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Posted on 05-01-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-01-2014

DEU NA COLUNA PAINEL/FOLHA DE S. PAULO

Comando supremo O mapa mais atualizado de nomes para coordenar a reeleição de Dilma Rousseff define o que auxiliares da presidente apelidaram de “comando supremo” da campanha. Além do time operacional, a petista contará, segundo interlocutores, com um triunvirato composto pelo ex-presidente Lula, pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB). O grupo vai tratar das questões mais delicadas, como as relacionadas à formação de alianças.

Mão na massa Para executar tarefas do dia a dia, estão escalados, por ora, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o ex-presidente do PT paulista Edinho Silva.


Caetano e o filho Moreno:”o sonho não acabou”

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DEU ESTE DOMINGO EM O GLOBO E A TARDE (EDIÇÃO IMPRESSA NAS BANCAS)

CIDADE

Caetano Veloso

A Cidade do Salvador fala de modo enfático sobre as coisas do Brasil. Desde o arraial de Caramuru ao status de capital da colônia, passando pelos poemas de Gregório de Matos e pelas lutas da independência, ela grita sobre nossa condição. Nesses dias ela tem sido especialmente eloquente. A luz dourada que banha o lugar onde ela se ergueu está no auge do seu brilho. Num típico janeiro sem chuvas, as águas da baía e, mais ainda, as do mar aberto que começa no Farol da Barra, exibem cores intensas e límpidas, azuis e verdes e cobres e pratas, que são mais ricas do que podem ficar nas fotografias. Os muitos prédios feios e as fachadas deformadas de antigos sobrados confirmam as piores observações de Lévi-Strauss. Me lembro da cidade que eu vi quando vim aqui menino — e, depois, da que conheci na passagem dos meus 17 para 18 anos. Uma imagem tomada por Orson Welles no filme que ele começou a fazer sobre jangadeiros cearenses que desceram de jangada de Fortaleza até o Rio mostra Salvador como uma obra-prima urbanística. Stefan Zweig escreveu, entre muitas outras coisas para as quais deveríamos prestar mais atenção, que “o Brasil tem as cidades mais bonitas do mundo”. Talvez ele estivesse empolgado demais com o contraste entre o doce Brasil e a Europa enlouquecida da segunda metade dos anos 1930. Mas é notável que fosse possível que alguém tão culto e tão inteligente escrevesse tal frase a sério. Porque hoje nós podemos dizer que as cidades brasileiras estão entre as mais feias do mundo todo. Lévi-Strauss, ao contrário de Zweig, não se mostrou impressionado com a beleza de Salvador (o Rio, para ele, era feio). Percebeu, antes, que os meninos pobres das ruas da Bahia esmolavam ser fotografados, sem nem sequer esperarem ver as fotografias depois. E entendeu que o tempo só fazia e só faria mal ao urbanismo brasileiro. Tudo fadado a passar do estágio de construção para o de ruína

Se tivesse havido consciência do valor estético (e não só estético) da estrutura urbanística e arquitetônica de Salvador na altura em que Welles viu a cidade — ou quando eu vim de Santo Amaro — e tivéssemos podido planejar a modernização mantendo-a (o que não é nada impossível: as cidades europeias são ao mesmo tempo mil vezes mais modernas e mil vezes mais preservadas do que as nossas), teríamos hoje uma joia do Atlântico Sul, em lugar do caos que vemos. Seria preciso termos tido uma história muito diferente. O que excita é a esperança inacreditavelmente renovada de que, apesar de tudo, ainda vai dar para fazer alguma coisa. E a certeza maluca de que se fizermos será algo grandioso, como a entrada no Reino do Espírito Santo. Digo que a esperança se renova inacreditavelmente e que a certeza é maluca porque o olhar realista para a feiura visual e social produz ceticismo. Sem o qual, é verdade, nada faremos. Mas na maior parte das vezes ele nos deixa imobilizados.

