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Foi o professor Cid Teixeira quem nos ensinou que o primeiro monumento ao Dois de Julho por pouco não desapareceu entre os descartes da Limpeza Pública de Salvador. O belo chafariz encimado pela cabocla fora transformado na primeira metade do século XX em sucata e, salvo de inglório destino, foi reedificado no Largo dos Aflitos e hoje é mantido com zelo e respeito pela Polícia Militar. Essa história foi contada na manhã no dia 13 de dezembro, no plenário da Assembleia Legislativa, durante a sessão especial em que ele e o professor Luis Henrique Dias Tavares receberam do Poder Legislativo, por iniciativa do deputado Zé Raimundo (PT), a Comenda Dois de Julho.

Essa lembrança do professor Cid Teixeira foi também uma homenagem a um dos que resgataram o chafariz, o então secretário-geral do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), professor Conceição Menezes, a quem ele continua ligado por laços e afeição e gratidão. Em seu pronunciamento, o professor Cid Teixeira também refere-se à edição especial do Diário Oficial em 02 de julho de 1923 e lamenta que não haja uma edição fac-similar dessa importante obra. Em verdade, o fac-símile da obra foi publicado em 2004 pela Fundação Pedro Calmon, quando o poeta e editor Claudius Portugal dirigia essa unidade da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia.

O professor Cid Teixeira agradeceu ao Poder Legislativo em seu nome e em nome do professor Luis Henrique dias Tavares e exibiu não apenas prodigiosa memória como a respeitosa tese de que o povo é, ao fim e ao cabo, quem decide tudo. Eis abaixo a íntegra do discurso pronunciado da sessão especial de 13 de dezembro passado.(Luiz Guilherme)

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O DISCURSO

“Exmº Sr. Deputado José Raimundo que preside esta sessão e autor da indicação que resulta nessa homenagem ao meu querido colega e amigo Luís Henrique Dias Tavares, da qual faço parte. Permitam-me que eu comece não saudando nominalmente todos os presentes, todos se tenham, por favor, incluídos na saudação inicial desse discurso.

“Eu não sei, na história do Brasil, na total história do Brasil, do descobrimento até agora, de data que mereça maior respeito do que o dia 2 de Julho. (Palmas). Santos Barreto, autor da letra, e Santos Titara, autor da música – o retrato de um está no Instituto Histórico, ele com os óculos na testa, o retrato do outro está no Rio de Janeiro, em poder dos herdeiros do professor Pedro Calmon – tanto um como outro definiram de maneira insuperável o que é o dia 2 de Julho. Nasce o sol a 2 de Julho, Brilha mais que no primeiro! Isto, o sol do nosso entusiasmo pela independência é mais forte do que o sol do Fiat Lux, o sol do Gênesis, o sol da criação do mundo. Esse foi objeto da nossa admiração. E vai adiante: num dístico que deve ser aquele que forma o nosso comportamento, pessoal, comportamento político, comportamento profissional: Nunca mais o despotismo regerá nossas ações, Com tiranos não combinam, brasileiros corações!

“Essas duas frases, esses dois versos do Hino ao 2 de Julho, são, no meu entender, o mote que deve inspirar o comportamento de todos nós que nascemos no Brasil e tivemos a felicidade e o privilégio de nascer na Bahia. “Nunca mais o despotismo regerá nossas ações, com tiranos não combinam, brasileiros corações”.

A Cidade do Salvador foi pródiga em homenagear aquela gente que lutou em Cabrito, lutou em Pirajá. Não esqueçam que a independência formal, aquela que o país comemora todos os anos no dia 7 de Setembro, foi um ato de coragem política do príncipe D. Pedro, mais tarde Imperador Pedro I. Mas, isso ocorreu em 1822, setembro de 1822, o 2 de Julho é Julho de 1823. O conformismo pela independência por parte dos homens de Portugal não se fez lá no Ipiranga, não se fez com o grito de Pedro I, mas aqui na Bahia.

“Cabrito, Pirajá, Largo do Tanque, em suma, todo o espaço ocupado pela lutas da Independência, muito bem analisado pelo professor Luís Henrique. O seu trabalho sobre a Independência do Brasil, na Bahia, prolongou-a por mais um ano até quando as tropas entraram, na Cidade do Salvador, no dia 2 de Julho.

