dez
21

DICK, INESQUECÍVEL, FARNEY!!!
(Gilson Nogueira)

dez
21
Posted on 21-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2013

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Revendo a teoria!

Maria Aparecida Torneros

Nos anos 70, cursei o Mestrado de Comunicação, na UFRJ, em tempos de muita teoria e lutas pela volta ao Brasil sonhado e democrático. Minhas leituras e logo a seguir as aulas que comecei a dar em universidade nos cursos de Jornalismo, compreendiam muitas observações, discussões e havia espaço para acompanhar a febre das pesquisas de opinião, com suas potenciais margens de erro, sem fatalmente não descartar o vício elitista de coontrole e comando por parte dos poderes dominantes, em especial, o domínio economico atrelado ao modelo capitalista comoetitivo one as verdades, gostos, escolhas, podem ser e são conduzidos no inconsciente coletivo pela massificação a que estão sujeitos os receptores das mídias avassaladoras e tradicionais, as populares redes de comunicação, verdadeiros monopolios de audiência, orquestradoras de opinião.

Fui buscar hoje, um livro que usei muito com alunos para estudar opinião pública, de autoria de Monique Augras, imaginando até que poderia ser considerado ultrapassado tendo em vista a nova realidade da tecnologia de um mundo fantastico propiciado pela informática e o movimento intenso das chamadas redes sociais. Mas, o que me cabe constatar é que a autora segue sendo atualissima nos seus conceitos básicos. Em anexo , coloco uma resenha datada de 2008, de uma mestranda, o que me ajuda a refletir sobre o momento brasileiro, de um odioso e flagrante estado de vingança elitista sobre o episódio denominado mensalão, transmitido via mídia massificante, formatando por seu lado.

Um tribunal que fanatizou e alienou parcela da população, mas, não conseguiu refletir tal conjunto de fatores degradadores, na imagem positiva e crescente da Presidente do Brasil, o que parece um paradoxo noscresultados das oesquisas de opinião. Uma frase do livro sempre me impressionou: ” a opinião publica é o sentimento do povo”. Pergunto quem é o povo, realmente? É aquele que no fundo não e bobo, pode até ser conduzido em algumas instâncias, sente na pele os problemas de saúde, transporte, educação, sim, mas não deixa de perceber suas conquistas sociais e intui sobre as diferenças de classe quando estas diferenças diminuem e ele, povo, alcança niveis superiores de qualidade de vida .

Por mais que o teatro jurídico do julgamento do mensalão tenha sido bem articulado ou conduzido, toda a corrupção deve sim ser punida, sem contudo permitir que a cultura da odiosa competição entre poderes ou partidos ou classes ou minorias versus maioria possam se arvorar de detentores da opinião pública brasileira, e nisso, a teoria fundamentada se faz sentir na pratica das pesquisas, para espanto de uns e a constatação de outros, onde me incluo. Sinto-me como ser que observa a pequenez dos imediatistas e a grandeza dos pacientes da geração que continua sua luta pela igualdade de oportunidades que é direito da população deste Brasil que clama pelo banimento desta infeliz cultura atrasada de semear ódio em lugar de construir uma sociedade positiva e conciliadora.

Que 2014 nos seja mais amoroso e menos rancoroso, desejo a todos, gregos e troianos, corruptos e corruptores, grande midia e altenativos, julgadores e inocentes, elites e povão, tudo junto e misturado!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio no Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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Rui Costa, Kuduros e cafunés

Janio Ferreira Soares

Nestes dias em que as alegrias serão de todos e os nossos sonhos serão verdade, estava a zapear teclas e a lamber páginas quando vi uma foto, no mínimo, surpreendente. Nela, um sujeito parecido com Rui Costa dança kuduro ao lado do prefeito de Santo Amaro. Apuro os olhos e sim, é ele mesmo quebrando até o chão ao som do ritmo angolano. Imediatamente me lembrei de um contato rápido que tivemos aqui em Paulo Afonso quando, cinto combinando com sapato, achei-o com aquele mesmo jeitão de seminarista de Paulo Souto, quase mandando um “Senhor, tende piedade de nós!”.

