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Posted on 31-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-12-2013

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CRÔNICA

Vidas cruzadas e descruzadas

Maria Aparecida Torneros

Talvez eu misture os tempos, agora, porque me é permitido. Historias de Vidas que talvez se tenham cruzado e descruzado, no embaraço dos dias e noites atravessando décadas. Um menino de 16 anos se viu em Paris no final dos anos 60. O irmão mais velho trabalhava com um grupo de lambada, ele partiu curioso, deixou o Brasil pra trás. Foi ser artesão, hippie que viajava até Saint Tropez, vendia bijus, pegava caronas. Uma jovem sonhava com ideais de democracia e ia nas passeatas. Estudavz, lia muito, queria trabalhar, sonhava com um Brasil sem ditadura. Em 68, ela acompanhava as barricadas dos estudante e vibrava. O jovem estava lá e entendia pouco do que se passava. Mas a vida se encarregou de puxa-lo a um destino de construir família francesa. Fixou-se po lá, foi trabalhar na Peauget, as tres filhas cresceram, seus pais portugueses ficaram e estão aqui, no Brasil, Rio de Janeiro. Neste dezembro, a mãe completou 80 e o pai tem 85. Ele vem visita-los sempre que pode. Divorciado há muitos anos, pensa em se aposentar e viver mais no Rio. Uma história de gente com sangue emigrante. Gente que sai, que busca, que se aventura. Ela o conheceu em 2009, em Paris, lá se vão quase 5 anos, perderam-se, já passaram dos 60 e a vida é feita de lucros em termos de sentimentos e perdas pela sua propria natureza finita. Ambos sabem. Estao cientes da efemeridade dos encontros da Vida. Mas, acharam-se outravez. Ele chegou no auge do calor de fim de ano, ela o recebe, feliz. Conversam, riem, creem no destino, nao fazem planos, vivem cada dia, estão serenos. Ela exerceu o jornalismo por 40 anos e se aposentou.tem mãe completando 87 por estes dias. Vão virar o ano juntos! Em paz, com alegria. Cada um tem muitas historias de amor para contar. Não se importam, sabem que todos precisamos trazer conosco muitas histórias. Que o tempo as valoriza e as torna parte da nossa lenda pessoal. Estiveram juntos em Paris, 1968, nmpem sabiam, era um encontro de testemunhas. Estiveram tete a tete em Paris, em 2009, tomaram um cafe no Du Flore. Estiveram juntos em Paris, em 20011, em pensamento e lembranças. Nem se viram. Estiveram juntos no Rio, em março de 2013, sem se comunicarem, ele não tinha o telefone novo dela. Estiveram juntos, inusitadamente, de novo, quando ele a encontrou atraves do blog, deixou um coment e ela respondeu. Ontem, ele voltou ao Rio e estiveram juntos num restaurante para almoçar. Hoje, o ano novo virá daqui a algumas horas e eles vão, juntos, saudar a virada em Copacabana. 2014? Mas parece 68. Deve ser 2009. Não, o ano é o do tempo atravessado. Quem somos nós, desfolhando páginas de nossas histórias enquanto os sentimentos surpreendem e arrepiam? Ele vem à minha casa, benvindo, é um ser que me ajudará a passar de ano. Eu o ajudarei a ultapassar o amor humano, somos bons passageiros, imigrantes, viajantes, ciganos, hippies, inquietos amantes das próprias hietorias das nossas vidas andarilhas! Nossos nome de batismo, Maria e Antonio, mas só nos chamamos assim: Marie e Antoine!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, edita o Blog da Mulher Necessári, onde o texto foi publicado originalmente.

dez
31
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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A boa notícia O Papa que faz

É o Papa de todas as expectativas, veio depois dos escândalos, da corrupção e da pedofilia, quando a Igreja perde fiéis todos os dias, depois da renúncia história de Ratzinger. Veio do Sul, “do fim do mundo”, há nove meses e meio. Veio e disse ser apenas Bispo de Roma, depois pediu que rezem por ele e afirmou que a Igreja é acolhimento, não é nem hierarquia nem poder, nem luxo. Francisco já disse muito, já se indignou e já sorriu. Mas marcou mais por fazer, por alimentar o que diz com o exemplo. Vive modestamente e mantém os hábitos que tinha em Buenos Aires, é ele próprio: um homem sem medo, que diz “esta economia mata”, como diz “se uma pessoa é gay e procura o Senhor, quem sou eu para a julgar?”. Por tudo isto, foi a pessoa do ano para a revista Time, para a Al-Jazira e para a revista gay The Advocate. Ainda não mudou tudo mas já nada ficará igual.