De vez em quando aparece um prefeito, um vereador, que resolve mudar o nome daquela rua que vai do largo do Tanque até o Largo da Lapinha. Não adianta, bota o nome de gente, tira o nome de gente, mas está de tal maneira entranhada na vida baiana o nome daquela rua que até hoje continua sendo a Estrada da Liberdade. Ninguém botou o nome, não há ato, não há decreto, não há expressão burocrática alguma que dê àquela rua o nome de Estrada da Liberdade. Deve ter o nome lá de alguma pessoa muito importante, naturalmente, mas Estrada da Liberdade é que nos dá a real dimensão do que significa o ingresso das tropas

vencedoras na Cidade do Salvador.

“A Estrada da Liberdade vai até desembocar no Largo da Lapinha, onde, com justiça, colocou-se o busto do General Pedro Labatut. Há quem faça pernosticismo de dizer Pedro ‘Labati’, mas acho uma demasia. Não precisa demonstrar que sabe francês. Ali, meus senhores, passado o tempo, construiu-se um pavilhão que abriga os carros emblemáticos que todo o ano desfilam pela cidade. Ora, sou testemunha ocular, eu era um quase menor, empregado do Instituto Histórico e bem me lembro da recuperação daquilo.

“Vou contar para não se perder. Os carros, primeiro o do caboclo, depois o da cabocla, se recolhiam, desde que começaram os desfiles, no Liceu de Artes e Ofícios no Solar do Saldanha. Depois passaram para o Solar do Ferrão. Quando houve a iniciativa de Bernardino José de Sousa de comprar uma casa e construiu o que se chama hoje o Pavilhão da Lapinha, onde estão guardados os carros emblemáticos. Saíam dali e iam até o Terreiro para simbolicamente se recriar o Te Deum da entrada da tropa. Do Terreiro voltavam para o Largo da Lapinha numa festa muito pouco, digamos, organizada. Mas que demonstrava a euforia baiana pela Independência.

“Até hoje, quando alguém quer fazer alguma coisa apressada e apaixonadamente diz: ‘Toca o carro para a Lapinha!’ Acho que toda a gente aqui já ouviu essa expressão. (Palmas) Não é por acaso. Sem querer, aliás, às vezes até sem saber, quando usa esse ditado está evidenciando aquela gente que começou a homenagem com a ida do carro do Solar do Ferrão até a Lapinha, de volta para ser guardado lá.

“Mais tarde, por um plebiscito, por uma consulta pública, escolheu-se o Campo Grande para uma homenagem aos heróis do 2 de Julho. Antes, já havia uma homenagem.

“Quando se colocou a água encanada na cidade do Salvador, foram distribuídos alguns chafarizes por esta cidade. Com a euforia da água encanada domiciliar, fizeram uma farra, destruíram os chafarizes públicos. Salvou-se a estátua de Cristóvão Colombo, que está no alto de uma coluna numa praça do Rio Vermelho, que de Largo da Mariquita, passou-se a chamar Praça Colombo.

“Havia, entretanto, um chafariz que foi poupado, que estava no Largo Dois de Julho. O nome dele foi a homenagem primeira que a cidade prestou aos heróis. O chafariz esteve ali até quando a euforia urbanística baiana desmontou a homenagem, desmontou o monumento. Ele foi encontrado – eu estava presente –, jogado no capim, na sujeira, atrás de um depósito da Limpeza Pública, nas Sete Portas.

“Felizmente, graças a Deus, graças à memória dos heróis do Dois de Julho, ele estava intacto. Dois homens, o Cel. Antenor Zeferino Cocenza – acredito que alguém se lembre deste nome nesta Casa –, e o professor Francisco da Conceição Menezes resgataram o chafariz no depósito das Sete Portas, e o repuseram com as homenagens devidas. Não mais no Largo Dois de Julho – porque os feirantes, e seus respectivos eleitos estavam preocupados em não afetar os negócios de varejo ali –, foi levado ao Largo dos Aflitos, defronte do quartel da Polícia Militar, por intermédio, por vontade do Cel. Antenor Zeferino Cocenza.

“Nessa altura, já estava lotado no Campo Grande o monumento ao Dois de Julho, monumento esse encomendado na Itália e colocado ali com todas as festas, com tudo que poderia ter. Para simbolizar a independência, foi escolhido, como já havia sido antes no Largo Dois de Julho, a figura do índio do Dois de Julho encimando a coluna do Campo Grande.

