Gabriela:é da Venezuela, outra vez, a mais bela do unverso
Foto:Reuters/DN
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Gabriela Isler, representante da Venezuela, é a nova Miss Universo 2013. Venceu as outras 85 candidatas no concurso realizado ontem em Moscovo, na Rússia

Muito emocionada, a jovem de 25 anos recebeu a faixa e a coroa das mãos de Olívia Culpo, a eleita do ano anterior.

No momento de colocar a faixa, acabou derrubando a coroa e foi salva pela antecessora.

Este é o sétimo título da Venezuela no concurso. O segundo lugar ficou para a Miss Espanha, Patrícia Rodriguez.

Em 2014, o Miss Universo será no Brasil. O concurso será no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.


Cristina:liberada mas sem poder tomar avião

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

A Presidente argentina, Cristina Kirchner, recebeu este sábado, 9, “alta neurológica e cirúrgica”, um mês depois de se ter submetido a uma neurocirurgia que a manteve afastada do poder, anunciaram fontes oficiais.

Segundo as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias espanhola EFE, na segunda-feira será determinado “o ritmo de regresso” às atividades.

Devido aos “resultados satisfatórios” obtidos na neuro-imagem de controle que se realizou na véspera, juntamente com a normalidade dos exames realizados, decidiu-se conceder-lhe a alta neurológica e cirúrgica, segundo o boletim médico do Hospital Universitário Fundação Favaloro, lido pelo porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro.

Apesar de receber alta médica, a chefe de Estado argentina está proibida de voar pelo menos durante 30 dias, precisou a equipa médica da Fundação Favarolo.

Cristina Kirchner foi operada para remover um hematoma cerebral que lhe foi diagnosticado no início de outubro, na sequência de um traumatismo craniano que sofreu a 12 de agosto devido a uma queda.

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DEU NO CLIQUEMUSIC/UOL

Torquato Neto nascimento 09/11/1944 falescimento 10/11/1972

Nascido em Teresina, no Piauí, filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Mais tarde, em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez alguns anos de faculdade de jornalismo, sem se formar. No entanto, exerceu a profissão de jornalista em diversos periódicos, como o Correio da Manhã (no suplemento Plug), O Sol (suplemento do Jornal dos Sports) e Última Hora, onde nos anos de 1971 e 72 escreveu sua badalada coluna Geléia Geral, em que defendia as manifestações artísticas de vanguarda na música, artes plásticas, cinema, poesia etc. Fundou também jornais alternativos, o Presença e o Navilouca, que só teve um número mas fez história. Em 1968, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano (além de outros emigrados), viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria, morando algum tempo em Londres. De volta ao Brasil, no início dos anos 70, ligou-se à poesia marginal e aos aos ícones do cinema marginal, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Ivan Cardoso. Também era amigo dos poetas concretistas, Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e do artista plástico Hélio Oiticica. É considerado um dos vértices do movimento tropicalista, ao lado de Gil, Caetano e Capinam. Entre suas parcerias mais famosas estão Louvação (com Gil), Pra Dizer Adeus e Lua Nova (com Edu Lobo), Let’s Play That (com Jards Macalé), Geléia Geral (com Caetano), Mamãe Coragem, Marginália 2. Participou da famosa foto da capa do disco Tropicália ou Panis Et Circensis, em que estão incluídos suas músicas Mamãe Coragem e Geléia Geral. Seu suicídio, um dia depois de seu 28º aniversário, provocou espanto. Torquato voltou de uma festa com a mulher — que foi dormir —, trancou-se no banheiro e ligou o gás, sendo encontrado morto no dia seguinte pela empregada. Deixou um bilhete de despedida que dizia: “Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar”. Thiago era o filho de três anos de idade. Artigos da coluna Geléia Geral e poesias inéditas foram reunidos no livro “Os Últimos Dias de Paupéria”, organizado por Waly Salomão e a viúva Ana Maria em 1973. Além disso, o cineasta Ivan Cardoso produziu o documentário Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Os Titãs musicaram seu poema Go Back, que deu nome ao disco da banda de 1988.

