DEU NO UOL/FOLHA

Os aeronautas — pilotos, copilotos e comissários de bordo– e os aeroviários –que trabalham em terra– decidiram decretar estado de greve, após rejeitarem a proposta de reajuste salarial feita pelas empresas aéreas.

A decisão foi tomada em assembleias realizadas nesta sexta-feira (13) em várias cidades do país. Durante as reuniões, as duas categorias aprovaram indicativo de paralisação para a próxima sexta-feira (20).

Na quarta-feira (18), será realizada uma nova rodada de negociações entre as categorias e os sindicatos patronais.

Os aeronautas pedem aumento salarial de 8%, além de folgas fixas anuais, folgas regulamentares, duração mínima da jornada de trabalho, previdência privada, plano de saúde, entre outras reivindicações.

Os aeroviários também querem reajuste de 8%, além de aumento de 20% na cesta básica, no vale-alimentação, no vale-refeição e nas diárias, e a criação de piso salarial para as funções de atendente de check-in e despachante.

Na próxima terça-feira (17), os aeroviários planejam realizar mobilizações em diversos aeroportos do país e entregar aos passageiros uma carta para informar sobre a greve prevista para a sexta-feira.

As empresas aéreas ofereceram reajuste salarial de 5,6%, equivalente à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários, há atualmente cerca de 84 mil profissionais das duas categorias em todo o país.

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CRÔNICA/ DIAS FELIZES

Anúncio de nova estrela

Gilson Nogueira

Grande Vítor, de novo, em mais uma crônica,da distante Carolina do Norte, um abraço para você e os amigos do BP. Dessa vez, carregado de cor de rosa, que é, agora, a cor do espirro de minha netinha Chloe, nascida, na segunda-feira passada, para iluminar mais as nossas vidas.A felicidade que sentimos multiplicada, ao vê-la sorrir em inglês, irmão, é do tamanho do infinito. E a queremos para todos, sob as bençãos de Deus.

Estava escrevendo que o céu de Charlotte continua dando sinais escritos pelas flechas de vapor provocado pelas turbinas dos pássaros de ferro quando o texto foi para o espaço. Foi bom, nele eu dizia que a mensagem que leio sob um frio de sete graus positivos traz paz e saúde para a Humanidade e um decreto Assinado por Deus. “De agora em diante fica proibido o desamor.”

E ao fechar a porta para o frio não me congelar as idéias encontro Frank Sinatra cantando na TV fechada. No ato, lembro da comemoração do Natal do ano de 2012 no rancho da mãe do meu genro quando fui aplaudido ao aplicar um retimiloei nos gringos tentando imitar o maiorcantor de todos os tempos.

Agora, pretendo fazer um discurso, em bom baianês, dizendo-lhes que minha segunda netinha será presidente dos Estados Unidos. As filhas de Obama que se cuidem. Um abração,mei líder

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta. Está na Carolina do Norte, USA, onde foi ver de perto nascer a segunda neta, e fica para os festejos de fim de ano. Votos de felicidades do BP ao amigo querido e leal(VHS).

DEU NO UOL/FOLHA

As prisões do mensalão provocaram nesta sexta-feira (13) a terceira renúncia na Câmara dos Deputados. Minutos após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o início do cumprimento de sua pena de mais de 7 anos de reclusão, o deputado Pedro Henry (PP-MT), 56, entregou seu mandato na Casa e se entregou na superintendência da Polícia Federal.

Henry era líder do PP quando a Folha revelou o mensalão, em 2005. A maioria dos ministros entendeu que ele participou das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do valerioduto para o PP e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.

Em carta, Pedro Henry diz que renunciou ao mandato para não expor Câmara

No julgamento mais longo de sua história, o STF confirmou que houve desvio de recursos públicos que abasteceram a compra de apoio político no início do governo Lula. O ex-deputado nega que ele tenha tratado de assuntos financeiros com o PT e diz que não tinha conhecimento da origem ilegal dos valores recebidos pelo PP.

Henry foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e a uma pena de 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, mais o pagamento de R$ 962 mil em multas. O deputado seguiu os passos do ex-presidente do PT “[José Genoino (SP)]”: e Valdemar Costa Neto (PR) que também abriram mão de seus mandatos. Agora, dos condenados, só João Paulo Cunha (PT-SP) permanece na Câmara.
Pedro Ladeira – 11.set.2013/Folhapress
O deputado Pedro Henry pode ter seu mandado de prisão expedido a qualquer momento; ele foi condenado a 7 anos e 2 meses
O deputado Pedro Henry renuncia a cargo na Câmara dos Deputados após Supremo decretar prisão

A defesa de Pedro Henry deve entrar com pedido para que ele cumpra pena em Cuiabá. Segundo os advogados, ele deve solicitar autorização da Justiça para trabalhar em hospitais da cidade. Pedro Henry não terá direito à aposentadoria da Câmara. Ele chegou a receber o benefício quando renunciou ao mandato em 2005, mas ao retornar para o sistema previdenciário da Casa optou por deixar o IPC e receber em dinheiro a contribuição retroativa.

