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Posted on 19-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-11-2013

CRÔNICA/FUTEBOL

Rebaixamento à vista

Marinalvo Mira

Apesar de o Cruzeiro ter conquistado o titulo com antecedência, o Campeonato Brasileiro da Série A pega fogo. Quando faltam três rodadas para a final do certame ou nove pontos a serem disputados, lembramos do famigerado Torneio da Morte, disputado em 1989, por Bahia, Vitória, Atlético Paranaense, Guarani (SP, Sport e Coritiba. Os dois baianos classificaram-se para o Nacional de 1990.

A pergunta do torcedor é a seguinte: compensa disputar um campeonato para ser mero figurante ou apenas brigar para escapar do rebaixamento? O sentimento de frustração toma conta dos torcedores.

Outra questão importante é que, quando começou a competição, todos sabiam que seriam 38 rodadas, e que neste período longo, com jogos seguidos, tem atleta que não aguenta, se machuca, os cartões amarelos, vermelhos e por aí vai. Portanto, as equipes devem montar dois times e os reservas deles.

Nós hoje, estamos amargando outra edição do fatídico, aliás, o nome já diz Torneio da Morte, versão 2013. São três partidas para cada um e estão nesta disputa Internacional, Flamengo, Portuguesa, Criciúma, Fluminense, Bahia, Coritiba, Vasco e Ponte Preta. Vale lembrar que o Náutico já foi para a Série B, há muito tempo. Cada partida será uma decisão! O torcedor vai sofrer do primeiro ao último minuto e ainda nos acréscimos.

A questão com a falta de planejamento, deixar para resolver o futuro do ano seguinte em três partidas. Uma briga dramática, difícil, complicada, mesmo para usar este clichê. Neste período, ainda aparecem armações, doping financeiro e outras mutretas, tradicionais do esporte, erros de arbitragem, pênalti aos 45 minutos do segundo tempo, entre outras.

Além do mais, tem aquele time que já está sendo desmontado e o jogador com a cabeça em 2014, não dará importância a resultado que já não valem absolutamente nada.

Como dizem os especialistas, o risco existe e contra matemática não se pode. Como a vitória vale três pontos, o melhor mesmo é vencer, e vencer. Nada de esperar ajuda dos outros. Quando o time começa a depender dos outros, a vaca vai para o brejo mesmo!

Empate não leva a lugar algum. Agora é só acreditar e buscar os três pontos. As três rodadas reservam emoções e surpresas. Mais uma vez, o Bahia entra na reta final, correndo risco de ficar de fora da Série A. Agora terá de buscar os pontos que não obteve durante os jogos mais fáceis que empatou ou perdeu, em rodadas anteriores.

A sorte (ou azar) foi lançada, mas só os competentes vão sobreviver.

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980), cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com)


Peri na Bahia em tempo de glória

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DEU EM A TARDE

Diego Adans

O drama vivido pelo ex-jogador do Bahia e da seleção brasileira, Perivaldo Lúcio Dantas, ao que tudo indica, está perto do fim. Na segunda-feira, 18, a reportagem de A TARDE conversou com o filho de Peri.

Segundo Marcelo Sampaio Dantas, na próxima semana ele viaja para Lisboa, capital de Portugal, encontrar-se com o pai – que vive atualmente como morador de rua e vendedor de mercadorias em uma feira livre na cidade portuguesa.

O intuito é trazer o ex-lateral direito para o Rio de Janeiro. “O desejo dele é morar no Rio. Falta ainda algumas coisas para resolver. Questão de documentos, passagens… mas nosso intuito é irmos para Portugal na segunda-feira e trazer o saudoso Perivaldo de volta”, revelou Marcelo, que lamenta a situação vivida pelo pai, que ganhou a Bola de Prata da revista Placar no Brasileirão de 1976.

“É triste, é duro. Quando vi a matéria na TV, chorei muito. Eu o tinha encontrado fazia pouco tempo, quando passei por Portugal. Ele não estava daquele jeito”, conta Marcelo, que curiosamente, seguiu os passos do pai e também é jogador profissional de futebol.

“Tornei-me profissional aos 17 anos. De Salvador, segui para Europa. Atuei em clubes da Suécia e Portugal. Sou atacante. Este ano, estava no Tiradentes, do Ceará. Fiz cinco partidas. Mas o futebol é complicado. Um dia você está no auge, no outro está lá embaixo”, disse Marcelo, que agora faz o curso de Educação Física.