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CRÔNICA

Graciliano não soltava beagles

Janio Ferreira Soares

Em meio a tantos gases lacrimogêneos e insurreições de velhos baianos contra monarcas de cabelos chapeados, lá vou eu a mais de 120 por hora rasgando asfaltos e desviando de restos de raposas que bobearam durante a noite. O relógio marca 5 da manhã e embora seja a hora de Luiz Gonzaga, a voz que me acompanha é a de Harry Nilsson cantando Everybody’s Talkin’, canção perfeita para se ouvir cruzando estradas enquanto esboços de arco-íris matizam sem pressa o cinza pré-sol.

Depois de descer a lombada do trevo que dá a alternativa de embocar em terras alagoanas ou seguir rumo a solos pernambucanos, surge em minha frente uma caatinga lindamente branca como se fora um encantamento provocado por caboclinhos em festa. Paro o carro, desligo o som e demoro um pouco a perceber que a visagem são os pés-de-jurema que floresceram depois das últimas chuvas de outubro. Poesia pura.

De longe vem um latido que me remete aos beagles que foram resgatados pelos defensores de animais. Aproveito que estou em seu condado e me lembro de Graciliano Ramos, que na época em que era prefeito de Palmeira dos Índios mandou matar dezenas de cães, cujos donos não cumpriram sua determinação de prendê-los. Fosse hoje, veja a ironia, o escritor que humanizou a cadela Baleia dando-lhe uma das mais belas mortes da literatura brasileira, seria friamente crucificado pelos artistas/ativistas e por participantes de programas de TV que opinam a respeito dos mais variados assuntos com os pés em posição de yoga sobre pufes e sofás vermelhos.

A propósito, fala-se demais no Brasil. Parece até que é imperativo ter uma opinião sobre tudo. De idiotizados Black Blocs com suas máscaras negras (apesar de também sê-los, é bom não confundi-los com os mil palhaços de Zé Kéti) a tolos defensores de utopias primaveris, o importante, citando de novo Raul, é protestar. Sendo assim, eu, como um velho rapaz latino-americano que já passou por Elvis, Mr. Bob Dylan e que tais, quero mais é que Tony Ramos tenha uma bela infecção depois de comer uma maminha Friboi.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

nov
09
Posted on 09-11-2013
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-11-2013


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Frank, hoje,no jornal A Notícia (SC)

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A obra prima de Antonio Torres
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ARTIGO DA SEMANA

Torres imortal: Do Junco à cadeira de Machado e Amado

Vitor Hugo Soares

“Cessa tudo que a antiga Musa canta // Que outro valor mais alto se alevanta…”

Nem político metido a sábio, nem governante assanhado com os números das pesquisas de opinião – sonhando o tempo todo com a reeleição – ou candidatos diversos em briga feroz pelo posto maior de mando no Palácio do Planalto no ano que vem.

Direto de Salvador, o apelo orgulhoso aos versos esplêndidos dos Lusíadas, de Luís de Camões, decorre de outro tipo de necessidade. A mesma expressa na antológica justificativa do carteiro, ao poeta Pablo Neruda, no filme cultuado mundialmente, de que a poesia não pertence a quem a produz, mas a quem precisa dela.

Em resumo, para encurtar a conversa: as palavras do vate lusitano são as mais completas e apropriadas que vislumbro, para dizer de meu contentamento e vibração – de conterrâneo e jornalista – pela escolha, na quinta-feira (7), do romancista Antonio Torres para ocupar a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras.

Digo sem medo de errar, ou preocupação de ser ofensivo e injusto com quem quer que seja: no panorama atual da literatura e da inteligência brasileira (especialmente entre os escritores de romance), ninguém mais digno e merecedor que este baiano nascido no antigo povoado do Junco, de ocupar o assento que antes pertenceu a Machado de Assis e Jorge Amado.

À moda do jornalista Sebastião Neri, na introdução ao livro “Rompendo o Cerco”, sobre os feitos de Ulysses Guimarães, o grande timoneiro da política nacional nas lutas de resistência da sociedade à ditadura e pela liberdade de expressão, proclamo: “Ninguém me contou, eu vi”.

Desde a juventude – às vezes bem de perto, outras, na maioria do tempo, à distância – acompanho os passos do autor de Essa Terra (sua obra prima). No começo, como exemplo profissional. No tempo em que Torres era um dos repórteres mais brilhantes da equipe estelar da redação do extinto Jornal da Bahia, que ia de Glauber Rocha a João Ubaldo Ribeiro, entre dezenas de outros.

