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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE PORTUGAL

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, emitiu um comunicado esta quarta-feira, 11, que a escolha do Papa Francisco como Personalidade do Ano da revista ‘Time’ “não foi uma surpresa dada a grande repercussão e atenção em redor da eleição do Papa Francisco logo desde o início do seu pontificado”.

O Papa Francisco foi eleito pela revista norte-americana Personalidade do Ano, sendo o terceiro papa a conseguir a distinção, depois de João XXIII em 1962 e João Paulo II em 1994.

“O fato de um dos mais prestigiosos prêmios atribuído pela imprensa interncional ir para alguém que promove os valores espirituais, religiosos e morais, ao mesmo tempo que apela à paz e a maior justiça de forma incisiva é um sinal positivo”, diz o comunicado de Lombardi.

“Em relação ao próprio Papa, ele não é alguém que procure a fama e o sucesso, porque pôs a sua vida ao serviço ao anúncio do Evangelho do amor de Deus pela humanidade. Se isso atrai homens e mulheres e lhes dá esperança, o Papa fica satisfeito”, acrescenta.

“Se esta escolha de Personalidade do Ano significa que muitas pessoas perceberam esta mensagem, pelo menos implicitamente, o Papa está muito feliz com isso”, conclui Lombardi.

http://youtu.be/YI9ml-f1mpI

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O CIÚME

Caetano Veloso (letra e música)

Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas

De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde

Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme

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Lindissima canção, para ouvir e pensar.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU EM “PONTO DE VISTA”, COLUNA DE OPINIÃO PUBLICADA NA TRIBUNA DA BAHIA

O ciúme, sentimento indomável

Consuelo Pondé de Sena

O ciúme se manifesta com a abertura para o Amor. Falo do ciúme afetivo, nascido da competição e do receio de perder o objeto do amor. Cresce com a fascinação que se sente por alguém e que não se pretende dividir. Esse sentimento é tão avassalador que se tem ciúme do passado, dos sentimentos anteriores experimentados por quem se ama, enfim, de outra pessoa que ocupou espaço de ternura no coração do ser amado.

Dizem os entendidos que as demonstrações de ciúme têm tudo a ver com o lugar ocupado na família, na escola formal e na “escola da vida”. Nesse caso, afastar o ciúme poderá depender, inteiramente, da capacidade de superação, da energia pessoal, do auto-controle, do sentimento de rejeição e da possibilidade de superá-lo. Muito propalado, também, é o conceito de que os ciumentos tendem a possuir “baixo grau de auto-estima.

Para mim, pessoalmente, o ciúme está relacionado a paixão. Esse sentimento avassalador interfere na rotina de trabalho, no sono e, às vezes, no próprio apetite. Convém mencionar que o ciúme também se alimenta da “dependência”. De tal forma que, tanto é maior o ciúme quanto é importante merecer o amor de alguém.

Freud distingue o ciúme normal do patológico. São dele as seguintes palavras: “O ciúme é um daqueles estados emocionais, como a dor, que podem ser descritos como normais. Se alguém parece não senti-lo, a justificativa é a experimentação de severa repressão e, conseqüentemente, a tomada da maior parte da vida inconsciente. Os estágios de anormalidade de ciúme intenso, experimentados em trabalho analítico revelam-se através de três etapas que podem ser descritas como: 1) competitivo, 2) projetado e 3) ciúme ilusório.

Curiosamente, quase todas as pessoas negam que sentem ciúmes. Pessoas brilhantes, que se jactam de afirmar que conhecem todos os sentimentos humanos, sempre afirmam que jamais experimentaram essa “dependência”. Não será essa negação uma intencional fuga? Ou será que esse sentimento se alterou com a independência da mulher?

Outrora, a mulher era passiva, por isso, se apaixonava mais profundamente do que o homem. Àquela altura representava o “sexo da espera”. Dela não deveria partir qualquer iniciativa (visível) de conquista do homem desejado. Cabia-lhe ser caçada, jamais caçar. Talvez, circunstância tivesse a ver com a condição subalterna da mulher, desde quando, historicamente, era considerada por meio da sua identidade, enquanto os homens eram evidenciados por meio de suas atividades profissionais, a liberdade sexual, o dinheiro que ganhavam, coisas impessoais, enfim.

