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Suborno no Futebol

Marinaldo Mira

As últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, Série A e B trazem à cena a velha discussão sobre o polêmico incentivo financeiro de um clube de futebol para outro (desmotivado para conquistar três pontos) vencer e beneficiar o interessado que concedeu o prometido ‘jabá’.

O torcedor, como já diz o nome, torce para que seu time vença sempre, mas o time pagar para conseguir um benefício, certamente, que ele não concorda! “Pode até achar engraçado, conveniente, pois existe até argumento esfarrapado de que “todos fazem isso” ou “é normal no futebol”, essa jogada de bastidores. O recurso extracampo para se manter em uma divisão melhor do futebol é um artifício condenável pelos defensores da ética e moral no futebol.

Como todos sabem, o campeonato tem 38 rodadas, ou seja, chance de sobra para uma equipe recuperar pontos, se manter na Séria A ou B, ou C, e por aí vai. Dirigentes cartolas, treinadores, comissão técnica também sabem que devem montar equipes com jogadores reservas à altura dos titulares. A tabela do campeonato é divulgada com meses de antecedência e todos sabem as dificuldades.

Em competições de longa duração, titulares importantes podem ficar fora de vários jogos por causa de contusões, suspensões por cartões e outras situações. O clube deve se preparar para isso, e depois não lamentar pontos perdidos em empates e derrotas para adversários mais fracos.

O treinador Vinícius Eutrópio, do Figueirense, que conseguiu acesso à Série A este, disse que joga sempre para vencer. Não há nenhuma novidade nisso, todo time de futebol deve entrar em campo com o objetivo de vencer, conquistar uma vitória. Entrar em campo para empatar ou perder, visando beneficiar um terceiro clube, não se justifica em hipótese alguma.

Em resumo, pagar para o time A perder é o mesmo que pagar para o time B vencer. Atleta profissional em qualquer esporte, só deve receber dinheiro do empregador, o clube que lhe contratou. Qualquer dinheiro vindo de outra procedência é suborno sim. Qualquer torcedor consciente sabe muito bem disso, em nome da moralização do futebol. E, futebol, embora não pareça, é coisa séria !

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)

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Comentários

Nelsival Menezes on 3 dezembro, 2013 at 5:20 #

Os atletas para desempenharem com eficácia suas capacidades dispões de competências as quais chamamos de capacidades:
1 – Física (variáveis força, velocidade, resistencia etc)
2 – Técnica (passe, cabeceio, recepçao bola, chutes etc)
3 – Tática (marcação, cobrança faltas, escanteios, posicionamento etc)
4 – Psicológica (liderança, equilibrio emocional, concentração etc)
5 – e a Ética na qual se baseia o cumprimento de deveres inerentes á profissão como solidariedade, disciplina etc tendo como uma das principais o RESPEITO. o que faz o atleta ser diferenciado e se destacar positivamente é o equilibrio em nivel ótimo dessas capacidades. A ética é quem vai ser a estrutura de todas elas e quando falta o respeito aos direitos e deveres a corrupção se instala dando vez á desmoralização. Quem assim o faz, deveria ser banido do futebol e ser responsabilizado pelo crime cometido. Considero DOPAGEM MORAL e como tal também é contra a Lei. Infelizmente os maus políticos estão dando exemplo. Sabemos que no Futebol têm muitos Joaquims Barbosas e por que não agem ???


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