“Isso fez com que, ao redor da coluna, fossem colocadas figuras simbólicas, palavras do Dois de Julho. O Campo Grande também não assimilou o nome de Praça Dois de Julho. Formalmente ele se chama Praça Dois de Julho, mas todos o chamam de Campo Grande. Não tem mais monumento no Largo Dois de Julho, mas continua sendo o Largo Dois de Julho.

“Isso é uma prova da insistência e do poder de mandar que tem o povo. Esse poder de mandar tornou-se ainda mais evidente quando, na década de 1940, em 1943, restaurou-se o préstito do caboclo, porque, na década de 20, a insensibilidade de alguns políticos no poder, emperraram a saída dos caboclos para sociedade. Havia festas, palma de palha de coqueiro amarrada nos postes, mas não havia carro.

“Foram os mesmos paladinos – a palavra é pomposa mas é verdadeira –, Antenor Cocenza e Conceição Menezes que restauraram o préstito, saindo do Largo da Lapinha, fazendo a parada tradicional do primeiro percurso até o Terreiro de Jesus, e à tarde indo até o monumento novo, no Campo Grande.

“É impressionante depor como estava viva, como estava acordada, como estava importante a lembrança dos festejos do Dois de Julho. Mal se anunciou que os carros voltariam a desfilar, começou a ser procurado o Instituto Histórico – eu era menor e boy, para saber como seria e tal – e por iniciativa própria, por iniciativa pessoal e particular, não foram poucas as casas do Largo da Lapinha até o Terreiro de Jesus que ornamentaram as suas fachadas com palmas, com enfeites de papel, bandeirolas etc. Alguns nomes se destacaram nesse processo de recuperação dos festejos do Dois de Julho que dá nome a esta Comenda que temos aqui.

“Quero citar aqui o nome do coronel Álvaro de Oliveira e Silva, morador da Baixa de São José, das duas ladeiras, que vai para a Estrada da Rainha, ele foi o primeiro a ornamentar a sua casa de uma maneira, posso dizer, espetaculosa, quando chamava a atenção de toda a gente para a passagem do cortejo. Lá, na rua dos Perdões, um velho senhor cujo primeiro nome não sei, o senhor Almeida Gouveia, fez também uma ornamentação na rua toda dos Perdões para a passagem do Dois de Julho. E ele chegou ao Campo Grande para o Te Deum e mais tarde foi levado para o Campo Grande tal como ocorre até hoje.

“Essa festa, meus senhores, não era oficial. Foi preciso que recentemente uma deputada estadual, não sei se ela está presente, infelizmente, não a conheço pessoalmente, a senhora Alice Portugal, desse feriado, transformasse em data pública formal o dia Dois de Julho.

“Era um feriado conquistado, era um feriado público, era um feriado sem nome formal em Diário Oficial nenhum, era um feriado que vinha do sentimento dos baianos da Cidade de Salvador.

I”sso parece importante porque é a continuidade do processo histórico que se fez por mais de um século. Em 1923, o Diário Oficial do Estado publicou uma edição especial com mais de 500 páginas, que hoje é uma raridade bibliográfica que requer, Sr. Presidente, quem sabe, uma reedição que coloca ao alcance das novas gerações a história do Dois de Julho vivida no século 19, e ali se fez. Foi então que o Instituto Histórico que mantém a guarda, a propriedade, não é bom que se diga o carro do Dois de Julho é meu, é seu, é da cidade, é de toda a gente. O Instituto Histórico mantém a guarda, o cuidado, mantém o pavilhão da Lapinha que é aberto de vez em quando para visita e no mês de julho, sobretudo, é colocado para a visitação pública.

“Então, os senhores vejam: quando a Assembleia Legislativa cria uma Comenda com o nome Dois de Julho ela está se incorporando àquilo que desde o dia 2 de julho de 1823 é imanente, é presente, é entranhado no ser baiano: Nasce o sol a 2 de julho, brilha mais que o primeiro, é sinal que neste dia até o sol é brasileiro. Quem disse isso foi Ladislau dos Santos Titara.

H”avia uma escola como o nome Ladislau dos Santos Titara, ali no Rio Vermelho, na linha de baixo, na Vasco da Gama. Não sei se ainda está lá, não vejo mais a placa, não sei se a cidade tem a lembrança de Santos Barreto, além do retrato que está no Instituto Geográfico Histórico da Bahia.

