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Posted on 17-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2013

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CRÔNICA/FUTEBOL

Efeito tapetão

Marinaldo Mira

Como era previsto, a Justiça Desportiva confiscou quatro pontos ganhos em campo da Portuguesa, rebaixando o clube paulista para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2014. Mesmo levando em conta todos os erros da Lusa, para o torcedor a decisão cheira mesmo a ‘virada de mesa’, já que a Corte Suprema do futebol brasileiro deveria aplicar outra pena, como por exemplo, multa, ou coisa parecida. A punição foi pela escalação irregular do meia Héverton no empate por 0x0 com o Grêmio pela última rodada do Campeonato Série A.

A pergunta que o torcedor faz agora é a seguinte: quem perde com essa decisão, além da Portuguesa?. A resposta é simples! Todos saíram perdendo, inclusive o Fluminense, que estava rebaixado e voltou à Série A. Além disso, aumentou mais ainda a desconfiança do público no esporte mais popular do pais e, à véspera de promover uma Copa do Mundo.

Todos os outros clubes das Séries A e B também perdem, pois seus torcedores estão em dúvida se a próxima partida, a primeira do Campeonato de 2014 e as seguintes terão os resultados mantidos, por esse ou aquele tribunal.

Torcedor questiona o dia e horário do julgamento do jogador envolvido na questão, uma sexta-feira à tarde, com resultado saindo quase à noite. Esse processo não poderia ter sido julgado na segunda-feira seguinte, por exemplo, com o clube tendo a semana inteira para ser comunicado?.

Quem perde mais é a credibilidade do futebol, tão arranhada ultimamente. A TV, que compra direitos para transmitir jogos também sai perdendo, pois o futebol é seu principal produto, para atrair anunciantes de peso. Quando o torcedor deixa de assistir aos jogos, cancela assinaturas ou pacotes promocionais da TV paga, o prejuízo dela é maior ainda.

O futebol não tinha tantas regras, nem tantos julgamentos. Se o jogador comete uma falta violenta, aplicam-se logo dois jogos de suspensão sumariamente e pronto, sem precisar de mobilizar o tribunal com julgamentos.

A magia do futebol está em campo com a bola rolando. E, a Lusa ganhou os quatro pontos lutando, suando a camisa em campo. Perdê-los em um tribunal é, prevalecendo o bom senso, no mínimo injusto. A certeza, como diz o comentarista Tostão, a Lusa não agiu de má fé e nem se beneficiou pelo provável erro.

E, o Fluminense quando entrar em campo, em qualquer estádio, certamente, ouvirá da torcida adversária o tradicional refrão “hão hão, segunda divisão”.

Acostumar e suportar as provocações será difícil, mas tudo tem seu preço!

E, o prejuízo da Lusa, quem pagará ?

Marinaldo Mira é jornalista


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DEU EM A TARDE

Salvador vai receber, a partir de quarta-feira, 18, a exposição Dalí: A Divina Comédia, na Caixa Cultural. O acervo conta com 100 gravuras de Salvador Dalí que ilustram os cantos dos poemas épicos de Dante. A exposição tem entrada gratuita e permanece na capital baiana até o dia 23 de fevereiro.

As gravuras de Dalí percorrem a viagem imaginária de Dante, desde os círculos infernais, acompanhado por Virgílio, até ao centro da terra, onde encontra Lúcifer. Depois regressando à superfície terrestre, sobe a montanha do purgatório, para, guiado pela sua amada Beatriz, ser admitido no paraíso.

A série em aquarela foi criada entre 1950 e 1960 por encomenda do governo italiano, no âmbito das comemorações dos 700 anos do nascimento de Dante. O conjunto de cem gravuras da obra de Dalí foi apresentado em Paris em momentos diferentes, nomeadamente, em 1960, o Inferno, em 1962, oPurgatório e, em 1964, o Paraíso.


Gattuso:um craque sob suspeita

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O ex-futebolista Gennaro Gattuso, campeão mundial pela Itália em 2006, está sendo investigado por suspeita de fraudar resultados, anunciou a polícia italiana, que nesta terça-feira deteve quatro pessoas indiciadas por manipulação de jogos no campeonato italiano nos últimos três anos.