Mais do que quase nunca, estou sentindo aquele antigo bem de estar na Bahia que reencontro tão puro em meu filho Moreno. É uma gratidão infinita por simplesmente estarmos aqui. A brisa, as cores, a luz confirmam. Mas o sentimento independe de demonstrações óbvias por parte do lugar. No meio do ano passado, eu estava indo com Moreno da parte do Rio Vermelho onde ele tem apartamento para a parte do Rio Vermelho onde tenho uma casa. Era noite, fazíamos um retorno na Avenida Garibaldi — onde não há senão construções modernas sem elegância nem imaginação — e chovia sem parar. Comentei minha constatação de que a cidade estava totalmente desprovida de encantos. Moreno respondeu apenas “Eu adoro”. E falou com tanta alegria sincera que, agora que tento explicar o que sinto estando aqui, só a cara dele nesse momento vem à minha mente.

Hélio Eichbauer, ouvindo-me lamentar as fachadas novas e tolas que as pessoas ergueram para substituir as frentes antigas das casas no estreito caminho que as separa do mar entre o Bogari e o Bonfim (destruição arquitetônica que eu comparava à sofrida por Santo Amaro), disse apenas “Eu gosto”. Entendi bem. Cidades americanas não podem ser europeias. San Juan de Porto Rico me deu a sensação de um Projac mantido pelos Estados Unidos. Lá, achei que a tragédia cubana, que separa famílias entre Miami e Havana, era o oposto da melancolia porto-riquenha. Décio Pignatari e Candice Bergman acharam o Pelourinho recém-restaurado “uma disneylândia”. Discordei. Mas entendo o que diziam. Um casal amigo, nascido e criado cá, foi assaltado na saída do Cine Glauber Rocha. A violência urbana cresceu aqui mais do que no resto do país. O racismo antigo está quase intacto (e mesmo renovado). Mas meu sonho não acabou.

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Nelson Ned, um romântico para sempre, qualquer dia e qualquer hora.

Adeus!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO G1
O cantor Nelson Ned, de 66 anos, morreu na manhã deste domingo (5) no Hospital Regional de Cotia, em São Paulo. Ele estava internado desde sábado com pneumonia. A informação foi confirmada às 12h pela assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde. A pasta informou que ele morreu em decorrência de “complicações clínicas”. O horário do óbito não foi informado.

Em 2003, o cantor sofreu um acidente vascular cerebral. Ele vivia em São Paulo, sob a guarda e cuidados de Neuma, uma de suas irmãs. O AVC afetou sua parte vocal, assim como memória

Carreira

Primogênito dos 7 filhos de Nelson de Moura Pinto e Ned d´Ávila Pinto, ele saiu de Ubá (MG) para tentar a vida no Rio de Janeiro aos 17 anos. Começou bem distante dos palcos, trabalhando em uma linha de montagem de uma fábrica de chocolates. Cantou em boates paulistas e cariocas antes da maioridade e era escondido embaixo do balcão das casas quando o Juizado de Menores passava para fiscalizar.

Tempos depois, passou a ser figura recorrente no programa do Chacrinha, que ele considera o “pai de sua carreira artística”. Foi na televisão que conquistou espaço e sucesso com o hit “Tudo passará”, uma de suas primeiras músicas.“Ele foi um divisor de águas na minha vida. Me deu oportunidade e comida. Devo muito ao falecido amigo. Foi muito difícil ser cantor de brega e anão neste país”, relembrou Ned em entrevista ao G1, em 2012.

Com 32 discos gravados em português e espanhol, Ned cantou no Carnegie Hall e no Madison Square Garden, ambos em Nova York. Ele se converteu nos anos 90 à religião evangélica e, desde então, cantava músicas gospel. Em 1996, lançou a biografia “O pequeno gigante”, que fazia referência à sua altura, de 1,12m.

