Jessica, a vítima:namorado violento
foi preso, e silto no dia seguinte

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A vendedora de 20 anos assassinada na manhã desta terça-feira (7) na passarela do Shopping Paralela já havia prestado queixa contra o ex-namorado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Há cerca de um mês, Jéssica Ramos dos Santos procurou a delegacia especializada para denunciar Jean Silva Cerqueira, 21 anos, que segundo ela cortou seus cabelos com uma faca.

“Ele entrou na casa dela, com uma faca de cozinha, e cortou os cabelos dela, o megahair. E teria arranhado o rosto dela com essa faca”, contou à TV Bahia a delegada Ana Virgínia, titular da Deam. A queixa foi registrada no dia 6 de dezembro. Segundo familiares de Jéssica, o suspeito ficou preso por um dia e depois foi liberado. Segundo a delegacia, como ele não tinha antecedentes criminais e as lesões foram considerados leves, ele deveria responder ao caso na Justiça em liberdade.

A jovem entrou com uma ação para impedir que o ex se aproximasse dela, já que ele ligava constantemente e a ameaçava desde que os dois se separaram, há cerca de 1 ano. Segundo familiares, a primeira audiência aconteceria na segunda-feira. Os dois tinham juntos um filho de 2 anos.

Principal suspeito pelo crime, Jean está foragido. Nesta tarde, um carro do pai dele foi localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O veículo irá passar por perícia.

Jéssica foi morta com várias facadas por volta das 9h. Ela estava a caminho do trabalho, na loja Comparatto do shopping Paralela, quando foi atacada. Segundo uma jovem que testemunhou o momento em que a vendedora foi agredida, não houve uma tentativa de assalto e o rapaz tinha a vítima como alvo. “Ele estava parado do outro lado da passarela, falando no celular, como se estivesse esperando a moça”, conta a testemunha, que preferiu não se identificar. “Quando ela passou, ele parou de falar no telefone e foi para cima dela”. Jéssica foi atingida várias vezes no pescoço e na região do abdômen.

Ainda conforme testemunhas, ele fugiu em um veículo de cor prata após golpear a moça. Jean trabalharia como motorista de uma empresa terceirizada. Ele segue sendo procurado.

jan
07


Mônica, ex-miss e atriz: muitos ferimentos no corpo

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DEU NO JORNA ZERO HORA, DE PORTO ALEGRE

A ex-miss Venezuela Mónica Spear Mootz e o marido foram assassinados por volta das 22h30min desta segunda-feira, no estado de Carabobo, no norte do país. De acordo com o jornal local El Nacional, o casal foi morto após uma suposta tentativa de roubo na estrada que liga Puerto Cabello a Valencia.

Mónica, 29 anos, apresentava múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, enquanto o parceiro, o irlandês Thomas Henry Berry, 39, foi ferido na região peitoral esquerda. A filha do casal, Maya, de 5 anos, também foi ferida, mas está fora de perigo.

De acordo com a imprensa local, os três aguardavam ajuda dentro do carro em que viajavam. O veículo havia apresentado um problema técnico. Eles residiam nos Estados Unidos e estavam de férias na Venezuela.

O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes

No brilho azul do ar uma gaivota
No mar branco de espuma sonoro
Curiosa espreita as velas cor de rosa
À procura do nosso tesouro

A brisa brinca como uma gazela
Sobre todo o branco e a rua do Ouro
Curiosa espreita a fenda da janela
A procura do nosso tesouro

BOA TARDE!!!

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CRÔNICA / EUSÉBIO

O ídolo dá o lugar ao herói

Washington de Souza Filho

(Direto de Covilhã, em Portugal)

Mais do que fazer justiça a importância de Eusébio como jogador de futebol, a comoção vista em Portugal estabelece o seu lugar como ídolo, em um momento em que o país vive a expectativa da escolha de Cristiano Ronaldo como o melhor de 2013 pela Fifa. Sem qualquer polêmica, o que ocorreu em Lisboa nesses dias, desde o comunicado da sua morte, na manhã de domingo, 5, e o sepultamento, nesta segunda, faz relembrar de episódios vistos no Brasil, por exemplo, quando morreram Tancredo Neves e Ayrton Senna.

Eusébio, apesar de uma recente internação, estava fora de cena. Ele morreu, aos 71 anos, em consequência do agravamento da saúde, depois de um AVC. A presença nas ruas de Lisboa, em dias de chuva e frio, representou para os portugueses o reconhecimento do que ele fez pelo país como jogador.

