DEU NO IG

Morreu neste sábado um operário que trabalhava nas obras da Arena Amazônia, que será utilizada na Copa de 2014. De acordo com as informações da Agência Estado, Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, era natural do Ceará e morreu ao cair de uma altura de 35 metros.

Durante essa madrugada, o operário trabalhava na montagem da cobertura do estádio. Funcionários relataram que ele caiu em cima de uma cadeira, próximo ao escanteio do lado direito do estádio.

A vítima chegou a ser soccorida para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta manhã. O corpo dele ainda está no Instituto Médico Legal (IML) para passar pelos exames da perícia.

Por causa do acidente, as obras do estádio devem ficar paralisadas até segunda-feira. A Andrade Gutierrez, construtora responsável pelas obras, divulgou uma nota lamentando a morte do funcionário.

Esta não é a primeira vez que um acidente desta gravidade acontece na Arena da Amazônia. Em março deste ano, um operário se desequilibrou e caiu de uma altura de aproximadamente cinco metros ao tentar passar de uma coluna para um andaime.

Estimadas em R$ 590 milhões, as obras da Arena Amazônia tem mais de 87% de obras concluídas.

Confira a nota oficial na íntegra:

É com pesar que a Construtora Andrade Gutierrez informa que por volta das 4h da manhã de hoje, 14/12/2013, o operário Marcleudo de Melo Ferreira, 22 anos, natural de Limoeiro do Norte – CE, funcionário de empresa subcontratada que presta serviços na montagem da cobertura da Arena da Amazônia, sofreu uma queda de uma altura de cerca de 35 metros, sendo socorrido e levado ao Pronto Socorro 28 de Agosto ainda com vida, onde não resistiu aos ferimentos e veio a falecer nesta manhã.

Reiteramos o compromisso assumido com a segurança de todos os funcionários e que uma investigação interna está sendo feita para apurar as causas do acidente. As medidas legais estão sendo tomadas em conjunto com os órgãos competentes.

Lamentamos profundamente o acidente ocorrido e estamos prestando total assistência à família do operário. Em respeito à memória do mesmo, os trabalhos deste sábado foram interrompidos.

http://youtu.be/u7ZKZb7G_4M

=============================================


———————————————————–

Vinte anos de música, animação (como dizia minha sogra dona Celina) e sucesso nesta tarde e noite baiana de sábado, 11, na Fonte Nova.

Dá-lhe, juazeirense!

================================================

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares)

dez
14
Posted on 14-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-12-2013


China vai à lua em transmissão ao vivo l
===========================================================

DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

Nicolau Ferreira

Pela primeira vez, a China conseguiu fazer uma alunagem. A nave Chang’e-3 (Coelho de Jade) pousou na Lua às 21h12 (13h12 em Lisboa) neste sábado.

A alunagem foi transmitida em directo pela televisão chinesa, adianta a agência Lusa. O aparelho pousou no Hemisfério Norte, na região Sinus Iridium (Baía do Arco-Íris, em latim), uma planície com poucas irregularidades no Mare Imbrium.

A sonda foi lançada no foguetão Longa Marcha 3B, a 2 de Dezembro, e transporta um rover chamado Yutu, Coelho de Jade em chinês. Dentro de algumas horas, o Yutu vai sair da estrutura que pousou e começará a caminhar na Lua.

A última vez que um aparelho terrestre poisou na Lua foi em 1976; a China junta-se agora aos Estados Unidos e à Rússia como os únicos países a conseguirem este feito.

O Coelho de Jade tem seis rodas, pesa 120 quilogramas, pode fazer subidas com uma inclinação de 30 graus e caminha 200 metros por hora alimentado a energia solar. O robô leva câmaras para fotografar a paisagem, um espectrómetro para analisar a composição química do solo e um radar para estudar o solo e as rochas até uma profundidade de 100 metros

dez
14
Posted on 14-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-12-2013


=======================================================
Frank, hoje, no jornal A Notícia(SC)


Raul Castro: em Ondina pediu “beijinho” à baiana

=========================================

DEU EM O GLOBO

O ditador cubano Raúl Castro almoçou nesta sexta-feira no Palácio de Ondina com o governador da Bahia, Jaques Wagner. Eles passaram a tarde conversando, mas o governo não deu qualquer informação sobre o encontro. Apenas fotos foram divulgadas.

