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DEU EM O GLOBO

O corpo do cantor e compositor de samba Delcio Carvalho foi enterrado por volta das 16h40 desta terça-feira (12) no Cemitério do Irajá, Subúrbio do Rio. O cantor estava internado desde o dia 18 de outubro no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio, enquanto lutava contra um câncer gástrico, mas faleceu às 7h desta terça.

“Delcio era um grande poeta, um grande compositor e vai fazer falta ao nosso samba”, declarou o sambista Zeca Pagodinho na manhã desta terça, após saber do falecimento do parceiro de samba.

O sambista, que nasceu em 1939, em Campos, na Região Norte do Rio de Janeiro, tem entre as suas obras músicas como “Sonho meu”, “Acreditar” e “Alvorecer” com a dama do samba, Dona Ivone Lara, “Vendaval da vida”, com Noca da Portela, “Afinal”, com Ivor Lancellotti , entre outras.

“Delcio era gente finíssima. Ele deixou muita música boa por aí, imagina o que estava guardado? Em todos os anos de convivência na música, nunca o vi invocado, só vivia rindo, e mesmo quando já estava doente não parecia. Como grande compositor, tratava muito bem todos a volta dele, inclusive os que estavam começando. A música ‘Acreditar’ ficará eternizada”, disse o amigo Darcy Maravilha.

O cantor e compositor Diogo Nogueira também lamentou a morte de Delcio. “Sempre cantei os sambas de Delcio Carvalho em meus shows, perdemos um grande poeta”, afirmou.

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DEU NO UOL/FOLHA

JOÃO PEDRO PITOMBO

DE SALVADOR

O ex-ministro José Dirceu desembarcou de uma jatinho particular no aeroporto de Ilhéus, a 460 km de Salvador, na noite desta segunda-feira (11). Ele descansará pelos próximos dias em uma propriedade particular no sul da Bahia.

Ligado ao ex-ministro da Casa Civil, o deputado federal Josias Gomes (PT-BA), que tem base eleitoral no sul da Bahia, confirmou a chegada de Dirceu à região. Relatou ser uma viagem “para descanso” e “de cunho pessoal”.

A viagem de Dirceu à Bahia ocorre na semana em que Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar recurso da defesa do petista no julgamento do mensalão. Em outubro de 2012, o ex-ministro foi condenado pelo Supremo a 10 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção.

No início deste mês, a defesa do ex-ministro apresentou à corte os embargos infringentes, recurso que permite nova análise para condenados que receberam pelo menos quatro votos pela absolvição.

No domingo (10), ao participar da eleição interna dos dirigentes do PT, Dirceu reafirmou ser inocente: “O Brasil sabe que eu sou inocente, e eu espero que o Supremo faça justiça”, disse.

nov
12

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DEU NO ESTADÃO

Roberta Pennafort

Morreu nesta terça-feira, 12, o compositor Delcio Carvalho. Ele estava com 74 anos e tinha câncer há três. Estava internado no Hospital São Lucas, e morreu às 7h30. Delcio havia passado por tratamento e se submetido a uma cirurgia para retirada de tumores no dia 18 de outubro, mas não havia mais possibilidade de cura.

Segundo sua empresária, Bertha Nutels, Delcio se manteve otimista até o fim da vida. “Ele queria trabalhar, fazer shows. O último foi em setembro, na Sala Baden Powell, comemorativo de seus 55 anos de carreira”. Delcio era o principal parceiro de Dona Ivone Lara, coautor de clássicos do samba, como Acreditar, Sonho meu.


André Setaro
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DEU NO TERRA MAGAZINE E NO SETARO`S BLOG ( DO CRÍTICO DE CINEMA E PROFESSOR DA FACULDADE DE COMUNICAÇÃO DA UFBA)

A Bahia, que já teve o seu Século de Péricles, nos anos 50 e 60, quando era um dos centros da vanguarda brasileira, vive atualmente em dolorosa regressão cultural. Os órgãos oficiais responsáveis pelo patrocínio dos eventos da cultura fecham os olhos para aqueles mais importantes para incentivar manifestações destituidas de significação. A Jornada Internacional de Cinema da Bahia viu-se, há dois anos, de pires na mão e, não aguentando a ausência de incentivos e de recursos, extinguiu-se.