A sua maior marca foi a participação na Copa do Mundo de 66, disputada na Inglaterra. A Seleção de Portugal, da qual era o destaque, derrotou o Brasil, eliminado na primeira fase, quando tinha o título de bicampeão mundial. Três a um, com dois gols marcados por Eusébio. A vitória estabeleceu no imaginário do futebol mundial uma comparação, nunca alcançada, com Pelé.
Eusébio foi um grande jogador. Um atacante muito veloz, técnico e capaz de chutes com bastante força. A sua importância para o futebol português foi tão grande, que o ditador Oliveira Salazar, a quem ele chamava de padrinho, impediu que aceitasse jogar na Itália, pela Internazionale de Milão. O atacante ganhou o prêmio de melhor jogador da Europa, com o status de melhor do mundo, e foi duas vezes o maior artilheiro do continente na década de 60. Ganhou incontáveis títulos em Portugal, jogando pelo Benfica. No fim da carreira, como Pelé, jogou nos Estados Unidos.

Sem nenhuma convicção, com a ajuda da memória, considero que a vitória na Inglaterra foi a mais significativa que ele alcançou em partidas contra Pelé. Nas referências feitas pelos meios de comunicação portugueses, é a partida da Copa do Mundo, realizada na cidade de Liverpool, dos Beatles, que é citada. Um pouco antes, em uma disputa direta, entre o Santos de Pelé e o Benfica de Eusébio, o time brasileiro venceu e conquistou o que seria o segundo título mundial interclubes. No tempo em que a disputa pelo título era em partidas entre o campeão da Libertadores e o da Europa.
A comoção demonstrada pelos portugueses com a morte de Eusébio demonstra, porém, que é na disputa interna, mesmo com a idolatria dedicada a Cristiano Ronaldo, que tem importância o reconhecimento recebido, concedido pelo povo. Após a morte de Eusébio, o jogador do Real Madrid fez uma manifestação através de uma rede social, quase protocolar. O tom era diferente de outra, antes do fim do ano, depois de superar em Eusébio no número de gols pela Seleção Portuguesa.

Cristiano Ronaldo reagiu à crítica do antigo jogador, de que “os gols marcados por ele, não tinham sido feitos em seleções como a de Luxemburgo”. Eusébio, naturalmente, fez uma observação, na qual teve a intenção de ressaltar que o futebol do tempo em jogou, sem a globalização atual, tinha outra dimensão, inclusive no campo.
A reverência do povo português a Eusébio deixou marcas. A estátua do jogador, em frente ao estádio da Luz, virou uma espécie de memorial, coberta por cachecóis, com as cores do Benfica, flores e objetos, depositados por portugueses anônimos, de todas as idades e sem paixão por clubes. A morte dele vai se transformar em um tema do parlamento português. Antes do enterro foi lançada a proposta para a transferência dos restos mortais de Eusébio, sepultado em um cemitério de Lisboa, para o Panteão Nacional, onde estão ex-presidentes e personalidades. Até agora, a única exceção é a cantora Amália Rodrigues. A única questão é quem vai pagar a conta de centenas de milhares de euros.

Eusébio, nascido em Moçambique, quando ainda era colônia portuguesa, assistiu de Portugal a independência do país de nascimento, quando o futebol, ao lado do fado e o culto a Nossa Senhora de Fátima, era um dos símbolos do país. Entre os diversos comentários sobre a sua morte, um estabelece o sentido do reconhecimento visto. O de que ele representa a figura de um herói, uma referência que o país precisa para enfrentar os desafios que a situação econômica estabeleceu, no ano, em que a Revolução dos Cravos completa, 40 anos, no mês de abril – o mesmo do Golpe de 64, no Brasil, que faz 50 anos.

Washington de Souza Filho, jrnalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA, vive em Covilhã, na Serra da Estrela, em Portugal, onde cursa doutorado em Comunicação


Bell:pedido de desculpas depois do palpite infeliz

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DEU NO JORNAL A TARDE


CLEIDIANA RAMOS

Um vídeo, que tem como protagonista o cantor Bell Marques, provocou indignação em Iaçu (a 275 km de Salvador, na região da Chapada Diamantina). Moradores do município de 26 mil habitantes consideraram ofensivo o termo “tabaréu” como são identificados por Bell.