Castro chegou ao Palácio de Ondina por volta das 13h30 e saiu às 17h30. O governo não informou o horário que o avião do presidente cubano iria decolar de Salvador, mas o certo é que ele não se encontraria novamente com Wagner. O ditador cubano estava acompanhado de dois assessores. Antes do almoço, ele comeu acarajé e na saída pediu um “beijinho” da baiana que o serviu, conhecida como Marise.

O avião do presidente cubano pousou em Salvador em uma escala técnica vindo da África do Sul, onde Raúl Castro participou dos funerais de Nelson Mandela. Castro repetiu o roteiro de seu irmão Fidel Castro, que, em agosto de 1998, também voltava da África do Sul e fora convidado pelo falecido senador Antonio Carlos Magalhães para jantar no Palácio de Ondina.

ACM era amigo de Fidel desde a época em que foi Ministro das Comunicações do governo José Sarney. No cargo, ajudou a implantar o DDD em Cuba, o que o aproximou de Fidel. No jantar de 1998, Fidel estava acompanhado de um “provador” oficial. O sujeito provou um pouco de todos os pratos que o ditador iria comer para verificar se não estava envenenado. Não há informações se Raúl também estava acompanhado de um provador.


Domingo de barbárie na “Arena Joinville”
=============================================


…e o dia seguinte do ministro Rebelo, no Itaquerão(SP)

=======================================================

ARTIGO DA SEMANA

Joinville e Itaquera: ovos de serpente no fim do ano

Vitor Hugo Soares

O ano de 2014 está chegando com promessas e combinações de eventos explosivos, carregados de paixões e interesses divergentes, na terra insólita de Macunaíma e no confuso resto do mundo: da campanha presidencial e de renovação dos governos estaduais, à disputa da Copa do Mundo em monumentais “arenas” conflagradas. Templos modernos de selvageria, cercados de suspeitas e acidentes mal explicados por todos os lados.

Além, evidentemente, de poço sem fundo do dinheiro do tesouro da “viúva”

Basta ter olhos para ver, cabeça para pensar, ou sangue nas veias e sentimentos que, ainda, levem à indignação. Esta (a indignação) necessária e insubstituível como elemento vital da sociedade e da nação. Indiferença e fuga, opções para alguns (inclusive no jornalismo, a minha profissão), são bem piores, porque em geral levam ao silêncio dos cemitérios e à cumplicidade.

O melhor, talvez, seja continuar atento. Escutar algumas palavraa e, principalmente, perceber ações e sinais essenciais em tempos temerários, como os emitidos pelo ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa; do papa Francisco, a Personalidade do Ano da revista Time ; ou manter viva a memória de Nelson Mandela.

Vale, também, mesmo que nos acusem de românticos e sonhadores inveterados, seguir o mandamento da poesia do capixaba Geir Campos:

“Não faz mal que amanheça devagar/As flores não têm pressa, nem os frutos/e a vagareza dos minutos adoça mais o outono por chegar”.

Mas 2013 está aí, ainda. Vivinho da silva. Brigando ferozmente para não morrer. Produzindo encontros dignos do realismo fantástico de “Cem Anos de Solidão” e outros romances colossais do colombiano Gabriel Garcia Marquez, ou de “Histórias de Cronópios e Famas”, do argentino Júlio Cortazar. Um exemplo?: A incrível viagem da presidente Dilma Rousseff ao funeral de Mandela, em Joanesburgo, acompanhada dos ex José Sarney, Luís Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor de Mello.

Que travessia! Quem sabe uma daquelas moscas incômodas que costumam se esconder nas poltronas, em longos percursos, nos revele um dia, um pouco do tanto que terá acontecido nas conversas e silêncios dentro do Boeing presidencial na rota Brasil-África do Sul. Ida e volta.