“Tenho que me preparar para o pós-futebol, quando me aposentar de vez. Meu pai, infelizmente, não teve essa visão. Mas não o deixaremos, ele não ficará abandonado em Portugal”, promete.

Moradia e emprego

O drama de Perivaldo foi exibido no último domingo, 17, no programa Fantástico, da Rede Globo. Após ganhar projeção nacional no Bahia, no final de década de 70, Perivaldo, acumulou passagens pelo Botafogo, Palmeiras e Bangu. Fez parte do histórico time de 82 da Seleção, com Falcão, Zico, Sócrates.

Depois de muitas lesões, desapareceu das notícias. Trinta anos depois, o Fantástico encontrou Peri pelas ruas de Lisboa. A cena sensibilizou não apenas ex-companheiros de Seleção, como os craques Zico e Junior, mas, também, Alfredo Sampaio, vice-presidente da Federação Nacional dos Atletas de Futebol.

Sampaio disse ao A TARDE, que a Fenapaf prestará todo auxílio necessário ao ex-jogador. Desde o aluguel de uma casa na cidade do Rio de Janeiro – o local ainda a definir -, a um emprego. “Conversei, por telefone, com o Peri hoje (segunda-feira) e ele voltou a dizer que deseja morar no Rio de Janeiro. Em seguida, telefonei para o filho dele, o Marcelo e, já iremos providenciar uma casa para o Peri ficar. Além disso, um trabalho. É o mínimo que podemos fazer”, afirmou Alfredo Sampaio.

Já o presidente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional da Bahia (AGAP-BA), Sérgio Moraes, também se dispôs a ajudar o ex-jogador. “Faço até um apelo aos familiares do Peri. Qualquer ajuda que se precise, nós estamos à disposição. Não mediremos esforços para ajudar”, ressalta Moraes.

‘Causos’ e alcunha curiosa

Revelado pelo Itabuna, o ex-lateral direito chegou ao Bahia em 1974. Naquele ano, Peri foi emprestado ao Ferroviário, do Ceará. Após a rápida experiência, teve chance no time titular do Bahia de 1975 – onde ficou até 1977. Na época, além de títulos, colecionou ‘causos’ e grandes amigos. Dentre eles, Sapatão. O ex-zagueiro e capitão tricolor não esquece de um furdunço causado por Peri logo após sua chegada ao Fazendão.

“Ele comia muito e, volta e meia, passava mal. O médico do Bahia fez uma dieta para ele. Passou todas as recomendações ao Chef. Aí, no almoço, botaram um pedaço de bife, uma colher de arroz e salada. Quando ele viu o prato, começou a gritar: “Eu mato, eu mato… quem botou só esse pouco de comida!”, relembra Sapatão.

Quanto ao apelido, Peri da Pituba, Sapatão justifica. “Na época, quem morava na Pituba era a elite. O Peri sempre gostava de ostentar. Aí, dizia isso: Sou o Peri da Pituba”, explica.

Fafá:”Desculpem, mas vou quebrar protocolo”

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DEU NO G1

Rosanne D’Agostino

De Belém

A cantora Fafá de Belém quebrou o protocolo solene de um evento do Judiciário e deu um caloroso abraço no ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cena inusitada se deu no 7º Encontro Nacional do Judiciário, que acontece na noite desta segunda-feira (18) em Belém.

É o primeiro compromisso público do ministro após a prisão de condenados pelo esquema do mensalão. Barbosa chegou a Belém durante a tarde e não falou com jornalistas nem deu qualquer declaração sobre o processo em seu discurso.
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O ministro coordena os trabalhos do encontro, que definirá metas a serem seguidas por membros do Judiciário em todo o país entre 2015 e 2020.

Antes de proferir o discurso de abertura, Barbosa ouviu o hino nacional cantado ao vivo por Fafá de Belém, que aproveitou a solenidade para cumprimentar o presidente do STF.
O que estou dizendo tenho certeza é o que está pensando todo o Brasil agora”
Fafá de Belém

“Desculpem, mas vocês sabem que eu vou quebrar o protocolo”, afirmou, aproximando-se da mesa de trabalhos onde estava o ministro. “O que estou dizendo, tenho certeza, é o que está pensando todo o Brasil agora, que agradece sua firmeza, retidão, caráter e noção de justiça”, afirmou, abraçando o ministro, que sorriu, mas não comentou as declarações.