Ou muito me enganei ou depois de ungido por Dom Wagner, Rui resolveu metamorfosear-se cedo demais. Nesse embalo, periga ele chegar ao Carnaval com os cabelos rastafári tipo brother de Hilton, 50 – com filtro, naturalmente –, fazendo parte do bloco “Tamos Aí, Eleitor”, que também terá Lídice da Mata, na dúvida entre o frevo e o axé vestida de Dona Flor, Eliana Calmon, ainda se adaptando ao metiê fantasiada de Mulher Toga, e o velho Geddel que, pela estampa, deve ir de Teletubbie. 2014 promete.

Outro fato impactante acontecido antes do espocar de sidras e chandons – e que, segundo meu tio Lindemar, pode ter sido o primeiro milagre do futuro São Mandela -, foi a viagem que uniu Lula, Dilma, Sarney, Collor e FHC no mesmo avião para velar o ex-presidente sul-africano. Não se sabe ao certo o que aconteceu durante o voo, mas cabeça foi feita pra divagar.

Céu de brigadeiro, bebidas rolando, Lula pergunta a Collor se depois de tanto tempo ele ainda tem aquilo roxo. FHC pigarreia, Dilma enrubesce, Sarney cochila e Collor diz que aquilo fora mais uma metáfora e que agora a grisalhice, como uma malvada Zélia, confiscou-lhe roxidões, negrumes e arroubos. Ao ouvir essa palavra, Sarney acorda e pergunta por Renan. Começa uma forte turbulência. O comandante avisa que é apenas 2014 dobrando a curva do tempo. Que ele venha leve, como a mão de minha mãe num cafuné maneiro nos tempos em que as renas ainda voavam na tela de uma Telefunken 26 polegadas. Boas festas.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

dez
21
Posted on 21-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2013


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Deu no jornal Brasil Econômico


Eliana:festa em Salvador para o ingresso na política

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ARTIGO DA SEMANA

Roupa Nova e sapato apertado de Eliana Calmon

Vitor Hugo Soares

Algo de novo e prometedor (no melhor sentido da palavra) parece se mover na política baiana e brasileira desde a última quinta-feira, 19, da antepenúltima semana deste surpreendente ano de 2013. Doze meses memoráveis (para o bem e para o mal) deste divisor do tempo que, mesmo prestes a se esgotar, segue produzindo fatos e atos tão instigantes quanto inusitados..

Um exemplo emblemático:

Menos de 48 horas depois de aposentar suas vestes judiciais, em Brasília, Eliana Calmon (ex-ministra do STJ, ex-Corregedora-Geral do CNJ, implacável vigilante contra corrupção e malfeitos em geral no Brasil, especialmente os praticados por “bandidos de toga”) está no centro das atenções outra vez.

Em Salvador, durante ato retumbante das oposições e intenso foguetório verde e rosa-socialista (real e figurativamente falando), Eliana assinou quinta-feira – via Rede, da ex-senadora Marina Silva – ficha de filiação no PSB do governador Eduardo Campos, de Pernambuco. Nome respeitável (apesar dos muitos muxoxos e palavreado enciumado) à sucessão da petista Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Minutos depois da ficha assinada, o batismo de fogo. A temida e respeitada tanto quanto destemida ex-magistrada, subia no palanque armado em uma casa de festejos da capital baiana. Ali fez seu primeiro, contundente e revelador discurso político, desde os tempos acadêmicos da Faculdade de Direito da UFBA, onde ela estudou e diplomou-se.

Fui contemporâneo de Faculdade de Eliana, uma das mais destacadas alunas de uma turma histórica de brilhantes acadêmicos da tradicional e respeitada instituição pública de ensino superior do País. Cito seu saudoso colega e amigo pessoal e comum, Pedro Milton de Brito, ex-presidente duas vezes da seccional baiana da OAB, conselheiro federal da Ordem e nome referencial de jurista e defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão na Bahia e no Brasil .

