jan
10

=================================================================


CRÔNICA
BARRY WHITE, O CULPADO

Gilson Nogueira

(Direto da Carolina do Norte)

A culpa é de Barry White, que, agora, parece descer do Céu. Ele canta “You’re the first, the last, my everything”, dele, com Tony Sepe e Sterling Radcliffe, e me faz voltar ao texto que escrevi antes de o frio polar matar mais de 20 pessoas,aqui, nos Estados Unidos, onde estou, ao lado de uma princesinha cor de rosa, minha segunda neta,nascida, no dia 9 de dezembro de 2013, sorrindo Deus.Não gosto de mexer em textos prontos,mas,no que coloquei o CD de Barry na posição de tiro fui atingido por uma rajada de saudade dele e de outros gênios da música norteamericana. Dentre eles, Nat King Cole, Frank Sinatra e Ray Charles, além desse monstro sagrado do soul music. Saudade que me faz chorar Caimmy, ao lembrar de minha cidade vivendo uma onda de crimes contra a pessoa humana como jamais se viu. Agora, por exemplo, diante da cínica expressão do assassino da comerciária, sua ex-mulhr, em uma passarela sobre a Avenida Paralela, faz-me derramar uma lágrima de desesperança na melhoria dos índices de violência na Salvador que já teve em Itapuã um paraíso. E, por conta disso, busco, alucinadamente, na lembrança, para não chorar mais, uma certa água que corria em um fio de terra com destino ao mar da praia de minha infância. E encontro o esgoto humano destruindo a vida em todas as dimensões mais belas do amor de Deus por nós, incluindo, claro, o meu semelhante. Mudo o disco e reencontro o que escrevi, para o Bahia em Pauta, e que não foi publicado. O atualizo,de leve, com um toque de nostalgia e um desejo de ver, um dia, minha terra americanizar-se, no setor policial, entre outras atividades, para evitar que assassinos sejam soltos para desfilar impunidade na passarela das nossas vidas, como classifico as pessoas que amo.Todas são parte de mim e por isso as chamo de minhas vidas, com a convicção de quem é Filho de Deus!

Como escevi, aqui, antes de a onda de frio polariano assombrar o mundo na capital do mundo, repito,os pinheiros não secam, no inverno e no verão,principalmente, na Carolina do Norte, e os cachorros só entram em shopping dentro da bolsa.Seguia a crônica: “as luzes de trânsito são tão respeitadas quanto a bandeira que tremula em todos os cantos simbolizando o amor pela pátria como em lugar nenhum do mundo, tudo é absolutamente limpo e funcional e um silêncio torturante cobre de agonia os dias que correm. Não há ninguém na rua. Movimento, mesmo, de automóveis e caminhões nas hiyghwys e nos condomínios de townhome, assim, de casas coladas umas nas outras, nem todas, algumas, como o nome que as define. E há uma torcida pela queda da temperatura, como pelo futebol, na tela da televisão, enquanto mastiga-se asinhas de frango frito, hambúgueres, hotdogs e bebe-se cerveja, suco de laranja e Coca Cola.

O céu, de repente, cinza quase fim de mundo, muda para azul felicidade, do mesmo modo que o humor do baiano ao ler as notícias de sua terra no Bahia em Pauta. O couro come na Lapinha, Caetano brilha, como sempre, querendo seguir vivendo, como eu, enquanto o super vulcão americano não explode para congelar a humanidade por décadas a fio e deixá-la sobre a face da Terra como um picolé para ser chupado pelos alieníginas que nos espiam do espaço interestelar.