“Não, assim é coisa de tabaréu, coisa lá de baiano, de Iaçu”. A declaração do cantor veio logo após receber uma resposta, via ponto eletrônico, para uma questão técnica. O show foi gravado em abril do ano passado, em Minas Gerais, para o programa “Axé Brasil” do canal pago Multishow. Mas o trecho foi publicado no Youtube no último domingo pelo nick (apelido virtual) Filme8 e começou a repercutir em redes sociais, como o Facebook e blogs.

Segundo o dicionário Houaiss, tabaréu significa soldado inexperiente, ingênuo; pessoa acanhada; oficial ordinário, preguiçoso; indivíduo inapto para realizar suas próprias tarefas; e caipira. “Foi uma declaração infeliz, pois tem pessoas de Iaçu que o admiram”, afirmou o prefeito Nixon Duarte (PMDB-BA).
Saiba mais

Segundo o prefeito, o município tem sido uma referência na área de promoção cultural, com destaque para a festa de São João. “No nosso São João a festa é toda pensada para resgatar as raízes históricas e culturais. Tudo gira em torno do trem de passageiros. Por isso é o Arraiá do Mochilão. A linha de trem, construída a partir da metade do século XIX, foi fundamental para o surgimento e desenvolvimento do município”, acrescenta Duarte.

Em nota, Bell disse que foi mal interpretado. “Não existe maldade na minha fala quando uso o termo ‘tabaréu’ e menciono a cidade de Iaçu, no interior baiano. Estou rindo e, ao contrário do que dizem, não estou estressado no vídeo”, diz o cantor.

Em outro trecho da nota, Bell afirma que se tivesse feito uma ofensa também estaria incluído nela. “Sou baiano também e, sendo assim, estaria me incluindo neste rol. Espero que o povo de Iaçu e da Bahia como um todo, estado do qual nunca saí e que sempre valorizei onde quer que eu vá, aceite meu pedido de desculpas e entenda que foi uma brincadeira”.

Por fim, o cantor atribui a confusão ao calor da emoção. “Às vezes, na emoção do momento, em cima do palco, acabo falando pela melodia da palavra, mas nunca com a intenção de ofender ninguém”. Uma fonte que pediu anonimato disse que familiares de Bell têm fazenda em Lajedo Alto, um dos três distritos de Iaçu.

Ofendidos

Embora o cantor tenha pedido desculpas, o vídeo continua repercutindo, negativamente. O diretor municipal de cultura, Gildo Nogueira, afirma que a declaração de Bell pode motivar interpretações preconceituosas. “Temos batalhado para dar visibilidade a bens culturais locais, como a chula e o artesanato de palha. É uma forma de resgatar a autoestima do nosso povo mostrando como seus saberes são especiais. Mesmo sem intenção, suas palavras abrem espaço para interpretações pejorativas”, diz.

Para o produtor de marketin e eventos em Iaçu, Thiago Miranda, mesmo em tom de brincadeira, a declaração pode ser caracterizada como infeliz. “Conferi o vídeo e a ideia que fica é que tabaréu é alguém desorganizado. Isso não representa Iaçu. Os artistas devem ter cuidado com o que falam”.

O professor Luís Carlos de Azevedo, tem opinião parecida. “Da forma como ele disse parece que aqui é um lugar onde as pessoas não sabem se expressar. Pelo contrário. Iaçu sempre foi referência cultural na Chapada”.

(Nota do Bahia em Pauta: A reporter Cleidiana Ramos, de A Tarde, que assina o texto, é natural de Iaçu. Seu pai, já falecido, foi um dos melhores prefeitos da história do município da Chapada Diamantina e um resistente contra a ditadura militar na Bahia)

jan
07
Posted on 07-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-01-2014


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Aroeira, hoje, no jornal O Dia

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OPINIÃO POLITICA

O Mensalão de volta

Ivan de Carvalho

O deputado João Paulo Cunha, do PT e ex-presidente da Câmara dos Deputados, um dos condenados no processo do Mensalão, vai se entregar hoje, em Brasília. Segundo seu advogado, não o fez ontem porque ainda não havia o mandado de prisão. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, indeferiu, ontem, recurso de João Paulo Cunha – sob o fundamento de que não preenchia requisito de admissibilidade e tinha caráter meramente protelatório – e deu por transitada em julgado a Ação Penal 470 em relação às penas de corrupção e peculato (embora ainda não em relação à lavagem de dinheiro, por entender que cabe embargo infringente). Joaquim Barbosa determinou o início das medidas de execução da condenação, vale dizer, a prisão de João Paulo Cunha.