Gattuso, de 35 anos, é suspeito de “associação criminosa com vista a fraude desportiva”, anunciou a polícia, citada pela AFP. Bicampeão italiano pelo Milan e vencedor de duas edições da Liga dos Campeões, Gattuso foi treinador do Palermo (segunda divisão) no início da temporada, mas foi despedido ao fim de seis jornadas.

A operação da polícia italiana, feita no âmbito do chamado Calcioscommesse e conduzida pelo procurador de Cremona, levou à detenção de quatro pessoas e à indiciação de 20, estando sob suspeita 30 jogos da Liga italiana, adianta o jornal La Stampa.

Outro ex-futebolista sob suspeita é Cristian Brocchi, que jogou na Lazio.

Nesta operação, a polícia detectou uma rede de apostas ilegais, que oferecia dinheiro a jogadores em troca de estes ajudarem a que um jogo tivesse o resultado que interessava aos apostadores.

A polícia detectou mensagens por celulares e chamadas entre membros da rede e futebolistas nas vésperas ou dias de jogos.

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17


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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

Edward Snowden vai pedir asilo permanente ao Brasil apesar de o país já ter negado receber o ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, noticia hoje o jornal Folha de São Paulo.

A notícia surge depois de o Brasil ter apresentado uma série de iniciativas no sentido da regulação da espionagem na internet porque Snowden revelou informações sobre atos de vigilância às comunicações da chefe de Estado Dilma Rousseff, vários ministros brasileiros e à empresa pública Petrobras.

Numa “carta aberta ao povo brasileiro”, publicada hoje na Folha de São Paulo, Snowden diz que “emergiu das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA)” para “partilhar com o mundo” as provas de que foi montado um “sistema de vigilância mundial para vigiar secretamente” as formas de vida, com quem se estabelecem contactos e o que se diz ou escreve.

O ex-analista norte-americano afirma que decidiu denunciar as práticas da NSA porque está convencido de que os cidadãos merecem entender o sistema em que vivem e que as reações de certos países às denúncias que tem vindo a fazer, “entre os quais o Brasil”, têm sido inspiradoras.

Na carta publicada hoje no jornal brasileiro, Snowden refere-se à forma como o Brasil foi afetado pela espionagem norte-americana.

“A NSA e outras agências dizem que – por causa da nossa própria segurança – e em nome da segurança de Rousseff e da Petrobras, o direito à privacidade foi revogado e as nossas vidas foram invadidas. Fizeram-no sem pedir licença”, escreve Snowden.

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Duke, hoje, no jornal Super-Notícia (MG)

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SAUDADE!!!

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DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

A única atriz que recebeu um Oscar num filme dirigido por Alfred Hitchcock, e que encarnou ainda a assombrada recém-casada de Rebecca, Joan Fontaine, morreu domingo aos 96 anos na Califórnia, nos Estados Unidos. Além de ter sido uma das loiras glaciais de Hitchcock, contracenou com Burt Lancaster, Orson Welles e James Stewart, e viveu uma rivalidade histórica com a irmã, a atriz Olivia de Havilland, que apaixonou Hollywood.

Joan Fontaine, cujo nome de batismo era Joan de Beauvoir de Havilland, morreu no domingo enquanto dormia, disse à BBC Noel Beutel, amiga da atriz. A notícia foi também confirmada pela sua assistente pessoal, Susan Pfeiffer, à imprensa norte-americana.

Nascida em 1917 no Japão, os seus pais eram ingleses e quando Joan tinha 15 anos a sua mãe mudou-se com ela e com a irmã 15 meses mais velha, Olivia, para a Califórnia, nos Estados Unidos, com o objetivo de melhorarem a sua saúde e de seguirem uma carreira no mundo da representação. Os De Havilland divorciaram-se e o apelido que Joan adotaria mais tarde para a sua carreira cinematográfica foi o do padrasto, George M. Fontaine. Joan Fontaine naturalizou-se americana em 1943.