Aqui, feito índio Catawba, na beira do rio que deu nome à tribo, observo o voo da águia em direção às Montanhas Azuis, onde os ursos espiam os seus esquiadores, na expectativa de abraçar algum desavisado e devorar suas batatas fritas.No meu caso,como um ex-garoto que cresceu sabendo de cor a regra para ser usada fora de seus domínios, principalmente,de que, quase sempre, vale desconfiar, até, da própria sombra, comi meu hambúrguer dentro do carro, numa boa, torcendo para o animal aparecer e meter um susto naquele coroa que a tudo vigiava como se fosse uma câmara que procura descobrir o que você está pensando. Finalizo-a”, now, com um voto de fé nos homens de boa vontade para que salvem a Bahia e um recado para o pessoal do Muzenza. É seguinte, quinta-feira que vem, na lembrança, vou estar atrás dos seus tambores, sentindo tão feliz como o menino que nadava em Itapuã como se estivesse no ventre da Mãe Felicidade. FuiI

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.


Hollande ameaça processar revista mas não
desmente caso com Julie Gayet

===============================================

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

O Presidente da França, François Hollande lamentou, nesta sexta-feira, 10, “profundamente a violação do respeito da (sua) vida privada”, e disse pensar em tomar medidas legais contra a revista Closer pela publicação de uma alegada relação extraconjugal do chefe de Estado, segundo noticia a AFP.

A revista dedicada à vida das celebridades afirmou que François Hollande, de 59 anos, tinha uma relação amorosa com a atriz Julie Gayet, de 41 anos.

A Closer anunciou esta noite – às 23 horas, na sua página de internet – a chegada, hoje, nas bancas de uma edição com um dossiê especial de sete páginas, com fotografias, sobre o caso.

No artigo, a Closer publica uma foto do chefe de Estado francês com o título: “François Hollande e Julie Gayet – O amor secreto do Presidente”.

Falando em nome próprio e não na qualidade de Presidente, François Hollande disse, num comunicado lido à AFP por uma pessoa próxima, que “lamenta profundamente as violações do respeito pela vida privada a que tem direito como qualquer cidadão”, acrescentando que está a “examinar as consequências, inclusive legais, em resposta à publicação” da Closer”.

A atriz Julie Gayet apresentou, no final de março de 2013, uma queixa na justiça parisiense para a identificação dos autores de um rumor difundido na internet que a associava a um relacionamento amoroso com François Hollande.

jan
10
Posted on 10-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-01-2014


===================================================
Duke, hoje, no jornal O Tempo (MG)

===================================================


OPINIÃO POLÍTICA

Sucessão e a família Carneiro

Ivan de Carvalho

O apoio do ex-prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, não tem sido requisitado, até onde se nota, por qual agrupamento de forças políticas disposto a disputar as eleições majoritárias na Bahia e isto não surpreende, pois ele não saiu da prefeitura com uma boa imagem de administrador ou político. Seu apoio seria útil em algumas áreas da periferia, mas esse benefício seria neutralizado, seguramente, pela percepção de um mau desempenho geral, sobretudo no segundo mandato.

No primeiro mandato, foi salvo pela entrada do PMDB em seu governo, com a viabilização de obras e de articulações políticas que resultaram em sua reeleição. Mas depois o prefeito reeleito e o PMDB se desentenderam, os peemedebistas deixaram a administração municipal e esta iniciou uma queda em parafuso que só parou quando o cargo foi transmitido para o novo prefeito, ACM Neto. Ou até se poderia dizer que a queda extrapolou o tempo do segundo mandato de João Henrique, afirmação que encontraria fundamento na rejeição sistemática de suas contas que haviam ficado por votar pela Câmara Municipal.

Isto inviabilizou legalmente a candidatura dele a deputado federal ou a qualquer outra coisa, daí que deverá apresentar a mulher, Tatiana Paraíso, ex-secretária de Saúde, como candidata a deputada federal. Ela será a representante dele, além de representar os eleitores que votarem nela. O ex-prefeito praticamente só faz política na capital. Outra é a história dos políticos do restante da família – o senador João Durval, do PDT, ex-deputado federal, ex-governador e duas vezes prefeito de Feira de Santana e seu filho, Sérgio Carneiro, deputado estadual e depois federal, candidato a prefeito de Feira de Santana e atualmente suplente de deputado federal.
Na Câmara, Sérgio Carneiro, que está há tempo no PT, sempre foi um deputado prestigiado e destacado, tendo-lhe cabido, entre outras coisas, a importante relatoria do projeto para o novo Código de Processo Civil. Em Feira, tem seu nicho de votos em conjunto com o pai, João Durval. E este, aí está o problema, não é do PT, mas do PDT e ocupa a cadeira de senador que estará em disputa nas eleições de outubro na Bahia e para a qual o governismo já escolheu um candidato, o ex-governador e atual vice-governador Otto Alencar.