A má notícia Um mundo em fuga

Mais de 230 milhões de pessoas vivem fora dos seus países de origem, segundo números da ONU, e 700 milhões migram dentro dos seus países. Fazem-no por motivos muito diferentes: para arranjar trabalho, para se casarem, porque as alterações climáticas os forçaram a isso — secas prolongadas, cheias e furacões, fenómenos climáticos extremos que se devem tornar mais frequentes — ou então devido a guerras. A agência das Nações Unidas para os Refugiados alertou que 2013 foi um dos anos com o maior número de pessoas forçadas a sair da sua casa de sempre (45,2 milhões). Só nos primeiros seis meses, fugiram das suas casas 5,9 milhões de pessoas, comparado com 7,6 milhões em todo o ano de 2012. É a guerra na Síria que mais refugiados faz: mais de 2,3 milhões fugiram do país desde Março de 2011, e estima-se que até ao fim de 2014 fujam da guerra civil 4,1 milhões de pessoas.

A figura Edward Snowden: Traidor ou herói, essa não é a questão

Podemos falar do Edward Snowden herói ou do Edward Snowden traidor. Do jovem inseguro ou do homem altruísta. Do discreto subcontratado, sem qualificações para aceder aos segredos mais sensíveis da espionagem norte-americana, ou do genial autodidata a quem os superiores recorriam para desenrascar problemas de segurança que nem os mais experientes analistas conseguiam resolver. Não faltam “snowdens” para quem se interessa mais pelo mensageiro do que pela mensagem. Mais do que um nome, a segunda metade de 2013 revelou um mundo que muitos pensavam estar confinado à imaginação de argumentistas de Hollywood e a fóruns online inundados por teorias da conspiração. São fáceis as comparações com o Big Brother de George Orwell, mas não é disso que se trata: o sistema totalitário de “1984” agarra as pessoas pelo pescoço e grita-lhes na cara que elas estão a ser vigiadas; o sistema democrático de 2013 pensou que podia vigiar todas as pessoas sem que elas soubessem. É também fácil confundir a vigilância em larga escala — numa espécia de pesca de arrasto que apanha alguns culpados, milhares de suspeitos e centenas de milhões de inocentes — com espionagem financeira e política. As grandes empresas e as secretas de países como os EUA, Alemanha ou Rússia conhecem as regras do jogo há muito tempo, mas a maioria dos cidadãos não sabia que as suas opiniões e os seus movimentos podem ser guardados e analisados para estabelecer as suas relações privadas e para prever os seus comportamentos. Num futuro próximo, poderemos vir a falar do Edward Snowden condenado por traição ou do Edward Snowden amnistiado e protegido pela figura legal do whistleblower, mas a mensagem já não pode ser apagada dos servidores da opinião pública. Para Edward Snowden, o mensageiro, o objectivo foi alcançado, como afirmou em entrevista ao The Washington Post: “Eu já ganhei. A minha intenção não era mudar a sociedade. A minha intenção era dar à sociedade uma oportunidade de perceber se deveria mudar-se a ela própria.”

dez
31
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FELIZ ANO BOSSA NOVO!!!

(Gilson Nogueira, da Carolina do Norte, USA)

dez
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Duke, hoje, no jornal Super Notícias (MG)

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BOM DIA PARA TODOS E ADEUS 2013, UM ANO PARA NÃO ESQUECER.

PARA O BEM OU PARA O MAL, CADA UM DE NÓS GUARDARÁ A SUA LEMBRANÇA ESPECIAL DESTE ANO INCRÍVEL!!!

SOM NA CAIXA, MAESTRO! FELIZ 2014.

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

A batalha na Assembléia

Ivan de Carvalho

O governo Jaques Wagner tem ampla maioria na Assembléia Legislativa, mas continuará no dia 2 a luta que não conseguiu vencer na semana passada contra a obstrução oposicionista. A oposição não cedeu na objeção à proposta de emenda constitucional (PEC) enviada pelo governo, que pretende permitir ao Estado contratar empréstimos junto a bancos, dando como garantia a receita de royalties do petróleo, gás e minérios até 2018. Isto equivale, na prática, a antecipar para 2014 a receita de royalties prevista para o Estado da Bahia no período de 2014 a 2018 – cinco anos.

O recesso parlamentar de janeiro está seriamente prejudicado. O governo fará nova tentativa no dia 2, quinta-feira e, na cadência de um dia de sessão por semana, também estão planejadas sessões para os dias 7 e 14, isso, por enquanto, caso outras não sejam necessárias.

A questão dos royalties é bem interessante. A PEC dos royalties, como toda PEC, precisa da maioria qualificada de votos de três quintos dos 63 deputados para ser aprovada. O governo tem essa maioria, mas as oposições farão o que podem, usando recursos regimentais e prerrogativas, para retardar aprovação e tentar levar o governo a uma negociação que considere razoável.