Barbosa também não comentou sobre o episódio do mensalão. Em seu discurso, restringiu-se a enumerar as metas do CNJ para os tribunais estaduais e defendeu melhorias urgentes para os tribunais de primeira instância, segundo ele, a “linha de frente” da Justiça próxima do cidadão.
O Poder Judiciário não pode ser insensível a essa questão, deve priorizar com bastante ênfase o combate à malversação de dinheiro público”
Joaquim Barbosa

Melhorias na Justiça
Barbosa defendeu ainda a informatização do Judiciário. O ministro anunciou que vai encaminhar a todos os tribunais ofícios solicitando a indicação de servidores de tecnologia da informação para criar uma força-tarefa nacional para a implantação do processo judicial eletrônico.

O presidente do STF afirmou que há um “alto índice de corrupção” no país e, por isso, os juízes devem priorizar o combate à improbidade e crimes contra a administração pública com uma meta própria do CNJ com esse objetivo.

Meta 18 do CNJ

A meta 18 do CNJ prevê que sejam julgados, até o final deste ano, todos os processos de crimes contra a administração pública e de improbidade administrativa distribuídos até 31 de dezembro de 2011. A intenção de Barbosa é reeditar a meta para o próximo ano, atualizando a distribuição das ações“O Poder Judiciário não pode ser insensível a essa questão, deve priorizar com bastante ênfase o combate à malversação de dinheiro público e, para isso, torna-se necessária a manutenção de uma meta específica com esse propósito”, afirmou.

Barbosa disse que a diferença de eficiência entre a primeira e segunda instância da Justiça brasileira é “gritante”. “Não há outro adjetivo para definir a diferença existente entre as realidades do primeiro e do segundo graus de jurisdição, aparentemente, a separar magistrados das duas instâncias, como se tratasse de categorias profissionais diferentes”, afirmou.

O encontro nacional de juízes deve discutir seis sugestões de metas nacionais, tendo como alvos a busca pela celeridade judicial, o aumento da produtividade para redução do congestionamento de processos e a priorização do julgamento de ações coletivas. Ao final, serão definidas as metas a serem seguidas por todos os estado

nov
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Posted on 19-11-2013
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Cazo, hoje, no jornal Comércio do Jahu(SP)


Fernando Rocha:com Helena (esposa)
e a jornalista Maria Olívia Soares

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O jornalista e ex-professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), Fernando Rocha, 78 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (28), em Salvador, de acordo com o genro Antônio Carlos Gonçalves. Ele estava internado há 10 dias no Hospital Português e faleceu por volta das 16h em decorrência de complicações do diabetes.

Fernando Rocha, que se formou em Direito, foi diretor de redação do jornal A TARDE nos anos 60/70 e assessor de imprensa da Reitoria da UFBA, será cremado no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. A cerimônia está marcada para as 11h desta terça-feira (19).

“A Faculdade de Comunicação lamenta muito a morte do professor, que contribuiu para a formação de muitos jornalistas que hoje estão no mercado”, afirma a diretora Suzana Barbosa. Ela lembra que Rocha foi conteporâneo de nomes como Florisvaldo Mattos, Carlos Libório e Ruy Espinheira, além de Wilson Gomes e Marcos Palácios, que continuam no quadro de docentes da instituição.

(Com informaçõees do G1)
BAHIA EM PAUTA COMENTA:

Este site blog também lamenta, profundamente, a partida do jornalista e professor Fernando Rocha, ao tempo em que destaca a sua relevância e presença marcante no ensino e na prática profissional do jorrnalismo, durante décadas: Na Facom-UFBA e nas redações por onde ele passou.

Fui seu aluno na Escola de Jornalismo da UFBA, ainda na antiga Faculdade de Filosofia, no barro de Nazaré. Sob sua chefia, recém formado, dei os primeiros passos como profissional na redação de A Tarde. Recebi também, a generosidade de sua amizade.

Em sua companhia , “fechada” a edição de A Tarde, aprendi a percorrer as vias e veias principais de boemia e inteligência na Cidade da Bahia, quando “Jeová de Carvalho ainda era passo na noite” (como no poema de Carlos Sampaio). E quando isso era possível e fazia parte das relações humanas e culturais, do jeito de ser e fazer as coisas e da própria vida em Salvador.

Um grande abraço de saudade, admiração e agradecimento, Fernando!!!

