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Postado em 27-12-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 27-12-2013 10:43

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A chuva forte que tem caído nas últimas semanas nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, no Sudeste do Brasil, já provocou a morte de 41 pessoas. Há cidades isoladas, estradas cortadas e habitações destruídas – mais de 60 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas. Nesta sexta-feira, o mau tempo deverá dar tréguas em alguns municípios.

Segundo a imprensa brasileira, os maiores estragos são visíveis no leste de Minas Gerais e no Noroeste do Espírito Santo. Neste estado, 52 dos 78 municípios foram afetados pelas tempestades, que provocaram 23 mortos, de acordo com a Defesa Civil – que chegou a avançar com 27 mortos, número entretanto corrigido após a identificação de vítimas resgatadas com vida.

Há mais de 60 mil desalojados e muitas cidades estão isoladas, com estradas cortadas. “O levantamento das pessoas afetadas continua prejudicado pela dificuldade de acesso a muitas localidades, algumas totalmente isoladas pela intensa inundação, sem comunicação, água potável e energia elétrica”, refere uma nota da Defesa Civil, citada pelo Jornal do Brasil. Algumas pessoas foram resgatadas a partir dos telhados das casas. O governador decretou estado de emergência e o Exército do Rio de Janeiro enviou 170 militares para ajudar no resgate dos habitantes de áreas mais críticas.

Em Minas Gerais, foi encontrado na madrugada de quinta-feira o corpo de uma mulher de 56 anos que estava desaparecida, elevando para 18 o número de mortos desde Outubro, quando começaram as tempestades. A mulher foi vítima de um deslizamento de terras que atingiu a casa onde morava. Só neste estado há mais de 3500 desalojados e cerca de seis mil casas danificadas, segundo o Jornal do Brasil. Dos 79 municípios atingidos, 26 estão em situação de emergência.

O governo está também a aceitar doações de alimentos, roupa e medicamentos para as vítimas. Até porque a chuva já fez disparar o preço de produtos como hortaliças. O jornal Gazeta Online escreve que a alface, por exemplo, já está 150% mais cara.

Chuva bate recordes

Segundo o Incaper, o instituto que faz a previsão do tempo naquela região, esta é a “a maior chuva desde que começaram as medições meteorológicas no Estado, há 90 anos”. Os estragos causados pelo temporal nas últimas semanas já são considerados maiores do que os registados na enchente de 1979, quando morreram 74 pessoas. O Incaper explica que o fenómeno resulta de “um canal de humidade associado à presença de Zonas de Convergência do Atlântico Sul que vem mantendo o tempo encoberto em todo o Estado”.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) estima uma redução da pluviosidade nesta sexta-feira na região do rio Doce, que corta os dois estados. No entanto, a chuva deverá cair com intensidade elevada na região do Triângulo Mineiro, no Centro e no Oeste de Minas.

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