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CRÔNICA/ ANO VELHO, ANO NOVO

Andar com Fé

Maria Aparecida Torneros

Nas vezes em que já fui a Salvador, amarrei sempre fitinhas do Senhor do Bonfim, no pulso e fiz os três tradicionais pedidos em segredo. Questão de fé. Questão de cultura popular. Questão de humanidade delicada. Pensar o positivo é esperar que o melhor aconteça e que haja superação nas dificuldades.

Quando a fitinha arrebenta , diz a lenda, o que se pediu, acontece! Mas, é preciso aceitar que nem sempre as coisas se resolvem exatamente como se clamou porque o secreto, o mistério, o capricho do destino, o imponderável, todos juntos, podem desviar desejos e contrariar expectativas.

Porém, a cada novo pedido, o bom é renovar a propria fé que é inerente até aos que só crêem na ciência, na pesquisa e no ceticismo. Há que ter fé, principalmente quando um mundo se transforma climaticamente e os humanos se dão conta do seu desrespeito à natureza que responde naturalmemte, redundantemente.

Mundo poemado, Drummond resumiu: mundo, vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima e não uma solução! Sim, poeta mineiro, carioca, brasileiro, baiano, é dia de pedir ao Senhor do Bonfim e de agradecer tudinho. Cada respiração, cada afeto, cada dorzinha superada, tanto reencontro, tanta oração e a chance da velha eboa esperança, no ano que chamamos Novo, aquela virada daboa fé, do pé direito, das 7 ondas e seus pulinhos, do sorriso, dos fogos de artifícios, iluminando caminhos, quaisquer que sejam, desde que os trilhemos com a coragem de enfrentar a vida, amarrando fitinhas coloridas, nos pulsos, nas grades da igreja, na alegria de festejar o reveillon!
Vou festejar em Copacabana na noite de 31 de dezembro, mas, hoje, ultima sexta de 2013, meu coração está com o Bonfim, e, agradeço tanto, peço outro tanto e renovo minha fé na Vida! Feliz 2014, que está vindo, com amor, dentro de mim, em cada coração que sintonizo, e, por um pedido que fiz a Santo Antonio, em Pádua, na Itália, em 2011, não é que o santinho português está trazendo de avião, no dia 30 , ahhh, o Antoine que não vejo há 4 anos e meio?

Merci aos dois, Bonfim e Antonio, juntos, mexeram os pauzinhos na intrincada organização do céu e resolveram me dar de presente , uma passagem de ano com amor, alegria, e sobretudo, fé, minha gente, de repente, desencalho! Bom humor, e vamos atravessar o tempo, com alma plena de esperança de um mundo mais justo e bem mais amoroso! E, pra rimar com o poeta, Mersim, Merci, Bonfim, aqui, é isso aí!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro , edita o Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originariamente.

dez
28

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DEU EM O GLOBO

Morreu na última quinta-feira, dia 26, a atriz e Miss Brasil de 1972, Rejane Goulart. Aos 59 anos, a gaúcha Rejane Vieira Costa sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no dia 24 de dezembro e foi internada no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde veio a falecer um dia após o Natal.

Nascida em Cachoeira do Sul, Rejane foi Miss Brasil em 1972 e ficou em segundo lugar no concurso de Miss Universo daquele mesmo ano. Em 1983 começou a carreira na televisão na novela “Ti Ti Ti”, da Globo. Estrelou também “Felicidade” (1991), “De Corpo e Alma” (1992), a “A Viagem” (1994) entre outras obras. Seu último trabalho foi na Record, em 2010, na novela “Ribeirão do Tempo”.


Perrone: Do Arquivo pessoal

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DEU NO G1

Depois de resistir por quase três anos contra as lesões neurológicas fruto de tiro na cabeça, Paulo César Perrone morreu neste sábado (28). Músico da banda de forró Estakazero, ele foi vítima de “saidinha bancária” em julho de 2011, no Caminho das Árvores, em Salvador.

“Só resta a dor e a saudade. Meu filho nunca fez nada a ninguém”, lamenta a mãe, Lúcia Roriz. Ela conta que a morte foi registrada por volta das 2h da madrugada, no Hospital das Clínicas. Por volta das 9h, o corpo estava para ser liberado do Instituto Médico Legal (IML). O enterro vai acontecer no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas, às 16h.

Segundo Roriz, Perrone deu entrada às 18h na unidade de saúde porque teve um pico febril e sofreu parada cardíaca Ele esteve internado desde outubro, chegou a ficar na UTI, mas já se tratava em casa desde o dia 6 deste mês. “Da última vez [internamento], ele ficou muito debilitado. Chegou em casa e melhorou bastante”, relata a mãe.