Pedro dizia, a mim e quem quisesse ouvir: “Eliana é uma figura incomum. No estudo, na inteligência pessoal e capacidade profissional na aplicação do direito e na vida diária. Sabe pensar, ler, falar e escrever. Ela nasceu para ser protagonista, nunca uma coadjuvante qualquer”.

Este jornalista sente-se à vontade para acrescentar, agora, tantos anos depois e quando o advogado notável e ser humano invulgar partiu: “Ex” é uma expressão qualificativa que de maneira alguma combina com o perfil desta mulher, “filha de Oxum”- segundo as saudações que recebeu esta semana dos representantes de grupos afro-brasileiros, militantes de lutas sociais e líderes de importantes terreiros de candomblé soteropolitanos – que vai disputar pelo PSB-Rede a vaga baiana no Senado nas eleições de 2014.

Eliana Calmon estará na TV, no Rádio, nos palanques da capital e do interior do estado ao lado de Lídice da Mata. Esta, uma política tarimbada de carreira, ex-prefeita de Salvador, atual senadora, fisgada no Congresso pelo governador de Pernambuco para ser a candidata socialista à sucessão do petista Jaques Wagner no Palácio de Ondina. Ela é um dos nomes mais bem cotados em todas as pesquisas de opinião realizadas, até agora, para o governo da Bahia nas eleições do ano que vem. Eliana e Lídice receberam de Campos e Marina, nos encontros de bastidores e na estréia de palanque da ex-ministra do STJ, a garantia de que terão prioridade máxima nas apostas e participação do PSB-Rede (e dos dois líderes em especial) na campanha que se aproxima.

“Parada para desmantelo”, como os baianos gostam de qualificar disputas assim. Do jeito que, seguramente, Eliana mais gosta e ficou fartamente demonstrado na sua passagem pela magistratura.

“Na política a história é outra”, dizem seus adversários e as primeiras vozes que saem dos sussurros de gabinetes e palácios, da Bahia a Brasília, para “bater” na candidata que ingressa no corpo a corpo da disputa político-eleitoral. “Ela não conhece a Bahia”, arrisca o desconhecido e frágil secretário Rui Costa, último colocado nas pesquisas de opinião, nome que o governador Jaques Wagner fez o PT baiano engolir como candidato à sua sucessão. Costa, de quebra, disparou contra Eduardo Campos:

“Este governador de Pernambuco está se metendo demais na Bahia”, resmungou sobre o importante ex-aliado do PT até recentemente, fundamental na esmagadora votação no Nordeste e na Bahia (a maior no País), que garantiu a vitória de Dilma para o Palácio do Planalto.

Terça – feira, 17, em Brasília, no ato emocionado de despedida da atividade jurídica, durante a última sessão do ano, na Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, a ex-ministra foi didática. Disse que se aposenta “como quem troca de roupa, mas os sapatos ficam apertados”. E sabe que os novos caminhos a percorrer são duros, lamacentos algumas vezes, outras poeirentos.

Quinta-feira, já no no calor do embate político, em Salvador, foi mais direta. Na entrevista, deu resposta firme ao petista Rui Costa : “Ele tem alguma razão, não conheço a política do curral, da corrupção, dos grotões”. No palanque deu recado contundente, ao explicar sua nova opção:

“Nos piores momentos que eu passei na corregedoria do CNJ, no momento que eu estava no meio do fogo cruzado, com todas as Associações dos Magistrados que contra mim se levantavam eu disse: não se metam comigo que eu sou baiana. E eu não poderia deixar que isso fossem apenas palavras”.

Bravo! Eis um fato novo de verdade, com substância de conteúdo e densidade dignos da festa em Salvador que assinalou a chegada de Eliana Calmon na política baiana e brasileira.

Vitor Hugo Soares é jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

dez
21
Posted on 21-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2013

BOM DIA!!!

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OPINIÃO POLÍTICA

Realidade e fantasia
Ivan de Carvalho

“Tentarei ganhar no primeiro turno”, disse a senadora Lídice da Mata no evento de filiação de Eliana Calmon – ex-corregedora nacional de Justiça e ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça – ao PSB, legenda pela qual disputara a cadeira que está em jogo no Senado Federal pela Bahia nas eleições do ano que vem.