Nos estertores, 2013 produz até ovos de serpente para deixar de “herança maldita” para o ano que chega daqui a duas semanas. Basta ver, e rever, as “cenas dantescas” (diria minha saudosa mãe se viva estivesse), registradas domingo passado na “Arena Joinville”, na última rodada do Brasileirão de futebol, sete meses antes da Copa do Mundo começar por aqui.

Um monumento de vergonha (ou falta de) nacional. Igualmente, um desses raros momentos que, pelo tamanho e gravidade inauditos, ainda conseguem indignar a sociedade brasileira e impactar o mundo. O fato em sí, na sua triste e perversa simbologia dos tempos da caverna, em confronto com o “tempo moderno” das espantosas tecnologias de construção e comunicação, e as suas repercussões.

Marcadas (as repercussões que os jornais e TVs anunciam) por desculpas esfarrapadas, mentiras de ocasião, falas e informações desconexas, desajeitados empurrões com a barriga, ou a mais pura e deslavada cumplicidade. Principalmente, no terreno da falta de medidas firmes e resolutórias, esperadas do poder público em todas as suas instâncias, mas em especial do governo federal.

Frustração é o que mais uma vez tristemente se constata.

Na segunda-feira, desta antepenúltima semana do ano, dia seguinte ao domingo de barbárie na “Arena Joinville”, a sociedade brasileira e a chocada opinião pública internacional cobravam a presença firme do poder público em Santa Catarina. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, do PC do B, no entanto, apareceu logo cedo em Itaquera, no bairro paulistano aonde se constrói, no estilo e ritmo ditado pela FIFA (mas com tempero bem local), a “Arena Corinthians”, programada para receber o jogo de abertura da Copa do Mundo no Brasil.

Com um capacete de proteção na cabeça, do tipo usado pelos engenheiros, mestres-de-obras e operários da empreiteira Odebrecht, responsável pela construção monumental e custosa. Há poucos dias, por lá, uma grua gigantesca desabara sobre as arquibancadas, matando duas pessoas e destruindo parte da obra. Caso ainda sob investigação e cercado de dúvidas.

Vindo dos festivos sorteios da Copa e da pressão de Blatter, da FIFA , na praia baiana de Sauípe, o ministro do governo Dilma parecia incomodado e pressuroso, durante a “visita de inspeção das obras do Itaquerão”. No fim, disse ter ficado aliviado ao constatar que agora tudo está nos trilhos, e “a obra ficará pronta a tempo de abrigar o grande espetáculo de abertura da Copa”, no meio do ano que vem.

Só bem depois, e por muita insistência de alguns repórteres, Rebelo alinhavou declarações improvisadas, confusas, dispensáveis mesmo, sobre os trágicos e criminosos acontecimentos da véspera na “Arena Joinville”. E foi em frente o representante do governo na área dos Esportes.

Nada do esperado pedido de desculpas, à população, pelas ausências e erros da véspera, e não só isso: Pífia cobrança de firme e séria apuração dos múltiplos crimes praticados dentro e fora do estádio de futebol; nem ao menos uma tentativa de mobilização das autoridades específicas, encarregadas das investigações, para identificar e punir todos os culpados; ou ações de liderança ativa ou anúncio de medidas e iniciativas concretas para separar joio do trigo e combater, sem tréguas, a a selvageria doente que se espalha e contamina daninha e devastadoramente.

Antes que os novos ovos espalhados em Santa Catarina produzam mais serpentes, que se espalharão pelo país inteiro no decisivo ano de 2014. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

——————————————–

Vai para dois casais amigos e queridos do Bahia em Pauta, que chegaram ontem para passar o fim de semana em Salvador: Fabrício e Natascha (vindos de Ponta Grossa, no Paraná, e que amam a Itália) e Tiago e Dani (vindos do Rio de Janeiro).

Bahia de braços abertos para vocês. Aproveitem!!!

Música, maestro!