Tratamento
Perrone deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 27 de outubro, com quadro de convulsão. Ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alayde Costa e, em seguida, para o Hospital Espanhol. Dois dias depois, boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que músico estava com “novo processo de infecção e que necessitava de ventilação mecânica”.
mãe de perrone (Foto: Cássia Bandeira / G1)Mãe de Perrone ajudou tratamento durante
todo esse tempo (Foto: Cássia Bandeira / G1)

O baterista, que atuava na banda de forró Estakazero, estava se recuperando de sequelas neurológicas causadas pelo tiro na cabeça. Antes do internamento, o tratamento dele era feito na residência da família, na modalidade “home care”.

Condenação
Os três suspeitos de roubar e atirar no baterista, em julho de 2011, foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado no julgamento realizado no dia 14 de agosto de 2012, na 8ª Vara Criminal, em Salvador.

O juiz Freddy Pitta Lima considerou os três homens denunciados à Justiça culpados pelo crime de roubo qualificado contra o músico. Os três foram direcionados para a Penitenciária Lemos Brito.

Inicialmente, a pena dada aos réus foi de 30 anos, mas houve a redução de um terço da condenação máxima para esse tipo de crime e a sentença final foi de 20 anos de prisão em regime fechado. Os suspeitos do crime foram presos após a divulgação das imagens do banco, em agosto de 2011.
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Sequelas
De acordo com o neurocirurgião Márcio Brandão, chefe do serviço de neurocirurgia do Hospital Geral do Estado (HGE), a lesão que acometeu Perrone transfixou a linha média da cabeça, chamada de fronto-temporal bilateral.

“A lesão pegou as duas áreas da cabeça. Ele ficou em coma induzido por 35 dias. A chance de vida quando ele chegou ao hospital era baixa, ele tem hoje uma sequela neurológica importante. Ainda não consegue interagir, reage a alguns estímulos com os olhos. Ele melhorou, mas ainda está longe do que a gente deseja. O trabalho de reabilitação é lento, mas a chance existe. Ele é jovem, tem ido devagar, mas está evoluindo”, afirmou, na ocasião, o médico, que operou o músico enquanto ele esteve internado no HGE e o acompanhou com visitas mensais.

Crime
No dia 19 de julho de 2011, Paulo César Perrone Júnior esteve em uma agência do Bradesco, em um centro empresarial na região do Iguatemi, em Salvador. Ele passou 45 minutos dentro do banco. “Ele foi conversar com a gerente dele porque ele ia viajar para a Espanha com a namorada. Ele havia tentado sacar o valor das passagens e não conseguiu no caixa eletrônico, por isso teve que sacar R$ 3 mil na boca do caixa”, relatou a mãe, Lúcia Roriz.

As investigações da polícia e as imagens internas do banco mostram que Perrone era observado por um dos suspeitos do crime de dentro da agência. De acordo com a polícia, ele foi seguido por outros dois integrantes da quadrilha e abordado perto do banco. Dois tiros foram disparados contra o carro do músico quando o veículo ainda estava em movimento. Um tiro atingiu o vidro de trás do automóvel e o outro a cabeça do baterista. Paulo César Perrone Júnior foi socorrido pela Polícia Militar e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE).

dez
28
Posted on 28-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-12-2013


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Cazo, hoje, no portal de humor A Charge Online

dez
28


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Dilma em Governador Valadares(MG), um dia
depois de iniciar férias em Aratu(BA)

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ARTIGO DA SEMANA

Dilma no Paraíso: Aratu, descanso, “perus” e “pepinos”

Vitor Hugo Soares

No melhor sotaque soteropolitano, a bem informada coluna política Raio Laser, da Tribuna da Bahia, edição de quinta-feira 26, comunica (a quem interessar possa, horas antes da presidente desembarcar na Bahia, para férias de fim de ano, na Base Naval de Aratu): “Dilma não quer “peru”, na área”.

Leio o aviso incomum, ao tempo em que sigo a movimentação da chegada de Dilma, acompanhada de familiares, para mais uma temporada no “paraíso baiano dos presidentes” – como é chamada Aratu com a sua cinematográfica praia privativa e de Inema, que hospeda a visitante.

É tempo de pré-campanha – eleições das grandes e das boas à vista – , no ano que está chegando. O grande terreiro da Bahia e do Nordeste anda em polvorosa, à beira de um ataque de nervos. Afinal, falamos do território onde se crê, a disputa presidencial travará uma de suas batalhas decisivas em 2014.

Tudo é motivo de desconfianças e arrelias. Principalmente, para muita gente que gosta ou se dedica e entender ou interpretar signos da política e do poder.