“Esses dois nomes merecem da nossa parte, quando comemoramos o Dois de Julho, uma lembrança específica, uma lembrança nominada, para que o lembremos que independe do Poder Público. Este entra nisso como um aderente da coisa mais importante, que é a própria estrutura mental do baiano ter a honra daquela data.

Muito obrigado”.

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Marco Prisco, lider dos PMs:
vingança de rinocerontes
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DEU NO BLOG OS INIMIGOS DO REI

JORNAL COMENTADO

“Festa nos quarteis”
(“Correio”)
“MPF quer ressarcimento de R$ 15 milhões por greve da PM em 2012”
(“A Tarde”, on line)

No apagar das luzes do governo Wagner/PT, a Bahia assiste à maneira sutil dos rinocerontes de lidarem com o caso da segurança pública. Num mesmo dia, a assessoria do governo do estado distribui à mídia nota dizendo que o governador estuda, para os próximos meses, se vai conceder aos soldados o mesmo direito dos oficiais de se aposentarem com uma patente acima. Explico pra quem não entende. Se você é capitão PM, por exemplo, ao se aposentar, automaticamente é promovido a major, a patente acima, e, assim, seu soldo não virará pó com o efeito inflacionário, como acontece conosco, os comuns mortais.

Eu sou um destes comuns mortais.

Graças aos presidentes Fernando Henrique Cardoso/PSDB, Lula e Dilma (PT), minha aposentadoria, dentro de pouquíssimo tempo, não vai dar pra colocar gasolina no carro, porque é corrigida abaixo da inflação real todos os anos. Pois então, até agora, 7 anos e meio de governo Wagner, quando um soldado PM aposenta, ele continua recebendo O MESMO PROVENTO DE SOLDADO, vale dizer, em poucos meses estará recebendo é quase nada.

E neste apagar das luzes, lá para maio, pensando em implantar na véspera da eleição de outubro, o governo estadual pode até conceder este “prêmio” aos soldados, mas cuja conta ficará para o próximo governador pagar. Não é lindo? Digam a verdade: após 8 anos se implementa uma medida que DEVERIA ESTAR IMPLANTADA HÁ 80 ANOS, e, mesmo assim, se deixa a conta pro próximo. Este foi O BEIJO.

Agora, vamos à FACADA.

No mesmo dia, anuncia-se que o Ministério Público Federal (MPF), está a exigir da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra), presidida pelo vereador soldado Prisco, do PSDB, uma “indenização” pela greve realizada pela PM em 2012, que, junto com a greve dos professores, custou ao PT a Prefeitura de Salvador, ganha pelo DEM justamente na onda de indignação de mestres e policiais contra a intransigência do governo do PT. E quanto é a “indenização”? Nada mais nada menos que uma MegaSena acumulada de R$15 milhões. Pelas notícias nos jornais, não fica claro como o MP Federal chegou a este número, mas, claro, confiamos que os cálculos devem ser estar corretíssimos. Outra exigência, é que a Aspra seja DISSOLVIDA. Sim, é isto que todos estão lendo. DISSOLVIDA. Alega-se que policial “não pode fazer greve”.

Ora, até as viaturas sem combustível da PM sabem que na História da Humanidade, greve de nenhuma categoria é reconhecida pelo Estado. Nos EUA, no séc. XIX, precisou que um grupo de operários anarquistas fossem massacrados pelo Estado Americano em Chicago para que o direito de greve dos operários fosse reconhecido, dando origem à comemoração mundial (menos nos EUA, claro!) do dia Primeiro de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores. Aqui no Brasil, a ditadura militar (1964-1985), que está fazendo 50 aninhos, NÃO RECONHECIA O DIREITO DE GREVE NEM ÀS BABÁS, quanto mais… E o próprio ex-presidente Lula/PT foi pra cadeia por fazer greve. E ele não era policial (pelo menos que se saiba), era um operário metalúrgico. Portanto, policial não poder fazer greve é o mesmo que dizer, NESTE MOMENTO, NÃO PODE, MAS SE AS INJUSTIÇAS GRITAREM, TODOS FARÃO GREVE, SEJA PERMITIDO OU PROIBIDO. É assim na História da Humanidade, não será diferente aqui e agora.