Nas minhas viagens do litoral para o sertão (em busca das margens sempre acolhedoras do São Francisco, rio da minha aldeia, ou em fuga da inclemente repressão política da época), a passagem pelo Junco (mais tarde Inhambupe e agora Sátiro Dias) era uma rota de passagem quase obrigatória. Ali já estavam as marcas dos primeiros passos de Antonio Torres.

Andei por lá inúmeras vezes. Na companhia de meu pai, auditor de rendas estadual na região fiscal que ia de Pombal (do ex-ministro da Educação, Oliveira Brito), a Paulo Afonso, ou sozinho, com os agentes do regime militar no encalço. Nem sempre consegui escapar, e uma vez fui parar por um tempo na cela do Quartel do Exército, 19BC, no bairro soteropolitano do Cabula. Mas isso é outra história.

Em alguns casos, já exercendo o jornalismo, em viagem para cumprir pautas de reportagens, do Jornal do Brasil, sobre a seca ou política. Ou para descansar na histórica estância de Itapicurú, com o saudoso amigo e compadre, Pedro Milton de Brito, – ex-presidente da OAB-BA, infatigável defensor dos direitos humanos, várias vezes conselheiro federal da Ordem – e da comadre Sara Silva de Brito, atual presidente do TRE da Bahia. Vizinha, na juventude, do novo imortal da ABL, na cidade de Alagoinhas, quando Antonio Torres estudava no ginásio público local.

Bem mais tarde fui despertado também pela obra literária do novo membro eleito da ABL. No Rio de Janeiro, a caminho de Buenos Aires, lembro de ter comprado em uma livraria do Centro, o seu primeiro romance e primeiro estrondoso sucesso de crítica: ”Um cão Uivando para a Lua”. Li e levei o exemplar de presente para um querido amigo argentino.

Não esqueço a emoção e o entusiasmo de Alejandro Sarmiento (o amigo e companheiro de lutas contra ditaduras na América Latina), dias depois de ter lido o livro sobre os personagens fugidos da seca no Junco, no nordeste brasileiro, tentando uma nova vida em São Paulo, divididos pela pobreza e paixões ardentes e desesperadas.

Uma linda noite de vinho e lembranças na mesa de uma cantina portenha da Boca, com os olhos vigilantes e traiçoeiros dos agentes da Operação Condor rondando perigosamente ao redor.

Antes do ponto final, impossível não lembrar, também, da escritora Ana Maria Machado, atual presidente da ABL. Mais ou menos na mesma época do primeiro livro de Torres, ela dirigia a Rádio Jornal do Brasil, no tempo em que o lendário Procópio Mineiro chefiava o jornalismo brilhante da emissora, na sede carioca, já na Avenida Brasil.

Na ponte Rio-Bahia, estive por um tempo muito próximo de Ana, quando da implantação da Radio JB FM-Salvador, que ela comandou. Então eu chefiava a redação da sucursal do JB na Bahia e, por designação de Florisvaldo Matos (chefe da sucursal), fiquei responsável, também, pela fase pioneira da redação da Rádio JB na capital baiana. No Rio, recordo de Ana Maria Machado falando de duas grandes admirações suas na Bahia: O cantor Moraes Moreira e o escritor estreante, que agora vai ocupar a célebre cadeira 23, na academia que ela hoje preside com o brilho e talento de sempre, cujo último ocupante foi Luiz Paulo Horta, outro notável jornalista e escritor .

– Fizeram sorrir uma velha criança! – disse em O Globo, após o anúncio do resultado, um feliz Antonio Torres, hoje consagrado romancista não só na Bahia e em seu País, mas lido e admirado da França aos Estados Unidos, da Alemanha à Argentina e mundo afora.

A velha criança sorri e os velhos admiradores vibram e sentem orgulho. Enquanto esperam a próxima visita do agora imortal a Salvador, marcada para o dia 16, quando está prevista a participação de Torres no evento “Conversas Plugadas”, que se realizará no Teatro Castro Alves. Que cenário, para o grande romancista baiano!

Bravo! Antonio Torres merece ainda muito mais de sua terra e de seus conterrâneos.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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BOM DIA!!!

