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O Estado de S. Paulo

O fotógrafo Rogério Soares, do jornal ‘A Tribuna’, de Santos, captou o momento exato em que um raio atingiu – e matou – Rosângela Biavati, de 36 anos, no Guarujá, litoral de SP, nessa segunda-feira, 13. Salva-vidas fizeram procedimentos de reanimação e a mulher chegou a ser levada à UPA Enseada, mas não resistiu.

Rosângela estava a passeio com a família na cidade litorânea. Outras pessoas que estavam próximas ao local também sentiram a descarga elétrica, mas não se feriram. Quando a tempestade começou, os bombeiros passaram pela praia emitindo alertas para que os banhistas deixassem o local. Ainda segundo a corporação, acontecimentos como esse não são incomuns em temporadas de verão.

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DEU NO ESTADÃO

A Odebrecht divulgou nota oficial nesta terça-feira para confirmar que concluiu a remoção do guindaste do Itaquerão que estava no local desde o grave acidente ocorrido em novembro do ano passado. Na ocasião, dois operários das obras do estádio morreram após o desabamento de uma peça de quase meia tonelada, içada pelo enorme guindaste, sendo que a mesma caiu sobre as arquibancadas do prédio leste do palco do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

A construtora, responsável pela obra ao lado do Corinthians, também informou nesta terça que os “preparativos para a retirada do módulo metálico danificado (no acidente) estão em andamento”.

Em 19 de dezembro do ano passado, a Odebrecht e o Ministério do Trabalho assinaram um acordo que proíbe que operadores de guindaste façam horas extras. José Walter Joaquim, operador do guindaste que desabou em 27 de novembro, estava há 18 dias sem folga, de acordo com o Ministério do Trabalho. A construtora, porém, nega e diz que o trabalhador folgou no domingo anterior ao acidente.

O Itaquerão receberá o confronto entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho, na abertura do Mundial, além de outros jogos da competição, e inicialmente o estádio deveria ter ficado pronto em dezembro. Com o acidente, o cronograma das obras atrasou e a Fifa espera que o Corinthians entregue a arena até 15 de abril, prazo estipulado como final pela entidade.

A fachada principal do Itaquerão acaba de ser concluída, após a colocação das últimas peças de vidro no prédio oeste do estádio, sendo que a Odebrecht confirmou nesta terça que os trabalhos de finalização de acabamentos seguem nos prédios sul, norte e no próprio oeste. Também prossegue a instalação dos assentos. Segundo informou a construtora, já estão fixadas cerca de 29 mil cadeiras.

jan
14

BOATARDE!!!

jan
14

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

por Susana Salvador

O ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, era acusado de estigmatizar a população cigana. François Hollande, que defendeu o “dever de integração” durante a campanha eleitoral, foi contudo responsável em 2013 pela expulsão de mais ciganos que o seu antecessor.

Segundo a Liga dos Direitos Humanos e o European Roma Rights Centre, que combate a discriminação da comunidade cigana na Europa, no ano passado, cerca de 20 mil ciganos foram expulsos dos seus campos em França. Duas vezes mais que no ano anterior.

Em 2013, segundo o estudo citado pela AFP, as autoridades desmantelaram 165 dos 400 acampamentos conhecidos em França, expulsando 19380 pessoas dos seus lares – contra 9404 em 2012 (97 acampamentos) e 8455 em 2011.

Houve ainda 22 evacuações por causa de incêndios, afetando mais 2157 pessoas.

Menos de 17 mil ciganos, principalmente oriundos da Romenia e da Bulgária, vivem em acampamentos ilegais, segundo os dados oficiais. O número de expulsões é superior, porque algumas pessoas foram expulsas em mais do que uma ocasião.

“Estas evacuações forçadas são a expressão de uma política de rejeição” dos ciganos, que “piorou” com a chegada da esquerda ao poder, lamentam os autores do relatório. “As autoridades só desejam uma coisa: o seu regresso aos países de origem”, acrescentam, dizendo que esta política é “injustificável, cara e inútil”, já que não pode impedir o regresso dos ciganos a França.