Mas, quem somos nós para discutir preceitos legais. Deve estar tudo certo, né mesmo? Ah, se está tudo certo, então vamos ver aonde isso vai dar…

Tony Pacheco é jornalista-radialista profissional formado pela UFBA, estudou Economia na UFJF e na UFBA e Psicanálise na SPOB.


Jessica:ferimentos causados pelo namorado há um mês

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

A casa dos pais do rapaz suspeito de assassinar a vendedora de 20 anos na passarela do shopping Paralela, na manhã da terça-feira (7), pegou fogo na manhã desta quarta-feira (8). De acordo com informações da Central de Polícia, o crime aconteceu por volta das 4h na rua Oeste, Lote 4, no bairro Parque São Cristóvão.

Testemunhas teriam visto um homem ateando fogo à residência dos pais de Jean Silva Cerqueira, 21 anos. A casa foi destruída pelo fogo, mas ninguém ficou ferido. Principal suspeito de ter matado a ex-mulher, Jéssica Ramos dos Santos, o jovem está foragido da polícia.

Jéssica já tinha denunciado o ex-marido
após ele agredi-la com uma faca

Na tarde de ontem, o carro do pai de Jean foi encontrado abandonado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O veículo vai passar por uma perícia. Jéssica tinha uma audiência marcada com o ex-marido na próxima semana, depois de, há cerca de um mês, tê-lo denunciado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), em Brotas, por agredi-la com uma faca.

Mas ontem de manhã, a jovem, que completou 20 anos na última sexta-feira, foi morta com 15 facadas na passarela que dá acesso ao Shopping Paralela, onde ela trabalhava na loja de sapatos Comparatto.

Para a polícia, o ex-marido, o motorista particular Jean Silva Marques, 35, é o principal suspeito. Os dois, que moravam no Parque São Cristóvão, estavam separados há um ano, mas, segundo a família da vítima, o acusado não aceitava o fim da relação.

Há cerca de um mês, o acusado chegou a passar uma noite sob custódia no xadrez da Deam. “Ele marcou o rosto de minha filha com uma faca.

A delegada disse na época que, como ele foi levado um dia depois da agressão, não tinha como ser flagrante”, lamentou o pai de Jéssica, Ailton Oliveira dos Santos, amparado de joelhos por amigos e parentes, enquanto chorava em frente ao corpo da filha.

Segundo ele, funcionários do shopping, que o conheciam de tantas vezes ir procurar Jéssica, o reconheceram durante o ataque. O crime aconteceu por volta das 8h30. O assassino chegou em um carro prata e estacionou a alguns metros do ponto de ônibus onde Jéssica costumava descer para seguir ao trabalho pela passarela. Algumas pessoas aguardavam no local a abertura do shopping, às 9h, como a costureira de prenome Michele, que ia ao SAC.

Ela notou que um homem bem vestido estava agachado em um dos pilares da passarela. “Achava que ele estava como eu, aguardado o shopping abrir. Foi quando ela passou por ele e foi atacada”, contou. Segundo ela, houve correria e o assassino correu em direção ao shopping. No final da passarela, atravessou as duas pistas da avenida. “Não sei como ele conseguiu passar entre os carros e fugiu em um carro cinza que já estava parado”, completou.


Familiares da jovem no local do crime:desespero
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Pelas Costas
Segundo a polícia, a maioria das facadas foi nas costas. “Foram 15 perfurações. Ela foi pega inicialmente pelas costas. Oito golpes atrás e sete na frente”, disse o perito Arivan Gomes, do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Familiares de Jéssica se desesperam ao ver corpo da jovem na passarela que leva ao Shopping Paralela

A delegada Marilene Laura, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse ontem que policiais da unidade já iniciaram a busca por Jean. “Ele é nosso principal suspeito. Nossos policiais foram ao Parque São Cristóvão em busca dele e do carro usado na fuga”. Jean trabalha como motorista particular transportando funcionários do Polo Industrial de Camaçari. Até as 20h de ontem, ele não havia sido encontrado. No fim da tarde, o veículo do pai dele foi localizado abandonado no CAB. O carro será enviado para perícia.

Ciúmes

Segundo a tia de Jéssica, Sônia dos Santos Weber, Jean era obcecado pela ex-mulher. “Ele a matou porque era doente por ela. Jean não queria que Jéssica trabalhasse, tinha ciúmes até dos primos dela. Ela se separou dele e mesmo assim ele a perseguia. Muito antes de marcar o rosto dela, já tinha cortado o cabelo dela duas vezes com uma faca”, contou Sônia.