Será que o homens se sentiam tão “poderosos” a ponto de se colocarem acima do ciúme? Ou por, historicamente, fossem ensinados a esconder seus sentimentos mais profundos? Pode ser que, decidindo conscientemente sobre o que vai sentir ou não, esteja se defendendo de uma sensação própria ou exclusiva das mulheres. Quem nunca escutou a conhecida sentença: um homem não chora?

Para a psicanalista Melanie Klein, era vantajoso para a mulher colocar-se sempre como uma “boneca desprotegida”, jogada de lá para cá pelo ciúme, quando diante de homens dotados de frio autocontrole. Em seu magnífico livro “Inveja e Gratidão” ela estuda o papel do ciúme na inveja.

Mas, com o passar dos anos, as mulheres se modificaram, enquanto os homens passaram a ter receio de sua fortaleza e combatividade. Sua vida expandiu-se intensamente e seu acesso ao “mundo masculino”, certamente, passará à História como um dos mais importantes acontecimentos do século XX. Muita coisa mudou quando a mulher passou a ganhar o seu salário e a dispor de métodos anticoncepcionais. A partir de então, elas se conscientizaram de que a fidelidade e o adultério devem ser cumpridos tanto pelo homem quanto pela mulher. Demonstrações recentes asseguram que a crescente atividade da mulher está “agredindo“ os brios masculinos, tornando-os inseguros, numa tendência incontrolável de “recuperação” do vivido no passado.

Observem que, ao longo dos tempos, a infidelidade sexual das mulheres era punida severamente, variando desde o ostracismo social (enclausuramento) até a morte, porque o homem enganado era golpeado na sua honra, enquanto a mulher era apenas considerada infeliz e, no máximo, humilhada.

Aos homens sempre foi absolutamente necessário saber que o filho era dele. Não era sem motivo que os tupinambás praticavam a “couvade”, ou sobreparto, por meio de cuja prática o homem assegurava a sua paternidade. Com efeito, as transformações físicas evidentes, no corpo da mulher, garantem-lhe a maternidade.

Enquanto isso, a paternidade é, por vezes, duvidosa. Em nossos tempos, com o surgimento glorioso do exame de DNA os homens podem respirar tranquilamente. Isto é, caso não façam parte das “tramas” produzidas pelos novelistas de plantão.

Consuelo Pondé de Sena, Escritora da Academia de Letras da Bahia, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

DEU NO PORTAL METRO1

O mandado de segurança impetrado pelos ex-presidentes do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Mário Alberto Hirs e Telma Brito, no dia 14 de novembro, contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi indeferido onten (10), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso. Em sua decisão, o magistrado diz que “Diante dos elementos disponíveis, não verifico irrazoabilidade no ato impugnado. Com essas considerações, não vejo como conceder, neste momento, a medida liminar pleiteada”. Vale lembrar que os desembargadores foram afastados do TJ-BA para apuração de supostos casos de improbidade administrativa sobre o pagamento de precatórios.

dez
11
Posted on 11-12-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-12-2013


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)

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OPINIÃO POLÍTICA

Dentro e fora das prisões

Ivan de Carvalho

Todo mundo sabe que, no Brasil, a segurança pública não existe mais. Estava ruim no final do governo Fernando Henrique Cardoso, que chegou a ensaiar uma reação padrão para ocorrências criminosas cujas características de crueldade e de intensidade da rejeição social extrapolavam os parâmetros correntes. “Isto atingiu o limite do tolerável”. Ele dizia isso com aquela pose característica e não fazia nada. Se o governo dele houvesse demorado mais um pouco, essa reação padrão se consolidaria ou, talvez mais provável, as ocorrências ultrapassariam o tal “limite do tolerável”.

Mas o governo dele acabou em 31 de dezembro de 2002. E de lá até este dezembro de 2013, o Estado brasileiro (refiro-me à União, Estados federados e Distrito Federal) somente permitiu o aumento da insegurança, um aumento tão evidente que levou a sociedade a sentir-se permanentemente com medo, um dos mais danosos sentimentos que as pessoas podem ter.