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Lídice da Mata critica governo Wagner

Fernanda Chagas

O discurso de que o PSB deixou o governo Wagner em prol de projeto próprio, porém sem rompimento com o PT, perdeu toda força ontem e evidencia que a largada da pré-candidatura da senadora Lídice da Mata foi dada e dissociada dos ex-aliados.

Com um discurso para lá de firme, a senadora criticou pela primeira vez o projeto ao qual fazia parte e de forma clara garantiu que por este motivo não vai adotar um discurso auxiliar ao Partido dos Trabalhadores durante a campanha. Para ela, “o modelo de gestão de Wagner se esgotou e as pessoas não querem um retorno ao passado”. A mudança do tom se deu após a crítica ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), publicada no site oficial do PT.

Num claro recado, ela disparou que: “O modelo de gestão se esgota num determinado momento e é preciso construir novo e isso não aocntece apontando o dedo. Felizmente, a cabeça do eleitor está mudando muito e quer alguém que apresente coisas que ele possa acreditar e eu acredito nisso”.

Mais além, disse que sempre teve independência como liderança política na cidade e no estado e que nunca foi PT.

“Eu fui prefeita de Salvador e o PT me apoiou pela metade, se dividiu na época e uma parte apoiou com apoio crítico, rompeu comigo dentro do governo, teve uma candidatura que bateu na minha gestão mais do que a candidatura do PFL, à época”, disse em entrevista a Rádio Metrópole.

“Me aliei ao PT para acabar com a hegemonia do carlismo no nosso estado e isso passou. Agora nós temos novos desafios, como a construção de uma Bahia moderna, desenvolvida”.

Estratégias já estão sendo montadas

Lídice da Mata destaca como prioridade do seu projeto a renovação no setor de segurança pública, classificada por ela como o maior problema do atual governo. “É preciso modernizar o sistema prisional do Brasil. Não há nenhuma possibilidade de recuperação de presos quando se misturam diversos tipos de crimes numa mesma cela, e para isso eu contarei com a ajuda da minha nova correligionária, que é candidata ao Senado na minha chapa, Eliana Calmon”.

Com pouco tempo de TV, a pré-candidata ao governo da Bahia, Lídice da Mata (PSB), afirma que vai apostar mais no rádio e nas redes sociais. Ela também disse que irá se aliar a partidos menores para aumentar o tempo. “Temos três minutos e pouco. Não é grande, mas dá pra fazer um programinha. Também pretendemos ampliá-lo um pouco mais. Por outro lado, TV é importante, mas não pode ser transformado em tudo. Se você percorrer o interior do estado, a maioria das casas tem antena parabólica, não pega a TV local. Nesse contexto que entra o rádio. O rádio é instrumento tão importante quanto. E as redes sociais também terão um papel muito especial de ampliação do debate, porque permitem uma participação interativa do eleitor”, disse.

Voltando a falar sobre política e sem esconder a mágoa com o PT, afirmou ainda que pretende conseguir mais votos junto aos segmentos da sociedade desiludidos com a administração do governador Jaques Wagner. “Creio que temos espaço para um terceiro campo na política baiana. Nós já temos oito anos de governo e isso traz um desgaste natural, por uma série de construções que se fez no imaginário popular. Este é um eleitorado que está aí para ser conquistado”, analisou. Sobre as críticas a Campos, foi taxativa. “Não acreditei que o PT pudesse patrocinar uma coisa daquele tipo. Aquilo foi lamentável, descabido e contraditório, mesmo Eduardo ajudando e fazendo parte do governo da presidente Dilma por tanto tempo”.

Por fim, criticou também a tentativa de polarização entre o PT e PSDB nas eleições de 2014. “O Brasil não é dividido entre PT e PSDB. Essa é uma divisão paulista, e esse conceito paulista de dominação do quadro brasileiro em que sempre se planeja uma eleição plebiscitária e ela não acontece há algum tempo. Lula foi para o segundo turno e Dilma também. Nada indica que não tenha um segundo turno também agora”, concluiu.

jan
14
Posted on 14-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-01-2014


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Thiago Lucas, hoje, na Folha de Pernambuco (PE)

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BOM DIA!!!