Agora é a vez do Cine Futuro (Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual), que, tendo se iniciado em 2005, após 8 anos de atividades periódicas, não conseguiu ser realizado no ano em curso. Vale ressaltar que o Cine Futuro é o evento cinematográfico mais importantes que já se realizou na Bahia, com uma ampla programação e convidados notáveis do exterior (como se pode ver no texto abaixo). Os editais governamentais, que promoviam concursos de roteiros para a realização de filmes de longa e curta metragens, estão cada vez mais escassos e em via de desaparecimento. A miséria cultural baiana é um fato inconteste.

Por outro lado, se Salvador, em tempos idos, era uma cidade aprazível, boa para se viver, tranquila, atualmente, é uma metrópole enfartada, engarrafada, violentíssima, de difícil mobilidade. Basta dizer que o próprio comandante da Polícia Militar soteropolitano, semana passada, foi assaltado. A insegurança é a tônica da cidade e seus habitantes estão apavorados e angustiados.

A Bahia, outrora celeiro de talentos, virou uma terra folclórica (no sentido pejorativo da palavra). Nos anos 50, tínhamos um teatro do melhor nível, comandado por Martim Gonçalves na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. O movimento literário era pulsante. O Seminário de Música, também da mesma universidade, contatava com nomes importantes da música eruditava internacional como seus professores, e os concertos na Reitoria fizeram história.

E havia um cinema baiano que se estabelecia como uma força na renovação da cinematografia brasileira com o Ciclo Bahiano de Cinema, a exemplo de filmes como Barravento, de Glauber Rocha, A grande feira e Tocaia no asfalto, ambos de Roberto Pires, Sol sobre a lama, de Palma Neto e Alex Viany, entre outros. Toda esta riqueza cultural (ao contrário da miséria reinante) pode ser consultada no livro A avant-garde na Bahia, de Antonio Risério (Editora Currupio).

Por falta de apoio, pela primeira vez em 8 anos o Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (que mudou de nome paraCine Futuro) deixou de ser realizado neste ano de 2013. Embora não querendo fazer comparações com outros eventos meritórios que se realizam em Salvador, o fato é que o Cine Futuro se destacou como o maior evento cinematográfico que a Bahia já realizou. A ausência do seminário pode ser considerada mais um sintoma da miséria cultural que assola a velha província.

Reunindo centenas de pessoas (basta ver a imagem acima do Teatro Castro Alves totalmente lotado em seus mais de 1.500 lugares), com convidados da maior importância do ponto de vista do pensamento cinematográfico do exterior, o Cine Futuro naufragou na inépcia daqueles que, patrocinadores da cultura, não souberam dimensionar a sua importância e a sua relevância para a cidade atualmente tão desprovida de eventos culturais significantes. O que diz, por exemplo, a Secretaria Estadual de Cultura sobre a não realização do Cine Futuro? Há recursos, no entanto, para o patrocínio de festivais pelo Brasil afora (do ponto de vista dos patrocinadores federais), e, hoje, vê-se eventos em qualquer cafundó de Judas no grotões desse Brasil que está ficando cada vez menos varonil.

O idealizador e organizador do Cine Futuro, José Walter Pinto Lima, agente cultural, que, com sua gestão à frente do Departamento de Cinema (DIMAS) da Fundação Cultural do Estado da Bahia, programando a sala da Biblioteca Central nos anos 80, conseguiu dar, com a exibição de obras importantes da história do cinema, continuidade ao trabalho de Walter da Silveira ao proporcionar aos baianos a visão de filmes de alta qualidade. Apesar de não gostar de aparecer, o empenho de Walter Lima, à frente da promoção do bom cinema, é inegável, principalmente quando, em 2005, deu início aoSeminário Internacional de Cinema e Audiovisual, que, a princípio na Reitoria da Ufba, logo, no ano seguinte, passou a ser realizado no Teatro Castro Alves.

Nenhum outro evento realizado na Bahia conseguiu, em toda a sua história, diga-se de passagem, trazer do exterior nomes importantes como Costa Gavras, Alain Bergala (o maior especialista em Godard, Professor da Universidade Paris III, ex-redator da revista Cahiers du Cinema), Celine Scemama (Mestre em Estética da Universidade Paris I), Lucrecia Martel (realizadora premiado de O pântano, um dos filmes argentinos mais insólitos dos últimos tempos), Michel Marie (ensaísta francês com diversos livros publicados), Antoine de BaeCque (autor da excelente biografia de François Truffaut e de extensas exegeses sobre a obra de Tarkovski), Charles Tesson (Professor de Estética da Universidade de Paris III), Robert Stam, Miguel Littin (o famoso realizador chileno responsável por Dawson – que foi produzido por Walter Lima – e que deu uma excelente oficina num dos seminários), Arlindo Machado, João Carlos Teixeira Gomes (Joca), Gilberto Vasconcellos, entre muitos outros.