Ambas as irmãs se tornaram célebres. E rivais. Joan começou a sua carreira nos anos 1930 e atingiu o sucesso uma década depois, com Rebecca, de 1940, que lhe valeu uma nomeação para o Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O filme aconteceu-lhe quase por acaso. Como recorda o Los Angeles Times, uma noite deu por si sentada num jantar ao lado do poderoso produtor David O. Selznick, e comentou com ele que tinha acabado de ler o livro Rebecca, de Daphne du Maurier (Hitchcock voltaria à obra de Du Maurier com Os Pássaros). Selznick arregalou os olhos com a coincidência: “Comprei-o [o projeto de adaptação ao cinema] hoje. Pode fazer testes para participar nele?”.

Concorreria com Vivien Leigh – a estrela do filme anterior de Selznick, E o Vento Levou –, Loretta Young ou Susan Hayward para ser a atormentada protagonista num longo processo de casting que a fragilizou, muito para deleite de Hitchcock, que fazia o seu primeiro filme americano e a manteve nervosa para extrair dela uma atuação vulnerável. O seu leading man, Laurence Olivier, mantinha-a à distância por uma notória discordância pela sua escolha para o papel, que preferiria que tivesse sido atribuído à sua então namorada, Leigh.

Foi o primeiro grande momento do seu percurso, cujo ponto alto em termos de reconhecimento aconteceria em 1942, quando foi galardoada com Oscar para Melhor Atriz pelo seu desempenho em Suspeita (1941), também de Alfred Hitchcock, em que interpretou Lina, uma mulher vulnerável ludibriada pelo noivo e que teme pela sua vida após o casamento – aos 24 anos, tornou-se na mais jovem vencedora do Oscar de Melhor Actriz até então. E venceu a irmã, Olivia de Havilland, que estava nomeada por A Minha História.

“O que tinha eu feito!”, escreve Fontaine nas suas memórias, No Bed of Roses, de 1978. É assim que começa a lembrar a reação da irmã ao vê-la receber o Oscar – a Hollywood Reporter recorda esta segunda-feira que Joan Fontaine teria recusado receber os parabéns de Olivia quando subia ao palco. “Toda a animosidade que tínhamos sentido uma pela outra enquanto crianças, os puxares de cabelo, as selváticas lutas, a vez em que Olivia tentou partir-me a clavícula, tudo assomou de repente em imagens caleidoscópicas”, escreveu Joan em No Bed of Roses, citada pelos Los Angeles Times. A cena repetir-se-ia quando De Havilland ganhou o Oscar e Fontaine a tentou cumprimentar, sendo rejeitada, escreve o Guardian. Foram algumas das várias cenas da rivalidade que manteve Hollywood atenta a cada episódio do folhetim entre duas irmãs – também concorrentes no amor, tendo sido disputadas pelo excêntrico milionário Howard Hughes, que terá tido um caso com Olivia mas pedido repetidamente Joan em casamento -, que cortariam relações definitivamente nos anos 1970.

O seu ar frágil, pálido, com um olhar amedrontado mas ao mesmo tempo sedutor celebrizou-a e colocou-a nos thrillers de Hitchcock, diz o Guardian, mas mais tarde iria fazer dela protagonista de vários filmes românticos. E essas escolhas podem ter sido um dos motivos pelos quais sua carreira não foi tão fulgurante quanto se previa. Depois do Oscar, considera o historiador de cinema David Thomson, citado pelo LA Times, “ela foi atrás de papéis românticos e nobres, sem ter a verdadeira sofisticação emocional de uma [Carole] Lombard ou de uma [Myrna] Loy, e entrou nos ‘dramalhões’ sem a convicção de uma Joan Crawford”.

A sua carreira foi também marcada pelo papel de protagonista em Carta de uma Desconhecida (1948), de Max Ophüls, em que encarnou Lisa Berndle, ou pela sua Tessa Sanger em De Amor Também se Morre (1943), pelo qual recebeu a sua terceira nomeação para o Oscar de Melhor Atriz e que descreveu como o seu filme, realizador e co-protagonista favoritos.

