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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (22) que o leilão de concessão dos aeroportos internacionais do Rio e Minas Gerais teve ágio “extraordinário” e que os pessimistas “terão mais um dia de amargura” com o sucesso do desfecho do leilão.

O leilão ocorreu na sede da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), nesta manhã, quando o governo federal arrecadou R$ 20,82 bilhões com o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais.

A soma representa um ágio de 251% sobre os R$ 5,9 bilhões que totalizavam os lances mínimos exigidos no edital.

“Esse leilão mostra duas coisas: um enorme interesse de investidores internacionais em investir no país, e que o Brasil continua sendo uma das grandes oportunidades. Por isso, todos os pessimistas, os incrédulos, terão um dia de amargura, porque não deu errado. Vou repetir: não deu errado mais uma vez”, declarou Dilma durante cerimônia para anunciar recursos para obras de mobilidade urbana no Ceará.

Dilma ainda seguiu criticando e disse que “muitos torcem contra” o país. “Em Libras [campo do pré-sal] torceram, agora torceram, mas tenho certeza que as novas licitações não vão dar errado. Elas são importantes para o país, para dar estrutura para que todos nós, que transitamos pelo Brasil afora, teremos mais qualidade no transporte aeroportuário”, afirmou.

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Veja os aeroportos que o governo federal já concedeu à iniciativa privada6 fotos
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O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, leiloado em novembro de 2013, foi arrematado pelo consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela Odebrecht e pela Changi, de Cingapura. O grupo, que assumirá o aeroporto em março de 2014, apresentou um lance de R$ 19 bilhões. A Changi administra o aeroporto de Cingapura, considerado o melhor do mundo. O prazo de concessão do Galeão é de 25 anos, com possibilidade de uma prorrogação de até cinco anos. O governo estima investimentos de R$ 5,7 bilhões no aeroporto Leia mais Daniel Marenco/Folhapress

A presidente também disse que uma das fórmulas do sucesso foi contar com empresas sólidas não só do país, mas também internacionais e disse que o resultado do leilão foi “extraordinário”.

“Procuramos construir uma combinação que é fundamental entre as grandes operadoras de aeroportos do mundo e as grandes empresas capazes de construir. Foi um ganho extraordinário de ágio. De um lado o Galeão, onde venceu um consórcio entre a Odebrecht e uma grande empresa chinesa. Do outro, Confins, que será administrado pela empresa CCR e os operadores do aeroporto e Munique e Zurich”, disse.
Os valores

O consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela Odebrecht e pela Changi, de Cingapura, ganhou o leilão de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão.

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