A nota sugere, com bom humor e ardência de pimenta malagueta, que o aviso dá motivos a várias “leituras” e pode alcançar inúmeros destinatários. Mas tem um endereço especial e direto: os ouvidos de petistas que se escalavam, afoita e precipitadamente, para visitar a presidente e companheira de partido em sua temporada de descanso.

Temporada iniciada nesta última semana de 2013 e que, pelo previsto, deverá prolongar-se até 5 ou 6 de janeiro de 2014, já sob o domínio do imprevisível ano da Copa do Mundo, e das eleições presidenciais no País. Também de agitadas campanhas de sucessão, nos governos estaduais, e renovação de um terço das vagas do Senado.

Mas isso é futuro ainda a ser desvendado pelo tempo, senhor da razão.

Por enquanto, quando Dilma sonha com descanso no éden da Baia de Aratu – de mar sereno, areias cristalinas da praia com seus flamboyants em flor, lindos pedaços da Mata Atlântica salvos da devastação geral – 2013 segue vivíssimo. E ainda aprontando das suas, ou fazendo estragos.

Exemplos?

Às vésperas da presidente aportar na Bahia, um navio de bandeira internacional pegou fogo no terminal de petroquímicos do Porto de Aratu, bem perto da área de segurança máxima que hospeda Dilma.

O óleo vazou e resíduos contaminaram áreas das baias de Aratu e de Todos os Santos, causando prejuízos e protestos da população do subúrbio de Salvador. Principalmente dos pescadores e marisqueiros que trabalham e ganham seu sustento no mar.

Equipes técnicas, entre protestos de líderes e associações das categorias mais atingidas, atuam ativamente, desde então, na tentativa de conter a expansão da sujeira resultante do desastre. O navio foi retirado às pressas do porto e levado para um estaleiro, horas antes de Dilma baixar a bagagem na área da Base Naval. O óleo derramado, porém, teima em furar as barreiras de contenção e se espalha preocupantemente por lindos recantos de pesca e lazer de localidades do Recôncavo.

Além disso, mal a presidente iniciou suas “férias de fim de ano”, na quinta-feira, já precisou voltar às pressas ao aeroporto de Salvador. Viajou ontem (27), logo cedo, para sobrevoar áreas do desastre causado pelas chuvas em Minas Gerais, e se reunir, emergencialmente, com prefeitos e autoridades públicas, em Governador Valadares, uma das áreas devastadas. Em Minas e Espírito Santos, os levantamentos, quando escrevo estas linhas, registram quase 50 mortos e cerca de 60 mil pessoas ao desabrigo. E faltam ainda cinco dias para 2013 acabar.

Como se não bastasse, tem ainda os “pepinos” políticos para a presidente petista, candidata à reeleição, descascar. Um deles caiu nas mãos de Dilma, quando ela ainda estava em pleno vôo de Brasília para o descanso em Aratu. Incomodado com as críticas e gozações de petistas que, às escondidas, duvidavam da intenção do líder principal do PMDB baiano, de largar o governo Dilma, Geddel aplicou golpe surpreendente de mestre em termos de holofotes. Via Twitter, com repercussão nacional, o ex-ministro de Lula cobrou “por amor de Deus”, o despacho presidencial ao seu pedido de exoneração, do cargo de direção que detinha na Caixa, entregue desde setembro.

Apanhada de “surpresa”, a presidente prometeu, ontem mesmo, que o pedido de exoneração de Geddel, um dos nomes oposicionistas mais cotados, entre os prováveis candidatos à sucessão do petista Wagner, será publicado na edição deste sábado, 28, do Diário Oficial da União.

Mais baiano (e desconcertante), impossível!

Para terminar, estamos de volta aos “perus” do comentário na coluna da TB, que assinala: “Como para bom entendedor meia palavra basta, todos sabem que só o governador Jaques Wagner (PT), terá trânsito livre à Base Naval de Aratu, no período em que Dilma tentará descansar na Bahia, como já fez outras vezes, seguindo o exemplo dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, que escolheram o mesmo local para passar o Reveillon. Só que com Dilma o piano toca menos desafinado, em relação a convidados, do que nos governos anteriores”. A conferir.

Ontem, entrevistado por Mário Kertész, em programa na Rádio Metrópole, o secretário estadual Rui Costa, chefe da Casa Civil ungido por Wagner, e empurrado pela garganta de petistas e aliados de outros partidos, como candidato oficial à sua sucessão, foi perguntado se pretende dar um aperto de mão na presidente, companheira de partido, durante sua estada em Aratu. “Não sei, Wagner é quem sabe”, respondeu o candidato, que se arrasta na lanterna das pesquisas para o governo da Bahia.

Boas festas e feliz Ano Novo para todos!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta.

E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


http://youtu.be/isQY9if4o2E

BOM DIA! BOM SÁBADO! BOAS FESTAS!!!

