados, bem como medidas para recuperar o controle de segurança e reduzir o número de presos (por causa da costumeira superlotação).

Dos muitos casos explosivos em presídios brasileiros vale lembrar o que era e, pelo que era, o que acabou acontecendo no Carandiru, em São Paulo, com aquela chacina dos presos pela PM. Mas se o Carandiru obteve na sua época fama internacional, como ocorre agora (com estardalhaço menor, pelo menos por enquanto) com o Complexo Penitenciário das Pedrinhas e o Presídio Central de Porto Alegre, há uma constatação geral a fazer. O sistema prisional brasileiro está superlotado com uma população de mais de 200 mil presos e há mais de 300 mil mandados de prisão não cumpridos, grande parte deles porque, se cumpridos, não haveria onde por os novos presos – e outra grande parte pela incapacidade do aparelho policial de cumprir os mandados. É essa preocupação das autoridades com a segurança pública que nos deixa, a todos, tão emocionados.

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