A Câmara desembolsa por mês mais de R$ 80 mil no pagamento de aposentadorias para deputados e ex-deputados condenados no processo do mensalão. Além Genoino (PT-SP), Costa Neto e os ex-deputados Roberto Jefferson, (PTB-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) têm direito ao benefício da Câmara. Se não renunciasse, Henry enfrentaria seu terceiro processo de cassação na Câmara. Ele foi alvo de um pelo mensalão e outro por suspeita de ligação com a máfia dos sanguessugas –venda de ambulâncias e equipamentos médicos superfaturados–, tendo escapado da cassação até agora.

JOÃO PAULO CUNHA

A situação de João Paulo Cunha pode ser definida em breve. Segundo o STF, o petista cometeu três crimes. O julgamento de um deles, o de lavagem de dinheiro, só será concluído no ano que vem após análise de um último recurso.

Nos outros dois crimes –peculato (desvio de dinheiro público) e corrupção– Cunha teve até a semana passada para apresentar novos questionamentos sobre contradições, omissões ou obscuridades da decisão tomada pelos ministros do Supremo.

Como ele não apresentou o recurso, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, poderá, a qualquer momento, encerrar o processo relativo a estes dois crimes e posteriormente expedir o mandado de prisão.

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Ponte Salvador-Itaparica: Política, negócios e suspeitas

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DEU EM A TARDE

Patrícia França

O desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia, José Edivaldo Rocha Rotondano, concedeu liminar suspendendo a tramitação do edital de licitação para escolha da empresa que vai elaborar os estudos urbanísticos para as cidades de Salvador, Vera Cruz e Itaparica visando à construção da ponte Salvador-Ilha de Itaparica.

A liminar atende a Mandado de Segurança impetrado pelo Consórcio Ponte Itaparica UFC/URBE, contestando a pontuação que recebeu, na análise de proposta técnica, da Comissão Permanente de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).

Na ação, o consórcio observa, ainda, que apresentou um preço 31% menor que o consórcio Demacamp, o melhor pontuado. A diferença supera a R$ 1, 7 milhão. A Demacamp apresentou uma proposta de mais de R$ 7,3 milhões.

O consórcio alega que foi desclassificado por “um erro de avaliação” da Comissão de Licitação da Sedur, o que resultou na seguinte classificação: consórcio Demacamp (50,41 pontos), consórcio UFC/URBE (39,20 pontos) e AECOM Brasil e Ivan Smarcevscki (29,93).

Atraso na obra

O secretário da Sedur, Cícero Monteiro, disse, nesta quinta-feira, 12, que está encaminhando o caso para análise do setor jurídico da secretaria e para a Procuradoria Geral do Estado (PGE). A preocupação maior, segundo ele, é que não haja atraso no cronograma previsto para realização dos serviços.

Ao conceder a liminar, Rotondano considerou que o consórcio atendeu aos requisitos estabelecidos no edital e que as “descrições genéricas” dos quadros de pontuação para experiência anterior do licitante e pontuação da equipe técnica “desqualifica as rejeições específicas” apontadas pela coordenação de licitações da Sedur.

Segundo o advogado da UFC/URBE, Fabrício de Castro Oliveira, a comissão rejeitou os atestados apresentados pelo consórcio, que comprovariam ter experiência na elaboração de Planos Diretores de Desenvolvimento Urbanos (PDDU) em várias cidades.

O fundamento da rejeição dos atestados, diz o advogado, foi o fato de os documentos terem sido emitidos pela Fundação José Silveira e não pelos municípios onde os projetos foram realizados.

“Ocorre que esta fundação tem um acordo de cooperação técnica (TAC) com o governo da Bahia, o Ministério Público e várias secretarias de estado para contratar estudos técnicos de ordem fundiária, ambiental e arquitetônica. Foi esta fundação que nos deu os atestados”, diz Oliveira. “Temos experiência na elaboração de PDDU de várias cidades, como Camaçari, Simões Filho e Dias D´Ávila”.
Custo e impactos do projeto

R$ 22,5 milhões – É o valor cobrado pelo consórcio formado pelas empresas brasileiras Enescil e Maia Melo e pela dinamarquesa Cowi para fazer o projeto de engenharia

12 quilômetros – É a extensão da ponte, que será a 2ª maior da América Latina

2018 – É o prazo estipulado pelo governo da Bahia para inaugurar a ponte Plano Diretor O início da obra física depende da contratação de empresa para planejar a ocupação e o desenvolvimento urbano na área diretamente impactadas pelo projeto

Subsídios – O projeto inclui subsídios para o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) em Itaparica e Vera Cruz e a elaboração de um PDDU Intermunicipal.