Foi Lady Rowena em Ivanhoe (1952), Ivy Lexton em Lábios que Envenenam, de Sam Wood (1947), Manina Stewart em Paraíso Proibido, de William Dieterle (1950), Jenny Carey em Renúncia, de George Stevens (1952) e Susanne Lane em Destino a Tânger, de Charles Marquis Warren (1953). Contracenou com algumas das mais brilhantes estrelas masculinas da época, como James Stewart em Sejamos Alegres, Orson Welles em A Paixão de Jane Eyre, com Burt Lancaster em Beija o Sangue das Minhas Mãos e, claro, Laurence Olivier em Rebecca e Cary Grant em Suspeita. Além de Hitchcock, filmou com Billy Wilder (A Valsa do Imperador), Nicholas Ray (A Deusa do Mal) e Fritz Lang (A Verdade e o Medo).

Já depois da década de 1950, Joan Fontaine voltou-se para participações em produções televisivas e para peças de teatro, tendo participado em várias encenações na Broadway – substituiu Deborah Kerr em Tea and Sympathy em 1954, contracenando com Anthony Perkins, e Julie Harris em Forty Carats no final dos anos 1960. O New York Times lembra as suas palavras sobre Hollywood na sua autobiografia. “Apercebo-me de que uma qualidade que possui e que se destaca não é a sua sumptuosidade, o sol perpétuo, as oportunidades de ouro, mas o medo.” Porque tal como “as carreiras muitas vezes aqui começam por acaso, podem evaporar-se de forma igualmente rápida”.

Foi casada quatro vezes, tendo-se divorciado do último marido, Alfred Wright Jr., em 1969. Teve uma filha, Deborah, e em 1952, adoptou uma menina peruana, que fugiu de casa em 1963. A sua vida pessoal tornou-se numa verdadeira lenda de Hollywood, diz a BBC, não só porque era uma chef de primeira água, piloto de aviões, formada em arquitectura de interiores e golfista experiente, mas muito pela rivalidade com a irmã mais velha, Olivia de Havilland. O New York Times lembra que a própria Joan atribuía essas relações difíceis ao facto de se ter casado e recebido um Óscar antes da irmã mais velha. “Casei-me antes de Olivia, ganhei o Oscar antes dela e, se morrer primeiro, ela ficará sem dúvida furiosa que eu a tenha batido”, disse um dia Joan, citada pela AFP.

Contudo, a carreira de Joan Fontaine seria menos fulgurante do que a da irmã mais velha. Olivia de Havilland, que aos 97 anos vive em Paris, atingiu o sucesso mais depressa do que Joan – foi Melanie Hamilton em E Tudo o Vento Levou (1939), e nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária por esse papel, e Maid Marian em As Aventuras de Robin dos Bosques (1938) com Errol Flynn. Este foi apenas um em oito filmes em que contracenou com Flynn. Receberia dois Óscares, um em Lágrimas de Mãe (1946) e outro por A Herdeira (1949), e foi nomeada para outros três. “A minha irmã nasceu um leão e eu um tigre”, descreveu Joan em 1992 numa entrevista. “E segundo as leis da selva, eles nunca foram amigos.”


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OPINIÃO POLÍTICA

Judiciário versus Legislativo

Ivan de Carvalho

Existe um enfrentamento cada vez mais evidente entre os Poderes Legislativo e Judiciário, geralmente com este perpetrando invasões na competência do outro, que também não pode ser considerado inocente no confronto, pois partiu recentemente para o desacato a decisões do órgão máximo do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal.

O mais recente episódio desse confronto diz respeito ao julgamento de uma ação ajuizada pela OAB, muito na linha defendida pelo PT de instituir o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. O PT bem que tentou isso com a sua proposta de plebiscito lançada logo após as manifestações populares de junho.

O plebiscito – assim como a proposta da presidente Dilma Rousseff de uma “Constituinte exclusiva”, seja lá que zorra for esse troço – foi rechaçado pela sociedade, mas a OAB já havia antes ingressado com a ação agora em julgamento no STF, proibindo doações de pessoas jurídicas destinadas ao financiamento de campanhas eleitorais. Isso não chega a ser exatamente o que deseja o PT, o financiamento público exclusivo das campanhas, mas é quase. Pois as doações de pessoas jurídicas representam, atualmente, cerca de 90 por cento do total.