O fato de este se entregar não pacífica o assunto. O STF decidiu que sua decisão, que automaticamente suprime os direitos políticos dos condenados, implica também na perda do mandato eletivo (no caso, de deputado federal). É, em verdade, o óbvio. Como pode alguém ser detentor de mandato eletivo na estrutura do Estado sem ter direitos políticos, mesmo que fique preso?

Vejamos o estranho caso do deputado Natan Donadon, que condenado por corrupção pelo STF – por causa da malcriação da Mesa da Câmara de não declarar simplesmente, como devia, a perda do mandato – foi submetido a processo na comissão de ética e ao voto secreto no plenário da Câmara sobre a perda ou não de seu mandato e conseguiu preservá-lo. O voto sobre cassação ainda era secreto. A “absolvição” do plenário, movido pelo corporativismo, ligações de amizade e irritações com o STF, fez explodir uma crise. O presidente da Câmara, o peemedebista Henrique Eduardo Alves, percebeu afinal o tamanho do desgaste para a Câmara ante o eleitorado e a sociedade e isso acabou resultando em mudança legislativa que tornou o voto aberto nas votações sobre cassação de mandato (e vetos presidenciais a legislação aprovada pelos congressistas, detalhe importante e que foi muito ruim para a liberdade de atuação do Congresso). O presidente da Câmara convocou o suplente de Donadon e, para completar, providenciou novo processo de cassação contra ele, a ser decidido pelo voto, agora aberto, do plenário. Aí, acabou.

Apesar do tiro pela culatra no caso Donadon, a Câmara (e, supõe-se, também o Senado) não voltou atrás na questão de que o condenado, mesmo sem direitos políticos, só perde o mandato se este for cassado pelo plenário. Mas com o voto aberto, ficou difícil imaginar que o plenário da Câmara, ainda mais na proximidade de eleições, iria preservar mandatos de deputados condenados no Mensalão, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil.

Esta foi a razão de três dos condenados que responderiam a processo de cassação – José Genoíno (ex-presidente do PT), Valdemar Costa Neto (ex-presidente e manda-chuva do PR) e Pedro Henry – haverem renunciado para não terem o currículo “manchado” por uma cassação de mandato. Mas no caso de João Paulo Cunha pode ser diferente. Ou não. O ex-presidente da Câmara fez um incisivo discurso em que assegurou que não vai renunciar ao mandato para evitar um processo de cassação.

Ou João Paulo Cunha quer ser vitimado pelo plenário da Casa legislativa que presidiu ou tem excepcional confiança na força do corporativismo. E numa improvável ou pelo menos duvidosa mobilização do seu partido, o PT, para manter – em nome, talvez, da estapafúrdia tese lulista de que o Mensalão foi uma farsa – o mandato parlamentar, ainda que o regime prisional, mesmo semiaberto, não lhe permita exercê-lo e ainda que o presidente da Câmara, como fez no caso Donadon, convoque o suplente. Nesse pé estão as coisas, mas o Congresso está em recesso e há quem imagine que quando voltar a funcionar, no início de fevereiro, ocasião em que seria aberto o processo de cassação do mandato de João Paulo Cunha, este mude de atitude e resolva renunciar para evitar a cassação tão provável.

“Linda música, de Tavito e Ricardo Magno, que marcou uma época e muitos corações” ( Do Youtube).

BOM DIA!!!


Janet:pioneira no comando do Federal Reserve

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O Senado dos EUA confirmou (com 56 votos a favor e 26 contra) o nome de Janet Yellen, até aqui vice-presidente da Reserva Federal americana, para suceder a Ben Bernank na presidência da instituição. Yellen, de 67 anos, tinha sido nomeada em Outubro por Barack Obama e a confirmação no Senado já era esperada.

Para além de ser a primeira mulher a ocupar o cargo nos 100 anos de história do banco central dos EUA, é também a primeira presidente da Fed de nomeação democrata desde 1979. Terá em mãos a tarefa de reduzir o programa de estímulo à economia que a Reserva Federal tem levado a cabo.

Antes de ter entrado na Fed, em 2010, Yellen presidiu ao banco do Sistema da Reserva Federal de São Francisco. Entre 1997 e 1999, foi presidente do Conselho dos Consultores Económicos do Presidente democrata Bill Clinton. É casada com George Akerlof, premiado com o Nobel da Economia em 2001, e tem obras publicadas sobre o desemprego, um dos problemas com que terá de lidar: nos EUA, a taxa de desemprego, embora em queda, ronda os 7%.

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