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Visto até então como o pré-candidato mais acomodado na disputa interna para representar o PT na sucessão de Jaques Wagner em 2014, o secretário do Planejamento do Estado (Seplan), José Sérgio Gabrielli, incendiou o cenário nesta terça-feira com carta ao diretório local do partido e aberta ao público.

O ex-presidente da Petrobras diz na carta que solicita aos “companheiros” que definam o candidato petista. “O governador é o principal líder e comandante desse processo, mas não podemos atropelar os processos de discussão e debate dentro do partido. A próxima reunião do Diretório do PT na Bahia precisa se debruçar sobre esses temas e sair com uma posição mais unificada, principalmente depois dos resultados do PED [Processo de Eleições Diretas]”.

Além de Gabrielli, estão na disputa pela simpatia da maioria dos petistas o senador Walter Pinheiro e o chefe da Casa Civil do Estado, Rui Costa, o ‘preferido’ de Wagner.

Leia a íntegra da carta do ex-presidente da Petrobras.

Salvador, 19 de novembro de 2013

Companheiros Jonas Paulo, Presidente do PT e Everaldo Anunciação futuro Presidente do PT

O Partido dos Trabalhadores enfrenta um momento importante de decisão. Depois de sete anos comandando o Governo da Bahia, sob a liderança do Governador Jaques Wagner temos que nos posicionar sobre sua sucessão.

O Governador Jaques Wagner conduziu com maestria as contradições, conflitos e tensões de uma base aliada muito ampla, avançando significativamente na construção dos mecanismos de ampliação dos espaços democráticos no Governo. Avançamos também na consolidação de políticas públicas que impulsionaram as transformações vivenciadas.

Quem suceder o Governador Jaques Wagner encontrará uma Bahia muito melhor do que ele a encontrou quando entrou no governo sete anos atrás. Os desafios de quem suceder o governador Jaques Wagner também serão ainda maiores. O processo eleitoral de escolha do sucessor, as alianças políticas necessárias, os desafios de continuidade e de mudanças das políticas já implementadas e a exigência crescente por parte da sociedade para a entrega de mais e melhores serviços públicos impõem mais complexidade, exigem mais habilidade e requerem mais apoio ao próximo Governador.

Nas próximas eleições um dos elementos fundamentais para definir a capacidade dos diversos candidatos será a capacidade de sensibilizar corações e acender o fogo militante de quem acredita em sonhos e deseja que propostas possam vir a ser implementadas. Será fundamental resgatar os laços com os movimentos sociais e acender as chamas dessa extraordinária e poderosa força que é a militância petista.

Os desafios para acender a chama da militância são ainda maiores quando se consideram a necessária política de alianças que implica em repartir os espaços de poder, antes, durante e principalmente depois das eleições. O relacionamento com os partidos aliados não pode ser apenas pragmático de juntar forças para derrotar adversários. Precisa ser levado em conta na execução de programas de governo, o que significa repartição de espaços de poder, refinamento na escala de prioridade considerando as distintas bases sociais dos partidos que comporão o governo e as qualificações de cada um dos indicados para os diversos cargos do novo governo.

Esse processo certamente levará a vários conflitos de interesses entre os componentes da base política governamental, que aumentam na medida em que as dimensões locais se associam aos problemas de diferenças de interesses estaduais. O governador deve ser o árbitro dessas disputadas e precisa ter critérios para administrar os descontentamentos de quem não for contemplado, mais do que esperar o apoio dos contemplados. É sempre uma engenharia política difícil.

É por essas razões que considero que as discussões com as bases do Partido, respeito às instancias decisórias e a convergência de opiniões sobre os desafios da conjuntura devem ser levadas em conta na escolha do nosso candidato a suceder os trabalhos do companheiro Wagner.

O Governador é o principal líder e comandante desse processo, mas não podemos atropelar os processos de discussão e debate dentro do Partido. A próxima reunião do Diretório do PT na Bahia precisa se debruçar sobre esses temas e sair com uma posição mais unificada, principalmente depois do resultado do PED.

É também por isso que solicito aos companheiros encaminhar ao Diretório essas discussões para que possamos avançar na definição de nosso candidato, depois de avaliados os cenários e qual o melhor perfil do candidato para mobilizar a militância e articular os aliados, levando em conta a posição do Governador como fator preponderante, mas não exclusivo nesse processo de decisão.

Assim mantenho a propositura do meu nome como pré-candidato a ser o sucessor do governador Jaques Wagner para avaliação na próxima reunião do Diretório Estadual.

Saudações petistas,
José Sergio Gabrielli de Azevedo

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