Wagner a Gabrielli: “imposição não
é a minha cara”

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DEU EM A TARDE/UOL

O governador Jaques Wagner reagiu às declarações do secretário do Planejamento do Estado José Sérgio Gabrielli e disse que não está impondo um nome ao PT para disputar a sucessão estadual em 2014. “Em mim não vai caber essa pecha de enquadramento (do partido), que não é minha cara”, afirmou, na quarta-feira, 20.

Em nota ao Diretório do PT-BA reafirmando sua pré-candidatura, Gabrielli afirma que o PT deveria levar em conta para definir o nome da sigla a posição do governador como fator preponderante, “mas não exclusivo no processo de decisão”.

Sem perder o humor, Wagner disse que nunca pretendeu que sua opinião “fosse exclusiva”: “Modéstia à parte, acho até e sou criticado por isso, que é difícil que se encontre alguém que, sentado na cadeira do Executivo tenha tanta abertura para o diálogo. Nunca constrangi nem nunca vou constranger o PT. Apresento sugestões”, observou, insistindo que “essa veste” não caberia nele, “porque não tenho perfil autoritário muito menos de tentar enquadrar o partido”.

Por outro lado considerou evidente que é “o condutor do processo” e teria “a visão, vamos dizer do problema como um todo, da característica de quem está sentado na cadeira do governador”, mas contou estar “conversando com todo mundo e acho que todos que estão com o nome colocado são merecedores”.

Wagner não esconde que o seu candidato preferido é o secretário da Casa Civil Rui Costa. Mas diz que pretende “fortalecer o time, não estou querendo fazer um campeão. Estou querendo fazer um time campeão. E para esse time ser campeão temos que fazer vários jogadores prosperarem. Técnico que depende de um único jogador não vai muito longe”.

Pior ou melhor

Para ele “não cabe ficar perguntando quem é o pior ou o melhor porque cada um tem qualidades e defeitos”.

Avaliou que o PT ainda não tem “nenhum candidato pronto, porque não temos uma bola certa” e lembrou que, na eleição de 2006, era um candidato certo para perder e ganhou.
“É muito mais importante fazer o debate de ver como é que a gente cresce, que a gente aumenta o nosso time. Estou querendo preparar mais gente para que possa desempenhar bem o partido”, disse.

nov
21
Posted on 21-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2013

PIZZOLATTO, HENRIQUE – FUGITIVO DO MENSALÃO

O Brasil agradece informações que levem à sua localização
e devolução ao País para pagar o que dece à sociedade.

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Normando e o Quarteto de Oscar Castro Neves,”Amor no Samba”, em 21 de novembro de 1962, no espetáculo histórico da Bossa Nova e seus maiores artistas no Carnegie Hall, Nova Iorque.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

O show dos erros

Janio de Freitas

No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.

Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso.
Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de “doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais”.

José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os “cuidados específicos”, enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida –e quem responderá por isso?

A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à “lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio”, nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?

Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da “carta de sentença”, que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.

Com a “carta de sentença”, outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.

Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?

Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?

Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.

nov
21
Posted on 21-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2013

Deu na coluna “poder online”, assinada no portal IG pela jornalista Clarissa Oliveira

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quer clima de festa para receber a adesão da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon.

O já conhecido convite para que Eliana se filie ao PSB foi finalmente aceito, de acordo com interlocutores do socialista. A festa ocorrerá no mês que vem, durante o encontro regional que o partido pretende realizar em Salvador.

Embora a ideia central seja lançá-la candidata ao Senado pela Bahia no ano que vem, Campos deixou aberta a possibilidade de a ministra optar por disputar outro cargo, inclusive o de governadora.

nov
21
Posted on 21-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-11-2013


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Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online

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OPINIÃO POLÍTICA

A batalha petista

Ivan de Carvalho

Vale fazer um breve resumo do processo de sucessão do governador na Bahia. No PT, o número de pré-candidatos ao cargo foi reduzido, não declaradamente, de quatro para três. O ex-prefeito de Camaçari e ex-presidente da UPB, Luiz Caetano, muito ligado ao governador Wagner, de quem foi coordenador geral da campanha eleitoral, fez a força que pôde, mas concluiu, afinal, que não reúne as condições necessárias para persistir na disputa. Então, em evento que promove no dia 29, em atitude ainda não confessada publicamente, vai declarar seu apoio ao pré-candidato deputado Rui Costa, secretário da Casa Civil de Wagner e aspirante da absoluta predileção do atual governador. Caetano será candidato a deputado federal e, sendo mesmo Rui Costa o candidato a governador, alguns fortes redutos eleitorais dele irão engordar a eleição de Caetano.

Para ir criando o clima mais do que engrossando o caldo, Rui Costa obteve o apoio da Juventude do PT, de lideranças do MST (embora o comando nacional da CUT prefira publicamente o pré-candidato José Sérgio Gabrielli, com ressalvas também públicas da direção estadual da CUT) e agora da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres, a julgar pelo que anunciou a secretária do grupo, Vera Lúcia. Espumas.

Com o anúncio do candidato governista ou no mínimo petista a governador prometido formalmente para o dia 30 (já havia sido marcado antes para o dia 15 passado, mas foi adiado em tempo, porque não dava para acontecer ou era apenas uma manobra política), quem não desistiu acelerou. O senador Walter Pinheiro, líder do PT no Senado, que fez da postulação de candidaturas ou pré-candidaturas a cargos majoritários um ponto de honra de sua carreira política, formalizou sua pretensão a representar o PT e o governismo na disputa pela sucessão de Jaques Wagner. O outro postulante à candidatura petista, José Sérgio Gabrielli, ex-candidato a governador nos tempos mais difíceis, secretário estadual do Planejamento e ex-presidente da Petrobras, que conta com tanta simpatia de Lula (não de Dilma) quanto Rui Costa conta com a simpatia de Jaques Wagner, também formalizou a candidatura mesmo antes disso mais notório que joelho de escoteiro. E o fez em grande estilo – o mais alto estilo brasileiro, o, digamos, cartorial.

Escreveu e mandou uma carta toda formal à direção do PT da Bahia, elogiosa a Wagner, mas deu a entender claramente que a escolha do candidato não deve ser única e exclusivamente do governador. Ele pede que o partido analise os perfis dos seus postulantes ao governo, “levando em conta a posição do governador como preponderante, mas não exclusivo nesse processo de decisão”. E então pede ao comando petista “encaminhar ao diretório essas discussões para que possamos avançar na definição de nosso candidato, depois de avaliados quais os cenários e qual o melhor perfil do candidato para mobilizar a militância e articular os aliados”.

A questão do relacionamento entre os partidos e os políticos aliados tem sido, nem sempre, mas não raro, um argumento usado por analistas e principalmente políticos aliados ao identificarem dificuldades na candidatura de Rui Costa. Da mesma forma que essa linha análise tem encontrado contestações, bem fundamentadas ou não (isso é problema do PT e dos seus aliados), a questão da mobilização da militância tem sido usada nos meios petistas, com muita frequência, em favor de alguma opção de candidatura que não seja a do secretário-chefe da Casa Civil.

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BOM DIA!!!

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