Tentar ganhar, todos os principais candidatos a governador do Estado vão tentar. Um deles conseguirá, naturalmente. Dizer que tentarão ganhar no primeiro turno, todos eles poderão dizer, mas com a íntima convicção de que quase certamente estarão extrapolando a realidade e anunciando intenções do plano da fantasia.

Pelo que está posto, os principais candidatos à sucessão do governador Jaques Wagner são o secretário da Casa Civil, Rui Costa, do PT, a senadora Lídice da Mata, do PSB e o candidato que for escolhido para representar a coligação que tem como principais componentes o Democratas, o PMDB e o PSDB.

O que está faltando aí é escolher quem será o candidato desse terceiro grupamento, sabendo-se que, no momento, há múltiplas, persistentes e intensas afirmações de que essas legendas e os partidos coadjuvantes na coligação (pode ser uma coligação de oito partidos, se vingar o cálculo publicamente feito pelo prefeito ACM Neto) estarão unidos já no primeiro turno das eleições para governador.

No momento, o político desse aglomerado partidário com desempenho muito à frente de aliados e adversários nas pesquisas eleitorais é o prefeito da capital, mas ACM Neto descarta com tanta ênfase a hipótese de que possa vir a ser candidato que temos de aceitar suas afirmações como uma realidade e não mera tática política. Excluído ele, passa ao primeiro lugar nas pesquisas o ex-governador Paulo Souto, do Democratas, partido que, na Bahia, com as prefeituras da capital e de Feira de Santana e bancadas de deputados representa a maior força da oposição, digamos, tradicional, ainda que não seja tão tradicional assim na Bahia.

O problema aí é que Paulo Souto não nega nem admite ser candidato a governador. Ele se esmera em deixar as coisas em dúvida e em dúvida é como elas estão. Talvez queira mais tempo e informações ainda não disponíveis do cenário político-eleitoral para se decidir. Comportamento contrário tem a principal liderança do PMDB da Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Com desempenho satisfatório nas pesquisas (reservadas), ele proclama que quer ser candidato, sim, embora não faça de si mesmo a única opção. Aceita apoiar outro e já citou nominalmente Paulo Souto.

O PMDB é importante por alguns motivos, entre eles o tempo de propaganda eleitoral em rádio e tevê que poderá agregar à coligação. O PSDB contenta-se, na verdade, em indicar o candidato a vice-governador na chapa. Mas se Geddel quiser ser o candidato a vice? Seria, presume-se hoje, uma chapa realmente forte. O PSDB poderia ser convencido a abrir mão da vice, pois a coligação ou a maior parte dela teria um candidato a presidente da República, Aécio Neves, que é do PSDB. E isso é bom para os tucanos. E o candidato ao Senado? Bem, esse importante detalhe esteve sempre obscuro na coligação DEM-PMDB-PSDB e outros, e mais obscuro parece ter ficado com a entrada de Eliana Calmon no jogo.

Difícil imaginar que Eliana Calmon, com a pequena estrutura que lhe dão o PSB e a Rede Sustentabilidade, consiga ir buscar muitos votos nos “grotões podres”, como os chamava Tancredo Neves. Mas na capital e nas grandes e médias cidades – mesmo com pouco tempo de propaganda em rádio e tevê – sua campanha de ontem contra a corrupção, a negligência e a ineficiência no Judiciário e sua campanha de agora especialmente contra a corrupção, podem ser muito atrativas para o eleitorado. Já tem, no entanto, um concorrente de reconhecida envergadura política, o ex-governador e atual vice-governador Otto Alencar. E outro nome ainda virá, representando a coligação liderada pelo DEM, PMDB e PSDB.

Quanto a Lídice e sua declaração de que tentará ganhar no primeiro turno, há que dizer que isso, na perspectiva de hoje (a perspectiva pode mudar, há que ver como evolui o processo da sucessão presidencial) é apenas esforço para estimular militantes e admiradores.

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