Acontece que dois fatos concorrem para uma complicação do quadro. Um deles é a disputa entre o PDT (Marcelo Nilo, presidente da Assembléia Legislativa) e o PP (Mário Negromonte, ex-líder nacional do partido e ex-ministro de Cidades, além de deputado federal, presidente estadual e vice-presidente nacional do PP) pelo lugar de candidato a vice na chapa governista. É a vaga que resta na chapa.

O outro fato complicador é que, do alto de seus 82 anos, o terceiro senador brasileiro em idade, João Durval faz saber (e não de agora, mas já de algum tempo) de sua disposição ou desejo de ser candidato à reeleição. E Durval deixou, entre as muitas coisas que fez no governo baiano, duas muito marcantes: o tratamento, que se pode chamar até de carinhoso, que deu aos servidores públicos estaduais, que se tomaram de um grande amor por ele; e, além da atenção dada a sua querida Feira de Santana, desdobrou-se em esforços para desenvolver o semiárido do nordeste baiano, a região do sisal, onde ninguém o esqueceu até hoje e onde muitos ainda o amam como governante que não falhou com a região.

Acontece que a vaga de candidato a senador já está ocupada na área governista e João Durval não cabe na vaga de candidato a vice. E ele é do PDT, assim como um dos candidatos a vice, Marcelo Nilo. Será, considerado o complexo e difícil cenário eleitoral baiano, uma estultície o governismo tirar João Durval de campo de uma forma que seja menos que respeitosa, honrosa e extremamente carinhosa. Mas o afastamento de Durval, do PDT, representa, sem dúvida, um reforço, sob o argumento de compensação, ao outro nome do PDT na batalha para entrar na chapa governista, o deputado Marcelo Nilo. Ao mesmo tempo que aumenta o stress pedetista caso o presidente da Assembléia não seja contemplado.

jan
10
Posted on 10-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-01-2014

BOM DIA!!!

=============================================================

DEU EM O GLOBO

O governo federal quer afastar ao máximo a presidente Dilma Rousseff da grave crise que atinge os sistemas prisionais do Maranhão e do Rio Grande do Sul. Os dois estados são comandados por aliados de primeira hora da presidente, os governadores Roseana Sarney e Tarso Genro, e são considerados fundamentais nas eleições deste ano. Diante da gravidade da situação nas prisões, a presidente não teria como fazer qualquer pronunciamento acrítico.

Por isso, a determinação do governo é que caberá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pronunciar-se sobre o caso — o que ainda não havia ocorrido até o início da noite de ontem. Até agora, o Planalto permanece calado.

Na terça-feira, chegou a ser anunciada uma entrevista do ministro Cardozo para tratar de outros assuntos da área, mas ele acabou mandando representante, depois de se reunir por cerca de 40 minutos com a presidente Dilma no Alvorada. A única ministra a se pronunciar até agora foi a chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, que emitiu nota oficial repudiando “com veemência a barbárie e a banalização da vida”.

Apesar de não tratar publicamente do assunto, a presidente se reuniu com Cardozo e com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir o tema. Em 2010, Dilma obteve no Maranhão sua segunda maior vitória eleitoral, com 79% dos votos no segundo turno, atrás apenas dos 80% obtidos no Amazonas.

