Pizzolatto:o primeiro fugitivo d Mensalão

===============================================

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no escândalo do mensalão, fugiu para a Itália, aproveitando a dupla cidadania. Ele vai apelar para um novo julgamento italiano. É o que diz uma carta divulgada neste sábado (16) pelo advogado de Pizzolatto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato.

Segundo o advogado, Pizzolatto tomou a decisão sozinho. Lobato deu rápida entrevista coletiva às 12h30 no Rio de Janeiro, em frente à residência de Pizzolatto, e confirmou a fuga, dizendo também que encerrou seu trabalho de defesa do cliente.

“Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália”, diz o texto da carta deixada por Pizzolatto”.

Avião da Polícia Federal decola de Brasília para buscar réus do mensalão
Delúbio Soares se apresenta à Polícia Federal em Brasília
Manter Dirceu em regime fechado é ilegalidade, diz seu advogado
Sete presos do mensalão em Minas passaram a noite em duas celas
Dirceu, Genoino, Valério e mais sete réus do mensalão se apresentam à Polícia Federal

Segundo a Polícia Federal, Pizzolatto saiu do Brasil de forma clandestina, já que o nome dele constava em lista de pessoas que não poderiam deixar o país. A PF informou que a informação sobre a fuga de Pizzolatto foi repassada ao sistema de comunicação “Difusão Vermelha”, um alerta da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) que emite a notícia do mandado de prisão para todos os 188 países membros da organização internacional, com vistas à localização e eventual captura da pessoa procurada.

Segundo a Agência Estado, Pizzolato teria fugido do Brasil por terra, pela cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, há 45 dias. De lá, para a Itália.
Cronologia do mensalão

Na manhã deste sábado, a inteligência da Polícia Federal havia iniciado o trabalho de rastreamento de Pizzolato. Ele foi o primeiro a ter a prisão decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no processo do mensalão.

Na última sexta-feira (15), a PF havia informado que o ex-diretor se entregaria hoje, quando seu advogado chegasse de Brasília. Segundo a PF, ele não frequenta seu apartamento em Copacabana, no Rio, há dois meses.

nov
16
Posted on 16-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-11-2013


=================================================================
Gilson, hoje, no portal de humor A Charge Online


Campos:Gestão, avô, machismo e sucessão
na conversa com Jô.

===================================================

ARTIGO DA SEMANA

Campos no Jô: Sem Marina e sem Arraes

Vitor Hugo Soares

Salvo para notívagos irrecuperáveis, o horário do Programa do Jô é cruel. Começa tarde da noite na Rede Globo. Invariavelmente, envereda pela madrugada. Um desafio mesmo para aposentados ou estudantes de férias. Imaginem para quem tem algum compromisso logo cedo no dia seguinte: de trabalho, empresarial, político, de governo, ou puramente pessoal.

Ainda assim, o Jô consegue manter-se, ao longo de anos, na inabalável condição de maior e melhor “show de conversa” da televisão brasileira. Isto ficou cabalmente demonstrado, mais uma vez, na madrugada de segunda-feira desta semana, quando o principal entrevistado foi o governador de Pernambuco, presidente nacional do PSB e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos.

É sabido: ninguém passa impunemente, ou incólume (para glória ou desgraça), pelo Programa do Jô: músicos, atores, escritores, jornalistas, cientistas, homens de governo, gente de oposição ou celebridades em geral. Sem apelações ofensivas ou agressões gratuitas ao entrevistado, ao auditório na TV Globo, e, principalmente, aos ouvintes ligados na atração no país inteiro, o apresentador preserva a marca permanente da graça e do bom humor em qualquer situação, por mais delicada ou dramática que seja ou possa parecer.

Sem perder o foco principal, que parece ser o ponto diferencial daquilo que se vê e se ouve por aí nas TVs, em outras atrações semelhantes do gênero: a pergunta inteligente, certeira, aplicada na veia. Em geral, surpreendente para o ouvinte e inesperada para o entrevistado, mas sempre em busca do alvo: uma nova e reveladora informação.

Não foi diferente na conversa com o socialista pernambucano, ex-ministro no primeiro mandato do Governo Lula. Também aliado decisivo no Nordeste na campanha que levou a petista Dilma Rousseff à presidência da República na eleição passada. Ultimamente, no entanto, ele confronta a ambos – “o amigo e a mandatária petistas”- em pré-campanha aberta para destronar a ocupante da principal cadeira de mando do Palácio do Planalto, nas eleições do ano que vem.

Neto de Miguel Arraes, figura legendária de político e administrador em seu estado e no País (principalmente no âmbito das chamadas esquerdas), Campos foi surpreendido quando ainda estava no auditório, à espera do convite para sentar-se na poltrona ao lado do apresentador.