(Hugo e Ila)

=================================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Foi só enganação
Ivan de Carvalho

É muito bem conhecido o dispositivo da Constituição da República segundo o qual “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data da sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.
Apesar disto, passou-se a impressão de que a chamada minirreforma eleitoral – aprovada pelo Congresso mais numa tentativa de “mostrar serviço” ao eleitorado ante as grandes manifestações de rua de junho passado do que por outros motivos – já estaria operante nas eleições de outubro do ano que vem.
Somente na última quinta-feira, informa a Agência Brasil, a presidente Dilma Rousseff sancionou a nova lei, com veto a cinco dispositivos. Essa nova lei altera ou introduz normas sobre propaganda eleitoral, contas de campanha, cabos eleitorais e a ação deles, o período de convenções partidárias e a substituição de candidaturas. Coisas corretas ou não tanto, mas de duvidosa importância ante o estapafúrdio sistema eleitoral brasileiro, em seu conjunto.
Assim, na realidade, as mudanças feitas na legislação, mesmo que valendo para as eleições gerais de 2014, não teriam efeito muito relevante. Funcionariam, na melhor das hipóteses, como uma maquiagem feita às pressas. Mesmo assim tentou-se, ao vendê-las à sociedade como algo importante, o que já representou uma enganação, montar outra enganação, a de que estariam em vigor nas eleições do ano que vem.
O senador peemedebista Romero Jucá, autor da proposta da minirreforma política, sustentou que esta valeria para as próximas eleições, por ser constituída apenas de mudanças em regras administrativas. “Mudamos apenas regras administrativas e de procedimento, que criam práticas de fiscalização, de transparência, de gasto. Não há nenhuma mudança que cause impacto no direito de cada um de disputar eleição”, disse Jucá na época em que a minirreforma estava sendo votada.
O melhor que se pode dizer da ação do senador Romero Jucá – ao propor a minirreforma e a sustentar que poderia valer para as eleições de outubro próximo – é que ele seja muito fraquinho em questões jurídicas (sua formação é de economista) e realmente acreditasse, nessa fantasia das mudanças meramente “administrativas” e de “procedimento” e que elas não se enquadram no dispositivo constitucional citado.
Agora, vem a dureza da realidade. O ministro do Supremo Tribunal Federal e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, disse que a aprovação tardia da minirreforma pelo Congresso resultará em frustração da sociedade. “Eu lamento que só se lembre de fazer uma reforma eleitoral quando já se está no período crítico de um ano que antecede as eleições”, assinalou.
Mello disse que “isso é muito ruim, porque dá uma esperança vã, impossível de frutificar, à sociedade, já que a Constituição federal revela em bom português, em bom vernáculo, que a lei que, de alguma forma, altere o processo eleitoral entra em vigor imediatamente, mas não se aplica à eleição que se realiza até um ano após. Vai haver frustração, sem dúvida alguma”.
Ora, se vai haver frustração expressiva ou não eu não sei, pois não vi a sociedade se entusiasmar com a tal minirreforma. O Congresso não mexe na essência do sistema eleitoral porque isto não convém aos congressistas, eleitos, todos eles, pelo atual sistema, com sua tortuosa natureza atual.
Mas o fato é que as declarações do ministro Marco Aurélio Mello praticamente antecipam eventual decisão jurídica, se necessária, que determinaria a inaplicabilidade da tão propagandeada reforma política, quando o Congresso precisou oferecer a sua parte de resposta às manifestações populares de junho. Note-se, aliás, que a minirreforma é uma resposta congressual tão pouco relevante e tão enganosa quanto a resposta que o Poder Executivo pretendeu dar com alguns anúncios de enganação e com o tão mal ajambrado (desculpem a expressão tão fora de moda) Programa Mais Médicos, enquanto decresce o número de leitos do SUS, substituídos por macas nos corredores e até pelo chão, os equipamentos, na maioria antiquados, são sucateados e as filas se mantêm intocáveis

  • Arquivos

  • dezembro 2013
    S T Q Q S S D
    « nov   jan »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031