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

Uma presta, outra não

Ivan de Carvalho

Líder da oposição no Congresso, o deputado baiano Antonio Imbassahy, do PSDB, está tentando evitar que manobras governistas, consistentes em emendas a matérias já votadas e aprovadas, retardem o máximo possível o fim do voto secreto no Congresso.

Convém explicar bem, pois nem tudo é como parece a esse respeito. Basicamente, existem em tramitação no Congresso duas propostas de emenda constitucional (PEC) sobre o assunto. Uma presta e a outra não presta.

Uma, se aprovada e promulgada, vai certamente ajudar um pouco a melhorar o funcionamento do Senado Federal e da Câmara dos Deputados em certas situações. Trata-se da PEC já aprovada na Câmara e que estabelece, exclusivamente, que, entre os casos em que atualmente e tradicionalmente o voto é secreto, ele não mais o será, nem no Senado nem na Câmara, nos processos de cassação de mandatos parlamentares.

Essa PEC, portanto, entre os vários casos de voto secreto – quase todos esses casos ocorrem apenas no Senado – muda a Constituição para tornar aberto o voto dos congressistas quando a questão for a cassação ou não de mandato de deputado ou senador.

A grande justificativa para esta PEC é a tentativa de neutralizar o corporativismo dos congressistas, força quase invencível, seja na Câmara, seja no Senado. Quase que exclusivamente em grandes escândalos de corrupção, quando a opinião pública, ajudada ou até estimulada pelo noticiário da mídia, exerceram uma pressão tão rara quanto irresistível, esse corporativismo – somado às amizades e a alguns outros fatores – foi vencido e houve mandatos cassados.

O que se quer com esta PEC, que se limita a tornar o voto aberto para processos de cassação de mandatos de congressistas, é exatamente obrigar cada deputado e cada senador a, em cada caso, dar a conhecer seu voto ao eleitorado, para que este possa avaliar se tal voto obedeceu a razões corporativas, de companheirismo partidário ou amizade pessoal, ou se levou em contra os interesses gerais do povo. E, avaliando, fazer seu juízo a respeito de parlamentar que deu o voto e decidir, com conhecimento de causa, se ele deve ou não receber o voto popular nas eleições que se seguirem. Claro que como a Federação brasileira sempre foi, mas é hoje muito mais do que antes uma ficção, aprovada pelo Congresso essa emenda constitucional, ela vai ser adotada também nas Assembléias Legislativas estaduais e nas Câmaras Municipais.

A outra PEC em tramitação no Congresso sobre o assunto, aprovada no Senado na quarta-feira, 13, estabelece o voto aberto para tudo, no Congresso e nas demais casas legislativas do país. Extingue o voto secreto em quaisquer hipóteses. Trata-se, como é evidente, numa proposta mudança constitucional autoritária, que dá ao Executivo um domínio extremo, bem maior que o incontrastável domínio de que atualmente já dispõe, devido à hipertrofia do Poder Executivo da União, que prossegue aumentando em velocidade acelerada.

Vários são os casos – excluídos os de processos de cassação de mandatos – em que o voto secreto é uma defesa da representação popular. Uma garantia contra a pressão tão frequentemente irresistível (tendo em conta o tipo de política que se faz no Brasil e a maioria dos que a fazem) do Executivo, quando este indica ao Senado nomes para o Supremo Tribunal Federal e para os tribunais superiores, quando indica embaixadores, bem como o comando do Banco Central e das agências que detêm grande poder, a exemplo da Anvisa, ANS, ANP, entre outras. Ora, nesses casos, convém à nação que o voto dos congressistas seja secreto, um modo destes não se exporem a retaliações políticas caso desagradem ao Executivo, aos lobbies, e até mesmo aos indicados aprovados com votos contrários – sabendo os que votaram contra ele, um ministro do STF ou o presidente da Anvisa, por exemplo, poderá vingar-se caso surja a oportunidade.
Em tempo: Imbassahy mostra-se preocupado e tentando evitar que as manobras referidas no começo deste artigo atrasem – o que pode ser por muito tempo – a adoção do voto secreto para cassações de mandatos e isso resulte em que alguns mensaleiros vão para a cadeia e, no entanto, com a ajuda dos “companheiros”, conservem seus mandatos parlamentares. Presos condenados deputados, como o Donadon.

http://youtu.be/3u04fd64YIs

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BOM DIA!!!

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