Retirem-se estes 90 por cento e pouco restará, com as doações de pessoas naturais (pessoas físicas), o que abrirá uma larga estrada para a adoção, oficialmente, do financiamento público exclusivo, que o PT tanto acaricia, e ilegalmente para a ampliação brutal e incontrolável da prática do Caixa Dois, que todos ou quase todos os partidos praticam (inclusive confessadamente o PT, que quis em desespero trocar o golpe pecuniário, com parcelamento, contra a democracia (com a compra do Congresso), golpe representado pelo Mensalão – exclusivamente do PT e de seu governo – pela prática ilegal, mas disseminada, do Caixa Dois, que “todo mundo faz”.
O PT proclamou que o Mensalão foi Caixa Dois, embora não haja sido. Mas podemos reconhecer as evidências: no meio do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, não houve só o golpe pecuniário contra a democracia, houve também algum Caixa Dois (que, por exemplo, pagou no exterior, mediante evasão de divisas, o caro e competente trabalho do marqueteiro Duda Mendonça).

Resta dizer que o contribuinte brasileiro já desembolsa dinheiro para o Fundo Partidário e que o povo deixa de receber serviços que poderiam ser prestados pela União se não houvesse a renúncia fiscal que compensa o tempo das emissoras de rádio e televisão com a propaganda eleitoral enganosamente chamada de gratuita.

E então podemos voltar à ação da OAB sob juízo do STF. Quatro votos a zero, a favor do fim das contribuições de pessoas jurídicas. Quando os constituintes, em 1988, fizeram a Constituição, ninguém imaginou que estariam cuidando de proibir tais contribuições. Agora, a pedido feito pela OAB há dois anos, o STF parece disposto a imaginar e atestar que sim (do mesmo jeito que o TSE, antes das eleições de 2002, inventou a “verticalização das coligações” e, mais tarde, deu uma surpreendente e inimaginada regulagem na fidelidade partidária).

E ainda tende o STF a basear esse tardio atestado numa cláusula pétrea (sobre igualdade, o que incluiria “igualdade” entre os candidatos). A aplicação, aí, dessa cláusula pétrea, tem as características de um leito de Procusto. Mas a expectativa, até ontem, era a de que o STF venha a aplicá-la. Então surgiu razão de mudança. O Legislativo, que já se insubordinara contra decisões do STF, recusando-se a simplesmente declarar a extinção de mandato de deputados condenados à prisão e abrindo processos para decidir se cassaria ou não seus mandatos (Donadon, José Genoíno, etc.), reagiu à ingerência do STF na questão das doações de pessoas jurídicas para campanhas, sob a alegação (duvidosa, pois o Caixa Dois já é proibido e só cresceria e não tem o menor controle, enquanto as doações declaradas têm algum e podem ter mais) de combate à currupção.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, certamente vocalizando o sentir da grande maioria do Congresso (não incluo o PT, que tem o governo, nessa maioria), afirmou ontem que “sem dúvidas” o STF está extrapolando suas atribuições e tomando o lugar do Congresso (o lugar de legislador) e está discutindo com o presidente do Senado e líderes partidários uma reação do Congresso.

http://youtu.be/Lhtj31AJrC0

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TAPETE MÁGICO
“FANTASIA”
De Caetano Veloso

“Os olhos de Carmem Miranda moviam-se discos voadores fantásticos
No palco Maria Betânia, desenha-se todas as chamas do pássaro
A dança de chaplin, o show dos Rolling Stones
A roça de Opô Afonjá
Mas nada é mais lindo
Que o sonho dos homens de faze um tapete voar
Sobre um tapete máfico eu vou cantando
Sempre um chão sob os pés, mas longe do chão
Maravilha sem medo, eu vou onde e quando
Me conduz meu desejo e minha paixão
Sobrevôo a Baia de Guanabara
Roço as mangueiras de Belém do Pará
Paro sobre a Paulista de madrugada
Volto pra casa quando quero voltar
Vejo o todo da festa dos navegantes
Pairo sobre a cidade do Salvador
Quero de novo estar onde estava antes
Passo pela janela do meu amor
Costa brava, Saara, todo o planeta
Luzes, cometas, mil estrelas do céu
Pontos de luz vibrando na noite preta
Tudo quanto é bonito, o tapete e eu
A bordo do tapete você também pode viajar, amor
Basta cantar comigo e vir como eu vou”

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BOM DIA!!!

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