Não incluí os municípios na referência ao Estado brasileiro, embora eles obviamente façam parte do Estado, apenas porque a responsabilidade deles na questão da segurança ou insegurança pública é marginal, quase irrelevante e é voluntária. Esse voluntariado é frequentemente compulsório, ainda que isso pareça um paradoxo.

É que a lei não atribui aos municípios a responsabilidade pela segurança pública, mas os Estados – muitos deles – fazem, e quase podemos dizer que historicamente o fazem, tão antiga é a prática, uma espécie de chantagem. O Estado federado põe lá no município as viaturas (ou a viatura), mas é a prefeitura que tem de fornecer a gasolina. Põe os policiais civis e militares (muitas vezes, aí, o plural passa raspando pelo singular), mas a alimentação deles e das pessoas eventualmente presas ou “detidas” fica por conta dos contribuintes municipais.
Há, na questão da segurança/insegurança pública o imenso problema da população carcerária. A primeira coisa que se há de dizer sobre isto é que um preso em penitenciária custa caro. Recentemente a mídia divulgou o valor de R$ 40 mil. Talvez uma auditoria independente descobrisse que para tratá-lo como é tratado o preço correto seria bem mais baixo. Claro que todos os presos não custam exatamente a mesma coisa. Talvez a auditoria encontrasse presos subfaturados (além de subnutridos e aparentemente subumanos) e presos superfaturados, com tratamento inferior ao que poderiam ter se realmente custassem R$ 40 mil “por cabeça”.

O sistema carcerário, com um déficit de 208 mil vagas, está superlotado e por isto uma parte dos presos permanece em delegacias, que deveriam ser, para eles, apenas um rápido estágio de passagem. Fala-se em acabar esta situação no prazo de quatro anos, mas quem pode garantir que isso vai se cumprir? Quantos milhares de outras coisas planejadas não se cumpriram neste país do “vai fazer”, do “atrasou” e do “não terminou” e do “não fez”?

E mais. Em 1994, a Lei Complementar nº 79 criou o Fundo Penitenciário Nacional. Pois bem, de 2001 a 2012 foram autorizados R$ 2,9 bilhões para o Fundo, mas somente R$ 1,8 bilhão foi pago. O restante, R$ 1,1 bilhão, foi “contingenciado” para ajudar a acumular superávit primário para pagamento de dívida pública e serviço da dívida. Quanto aos presos, há apenas duas preocupações: impedir que se amotinem ante as péssimas condições de todo tipo em que são postos e, por parte de alguns setores, conseguir tratamento diferenciado para certos presos conhecidos como mensaleiros. No entanto, ninguém no governo federal pensa em liberar o R$ 1,1 bilhão para reduzir o déficit de vagas nas prisões e melhorar as condições de vida lá dentro, de modo a que haja uma chance de se recuperar pessoas ao invés de produzir feras.

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Como Dos Extraños
Adriana Varela

Me acobardo la soledad,
y el miedo enorme de morir lejos de ti
que ganas tuve de llorar
sintiendo junto a mi
la burla, de la realidad
y el corazon me suplico
que te buscara y que le diera tu querer
me lo pedia el corazon y entonces te busque
creyendote mi salvacion.
Y ahora que estoy junto a ti
parecemos ya ves, dos extraños
leccion que por fin aprendi
como cambian las cosas los años
angustia de saber
muerta ya la ilusion
y la fe, perdon si me ves lagrimear
los recuerdos me han hecho mal.
Palidecio la luz del sol
al escucharte friamente conversar
fue tan distinto nuestro amor y…
duele comprobar que todo, todo termino
que gran error volverte a ver
para llevarme destrozado el corazon
son mil fantasmas al volver
burlandose de mi y
las horas de ese muerto ayer.
Ahora que estoy frente a ti,
paremos ya ves dos estraños
leccion que por fin aprendi
como cambian las cosas los años,
angustia de saber
muerta ya la ilusion
y la fe, perdon si me ves lagrimear,
los recuerdos me han hecho mal!

BOM DIA!!!

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