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Postado em 03-12-2013
Arquivado em (Artigos) por vitor em 03-12-2013 14:47

DEU NO IG

Nivaldo Souza – Brasília

O deputado licenciado José Genoino (PT-SP), um dos presos do mensalão, renunciou nesta terça-feira (3) ao cargo por meio de uma carta entregue à Mesa Diretora da Câmara pelo vice-presidente André Vargas. Os membros da Mesa estavam reunidos nesta terça-feira (3) para discurtir se abririam ou não o processo de cassação de Genoino na CCJ quando foram surpreendidos pela carta do petista.

No texto, o deputado se diz inocente e afirma que nunca praticou crimes: “Sempre lutei por ideais, jamais acumulei patrimônio ou riqueza”. Sobre a renúncia, Genoino escreve que esta é uma “breve pausa nesta luta que representa o início de uma nova batalha dentre as tantas que assumi ao longo da vida”.

Carta de renúncia de Genoino

“Não é nenhum motivo de alegria para esta Casa”, disse o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB). Segundo ele, com a entrega da carta, não foi necessário fazer a contagem dos votos da Mesa sobre a abertura do processo de cassação. A carta será lida hoje em plenário pelo próprio Alves. Diante desse fato, o mandato se extingue e Genoino se livra da cassação.

Com a renúncia, Genoino tem direito a uma aposentadoria de R$ 20,7 mil, proporcional ao tempo em que trabalhou como deputado. A aposentadoria por invalidez, pedida por ele anteriormente, garantiria renda de R$ 26 mil ao petista.

Genoino, condenado a 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto, cumpre provisoriamente a pena em prisão domiciliar. Ele aguarda decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para saber se continua a cumprir a pena em casa ou se volta para a Penitenciária da Papuda.

Ontem, o procurador-geral Rodrigo Janot deu parecer favorável à prorrogação da prisão domiciliar do petista por 90 dias. Só falta Barbosa.

A pedido do presidente do STF, um laudo feito por uma junta médica do Hospital Universitário de Brasília, formada para avaliar o estado de saúde de Genoino, concluiu que ele é portador de cardiopatia “que não se caracteriza como grave”. No laudo de oito páginas enviado ao STF, a junta médica descreve os problemas de saúde de Genoino e diz que não é necessário tratamento domiciliar.

Há quatro meses, o petista passou por uma cirurgia cardíaca para correção de uma descamação da aorta. Ele ainda se submete a tratamento e toma medicação para se recuperar da intervenção cirúrgica.

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Comentários

vangelis on 3 dezembro, 2013 at 23:07 #

En tiempo del cutivo de naranjas -Mensalon que rico mensalon, cha, cha, cha que rico cha, cha, cha… ? ? ? ?? ? ? ?

http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2013/12/jn-acha-no-panama-presidente-de-empresa-que-quer-empregar-dirceu.html


Lilyane on 4 dezembro, 2013 at 10:14 #

Não dá mesmo para ter orgulho de ser brasileiro. Não para quem pensa o mínimo necessário.


jader on 4 dezembro, 2013 at 11:30 #

Para quem precisa pensar e sentir mais que o necessário :
Por sugestão do amigo navegante JJ Carvalho, o Conversa Afiada republica do site da Hildergard Angel, aquela que cunhou a expressão “Mentirão“, para se referir ao julgamento do mensalão (o do PT):

BRASIL ENTRA EM CAMINHO SEM VOLTA: QUE PARIS TENHA MUITOS APÊS CHARMOSOS PARA ACOLHER A TODOS OS OMISSOS

Recebo diariamente comentários carregados de ódio contra José Genoíno, que me abstenho de publicar até por vergonha de seu teor, vergonha pelo desequilíbrio e o descontrole dos remetentes. A falta de discernimento, querendo atribuir a este homem combativo todos os males do país. Daí que a prisão não basta. É preciso a morte. A imolação final. A cruz.

É preciso a volta das torturas. Da ditadura. Este, o subtexto das tantas mensagens enviadas.

A que ponto essa mídia manipuladora, essa pseudo esquerda democrática, esse suposto “centrão” levaram o nosso país!

A que abismo a omissão daqueles que poderiam se posicionar, protestar e agir, está levando a nossa Nação.

A quanto estamos chegando com o silêncio dos nossos formadores de opinião influentes, nossos artistas politicamente conscientes e articulados. Os intelectuais, pensadores, jornalistas de porte.

São tão poucos os que ousam falar, se manifestar. Um, dois, três, quatro ou cinco. A pasmaceira, a imobilidade, o acomodamento prevalecem. O Brasil que pensa e raciocina está congelado, em estado de letargia.

Os com bagagem intelectual, política, de memória, conhecimento histórico e político para se manifestar se calam. Certamente envelhecidos, provavelmente acomodados, talvez acovardados, quem sabe desesperançados.

Os jovens de nada sabem. Não viveram a História recente do país. Não lhes deram a chance de saber. Lhes sonegaram o conhecimento nas escolas sobre os fatos. O patriotismo caiu em desuso. Os sonhos globalizaram. Soberania virou palavra empoeirada que se encontra no sótão – se é que ainda existe sótão -, dentro de algum baú – se é que há baú -, no interior de um papel amarelado, se houver ainda alguma folha de papel sobrevivente nessa era digital.

Os velhos sábios não falam. Se calam. Voam para Nova York, refugiam-se em Paris. Precisamos dos velhos, imploramos aos velhos. Falem, reajam!

Não é questão mais de uma posição partidária, trata-se de uma postura de Soberania brasileira, de Pátria, de Estado de Direito.

Triste ver crescer sobre nosso Céu, nossos tetos, nossa alma, nossos ambientes, nossa consciência, a mancha escura da obtusidade, do receio da livre manifestação, do silêncio, do embrutecimento coletivo. Do medo.

Quando eu me vejo, aqui, escolhendo palavras para não resvalar num erro, num equívoco, num excesso que me possa custar a liberdade ou que me valha antipatias graves, retaliações, sinto a gravidade do momento que estamos vivendo.

Quando uma única cidadã de bem não respira a liberdade, a Pátria não está mais livre.

Quem permitiu, por omissão, inoperância, ambições e conveniências políticas que o Brasil caminhasse para trás, chegando a tal retrocesso de consciência, a ponto de apagar os méritos de sua própria História e ao extremo de aclamar a vilania de seus opressores, ainda vai se arrepender demais. Pagará alto preço por isso. Estamos entrando num caminho sem volta. E que Paris tenha muitos apartamentos charmosos para acolher a todos os valorosos omissos.

Perdoai-os, Senhor, por sua omissão!


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