Segundo José Walter Pinto Lima, “o Festival Cine Futuro tem como base conceitual a apresentação de uma visão ampla sobre o fazer e o pensar da área cinematográfica; promovendo a convivência com realizadores, pensadores, críticos e técnicos; apresentando mostras de grandes cineastas e das recentes produções inéditas no país; estimulando a criação, premiando o melhor filme nacional e baiano de curta metragem, além de promover cursos e oficinas de formação profissional”

Vejam bem: fazer e pensar o cinema. Nos dias que correm, com o boom digital, faz-se muitos filmes sem, contudo, pensá-los. E um filme sem uma estruturação anterior às filmagens tem muitas chances de dar errado. A maioria dos filmes digitais que é apresentado nos eventos cinematográficos faz concorrência para a lixeira dos tempos. O que faz pensar, atualmente, é demodée, ultrapassado, já era,como uma jovem que ria o tempo todo na projeção de Um corpo que cai (Vertigo), de Hitchcock, em cópia luminosa e restaurada promovida pela Panorama que ora acontece na capital baiana.

O Professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, Jorge Nóvoa, editor da prestigiada revista O Olho da História (http://oolhodahistoria.org) assim se manifestou sobre o descalabro reinante. Vejam abaixo, e abrindo as devidas aspas:

“Cheguei há pouco mais de 15 dias à Salvador (depois de passar quase um ano fora), e é com pesar, tomo conhecimento da não realização este ano do SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CINEMA – CINE FUTURO, evento cultural e científico da maior importância para Salvador, para a Bahia e, porque não dizer, para o Brasil. Ele nos orgulhava exatamente porque víamos nele, também, a superação do “complexo de pobre” que parece sempre permear a maioria das realizações do tipo que se realizam na nossa capital. Pele primeira vez, sentíamos que não precisávamos ir para São Paulo ou Rio de Janeiro para participarmos de um evento legitimamente de porte internacional. Mas ele “não existe” mais!

Temos enorme dificuldade de compreender tal situação. Se não queremos imaginar que seja fruto de ciúmes, parece inevitável admitir uma tremenda miopia das nossas autoridades municipais, regionais, estaduais e nacionais, das mais diversas áreas, mas sem dúvida, daquelas que planejam o futuro! Esta situação me faz lembrar a fórmula célebre do “enigma baiano”. Aplicada, sobretudo, à economia, ela se tornou uma expressão metafórica de nossos pensadores quando se “curvam” diante da dificuldade de explicar o porquê de a Bahia ser pioneira em tantos domínios, sem, contudo, conseguir ser hegemônica em nenhum deles. Na Terra de Todos os Santos é complicado se afirmar que “santo de casa não faz milagre”, mas quando vemos a situação da cidade, o estado de descalabro em que ela se encontra há décadas mudando de mão em mão, é fácil se encontrar argumentos que consideram o “cinema” e suas teorias, coisa supérflua. E assim o fazendo, o poder “público” faz suas escolhas e ainda usa a justificativa de que na Bahia não existem talentos empreendedores.

Mas aí está a explicação: a Bahia, como outras regiões do Brasil, não se torna hegemônica em seu conjunto! Porém frações dominantes dela sim se tornam. Associam suas prioridades àquelas das frações dominantes nacionais e internacionais! Ao proceder assim, o poder “público”, mostra, de fato, o quanto ele é privado e o quanto a democracia vira uma “espécie jogo de alternância” no poder, como naqueles esquemas de “licitação pública” lastimavelmente já célebres.