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OPINIÃO POLÍTICA

Decisão quase perfeita

Ivan de Carvalho

O Senado Federal adotou, na noite de terça-feira, a decisão quase perfeita. A PEC 43/2013, proposta de emenda constitucional de iniciativa da Câmara dos Deputados e já aprovada lá, foi posta em votação final no plenário do Senado. E por 58 votos contra apenas quatro, aprovada em parte e rejeitada em parte.

O presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros, decidiu promulgar a “parte consensual”, isto é, o que foi aprovado na Câmara e no Senado, com o que essa parte passará a integrar, automaticamente, a Constituição da República.

Na parte “consensual” – consenso entre as duas Casas do Congresso Nacional – há uma coisa boa, necessária. E outra nem tanto, não totalmente, razão pela qual não se disse aqui que a decisão foi perfeita, mas apenas quase perfeita.

A parte boa e necessária foi a mudança do modo de voto, de secreto para aberto, nos casos em que se vá decidir sobre a cassação de mandatos parlamentares. Com isto, reduz-se o mais possível a força do corporativismo, da interferência das amizades, do companheirismo partidário e dos interesses ocultos.

Em lugar dessas coisas nocivas nas situações desse tipo, tende a prevalecer a preocupação dos parlamentares – deputados ou senadores – de mostrar à opinião pública e mais especialmente ao eleitorado que estão votando de acordo com o interesse geral e não contra ele. O voto secreto permitia ocultar, dissimilar, confundir – e levava o Legislativo a eventos absolutamente vergonhosos, a exemplo do que aconteceu recentemente, quando o mandato do deputado Donadon, condenado por corrupção e preso, foi submetido ao plenário da Câmara e preservado graças ao voto secreto, com grande desgaste para o Congresso e mais um abalo no conceito do regime democrático junto a partes menos esclarecidas da opinião pública. E o que não faltam no Brasil são partes menos esclarecidas da opinião pública, fenômeno parcialmente intencional.
A transmutação do voto secreto em aberto nos casos de cassação de mandatos parlamentares ainda como resultado da alquimia (transmutação é palavra do ramo) das grandes manifestações populares de rua ocorridas em junho põe em dificuldades maiores do que já estão alguns mensaleiros – o ex-presidente nacional do PT, deputado condenado e preso José Genoíno, João Paulo Cunha, também deputado petista e ex-presidente da Câmara, Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP). O caso de Genoíno ganhou destaque porque, tentando não se submeter a uma votação sobre perda de mandato em decorrência da condenação no STF, pedira à Câmara dos Deputados aposentadoria por invalidez, com o que se anteciparia a essa decisão. A junta médica da Câmara fizera uma primeira avaliação e não atendeu ao pedido de pronto, decidindo serem necessários mais prazo e exames.
E agora parecer de uma junta de quatro cardiologistas da Câmara declara que Genoíno não é portador de “cardiopatia grave” que o torne definitivamente impedido de trabalhar. Haverá uma reavaliação dentro de 90 dias. E está por dias, segundo indicam a conjuntura e muitas informações, a apresentação do caso da perda do mandato dele ao plenário da Câmara, já que esta, por sua Mesa, decidiu não acatar decisão do STF que considera automática a perda do mandato de parlamentar condenado, pois a condenação transitada em julgado acarreta a perda de direitos políticos e não dá para entender deputado sem direitos políticos.

A parte imperfeita da PEC 43/2013 aprovada é a que determina que os vetos presidenciais serão votados no Congresso por voto aberto. De um lado, quando o veto for evidentemente incorreto, os congressistas terão mais dificuldade em acolher o aleijão presidencial, por causa da eventual vigilância da opinião pública. Isso é bom. Mas se o veto for correto e antipático, poderá até ser derrubado, para felicidade imediata e dor de cabeça nacional mediata, quando a bronca se manifestar. Além disso – é outro aspecto – a votação em aberto dos vetos presidenciais dá ao governo um controle muito forte sobre como votarão os congressistas de sua base.

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DEU NO PORTAL METRO1

Os tribunais de Justiça da Bahia foram os piores do país para julgar, até este ano, todos os processos relacionados à má gestão pública abertos até 2011, inclusive ações penais sobre o crime de corrupção. O balanço foi feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como parte do esforço de acabar com o estoque de processos antigos de improbidade administrativa e ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública.

No Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a intenção era analisar 2.238 ações de improbidade administrativa, ato ilegal que ocorre quando há violação aos princípios da moralidade no exercício da administração, assim como enriquecimento ilícito. Porém, o TJ-BA havia julgado em 2012 até as 21h de ontem (26) apenas 135 processos, o equivalente a 6% do total previsto.

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