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OPINIÃO POLÍTICA

Do PT e da base

Ivan de Carvalho

Quando o PT da Bahia, sob inspiração do governador Jaques Wagner, anunciou, um tanto informalmente, que deveria escolher seu candidato até o dia 15 próximo, quase certamente não acreditava nisso. Era mais para sinalizar que o comando estadual petista quer urgência na decisão. Isto tem explicações bastante evidentes: reduzir ao máximo o tempo disponível para o aprofundamento de divergências internas entre as “tendências” petistas sobre quem deve ser o candidato do partido a governador, encurtar, assim, o período de luta interna e apresentar o nome ungido à sociedade, abertamente, iniciando bem cedo o trabalho de convencimento do eleitorado, que pode não ser fácil.

Mas o comando petista sabia que o dia 15 seria inviável, então, quando o colocou na mídia, já previa um adiamento, o que já foi feito para 30 de novembro, supõe-se que desta vez com a intenção de que seja para valer. Mas mesmo sobre isto há incertezas. Amanhã, 10, o PT escolhe suas direções nacional, estaduais e municipais em um tal de PED – Processo de Eleição Direta –, uma coisa boa que os outros partidos não fazem. Já se sabe ou supõe saber qual o grupo de tendências que vencerá o PED para a direção estadual baiana, com Everaldo Anunciação para presidente. Esse grupo apoia o pré-candidato a governador Rui Costa, também o preferido pelo governador Wagner.

Mas outro postulante, José Sérgio Gabrielli, redobrou seus esforços e o senador Walter Pinheiro, também postulante, é um perigo-pós escolha. Se o processo interno no PT não for próximo de um consenso (e ameça não ser), pessoas que vivem no ambiente do partido fazem uma previsão um tanto agourenta: o PT não tem mais aquela militância antiga e brava, lutadora e espontânea. Existem duas militâncias, atualmente: a mercenária (sanduíche, refrigerante, cachê, transporte) e a das tendências. A primeira não é eficiente e é de curta duração. “A segunda, se dá para empurrar sem muito suor um candidato a governador, ela o faz, caso contrário, vai cuidar de eleger os deputados ligados à tendência de cada um dos militantes”, analisa um destes.

O PT, aparentemente, não tem mais que se preocupar com o PSB e a candidatura da senadora Lídice da Mata a governadora – isso já está definido, Lídice já o disse, ao acertar que o seu partido deixa o governo estadual em dezembro, no contexto da reforma que o governador pretende fazer para substituir os candidatos a mandatos eletivos nas eleições de 2014. O PT só tem de se preocupar com os votos que a senadora vai tirar do candidato governista à sucessão de Wagner, seja ele quem for.

E, se alguém cometesse a indelicadeza e a estultícia de duvidar da palavra da senadora, de que será candidata, o presidente nacional de seu partido e candidato a presidente da República, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, confirmou em entrevista a candidatura dela na Bahia como coisa decidida, líquida (ou sólida?) e certa.

Mas o PT tem ainda de se acertar com os partidos “da base”. Existem aí alguns, digamos assim, à falta de palavra mais apropriada, problemas. Um deles é o PDT, que tem um aspirante declarado a candidato à sucessão de Jaques Wagner, o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo.

Em plena pré-campanha a não menos de um ano. Nilo declara-se candidato, em público e em privado, a governador, mas sabe-se que o PDT aceitaria, para ele algum outro lugar na chapa de candidatos governistas às eleições majoritárias. Poderia ser o candidato a vice-governador, por exemplo, já que existe uma presunção de que seria coisa garantida, mansa e pacífica, a candidatura, do ex-governador e atual ex-governador, Otto Alencar, ao Senado.

Otto Alencar, presidente estadual do importante PSD, não se cansa de dizer que é candidato a senador. Mas esta semana discordou da declarada disposição (tese seria uma palavra inadequada) de escolha do candidato do PT ou “da base” a governador até o dia 30 próximo, com anúncio oficial nesse dia. Para que, argumentou ele, essa pressa? Ela não vai prejudicar, não vai causar desgaste, mas a “tradição”, como qualificou, é a de anunciar o nome do candidato depois do carnaval. E é mesmo, não por acaso. Antes do carnaval, quem, além dos políticos, de uns poucos pacientes jornalistas e uns poucos empresários vai se ligar em campanha eleitoral, tendo a grande farra pela frente? Mas por que Otto Alencar externou sua tão natural opinião?

Isso ele não chegou a explicar bem, mas parece óbvio. Para dar tempo a ver como as coisas andam, como elas ficam, afinal, na Bahia como no Brasil. Na medida do possível, claro, porque ele não é profeta e mesmo superado o carnaval muita coisa pode acontecer.

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