Acredito ser necessário que todos que participaram do Seminário que expressem suas solidariedades. Que este gesto seja o início de uma nova luta para mudar tal situação e que o SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CINEMA – CINE FUTURO retome o lugar que é seu no cenário nacional e internacional. Creio ser esta a única forma real para reconhecer e agradecer aos seus idealizadores e empreendedores pelos serviços que prestaram à educação e à cultura deste país.”

nov
12
Posted on 12-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-11-2013


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Sid, hoje, no portal A Charge Online

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OPINIÃO POLÍTICA
A espionagem brasileira
Ivan de Carvalho

José Simão, jornalista-humorista da Folha de S. Paulo, cuja coluna a Tribuna da Bahia publica simultaneamente, mistura espionagem com piada de português. Simples. O famoso e imbatível espião de Sua Majestade britânica costumava dizer: “Meu nome é Bond. James Bond”. O espião português não se deixou ficar atrás. “Meu nome é Kim. Joaquim.”
Essa piada, publicada no fim de semana, se adaptado o seu personagem português a personagens da espionagem brasileira lotados na Agência Brasileira de Inteligência, certamente não se ofenderia se chamada, com ou sem ironia, de Agência Brasileira de Burrice.

O aperfeiçoamento (ou transparência) da denominação é sugerido pela história que veio ontem a público. Uma trapalhada que deixaria com inveja o extinto grupo “Os Trapalhões”, que por muitos anos divertiu com uma graça meio sem graça (às vezes inteiramente sem graça) o seleto público da Rede Globo, que se confunde quase integralmente com o povo brasileiro.

Agentes supostamente de inteligência (pelo menos, eram da Abin) vigiavam espiões americanos. Isso foi em 2009, muito antes de Edward Snowden produzir a formidável revelação de que o governo Obama esteve fazendo bisbilhotagem cibernética na Petrobras, no Ministério das Minas e Energia e no Palácio do Planalto, onde incluiu a presidente Dilma Rousseff. E, entre seus assessores, suponho, mas não posso provar, os principais responsáveis pela Abin.

Não se falou coisa alguma sobre o Palácio da Alvorada, o que certamente terá sido uma delicadeza americana, uma gentileza especial do presidente Obama e de sua NSA (ou seria da NSA e seu Obama, porque há muitas dúvidas sobre quem manda em quem nos Estados Unidos, mais até do que as de quem manda em quem aqui no Brasil).
Bem, voltando ao núcleo do caso, as coisas aconteceram em 2009, no Rio de Janeiro e o presidente da República era Lula, o cara. A operação (meu Deus, todos os cirurgiões protestariam se comparassem as cirurgias que fazem às operações dos oficiais da Abin envolvidos nessa trapalhada) era contra a CIA. Isto mesmo, contra a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, uma iniciativa de extrema ousadia e que exigia, naturalmente, extrema perícia.

Pois ousadia houve muita, mas perícia, nenhuma. A contraespionagem da Abin, como assinala a Folha de S. Paulo, que levantou a história, deixou os espiões americanos perceberem que estavam sendo seguidos. Deixar que isso aconteça é a maior besteira que se pode fazer em espionagem.

Imagino assim que os contraespiões da Abin andavam de chapéu (quem mais ainda usa chapéus, ressalvadas mulheres em alguns casamentos e enterros de gala), óculos pretos, ternos pretos e capas idem, apesar do calorão carioca – capas com as golas viradas para cima, cobrindo metade cara (a parte que a aba do chapéu e os óculos não ocultavam. E seguiam os agentes da CIA – eram dois – dia e noite. Talvez seguissem um deles durante o dia, o outro durante a noite, mas não foi divulgada informação sobre esse detalhe.

Bem, ante as circunstâncias descritas, era praticamente impossível os homens da CIA perceberem que estavam sendo seguidos. Mas perceberam, talvez por intuição, fenômeno já comprovado pela ciência de ponto e, bem antes, pelo povo, mais ainda negado, como outros, pelos cientistas amestrados e por tolos presunçosos. Bem, de qualquer maneira os dois americanos descobriram que estavam sendo seguidos, mas, equivocadamente, concluíram que o monitoramento era feito por criminosos. E temeram sequestro.

Ocorre que os americanos, verdadeiramente oficiais da CIA, estavam legalmente no país. Alejandro Nuñes e Guillermo de lãs Heras estavam lotados no consulado americano do Rio de Janeiro. O primeiro chegara em 2006 como “funcionário administrativo” e o segundo, um ano depois, e, nos registros do Itamaraty, figurava como um dos cônsules americanos no país. Em 2009, com medo de sequestro, procuraram o Departamento de Inteligência da Polícia Federal, com o qual tinham contato (imagino que a Abin não sabia disso!!!!!!!). Com a colaboração dos dois americanos, a PF armou uma blitz e abordou um carro com dois homens. Surpresa absoluta: eram agentes da Abin. Foram levados a uma delegacia e liberados sem demora.

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BOM DIA!!!

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