O hit “Tudo passará” era sua faixa predileta, conforme contou ao G1. “É a que mais gosto. Quando cantei em um programa fui aplaudido de pé no meio da música. Isso é ser brega? Quem não é brega quando fala de amor? É o amor que é brega, não a minha música.”
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‘Tenho certeza de que fui um dos melhores do mundo’, diz Nelson Ned

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05
Posted on 05-01-2014
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Eusébio:desaparece umheroi de Portuga e legenda do futebol

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DEU NO EL PAÍS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Às quatro da manhã, hora portuguesa, uma parada cardiorrespiratória causou a morte em Lisboa do mítico jogador Eusébio da Silva Ferreira, conhecido, como os grandes, apenas pelo prenome: Eusébio. A notícia de sua morte, aos 71 anos, comoveu o país inteiro, e não só os amantes do futebol (que são, de resto, quase todos em Portugal), já que Eusébio, mais do que um extraordinário esportista, havia se transformado em parte da memória e da mitologia de um povo, por causa das suas atuações pelo Benfica e pela seleção portuguesa. Às nove da manhã (7:00 em Brasília), poucas horas depois da divulgação da sua morte, já havia flores e cachecóis vermelhos ao pé da estátua em que é retratado chutando a gol, no Estádio da Luz, em Lisboa. Em seguida, o Governo declarou três dias de luto nacional.

Eusébio nasceu em 1942, em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique. Aos quinze anos, jogava em um clube chamado Os Brasileiros Futebol Clube. Mas aos 19, em maio de 1961 (depois de uma interferência da sua mãe para não assinar contrato com o Sporting de Lisboa), já jogava em um Benfica que a essa altura começava a tratar os grandes clubes de igual para igual na Copa da Europa. A Pantera Negra, como o apelidou um jornalista inglês, levou seu time a se tornar um desses grandes durante a gloriosa fase dos anos sessenta. Com Eusébio, o Benfica participou de quatro finais da Copa da Europa, ganhando duas delas.

Mas foi na Copa de 1966, na Inglaterra, que Eusébio se consagrou. Houve uma partida da qual todos os portugueses maiores de 50 anos se recordam, inclusive o ex-presidente da República Jorge Sampaio, que hoje, em uma entrevista na televisão, fazia referência a esse dia. Eram as quartas-de-final, e a Coreia do Norte abria 3 x 0 aos 25 minutos do primeiro tempo. Portugal participava de uma Copa pela primeira vez, e muitos intuíam que a volta para casa era iminente. Mas não Eusébio, que disse a um colega para não se preocupar, que eles iriam se classificar. Naquela tarde, marcou três dos cinco gols que levaram Portugal ao triunfo e ao êxtase (embora tenha encalhado nas semifinais). Eusébio, contudo, foi eleito melhor jogador daquela Copa.

Ganhou duas chuteiras de ouro e a Bola de Ouro de 1965. Conquistou dez títulos portugueses com o Benfica. Foi operado seis vezes do joelho esquerdo. Jogou muitas vezes lesionado. Os especialistas recordam hoje sua velocidade, sua capacidade de penetração e seu explosivo arremate com a perna direita. As emissoras de TV transmitem essas mesmas investidas em branco e preto, terminando sempre com um golaço. Seus amigos preferem observar que, além disso, era um sujeito franco, generoso e humilde, com a saúde muito debilitada nos últimos anos, mas empenhado em se agarrar fortemente à vida (“Como o campeão que foi”, diz um deles).

O ditador Salazar o proibiu de assinar contrato com a Inter de Milão, quando estava no auge da carreira, para impedir que o símbolo do futebol português defendesse outras cores que não as da seleção e dos clubes lusitanos. Quem se lembrava disso era o próprio jogador (que chamava o ditador de “padrinho”), em uma entrevista publicada há dois anos no semanário Expresso. Soube sobreviver convertido em mito para vários regimes políticos. Nessa mesma entrevista responde, quando perguntado sobre os culpados da crise: “Minha política é a bola”.

O bombardeio midiático que sacode o Portugal agora demonstra que morreu mais do que um jogador de futebol. O escritor e roqueiro António Manuel Ribeiro soube definir isso horas atrás, pela televisão: “Foi nosso herói. Em um país onde há pouquíssimos heróis”.

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Posted on 05-01-2014
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Genildo, hoje, no portal A Charge Online

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Bahia em Pauta fica devendo outras duas versões especiais de Our Day Will Come: a de Doris Day e a de Chris Montez. Prometemos para outra oportunidade.

Amy Winehouse e Karen, do The Carpenters, no entanto, interpretam esta canção como ninguém. Confiram!

BOM DOMINGO

(Vitor Hugo Soares)

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