Na pior das hipóteses, com a obstrução persistente, as oposições (ou parte delas, pois o PSB, que será oposição nas eleições de outubro próximo com as candidaturas da senadora Lídice da Mata a governadora e de Eliana Calmon a senadora, não está atuando ainda como oposição na Assembléia) marcarão posição contrária à PEC dos royalties e darão mais visibilidade à insistente denúncia de que o governo está tomando dinheiro para pagar despesas correntes.

O governo, na mensagem que acompanha a PEC, busca justificá-la afirmando que o dinheiro é para fazer caixa do Funprev (o fundo de aposentadoria e pensões dos servidores estaduais), que, segundo o próprio governo, embora devesse ser autosuficiente, está com um déficit muito grande: R$ 1,65 bilhão este ano, podendo chegar a R$ 2,3 bilhões em 2014.

Vale fazer o registro de que, ao privatizar a Coelba por aproximadamente R$ 1 bilhão (valores da época), o então governador Paulo Souto destinou R$ 400 milhões desse dinheiro para um fundo financeiro de sustentação do Funprev. O governo nos diz agora que mesmo assim o Funprev sofre hoje um forte déficit, próximo a um bilhão e meio de reais por ano, que o Estado tem de cobrir.

A antecipação da receita dos royalties tem o objetivo de cobrir esse déficit, explica o governo, mas as oposições rejeitam isso. Elas aceitam e insistem que o governo se conforme em antecipar a receita dos royalties correspondente ao ano de 2014, apenas. O ano que vai começar amanhã e que estará ainda com o Estado sob o atual governo. Não querem as oposições entregar a receita dos royalties até 2018, pois isso permitiria – argumentam elas – que o governo gaste em 2014, para cobrir despesas correntes que não controlou devidamente, receitas de royalties que deveriam estar disponíveis para o próximo governo, seja ele qual for. O vice-líder oposicionista Gaban anunciou que as oposições vão ingressar, no dia 2, com medida judicial no Tribunal de Justiça, com pedido de liminar para impedir a tramitação da matéria. Alegarão que o atual governo atua para inviabilizar os próximos governos, “comprometendo a área financeira”.

As oposições estão insistindo todo o tempo na presunção de que o governo Wagner quer usar a “antecipação” de receitas de royalties – avançando sobre o futuro para “tapar buracos” nas despesas correntes do atual governo, fechando contas e assim evitando problemas com a Lei de Responsabilidade Fisca l.

Outra questão indigesta na luta política que se trava na Assembléia diz respeito ao que, em Brasília, se convencionou chamar de “orçamento impositivo” e na Bahia de “emendas parlamentares impositivas” – emendas ao orçamento apresentadas individualmente por deputados, até um certo valor, e que o Executivo tem obrigação de executar. Em Brasília, cada congressista tem o limite de R$ 15 milhões por ano para suas emendas. Na Assembléia, há uma PEC que prevê o limite de R$ 2 milhões para emendas impositivas de cada deputado. Seriam R$ 126 milhões para o total de 63 deputados. A liderança do governo Wagner aceitou o limite de R$ 1 milhão por deputado – mas R$ 1 milhão foi o limite que o prefeito de Salvador, ACM Neto, aceitou, para emendas impositivas de cada vereador, governista ou da oposição. E Salvador é a capital .

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DEU NO IG

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recolheu R$ 27.390,25 aos cofres públicos nesta segunda-feira (30). De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência do Senado, “o valor se refere ao uso da aeronave em 18 de dezembro entre as cidades de Brasília e Recife e foi calculado pela Força Aérea Brasileira (FAB)”. O pagamento foi realizado por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU).

Renan viajou para a capital de Pernambuco com o objetivo de fazer um implante de cabelo e não tinha compromissos oficiais naquela data. De acordo com dados do site da FAB, o presidente do Senado saiu de Brasília às 22h15 e chegou a seu destino às 23h30. A aeronave levou outros quatro passageiros, provavelmente convidados de Renan, uma vez que não há registros de que o voo tenha sido compartilhado. O senador informou à FAB que a viagem era “a serviço”.

Diante do episódio, a Aeronáutica informou no último dia 23 que disponibilizou um avião para o transporte do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em voo de Brasília a Recife, atendendo regras firmadas e abstraindo questões de mérito relacionadas ao motivo da viagem. Nota divulgada pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica citou que fugia à alçada do Comando da Aeronáutica julgar os motivos da viagem.

Foi a segunda vez neste ano que o presidente do Senado utilizou um avião da FAB em compromissos particulares. Em junho, ele pegou carona para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em Trancoso, Bahia. Após o fato ser revelado pela imprensa, Renan decidiu devolver o dinheiro aos cofres públicos.

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