De acordo com Sônia, Jéssica deixa um filho de 2 anos, fruto do relacionamento com Jean. “Os dois eram vizinhos no Parque São Cristóvão”, disse. A relação durou 3 anos. Jean deixou a casa onde moravam e foi residir com a mãe dele, próximo à residência da ex.

Jéssica trabalhava na loja do shopping há um ano. “Algumas vezes, ele (Jean) vinha aqui, mas não entrava. Ela saía, conversava, e retornava”, declarou a gerente da loja, sob anonimato. O sepultamento será realizado hoje, às 14h, no cemitério de Portão.

Jéssica, 20 anos, deixa filho de 2. Família e polícia suspeitam de ex-marido, contra quem ela registrou queixa por agressão há cerca de um mês. Ela morreu com 15 facadas

Polícia pediu medida protetiva para Jéssica há cerca de um mês
A delegada Ana Virginia Paim, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas, informou que a unidade solicitou medida protetiva para Jéssica, quando a jovem prestou queixa contra o ex-marido há cerca de um mês, com marcas de faca no rosto.

“Às vezes, o juiz defere e a gente não é notificado. Tentei até saber hoje, mas o portal do Tribunal de Justiça estava fora do ar”, declarou a delegada. Na ocasião, Jean foi conduzido por policiais militares à unidade, foi ouvido e liberado após passar a noite custodiado. Sobre o fato de o suspeito não ter ficado preso, a delegada explicou: “Dias depois do episódio (agressão), ela encontrou com ele em via pública e, com medo, parou uma viatura da Polícia Militar, que o trouxe aqui”, disse a titular.

De acordo com ela, todos os procedimentos cabíveis naquele momento foram adotados. “Fizemos toda a parte burocrática. Uma delegada (substituta) ouviu as duas partes, expediu guia de lesão corporal para a vítima e solicitação da medida protetiva”, argumentou Paim.

“Ela tinha uma audiência marcada sobre a denúncia na segunda-feira que vem”, informou Cristiane Gomes, uma das tias da vítima. O CORREIO tentou contato com o Tribunal de Justiça para saber sobre o andamento do pedido da medida protetiva. No entanto, a assessoria informou que consta um processo em nome de Jéssica na 12ª Vara da Família, mas não poderia informar qual era o conteúdo desse processo.

jan
08

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BOA TARDE!!!

http://youtu.be/ON8CAFEKJ8Q

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Um “objeto voador” não identificado avistado à luz do dia na cidade alemão de Bremen, levou à interrupção do tráfego aéreo local e, depois, foi visto sobrevoando o estádio do Werder.

Depois de ter provocado a interrupção do tráfego aéreo no aeroporto de Bermen, o objeto foi visto na zona do estádio do Werder Bremen.

As informações dizem que a aparição do objeto sobre o estádio do Werder aconteceu pela segunda vez na parte da tarde, já depois do que aconteceu de manhã no aeroporto.

O objeto , segundo testemunhas, passou a cerca de 300 metros do Estádio.

A polícia alemã diz estar investigando o que terá acontecido, sobretudo tendo em vista os prejuízos causados pela interrupção do tráfego.

«Não sabemos o que era, mas havia algo», disse um elemento da polícia local.

O ‘incidente’ aparece hoje no noticiário geral dos jornais alemães, principalmente os de Bremen.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal europeu TSF)


Wagner e Nilo: ano começa co derrota na Assembléia
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DEU NO PORTAL METRO1

Votada na madrugada desta quarta-feira (8), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134 foi rejeitada na Assembleia Legislativa da Bahia. Com apenas 37 votos, um a menos que o necessário, a polêmica proposta que pretendia antecipar o uso de R$ 2 bilhões dos royalties do petróleo pelo governo do estado foi derrubada ainda no primeiro turno da votação. O governo ainda poderá apresentar proposta semelhante na próxima legislatura, que será a partir de fevereiro.

Em entrevista ao site Bahia Notícias, o líder da oposição na bancada, Bruno Reis (PMDB), comemorou a rejeição da PEC: “Nós conseguimos obstruir a pauta, levamos a votação para entrar pela madrugada e impusemos a maior derrota da história do governo Wagner em sete anos aqui na Assembleia”.

jan
08
Posted on 08-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-01-2014


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Aroeira, hoje, no jornal Brasil Econômico

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OPINIÃO POLÍTICA

Alianças eleitorais

Ivan de Carvalho

A aliança do PSB com a Rede Sustentabilidade, imediatamente após esta ter negado seu registro partidário pelo Tribunal Superior Eleitoral graças a um golpe cartorial relacionado com as fichas de filiação, suspreendeu o país. Foi a maior surpresa política no Brasil em 2013. E implicou numa mexida importante no cenário da sucessão presidencial.