Jô perguntou “de supetão”, como gostam de dizer os baianos, por que o filho de Ana Arraes não foi registrado no cartório civil com o sobrenome do avô? Ainda sem a famosa caneca com água do programa à mão, para dar tempo de se recompor do susto, o governador de Pernambuco “engoliu a seco” (outra expressão do gosto dos soteropolitanos), antes de conseguir engatar uma resposta.

Explicou: sua mãe e filha do ex-governador (ex-deputada e atual conselheira do Tribunal de Contas da União- TCU), Ana Arraes , quando casou com o escritor Maximiano Campos, em razão do “machismo” da época, adotou o sobrenome do marido. As perseguições contra Arraes e seus familiares, ainda presentes quando do nascimento de Eduardo, também pesaram na escolha. “Pelo menos, foi isso que me contaram”, revelou.

“Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, venha para cá”, disse em seguida o apresentador, convocando o entrevistado a sentar-se na poltrona ao seu lado. Ainda assim, não estavam encerradas as atribulações do governador.

No começo da conversa – provavelmente por orientação de algum assessor ou marqueteiro – Campos evitava encarar seu lendário entrevistador. Preferia ficar girando a cabeça à procura do “olho” de uma câmera no estúdio. Imaginando, talvez, erradamente, que, assim, estaria falando mais diretamente com o telespectador ( principalmente o potencial eleitor).

“Eduardo, desculpe e não me leve a mal, mas prefiro que a gente converse com você olhando diretamente para mim. Senão vai ficar parecendo uma conversa de dois cegos”, brincou Jô. O governador, postulante a presidente, entendeu o recado e o conselho. “É, como a história dos dois políticos que queriam conversar, mas não queriam ser vistos por ninguém. Então um deles sugeriu que a conversa se desse no Instituto de Cegos”, devolveu Campos, e a entrevista entrou no ritmo e ganhou ainda mais consistência quanto ao conteúdo e interesse geral.

Valeu à pena ficar acordado para ver o dirigente socialista mostrar o melhor de suas habilidades de articulador político e de competente e premiado gestor público à frente do governo de seu Estado, com invejável aprovação nas pesquisas de opinião.

No primeiro caso, com impressionantes características herdadas do avô, na arte da conversa ao pé de ouvido, da argumentação inteligente e bem humorada para aliviar a tensão (mas implacável naquilo que defende e quer).

A historia do vereador traído pela mulher, com o amigo taxista em que ele mais confiava, ao ponto de pagar para ele levar a esposa nas viagens a Recife, foi de matar de rir. E Campos ganhou o auditório, como Arraes fazia em seu tempo e o neto continua a fazer nos comícios e palestras.

No segundo caso, também herdou muito do velho Miguel Arraes. Mas acrescentou jeito, nuances e talento próprios de gestor moderno, antenado e com foco nacional e internacional, que o avô nunca teve, ou talvez jamais tenha pretendido. A entrevista, e suas repercussões seguem rolando na Internet e gerando preocupações e polêmicas não só em Pernambuco, mas em outras estradas abertas e gabinetes fechados: da Bahia à Brasilia, de Minas à São Paulo.

Briga boa à vista. Dura normalmente, mas agora bastante reforçada depois da aliança com a ex-senadora e também ex-ministra de Meio Ambiente do Governo Lula, Marina Silva. Ela, que semanas antes brilhara intensamente no Programa do Jô, mesmo ausente, teve sua sombra projetada o tempo todo no programa de segunda-feira.

Depois de ter recusado pela justiça eleitoral o pedido de reconhecimento do partido Rede Sustentabilidade, na mesma semana em que o STE reconheceu dois partidos mais parecidos com balcões de trocas eleitorais, Marina ingressou no PSB, na jogada de mestre do ano na política brasileira.

“Para o que der e vier no futuro”, afirmou Eduardo Campos no Programa do Jô.

Vale a pena conferir os vídeos que rolam na WEB.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
16
Posted on 16-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-11-2013

=============================================

LOUCO

Composição: Wilson Batista e Henrique de Almeida

Louco, pelas ruas ele andava
O coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo
Louco, pelas ruas ele andava
O coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo
Conselhos eu lhe dei
Para ele se esquecer
Aquele falso amor
Ele se convenceu
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor
Que louco!
Louco, pelas ruas ele andava
O coitado chorava
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada
Para ele a mulher amada
Era seu mundo
Conselhos eu lhe dei
Para ele se esquecer
Aquele falso amor
Ele se convenceu
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor
Que louco!

————————————————-

bom dia!!!

  • Arquivos

  • novembro 2013
    S T Q Q S S D
    « out   dez »
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    252627282930