Tráfego – Os estudos preveem soluções para diminuir o impacto do tráfego de veículos nas cidades afetadas pelo projeto: Salvador, Jaguaripe, Aratuípe, Nazaré, Muniz Ferreira, Santo Antônio de Jesus e Castro Alves

dez
13
Posted on 13-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-12-2013


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Aroeira,hoje, deu no jornal Brasil Econômico

dez
13

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OPINIÃO POLÍTICA

Esquenta a Segunda Guerra Fria

Ivan de Carvalho

As crises pipocam em série. O contexto global aponta para um aquecimento gradual da Segunda Guerra Fria, que já começou. Esse aquecimento tanto pode ser lento quanto bem rápido, a depender de um grande número de fatores. Uma breve síntese das situações mais notórias do contexto geopolítico-militar global:

1. Na Síria, começou em 2011 o que nada fica a dever a uma guerra civil e a crise continua, sem previsão de termo, embora pareça que as fracionadas oposições perdem terreno rapidamente para a ditadura dos Assad, instalada há quatro décadas. Nações Ocidentais, mais ativamente Estados Unidos e França, estão de um lado, mas sem ingerência militar, a Rússia, com fornecimento de material militar, e a China, do outro. O Irã interfere com armas e soldados na guerra civil apoiando o governo Assad, a Turquia e quase todas as nações árabes se opõem ao regime de Assad, mas sem ingerência militar. Antes da Síria houve aquele vira-e-mexe da Primavera Árabe, que criou situações críticas ainda não resolvidas, entre elas destacando-se as do Egito e Líbia. A Síria veio na sequência.

2. O Irã e a Coréia do Norte desenvolvem programas nucleares e programas de mísseis e criam crises regionais com extensões globais. Os analistas estão convictos de que a Coréia do Norte já produziu bombas nucleares rudimentares e o Irã tem, além do que é conhecido, um complexo nuclear secreto para a produção de plutônio e/ou enriquecimento de urânio no nível necessário para o fabrico de armas nucleares. Os Estados Unidos e a União Européia pressionam para o país desistir do programa nuclear, que o Irã diz ter fins “pacíficos”, mas o mundo todo sabe que não é. Mais uma vez, a Rússia (e mais discretamente a China) protegem o Irã de resoluções do Conselho de Segurança da ONU que poderiam obrigar os iranianos a recuar.

3. Quanto tudo parecia quieto lá onde o Sol nasce, a China ativou uma antiga disputa com o Japão em torno de umas ilhas que são apenas rochedos nos quais não mora uma só pessoas e impôs uma ampla área de “exclusão aérea” na região delas. Descobriu-se que a região marinha é rica, sobretudo em petróleo. Aliado do Japão, cuja Constituição proíbe-o de ter armas nucleares e se julga protegido pelo guarda-chuva nuclear norte-americano, os Estados Unidos mostraram seu apoio aos japoneses enviando aviões militares para sobrevoar a região de “exclusão área” declarada pela China. Esta é uma situação de impasse que persiste.

4. Mas apesar dos fatores citados e de tantos outros que podem influir, mais ou menos intensamente, para o aquecimento da Segunda Guerra Fria, cumpre assinalar que esta, não igual, mas semelhante à primeira. Ela tem como os dois contendores principais os Estados Unidos (que ao terminar a Primeira Guerra Fria tornou-se, por algum tempo, a única superpotência, hegemônica em âmbito global). Mas isso já acabou. Os EUA são, ainda, a mais poderosa das superpotências, mas a Rússia voltou a ser superpotência, com seu imenso arsenal nuclear que mesmo nos tempos de crise foi mantido quase intacto, a organização de sua economia, após o colapso a que a levara a desastrada experiência comunista (o tal socialismo real, tão irreal) e o maciço investimento que Vladimir Putin vem fazendo. O poderio militar tem sido a maior prioridade dele, acompanhada de algumas outras, como a redução, gradual, mas firme, do nível de liberdade da sociedade e de democracia, da recuperação da influência diplomática russa, e da formação de uma União Euroasiática.

5. Esta é a outra grande prioridade, que desencadeou uma profunda e ainda irresoluta crise na Ucrânia, uma das três mais importantes repúblicas da extinta União Soviética, ao lado da Rússia e do Casaquistão. A União Euroasiática, articulada e liderada pela Rússia, já conta com a Bielorus, Armênia e Casaquistão. Falta principalmente a Ucrânia, com seus 46 milhões de habitantes e cujo governo, às vésperas de assinar um acordo que culminaria na adesão do país à União Européia, pulou para o lado russo e dispõe-se, sobre grandes protestos populares de rua, a aderir à União Euroasiática. Nas ruas de Kiev, esta semana, está sendo aquecida a Segunda Guerra Fria.

Durante um concerto de Johnny Clegg, quando o artista interpretava “asimbonangua”, a chegada de Nelson Mandela no palco, produz um momento mágico e magnífico.

Confira!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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