Hoje, o objetivo da presidente é garantir o apoio das duas forças que deverão disputar o governo do Maranhão: o presidente da Embratur, Flávio Dino, e o candidato que vier a ser indicado pela família Sarney.

O palanque duplo no estado é um dos principais focos de animosidade entre peemedebistas e petistas. A direção nacional do PMDB está considerando o apoio do PT no Maranhão como uma pré-condição fundamental para que seja sacramentada a aliança nacional entre os dois partidos.

Os militantes do PT no estado, no entanto, são historicamente mais próximos de Flávio Dino. O comunista, no entanto, já fechou um acordo com o presidenciável Eduardo Campos e afirma, publicamente, que ele terá espaço em seu palanque independentemente de também vir a receber ou não apoio do PT.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais

================================================

CORREIO DA BAHIA

Um dos tios da jovem vendedora que foi assassinada pelo ex-marido em uma passarela da avenida Paralela agrediu o suspeito Jean Silva Cerqueira, 34 anos, com um soco no rosto na tarde desta quinta-feira (9). Antes de ser contido, o tio ainda foi para cima de Jean, que estava caído no chão, e conseguiu dar uma gravata nele. Logo depois, o homem foi contido e levado para uma sala.

A agressão aconteceu no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde Jean se apresentou nesta tarde acompanhado por um advogado. No momento, ele aguardava o elevador para subir e ser ouvido por uma delegada.

Cerca de 8 a 10 parentes de Jéssica Ramos dos Santos, 20 anos, ficaram de plantão em frente à delegacia desde as 13h de hoje, quando souberam que Jean deveria se entregar hoje. Eles não viram o momento em que o suspeito entrou, mas assim que souberam que ele estava no prédio, entraram na unidade.

Jean prestou depoimento para uma delegada de plantão e agora fala com a delegada Jamila Cidade, responsável pela investigação. Ele já confessou o crime e alega que agiu tomado pela emoção. O advogado Denis Leão diz que seu cliente não premeditou o homicídio da ex. Depois do depoimento, Jean foi encaminhado por volta das 20h a um presídio de Salvador, não divulgado, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido no final desta tarde.

Na saída, novamente ele foi cercado por parentes e amigos de Jéssica e mesmo com a tentativa da polícia de evitar novas agressões, ainda levou tapas e murros de menor intensidade. Ele deixou o DHPP algemado. Uma familiar da vendedora assassinada passou mal no local, em meio ao tumulto.

Jéssica deixa um filho de 2 anos, da sua relação com Jean. O corpo da jovem vendedora foi sepultado ontem à tarde no cemitério de Portão, de Lauro de Freitas.

Depois de confessar crime, Jean foi detido e encaminhado a presídio

Crime

Na manhã da última terça-feira (7), Jéssica foi esfaqueada e morta na passarela do Shopping Paralela, onde ela trabalhava como vendedora de calçados. Segundo testemunhas, Jean falava no celular e avançou contra a vítima quando ela passou por ele, por volta de 9h.

Jéssica é ex-mulher de Jean e tinha prestado queixa contra ele no último dia 6 de dezembro na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Na denúncia, o homem é acusado de entrar na casa dela e cortar o cabelo da mulher com uma faca de cozinha, além de arranhar o seu rosto com a mesma faca.

A jovem entrou com uma ação para impedir que o ex se aproximasse dela, já que ele ligava constantemente e a ameaçava desde que os dois se separaram, há cerca de 1 ano. Segundo familiares, a primeira audiência aconteceria na segunda-feira. Os dois tinham juntos um filho de 2 anos.

Também na última quarta-feira (8), cerca de 70 pessoas protestaram pela morte de Jéssica na Avenida São Cristóvão. O grupo, composto por familiares da vítima, queimou pneus e chegou a fechar a entrada do Shopping Salvador Norte. Em meio à revolta, o corpo da jovem foi enterrado ainda ontem no Cemitério Municipal de Portão, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador.

* Com informações do repórter Gil Santos

  • Arquivos