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OPINIÃO POLÍTICA

O aborto é racista

Ivan de Carvalho

Na sua mensagem de início de ano aos diplomatas que representam seus países no Vaticano, o papa Francisco fez, ontem, o que foi até aqui a sua mais dura mensagem contra a prática do aborto. Como é de seu caráter, ele não dissimulou o conteúdo com uma embalagem suavizante. Foi direto ao ponto: “Causa horror o simples pensamento de que existam crianças que jamais poderão ver a luz do dia, vítimas do aborto” e do que chamou de uma “cultura do descarte”.

Desfazendo a impressão equivocada de alguns de que, sem qualquer revisão de sua posição doutrinária absolutamente contrária ao aborto, a Igreja tenderia a reduzir a atenção que dá ao tema, ante muitos outros também de grande importância, o papa Francisco foi incisivo o suficiente para tirar qualquer dúvida quanto à extrema relevância e a enérgica oposição e condenação que ele e a Igreja Católica dão ao tema do aborto. “Infelizmente – disse ele – objetos de descarte não são apenas os alimentos e os bens supérfluos, mas muitas vezes os próprios seres humanos”.

Em verdade, o papa, no que foi até agora o seu principal documento doutrinário, a exortação apostólica “Evangelii Gaudium” – Alegria do Evangelho –, divulgada em novembro, já afirmara que “a defesa da vida por nascer está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano”. E dessa afirmação não há que pedir explicação alguma, tal sua clareza: quando se nega a um ser humano o direito de nascer, negam-se-lhe juntos todos os outros direitos humanos. Inclusive o direito à ampla defesa e ao “devido processo legal” antes do sacrifício pela pena de morte aplicada antes mesmo do nascimento e sem existência de qualquer delito praticado pelo condenado.

Nesta questão do aborto, algumas outras coisas não devem deixar de ser lembradas. Certas fundações de atuação mundial, a exemplo, dentre outras, da Fundação Rockfeller, da Fundação MacArthur, da Fundação Ford tem dado indícios muito consistentes – devido aos projetos, entidades e movimentos que financiam generosamente – de que podem estar engajadas em um plano global de redução da população mundial.

Uma área prioritária para essa redução – já que as mais poderosas fundações dessa natureza têm suas fundações (sem pretensão de trocadilho) nos Estados Unidos – é a América Latina. Outra área, evidentemente, é o território dos próprios Estados Unidos. Claro que essas prioridades não excluem outras partes do mundo. E claro, também, que, além de outros “métodos”, a disseminação da prática do aborto (agora já até com a facilidade da pílula do dia seguinte, que, como o DIU, é abortiva) é um dos instrumentos mais importantes.

Nos Estados Unidos, desde 1973 o aborto é legalizado até o nono mês de gravidez. Isso significa que a qualquer momento a mulher pode matar o filho que abriga no ventre. Essa facilidade tem estimulado a prática do aborto entre as norte-americanas e também entre imigrantes e um dos fatos essenciais a observar é que a concentração de clínicas de aborto é muito maior em comunidades pobres e de densidade populacional de negros do que em outras. Isto significa que há uma matança bem maior de nascituros pobres e negros. Visto desse prisma, o aborto lá é discriminatório contra os nascituros filhos de mulheres pobres e é também racista. Se descriminalizado no Brasil (como tanto se tenta e como a presidente da República, antes de ser eleita, disse que acha que deve acontecer), o aborto ganharia também significado racista e atingiria mais os nascituros pobres – que são sempre muitos.

A importância do aborto para o não nascimento do ser humano vivo no ventre materno vem principalmente do fato de que ele é a “solução” quando os outros “métodos” não foram aplicados ou falham. O aborto está para o nascituro assim como a “solução final” que os nazistas tentaram dar aos judeus que levavam para os campos de concentração. No caso dos nazistas, a criminosa e horrenda “solução final” foi largamente aplicada, mas não teve êxito – os nazistas perderam e os judeus estão aí. Creio que se deve fazer todo o esforço possível para impedir que a solução final representada pelo aborto atinja seus objetivos.

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