Ante a negativa do TSE de conceder o registro de partido à Rede, este cenário marchava para um embate de apenas dois contendores – a presidente Dilma Rousseff, do PT, pleiteando a reeleição, o senador Aécio Neves, presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, como um dos desafiantes e talvez o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o segundo desafiante, mas, em princípio, numa posição político-eleitoral fraca.

A surpreendente aliança com a Rede e principalmente, claro, com Marina Silva, que se filiou ao PSB, encorpou a candidatura de Eduardo Campos, embora inicialmente instalando uma dúvida sobre se afinal seria ele ou Marina a disputar pela legenda socialista a presidência da República.

Hoje, no entanto, está ficando muito claro que o candidato socialista será mesmo Eduardo Campos, bem como está se delineando cada vez mais fortemente que Marina Silva vai figurar na chapa como candidata a vice-presidente. Esta é, aliás, a formulação ideal para o PSB e, de um modo geral, para as oposições, que precisam montar para o primeiro turno das eleições um cenário que leve as eleições para o segundo turno, quando então se juntariam o PSB e o PSDB, além de outros partidos oposicionistas, em um esforço final de produzir uma alternância que já tarda no quase todo poderoso Executivo federal. O PT no final de 2014 já completará 12 anos na presidência da República e se conseguir a reeleição de Dilma Rousseff partirá para 16 anos ininterruptos de poder federal.

Note-se que Dilma Rousseff, em termos de cumprir certas propostas do programa do PT, está sendo razoávelmente moderada e que isto se explica facilmente pela necessidade de não entrar em conflito mais vivo com importantes setores da sociedade que poderiam dificultar seriamente sua reeleição.
No entanto, conquistado o segundo mandato presidencial e na impossibilidade constitucional de obter o terceiro, a presidente Dilma Rousseff estará muito mais liberada politicamente para cumprir certos pontos mais ousados do programa do PT e de suas ideias – exemplo de um desses pontos de adoção conjunta PT/Dilma é a da descriminalização total do aborto, isto é, da permissão para que se matem inconsequentemente as pessoas que, ainda não tendo nascido, estão vivas, ao abrigo (que se tornaria câmara da morte) do ventre de suas mães.

Isto sob o incrível argumento de que a mulher tem o direito de fazer o que quiser com o corpo dela. Não sei se tem, talvez não lhe seja reconhecido o direito ao suicídio (afinal, sempre que possível tentam de tudo, incluindo a força, não raro praticada por agentes do Estado, para impedi-lo) e ninguém de bom senso protesto contra esse embaraço. Mas, como dizia Genoíno, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. No suicídio, a mulher (ou o homem) atenta contra o próprio corpo e a própria vida. No aborto, o atentado é contra o corpo e a vida de outra pessoa, não da mulher adulta que a carrega provisoriamente no ventre.

Bem, após essa digressão sobre um dos pontos de concordância notórios entre o programa do PT e as ideias da presidente Dilma, retomemos o fio da meada. Marina dá toda ênfase ao fato de que a Rede é “programática”, mas alianças eleitorais, o PSB sabe como qualquer outro partido, devem ter, sim, o máximo possível de coerência programática, mas sem perder de vista que essas alianças têm que ser pragmáticas também, já que, se limitadas a serem “sonháticas”, sem atenção ao um pragmatismo sadio, correto, mandarão para o lixo o sonho de ganharem eleições e produzirem um fenômeno que toda democracia e a liberdade precisam tanto quanto nós precisamos do ar que respiramos – a alternância no poder. Sem esta, toda democracia, em algum momento, resvalará para um regime autoritário, ditatorial, ainda quando preserve uma máscara democrática.

Está claro que Marina precisa, se quer prestar um serviço ao país, equilibrar os pratos da balança em que põe suas ações

Vai para Janio (amigo e colaborador do BP desde o nascimento do site blog), lá nas barrancas do rio da minha aldeia, que ele enxerga e entende como poucos.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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